domingo, 22 de abril de 2018

Uma gigantesca proeminência solar foi capturada nesta incrível astrofotografia histórica



O Observatório Astronômico Nacional do Japão publicou esta incrível astrofotografia histórica.

No dia 31 de Julho de 1991 um coronógrafo do Norikura Solar Observatory, fotografou uma gigantesca proeminência solar. Ela começou elevando-se a uma velocidade lenta de 30 km/s, mas depois começou a acelerar gradualmente.

Em seguida, transformou-se num enorme arco com uma altura de 590.000 km.

O Norikura Solar Observatory observou este tipo de erupções proeminentes em diversas ocasiões.

Só que desta vez o fenômeno foi também observado pelo satélite “Yohkoh” (lançado em Agosto de 1991) e pelo Helio-radiômetro Nobeyama (começou a funcionar em Junho de 1992).

Foi uma observação simultânea numa das linhas de emissão do espectro do Hidrogênio, a H-alfa (que se denota por Hα), por raios-X e por ondas de Rádio.

Isto permitiu captar totalmente a fase inicial e o desenvolvimento da erupção desta proeminência.

Esta observação histórica abriu caminho à compreensão da estrutura magnética das proeminências.

Créditos: NAOJ

Dois grandes vórtices são encontrados no planeta Vênus


Dois grandes vórtices atmosféricos com formas muito complexas rodam sobre os pólos de Vênus, movendo a atmosfera para baixo.

O vórtice no pólo norte, mostrado na imagem, tem uma peculiar forma de "olho duplo", cercada por uma garganta de ar quente.

Este vórtice completa uma rotação total em apenas três dias. As observações da Vênus Express (Que caiu no planeta em dezembro/2015) estão fazendo compreender como funciona a circulação atmosférica tempestuosa em Vênus.

Crédito de imagem: ESA - European Space Agency

Voyager 1 disparou propulsores dormentes pela primeira vez em 37 anos


A Voyager usou os propulsores para manobras de controle de trajetória, que foram usados ​​nos anos após seu lançamento para orienta-lo em torno dos vários planetas que passou no caminho para fora do sistema solar. Passado Saturno, esses propulsores não eram mais necessários e ficaram hibernando.

Agora, quase quatro décadas depois, eles voltaram a "viver". A façanha exigiu que os engenheiros dissecassem dados de décadas atrás, além de se familiarizarem com uma linguagem de computador desatualizada. O uso dos propulsores levou alguma energia extra, onde a NASA diz que a manobra aumentará alguns anos a vida da missão.

Os dados ainda fluem da Voyager para a Terra, embora demore cerca de 19 horas para fazer a viagem. Esse fluxo de informação irá parar em 2025 quando os geradores termoelétricos de radioisótopos deixarem de fornecer energia suficiente para executar qualquer instrumento.

Mas, por enquanto, ainda estamos em contato com o enviado mais distante da humanidade. E, parece que a Voyager ainda tem alguns truques na manga.

Fonte: Discover magazine

Um sistema de estrela tripla está se formando a 750 anos-luz de distância da Terra

ALMA (ESO / NAOJ / NRAO), NRAO / AUI / NSF
Um sistema de estrela tripla está se formando, envolto dentro deste disco empoeirado a cerca de 750 anos-luz de distância na nuvem molecular de Perseu.

Formado em comprimentos de onda milimétricos pela matriz Atacama Large Millimeter / submillimeter (ALMA) no Chile, o close-up extremo mostram duas protoestrelas separadas por apenas 61 UA (1 UA é a distância Terra-Sol) com um terceiro 183 UA da protoestrela central.

A imagem da ALMA também revelou uma estrutura espiral clara que indicou instabilidade e fragmentação, que levaram aos múltiplos objetos protoestelares dentro do disco. Os astrônomos estimam que o sistema, catalogado como L1448 IRS3B, tem menos de 150 mil anos de idade.

Capturado em uma fase inicial, o cenário da formação de estrelas provavelmente não é incomum, já que quase metade de todas as estrelas parecidas com o Sol tem pelo menos um companheiro.

