quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Conheçam o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais - Campinas/SP

Arquivo pessoal

O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) é uma organização social qualificada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Possui quatro laboratórios referências mundiais e abertos à comunidade científica e empresarial.

O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) opera a única fonte de luz Síncrotron da América Latina e está, nesse momento, construindo Sirius, o novo acelerador brasileiro, de quarta geração, para análise dos mais diversos tipos de materiais, orgânicos e inorgânicos;

O Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) desenvolve pesquisas em áreas de fronteira da Biociência, com foco em biotecnologia e fármacos;

O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia de Bioetanol (CTBE) investiga novas tecnologias para a produção de etanol celulósico;

O Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano) realiza pesquisas com materiais avançados, com grande potencial econômico para o país.

Conheçam mais sobre: http://cnpem.br/

Conheçam o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron

Arquivo pessoal
O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) é responsável pela operação da única fonte de luz síncrotron da América Latina. Com instalações abertas, o LNLS oferece uma infraestrutura extremamente sofisticada para pesquisadores acadêmicos e industriais, brasileiros e estrangeiros.

Em uma Fonte de Luz Síncrotron, as Linhas de Luz são as estações experimentais onde os materiais são analisados. Elas são como microscópios complexos que acondicionam e focalizam a radiação síncrotron, para que ela ilumine as amostras em estudo e permita a observação de seus aspectos microscópicos.

A primeira fonte de luz síncrotron brasileira e do hemisfério sul começou a ser projetada em 1987 e foi inaugurada 10 anos depois, em 1997.

Seu molde de funcionamento também permite a manutenção de um ambiente de interação inter e multidisciplinar, que enriquece o aprendizado dos jovens pesquisadores, cuja a capacitação promove o desenvolvimento de campos tecnológicos importantes para o País.

Conheçam mais sobre: http://www.lnls.cnpem.br/uvx/

60 anos da NASA


2018 é um ano bastante importante para a NASA: em 1 de outubro, o gigantesco órgão comemora 60 anos de existência.

E com isso, tivemos a revelação de um logo feito especialmente para tal marco.

A arte, feita pelo artista gráfico da NASA Matthew Skeins, mostra uma belíssima montagem com o nome e a idade alcançada pelo órgão, em meio a um cenário de tirar o fôlego, com direito a uma vista parcial da Terra iluminada pelas luzes da cidade ao anoitecer e uma nebulosa ao fundo, com dúzias de estrelas.

Como se não fosse suficiente, o logo ainda tem algumas mensagens escondidas, como a própria NASA explica em seu artigo.

As linhas feitas pelas aeronaves, por exemplo, formam um “6”, representando o número de décadas de existência da NASA; os vetores em si, por sua vez, são menções a diferentes aspectos do órgão: enquanto o trajeto azul mostra suas origens na pesquisa aeronáutica, a linha vermelha mostra a exploração de locais longe da Terra em si.

Créditos de imagem: NASA
Fonte: TecMundo

A próxima missão do projeto "Venera" da Rússia para o planeta Vênus

A imagem obtida é da sonda Venera 14
Em 25 de Dezembro de 1978, a sonda Venera 11, pousou no planeta Vênus, sobrevivendo por 95 minutos, mas seus sistemas de imagens (fotografia, radar) não operaram. A sonda pesava 4940 kg.

Nos dias de hoje, a Rússia vai retomar projetos científicos de grandes proporções no espaço distante e foca, principalmente, voltar a Vênus no meio da próxima década com o programa "Venera-D".

Segundo os cálculos dos cientistas, se tudo correr como planejado, saberemos por que em Vênus se extinguiu a água que poderia ter sido fonte de formas de vida.

Levando em conta a elevada complexidade técnica do projeto e a necessidade de renovação da tecnologia industrial para o desenvolvimento do aparelho de pouso, o lançamento do projeto “Venera-D” não pode ser planejado para antes de 2024.

Créditos: Российская газета (O jornal russo)

O K2 é o cometa mais distante onde se observou algum tipo de atividade


Em Maio de 2017, o Pan-STARRS, descobriu o cometa C/2017 K2, chamado carinhosamente de K2.

Uma análise da órbita mostrou que o K2 teve origem na nuvem de Oort: uma região esférica a quase 1 ano-luz de distância, localizada nos confins do Sistema Solar, e que provavelmente contém centenas de milhões de cometas.

Quando os cometas se aproximam do Sol, a sua atividade começa a aumentar. Devido a isso, é produzida uma coma (uma nuvem ao redor do núcleo do cometa) e caudas.

Porém, quando os pesquisadores observaram o K2, usando o poder de resolução e a qualidade de imagens do Telescópio Espacial Hubble, eles notaram algo surpreendente: A formação de uma coma, mesmo a uma grande distância do Sol ele está passando por algum tipo de atividade, e com isso quebrou o recorde do cometa mais distante onde se observou algum tipo de atividade.

Normalmente a coma é produzida nos cometas pela evaporação de gelo de água à medida que o cometa se aproxima do Sol.

No caso do K2, os cientistas pensam que outro processo está produzindo a sua coma: a sublimação, ou seja, a passagem direta do estado sólido para o gasoso.

De acordo com as observações do Hubble, a luz do Sol está aquecendo os gases voláteis congelados, como oxigênio, nitrogênio, monóxido e dióxido de carbono, e esses gases então são emitidos formando a coma.

Quando o Hubble fez suas observações o cometa estava entre as órbitas de Saturno e Urano, a cerca de 2.4 bilhões de quilômetros de distância.

Nessa região, o brilho da luz do Sol é equivalente a 1/225 do brilho da luz do Sol na Terra e a temperatura chega a -262 graus Celsius.

Créditos: HubbleSite

Auroras podem ser vistas a olho nu em um planeta rochoso distinto da Terra: Marte


Uma colaboração internacional de cientistas com membros da NASA, do Instituto de Planetologia e Astrofísica de Grenoble (IPAG), da Agência Espacial Europeia (ESA) e da Universidade de Aalto na Finlândia, previu que as brilhantes e coloridas auroras podem ser vistas a olho nu em um planeta rochoso distinto da Terra: Marte.

Auroras marcianas apareceram visíveis depois do instrumento SPICAM a bordo da sonda Mars Express da ESA as ter avistado a partir do espaço em 2005. Essas observações foram confirmadas em março de 2015 pela missão MAVEN da NASA.

Através de experiências em laboratórios e um modelo numérico físico desenvolvido pela NASA e pelo IPAG, o estudo mostra que, em Marte, as auroras também ocorrem na faixa do visível.

A cor mais intensa é azul profundo.

Tal como na Terra, as cores verde e vermelho também estão presentes. Várias vezes durante um ciclo solar, depois de intensas erupções solares, estas luzes são brilhantes o suficiente para serem observadas à olho nu.

No início da existência de Marte e até há cerca de 3,5 bilhões de anos, o Planeta Vermelho abrigava um campo magnético global. Este campo global de algum modo se "desligou", mas as zonas localizadas de campos magnéticos, denominadas anomalias magnéticas da crosta, ainda existem na superfície de Marte. Estas anomalias estão concentradas no hemisfério sul marciano, onde as auroras são previstas a ocorrer.

Os cientistas sugerem que um astronauta andando na superfície do planeta vermelho que olhasse para cima poderia ver o céu noturno do hemisfério sul brilhar com tons de azul, vermelho e verde.

A imagem é uma interpretação artística do aspecto das auroras perto das anomalias magnéticas em Marte.

Créditos: NASA/JPL-Caltech/MSSS e CSW/DB

US 708: A estrela binária que está se movendo tão velozmente, que está saindo da Via Láctea


A milhares de anos-luz de distância, na periferia da Via Láctea, os astrônomos detectaram algo que ninguém nunca viu antes – uma estrela binária (duas estrelas orbitando um centro de massa comum) que está se movendo tão rápido que a sua velocidade quase rivaliza com a velocidade de escape da nossa galáxia.