Créditos: Bill Saxton, ALMA (ESO / NAOJ / NRAO), NRAO / AUI / NSF - Publicação: John Tobin (Univ. Oklahoma / Leiden).

quinta-feira, 5 de abril de 2018

A morte de Stephen Hawking


Stephen William Hawking, físico e pesquisador britânico, morreu aos 76 anos no dia 14 de Março em sua casa na Inglaterra. 

Hawking se tornou um dos cientistas mais conhecidos do mundo ao abordar temas como a natureza da gravidade e a origem do universo. 

E por coincidência, ele nasceu em 8 de janeiro de 1942, exatamente 300 anos após a morte de Galileu, e morreu na mesma data do nascimento de Albert Einstein (14 de março de 1879).



[TED 2008] - As grandes perguntas do universo.

sábado, 10 de março de 2018

O Tesla Roadster vermelho da SpaceX irá colidir com alguma coisa?


Você já sabe que em algum lugar do espaço, há um Tesla Roadster vermelho pilotado por um boneco vestido de astronauta. Ele provavelmente não funciona mais, e a NASA oficialmente listou como um objeto celestial.

Mas agora que ele já está em órbita, a questão que surge é, ele vai colidir com alguma coisa? Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Toronto tenta responder a essa questão. A resposta, não sabemos.

“Estimamos a probabilidade de uma colisão com a Terra e Vênus nos próximos um milhão de anos ser de 6% e 2,5% respectivamente”, escrevendo os autores em um artigo publicado na sexta (16) no servidor de pré-impressões de física do arXiv.

O carro está agora em uma órbita elíptica que o levará além de Marte, a cerca de 260 milhões de km do Sol, de acordo com o The Verge.

Hanno Rein, autor do estudo, disse a CBSNews que é difícil modelar algo tantos anos a frente, por causa dos muitos fatores gravitacionais que existem.

A próxima vez que o veículo passará próximo da Terra será em 2091.

E para deixar claro, isso significa que é muito, muito improvável que o carro colida com a Terra. Mas, obviamente a possibilidade de qualquer colisão calculada é até um pouco preocupante, mesmo que ela venha a ocorrer muitos anos depois de já termos nos destruído.

Fontes: Gizmodo/arXiv

Qual o caminho que percorrerão as sondas Pionner 10 e 11?


Entre março de 1972 e abril de 1973, as Pionner haviam partido para estudar o meio interplanetário.

Mais de 30 anos depois de ter sido lançada, a sonda Pioneer 10 (NASA) enviou o seu último sinal para a Terra, recebido em 22 de Janeiro de 2003. Os engenheiros da NASA explicaram que a fonte de energia da Pioneer 10, um gerador termonuclear de radioisótopos, decaíu e não teve energia suficiente para enviar mais transmissões para a Terra.

A última tentativa de contato, foi em 7 de Fevereiro de 2003, e não obtiveram resposta. Então, são 15 anos que a NASA não tem contato com a Pioneer 10.

A Pioneer 10 tornou-se o primeiro engenho construído pelo homem a cruzar o Cinturão de Asteroides (entre as órbitas de Marte e Júpiter) e também a primeira nave espacial a deixar o Sistema Solar para sempre.

Não era prático, nem mesmo necessário, trazê-las de volta. Toda a pesquisa foi feita remotamente. Dados e imagens foram transformados em bits e bytes e transmitidos para gigantescas antenas na Terra. Depois, elas simplesmente continuariam seu rumo, ao sabor da Primeira Lei de Newton.

Um dia, elas penetrarão no reino das outras estrelas da galáxia.

Mas quando isso acontecer, provavelmente serão objetos inertes, meras lembranças da nossa civilização.

Serão como cartões postais da Terra ou mensagens numa garrafa lançada ao mar.

Fonte: Astronomia no Zênite/Portal do Astronomo

Brasil tenta parceria com SpaceX e Boeing para lançar foguetes no Maranhão



Após o fracasso da parceria firmada com a Ucrânia 15 anos atrás, o governo federal negocia com as empresas norte-americanas SpaceX e Boeing, entre outras, o uso do CLA (Centro de Lançamento de Alcântara), no Maranhão, para lançamento de foguetes em missões espaciais até 2021. De acordo com o Ministério da Defesa, a base de lançamento tem o potencial de gerar 1,5 bilhão de dólares por ano ao país.