Batizada de PB3877 e localizada a cerca de 18 mil anos-luz de distância da Terra, esta estrela binária não é a primeira hiper-veloz que encontramos em nossa galáxia. Os astrônomos identificaram até agora mais de 20 estrelas hiper-velozes que parecem querer muito sair da nossa vizinhança cósmica.

Uma delas é a US 708, que, em 2005, foi confirmada como um destes corpos super-velozes, passeando pela Via Láctea a cerca de 1.198 quilômetros por segundo, ou 4,3 milhões de quilômetros por hora – rápido o suficiente para escapar da atração gravitacional da galáxia.

“A essa velocidade, você poderia viajar da Terra à Lua em 5 minutos”, contou um dos pesquisadores que encontraram a US 708, Eugene Magnier, da Universidade do Havaí (EUA).

Espera-se que a US 708 saia da Via Láctea em cerca de 25 milhões de anos.

Todas as outras estrelas hiper-velozes que encontramos até este momento eram individuais. Esta é a primeira vez que os astrônomos descobriram um sistema estelar duplo que alcança velocidades muito altas.

Fonte: ScienceAlert

A Terra está se afastando do Sol


Em um artigo publicado no site Nature Communications, cientistas revelaram que, aos poucos, a Terra está se afastando do Sol. O estudo reuniu informações de várias publicações acadêmicas e, principalmente, dados da missão Messenger da NASA coletados ao longo de 7 anos.

De acordo com os cálculos divulgados na publicação, o esforço gravitacional exercido pelo Sol sobre os planetas que o orbitam tende a enfraquecer à medida que ele envelhece. Isso acontece por conta da massa que o astro perde ano após ano e que é levada pelo vento solar.

Segundo Antonio Genova, autor que lidera o estudo relacionado ao Sol e pesquisador do MIT, “a orbita da Terra se expande cerca de 1,5 centímetros por ano” – o que significa que nosso planeta está cerca de 150 milhões de quilômetros distante do astro-rei.

Vale lembrar que todos estes números são estimativas aproximadas, pois a taxa de perda de massa do Sol varia ao longo de 10 bilhões de anos.

O efeito, porém, muda de acordo com a distância do Sol. Saturno, por exemplo, está dez vezes mais longe em comparação à Terra e se move mais de 14cm por ano, de acordo com Genova.

Para calcular a taxa de perda de massa solar, a equipe de pesquisas mediu a posição de Mercúrio com dados retirados da sonda Messenger da NASA, já que o planeta é considerado o objeto de testes perfeito por conta de sua sensibilidade ao efeito gravitacional e à atividade do astro solar.

Fonte: The Nature/CanalTech

Foi detectado um disco de poeira ao redor de uma estrela onde é possível existir um planeta nos primeiros estágios de formação!


Em 2016, astrônomos capturaram essa imagem de um aglomerado de poeira espacial orbitando ao redor de uma estrela jovem, e isso indicou que esse pode ser nosso primeiro vislumbre de um planeta nos primeiros estágios de formação.

Mas esta não é a primeira vez que a poeira foi identificada. Em 2014, astrônomos divulgaram imagens inéditas do disco de planetas em formação ao redor da estrela HL Tau. Mas a porção interna do disco estava muito opaca para ser observada pelo Observatório Alma, no Chile.

Dois anos depois, um observatório mais potente foi utilizado para enxergar esta parte interior do disco. O Very Large Array, nos EUA, conta com equipamentos que recebem comprimento de onda maior, de sete milímetros, ao invés de apenas um milímetro do Alma. Com esse comprimento de onda a poeira parece mais fina, permitindo que imagens mais detalhadas do interior sejam feitas.

O aglomerado tem massa de três a oito vezes maior do que o da Terra. É nesse disco interno que planetas com características parecidas com a da Terra provavelmente se formam. Com o tempo, a gravidade aproximam esses grãos, até que eles tenham massa suficiente para formar corpos sólidos que evoluem para planetas.