"Ainda não há nenhuma parceira fechada, mas estamos conversando e negociando com várias empresas do setor aeroespacial, incluindo a SpaceX, para o uso da nossa base em Alcântara", afirma o major-brigadeiro Luiz Fernando Aguiar, presidente da Comissão Coordenadora de Implementação de Sistemas Espaciais da FAB (Força Aérea Brasileira).

Alcântara, na região metropolitana de São Luís, fica próxima à linha do Equador. A localização é estratégica para lançamentos espaciais, pois oferece um caminho melhor para os foguetes saírem da atmosfera e serem colocados em órbita - a economia de combustível pode chegar a 30% em relação a outros pontos de lançamento nos EUA e na Europa, por exemplo.

Apesar disso, o Brasil nunca conseguiu aproveitar o potencial aeroespacial do lugar.

Fonte: UOL/CanalTech

As incríveis tempestades globais de poeira em Marte


As tempestades globais de poeira em Marte podem permitir que o gás atmosférico escape, diz uma nova pesquisa que liga as tempestades de poeira com perda de hidrogênio do planeta vermelho.

A Mars Orbiter da NASA tirou duas fotos do planeta em 2001, aproximadamente a um mês de diferença. A foto esquerda foi tirada durante um período silencioso de atividade atmosférica, enquanto a foto da direita mostra uma neblina em massa causada por uma tempestade de poeira global.

A perspectiva de uma tempestade de poeira colossal, assumir o nosso vizinho planetário agora em 2018 tem alguns pesquisadores entusiasmados. Marte não teve uma tempestade global de poeira desde 2007.

Observar uma tempestade global com uma tecnologia mais avançada, poderia corroborar as descobertas de um estudo publicado na Nature Astronomy em 22 de janeiro, que usou os dados coletados pelo Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) da NASA durante o evento de 2007 para vincular a atividade das tempestades com o vazamento de gás hidrogênio da atmosfera de Marte - o processo que finalmente transformou Marte de um planeta mais úmido, para o lugar árido que é hoje.

Enquanto muitos esperam ansiosamente a tempestade, outros estão ocupados tomando medidas cautelares para proteger os recursos existentes e próximas missões. No caso de uma tempestade global, os pesquisadores teriam que se preparar para a diminuição da energia da Opportunity (um rover que utiliza energia solar), menor visibilidade em todas as câmeras rover e orbiter e possíveis ajustes na descida de Mars InSight, uma missão programada para aterrar em Marte em novembro de 2018.

Fonte: Astronomy

Um átomo visto a olho nu!


Alguma vez vocês pensaram poder VER um átomo sem ser através de um sofisticado microscópio?

O David Nadlinger, da Universidade de Oxford, conseguiu encurralar um átomo de Estrôncio numa armadilha de ions e ganhou, com esta incrível proeza, o prêmio da quinta edição anual da EPSRC, a Engineering and Physical Sciences Research Council’s.

A sua fotografia intitulada “Single Atom in an Ion Trap” fez algo de fantástico: tornou um átomo VISÍVEL para o olho humano!

A imagem foi obtida com uma máquina de fotografias digital, e mostra um átomo de estrôncio suspenso por campos elétricos que emanam dos elétrodos metálicos da armadilha de ions – e estes elétrodos estão separados por 2 mm.

Nadlinger tirou a fotografia através da janela de uma câmara de vácuo.

O Estrôncio é um metal suave e prateado que se incendeia em contato com o ar e que reage com a água.

É conhecido pela sua utilização em fogos de artifício, quando vemos os vermelhos brilhantes deste espetáculo.

Na legenda desta imagem premiada, Nedlinger explicou:

“Quando é iluminado com um laser da cor azul-violeta correta, o átomo absorve e reemite partículas de luz com rapidez suficiente para a câmara fotográfica captar com uma longa exposição.”

O átomo de estrôncio parece maior do que o seu tamanho real dado que estava emitindo luz, e também porque estava oscilando ligeiramente durante o longo tempo de exposição.

Fonte: AstroPt
Créditos de imagem: David Nadlinger/Universidade de Oxford

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Conheçam a nova fonte de luz síncrotron brasileira que colocará o Brasil no topo do mundo!




Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais - Campinas/SP:

Filmagem aérea das obras civis da nova fonte de luz síncrotron brasileira, feita em julho de 2017.

Siriús terá em seu núcleo um dos mais avançados aceleradores de elétrons já projetados, e será uma ferramenta científica de última geração. 

A nova fonte de luz vai abrir novas perspectivas de pesquisa em biotecnologia, química, ciência dos materiais, nanotecnologia, ciências ambientais, física e muitas outras áreas! 

Sua previsão de inauguração é no final de 2018, quando o primeiro feixe de elétrons deverá passar pelo acelerador.


Esta nova fonte de luz síncrotron brasileira, será a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no País e uma das primeiras fontes de luz síncrotron de 4ª geração do mundo. 

É planejada para colocar o Brasil na liderança mundial de produção de luz síncrotron e foi projetada para ter o maior brilho dentre todos os equipamentos na sua classe de energia.

Conheçam mais: http://www.lnls.cnpem.br/sirius/projeto-sirius/

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Conheçam o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais - Campinas/SP

Arquivo pessoal

O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) é uma organização social qualificada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Possui quatro laboratórios referências mundiais e abertos à comunidade científica e empresarial.

O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) opera a única fonte de luz Síncrotron da América Latina e está, nesse momento, construindo Sirius, o novo acelerador brasileiro, de quarta geração, para análise dos mais diversos tipos de materiais, orgânicos e inorgânicos;

O Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) desenvolve pesquisas em áreas de fronteira da Biociência, com foco em biotecnologia e fármacos;

O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia de Bioetanol (CTBE) investiga novas tecnologias para a produção de etanol celulósico;

O Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano) realiza pesquisas com materiais avançados, com grande potencial econômico para o país.

Conheçam mais sobre: http://cnpem.br/

Conheçam o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron

Arquivo pessoal
O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) é responsável pela operação da única fonte de luz síncrotron da América Latina. Com instalações abertas, o LNLS oferece uma infraestrutura extremamente sofisticada para pesquisadores acadêmicos e industriais, brasileiros e estrangeiros.

Em uma Fonte de Luz Síncrotron, as Linhas de Luz são as estações experimentais onde os materiais são analisados. Elas são como microscópios complexos que acondicionam e focalizam a radiação síncrotron, para que ela ilumine as amostras em estudo e permita a observação de seus aspectos microscópicos.

A primeira fonte de luz síncrotron brasileira e do hemisfério sul começou a ser projetada em 1987 e foi inaugurada 10 anos depois, em 1997.

Seu molde de funcionamento também permite a manutenção de um ambiente de interação inter e multidisciplinar, que enriquece o aprendizado dos jovens pesquisadores, cuja a capacitação promove o desenvolvimento de campos tecnológicos importantes para o País.

Conheçam mais sobre: http://www.lnls.cnpem.br/uvx/

60 anos da NASA


2018 é um ano bastante importante para a NASA: em 1 de outubro, o gigantesco órgão comemora 60 anos de existência.

E com isso, tivemos a revelação de um logo feito especialmente para tal marco.

A arte, feita pelo artista gráfico da NASA Matthew Skeins, mostra uma belíssima montagem com o nome e a idade alcançada pelo órgão, em meio a um cenário de tirar o fôlego, com direito a uma vista parcial da Terra iluminada pelas luzes da cidade ao anoitecer e uma nebulosa ao fundo, com dúzias de estrelas.

Como se não fosse suficiente, o logo ainda tem algumas mensagens escondidas, como a própria NASA explica em seu artigo.

As linhas feitas pelas aeronaves, por exemplo, formam um “6”, representando o número de décadas de existência da NASA; os vetores em si, por sua vez, são menções a diferentes aspectos do órgão: enquanto o trajeto azul mostra suas origens na pesquisa aeronáutica, a linha vermelha mostra a exploração de locais longe da Terra em si.

Créditos de imagem: NASA
Fonte: TecMundo

A próxima missão do projeto "Venera" da Rússia para o planeta Vênus

A imagem obtida é da sonda Venera 14
Em 25 de Dezembro de 1978, a sonda Venera 11, pousou no planeta Vênus, sobrevivendo por 95 minutos, mas seus sistemas de imagens (fotografia, radar) não operaram. A sonda pesava 4940 kg.