HL Tau fica a cerca de 450 anos-luz de distância da Terra, e tem apenas um milhão de anos. De acordo com as teorias que temos hoje, discos de protoplanetas não deveriam se formar tão cedo. Pelo o que essas informações mostram, ainda temos muito o que aprender sobre a formação de planetas.

Créditos: ESO

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

[Retrospectiva 2017] Os maiores acontecimentos no mundo da Astronomia


O ano que passou foi incrível para a ciência, e a Tsu Universo reuniu o que de melhor aconteceu no cosmos para mostrar a você. Aproveite! 


A chegada da lua cheia, na sexta-feira do dia 10 de Fevereiro, foi marcada por um fenômeno conhecido como eclipse penumbral.

Ele pôde ser visto em todo o Brasil e em países da Ásia, Europa, África, do Oriente Médio e das Américas do Sul e do Norte.

O eclipse penumbral é um fenômeno astronômico que ocorre quando a lua entra na região da penumbra da Terra e resulta em uma variação do brilho da lua que dificilmente é notada.

A sombra projetada pela Terra tem duas partes denominadas umbra e penumbra. A umbra é uma região em que não há iluminação direta do Sol e a penumbra é uma região em que apenas parte da iluminação é bloqueada.





O SISTEMA PLANETÁRIO TRAPPIST-1 foi descoberto pelo método do trânsito estelar em 22 de fevereiro, quando temos a sorte de ver um planeta passando (transitando) diante de sua estrela, sendo visto como um ponto negro cobrindo uma pequenina porção do astro luminoso.

TRAPPIST-1 é uma estrela com apenas 500 milhões de anos de idade e um pouco maior do que o planeta Júpiter.

São sete planetas orbitando a estrela anã vermelha. E o sistema foi nomeado homenageando o telescópio TRAPPIST.

Esses mundos rochosos se amontoam em torno de sua estrela pequena, fraca e vermelha, como uma família em torno de uma fogueira.

Qualquer um deles poderiam abrigar água líquida, mas 3 planetas são mais promissores por estarem na zona habitável, a área ao redor da estrela, onde a água líquida é mais provável de ser detectada.

Os planetas que orbitam esta estrela anã vermelha estão situados a 40 anos-luz da Terra.





Este foi o ano dos Eclipses Solares aqui no Brasil.

O primeiro ocorreu no dia 26 de Fevereiro, porém, o dia nublado frustrou quem esperava observar o eclipse na região centro-sul do País entre 10h e 12h30, no horário de Brasília.

O eclipse solar anular, conhecido como "anel de fogo" pôde ser visto em lugares como Chile, Argentina, passando por áreas do Oceano Atlântico e Pacífico.

No segundo eclipse, em 21 de Agosto, os contemplados foram as regiões Norte e Nordeste do País.

Porém, a totalidade do eclipse pôde ser vista apenas nos EUA, mas além do Brasil, o eclipse solar deste dia, também foi visto parcialmente em toda a América do Norte, América Central e norte da América do Sul.

Na imagem mostrada, quem tirou a fotografia foi a Gabriela Haas, em Porto alegre ás 11h11.






No dia 7 de Agosto, houve um eclipse lunar parcial, onde é aquele em que a Lua não fica apenas encoberta pela penumbra da Terra, mas uma parte de seu disco também fica escondido pela sombra umbral.

Porém, para nós daqui do Brasil praticamente não foi visível, os últimos minutos do eclipse lunar parcial deste dia pôde ser visto de forma penumbral no extremo leste do Brasil, como é o caso de Pernambuco, onde a Lua ainda estava muito próxima do horizonte durante os últimos minutos de eclipse.

Esse eclipse lunar pôde ser visto em sua totalidade desde o leste da África até a Austrália.






Na manhã do dia 15 de Setembro, a espaçonave Cassini, da NASA, mergulhou na atmosfera de Saturno, com um breve brilho de sua vaporização marcando o fim de uma missão de 20 anos desde o seu lançamento em 1997.

Na sua chegada em 2004 no planeta Saturno, a sonda Cassini teve um objetivo espetacular. A sonda europeia Huygens entrou na atmosfera e pousou na superfície do maior satélite de Saturno, Titã, transmitindo imagens e dados para a Terra, na primeira vez em que um objeto construído pelo ser humano pousou num corpo celeste do Sistema Solar exterior.

Os principais objetivos da Cassini eram:

Determinar a estrutura tridimensional e comportamento dinâmico dos anéis;


Determinar a composição das superfícies e a história geológica dos satélites;


Determinar a natureza e origem do material escuro do hemisfério dianteiro de Jápeto;


Medir a estrutura tridimensional e comportamento dinâmico da magnetosfera;


Estudar o comportamento dinâmico das nuvens de Saturno;


Estudar a vulnerabilidade temporal das nuvens e a meteorologia de Titã;


Caracterizar a superfície de Titã a uma escala regional.

Mas antes disto, foram necessárias pessoas para tornar este pedaço de alumínio e silício em uma extensão de nossa curiosidade.





Em Outubro, foi anunciado a maior descoberta do ano, que contou com mais de 3 mil astrônomos, incluindo 60 do Brasil, onde conseguiram observar pela primeira vez em luz visível uma fonte dessas oscilações do espaço-tempo previstas por Albert Einstein (1879-1955) há um século.

A contribuição para a detecção de ondas gravitacionais rendeu aos físicos norte-americanos Rainer Weiss, Barry Barish e Kip S. Thorne o prêmio Nobel de Física deste ano.

O evento gerou ondas gravitacionais registradas pelo Observatório Interferométrico de Ondas Gravitacionais (LIGO, em inglês), nos Estados Unidos, e Virgo, na Itália, em agosto deste ano. É a primeira vez que se detecta luz associada a um evento de onda gravitacional.

As quatro detecções de ondas gravitacionais anteriores foram feitas a partir de colisões e fusões de buracos negros, que não emitem radiação eletromagnética.

O evento teria ocorrido em um ponto da galáxia chamada NGC 4993, localizada na constelação austral de Hidra, a 130 milhões de anos-luz da Terra. A emissão de ondas gravitacionais pelas estrelas de nêutrons em fusão, chamados de Kilonova, ocorreu cerca 2 segundos antes da observação de um jato de raios gama detectado pelo telescópio espacial Fermi, da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos.




A recente detecção das ondas gravitacionais e eletromagnéticas geradas a partir de uma fusão de estrelas de nêutron a 130 milhões de anos luz alarga - e muito - o horizonte da investigação sobre a origem e o funcionamento do universo. Mas ela foi capaz também de revelar aos cientistas a resposta para outro mistério: como são produzidos os metais pesados, como chumbo, ouro e platina?

Quando se fundem as estrelas de Nêutrons, dão origem a uma kilonova, fenômeno cujo brilho é mil vezes mais intenso que uma supernova.

Quando se colidem e se fundem, geram energia tão grande que dão origem a dois fenômenos: as rajadas curtas de raios gama e a de elementos pesados, que só podem ser sintetizados nessas condições extremas das kilonovas.

Os cientistas já haviam previsto que era, de fato, a fusão de duas estrelas de nêutrons o ponto de ignição para que ocorressem reações químicas nucleares a ponto de formar núcleos atômicos pesados, como no caso destes elementos. Mas até então não se sabia exatamente como e quanto de metais tal fenômenos geraria. E o que os cientistas viram surpreendeu.

Notaram que a fusão de estrelas de nêutrons é quase uma mina cósmica. No evento observado, o volume de elementos pesados, como ouro e platina, foi maior do que se imaginava: cerca de 10 massas terrestres.

E que todo o Ouro que vemos na Terra, foi gerado em uma fusão de estrelas de nêutron de pelo menos 5 bilhões de anos atrás.




Foi em Outubro esta descoberta do asteroide, Oumuamua, com 400 metros de comprimento, que tem a aparência alongada de um charuto – e sua cor avermelhada é sinal de que ele carrega moléculas orgânicas.

Esses são asteroides errantes, que se formaram no entorno de outras estrelas, que estão passando nas redondezas do Sol neste exato momento.

Esses asteroides não vieram para ficar: são mochileiros galácticos, e viajam em velocidades tão altas que não podem ser retidos pelo campo gravitacional do Sol. Após atravessar a esfera de influência da nossa estrela, eles penetram de novo no espaço interestelar, e seguem viagem até alcançar o próxima sistema.

Por ano, cerca de mil objetos “turistas” entram no nosso perímetro.

O problema é que, até a detecção inédita de 1I/2017 U1, nenhum desses objetos havia sido observado diretamente pelos telescópios terráqueos.





No começo de Novembro, uma equipe de astrônomos, liderada por Guillem Anglada, do Instituto de Astrofísica da Andaluzia, Espanha, estudou Proxima Centauri usando o observatório ALMA, no Chile.

Eles focaram Proxima Centauri por mais de 20 horas seguidas, a fim de captar o máximo de luz e consequentemente, a maior quantidade de informações possível... O que foi visto? Um gigantesco anel de poeira ao redor da estrela, além de outros possíveis anéis adicionais. Mas algo ainda mais interessante chamou a atenção dos astrônomos: O planeta Proxima b pode não estar sozinho.

O anel de poeira de Proxima Centauri está longe, entre 1 e 4 UA (1 Unidade Astronômica = 150 milhões de KM).

O anel de Proxima Centauri também possui uma composição semelhante, assim como temperatura média equivalente ao cinturão de Kuiper.

E além dessas informações todas, também foi detectada uma assimetria no anel de poeira de Proxima Centauri, com uma distância média de 1.6 UA, o que sugere a presença de um planeta.

Mas isso tudo é apenas o começo. "Estes primeiros resultados mostram que o observatório ALMA pode detectar estruturas de poeiras em torno de Proxima Centauri", diz o co-autor Pedro Amado, do Instituo de Astrofísica de Andaluzia, na Espanha.
"Outras observações nos darão uma imagem mais detalhada do sistema planetário de Proxima".

Provavelmente, nosso vizinho estelar nos presenteará com novidades nos próximos anos!




A uma distância de 11 anos-luz, Ross 128 é a 12º estrela mais próxima do Sol, como Proxima Centauri, é uma estrela de classe M, com cerca de 16% em massa do Sol.

Xavier Bonfils (Universidade de Grenoble-Alpes, França) e colegas, mediram os movimentos da estrela, usando o espectrógrafo HighAccuracy Radial velocity Planet Searcher no La Silla Observatory no Observatório Europeu do Sul, no Chile, mostrando que Ross 128 abriga um planeta. A descoberta foi apresentada ao mundo em Novembro.

O mundo potencialmente rochoso orbita a sua estrela a cada 9,9 dias, com uma massa de pelo menos 1,3 vezes a da Terra, tornando-o o planeta do tamanho da Terra mais próximo dentro da zona habitável de sua estrela.

Ross 128b está 20 vezes mais próximo de sua estrela do que a Terra está do Sol, mas recebe apenas 50% mais luz do que a Terra. Como Ross 128 é pequena em comparação ao Sol, sua luz seria muito mais vermelha do que a luz solar.

Nos anos a seguir, será alvo de estudos atmosféricos, que são mais eficientes em torno de sistemas próximos.

Irão saber também a composição atmosférica, especificamente sinais de oxigênio, metano e água, que pode ser apenas a arma fumegante que responde a essa grande pergunta: “Estamos sozinhos?”




Em 3 de Dezembro, o céu ficou iluminado pela única superlua do ano, momento em que o astro apareceu no céu até 14% maior e 30% mais brilhante do que o normal.

A distância média do corpo celeste para nosso planeta é de 384.402 km. Em 1948, a Lua e a Terra alcançaram uma distância de 356.462 km, a menor já registrada pelos astrônomos. No ano passado, a distância chegou a 356.511 km, a mais próxima dos últimos 69 anos. A próxima está prevista já para o 1° dia de janeiro de 2018.