Nos dias de hoje, a Rússia vai retomar projetos científicos de grandes proporções no espaço distante e foca, principalmente, voltar a Vênus no meio da próxima década com o programa "Venera-D".

Segundo os cálculos dos cientistas, se tudo correr como planejado, saberemos por que em Vênus se extinguiu a água que poderia ter sido fonte de formas de vida.

Levando em conta a elevada complexidade técnica do projeto e a necessidade de renovação da tecnologia industrial para o desenvolvimento do aparelho de pouso, o lançamento do projeto “Venera-D” não pode ser planejado para antes de 2024.

Créditos: Российская газета (O jornal russo)

O K2 é o cometa mais distante onde se observou algum tipo de atividade


Em Maio de 2017, o Pan-STARRS, descobriu o cometa C/2017 K2, chamado carinhosamente de K2.

Uma análise da órbita mostrou que o K2 teve origem na nuvem de Oort: uma região esférica a quase 1 ano-luz de distância, localizada nos confins do Sistema Solar, e que provavelmente contém centenas de milhões de cometas.

Quando os cometas se aproximam do Sol, a sua atividade começa a aumentar. Devido a isso, é produzida uma coma (uma nuvem ao redor do núcleo do cometa) e caudas.

Porém, quando os pesquisadores observaram o K2, usando o poder de resolução e a qualidade de imagens do Telescópio Espacial Hubble, eles notaram algo surpreendente: A formação de uma coma, mesmo a uma grande distância do Sol ele está passando por algum tipo de atividade, e com isso quebrou o recorde do cometa mais distante onde se observou algum tipo de atividade.

Normalmente a coma é produzida nos cometas pela evaporação de gelo de água à medida que o cometa se aproxima do Sol.

No caso do K2, os cientistas pensam que outro processo está produzindo a sua coma: a sublimação, ou seja, a passagem direta do estado sólido para o gasoso.

De acordo com as observações do Hubble, a luz do Sol está aquecendo os gases voláteis congelados, como oxigênio, nitrogênio, monóxido e dióxido de carbono, e esses gases então são emitidos formando a coma.

Quando o Hubble fez suas observações o cometa estava entre as órbitas de Saturno e Urano, a cerca de 2.4 bilhões de quilômetros de distância.

Nessa região, o brilho da luz do Sol é equivalente a 1/225 do brilho da luz do Sol na Terra e a temperatura chega a -262 graus Celsius.

Créditos: HubbleSite

Auroras podem ser vistas a olho nu em um planeta rochoso distinto da Terra: Marte


Uma colaboração internacional de cientistas com membros da NASA, do Instituto de Planetologia e Astrofísica de Grenoble (IPAG), da Agência Espacial Europeia (ESA) e da Universidade de Aalto na Finlândia, previu que as brilhantes e coloridas auroras podem ser vistas a olho nu em um planeta rochoso distinto da Terra: Marte.

Auroras marcianas apareceram visíveis depois do instrumento SPICAM a bordo da sonda Mars Express da ESA as ter avistado a partir do espaço em 2005. Essas observações foram confirmadas em março de 2015 pela missão MAVEN da NASA.

Através de experiências em laboratórios e um modelo numérico físico desenvolvido pela NASA e pelo IPAG, o estudo mostra que, em Marte, as auroras também ocorrem na faixa do visível.

A cor mais intensa é azul profundo.

Tal como na Terra, as cores verde e vermelho também estão presentes. Várias vezes durante um ciclo solar, depois de intensas erupções solares, estas luzes são brilhantes o suficiente para serem observadas à olho nu.

No início da existência de Marte e até há cerca de 3,5 bilhões de anos, o Planeta Vermelho abrigava um campo magnético global. Este campo global de algum modo se "desligou", mas as zonas localizadas de campos magnéticos, denominadas anomalias magnéticas da crosta, ainda existem na superfície de Marte. Estas anomalias estão concentradas no hemisfério sul marciano, onde as auroras são previstas a ocorrer.

Os cientistas sugerem que um astronauta andando na superfície do planeta vermelho que olhasse para cima poderia ver o céu noturno do hemisfério sul brilhar com tons de azul, vermelho e verde.

A imagem é uma interpretação artística do aspecto das auroras perto das anomalias magnéticas em Marte.

Créditos: NASA/JPL-Caltech/MSSS e CSW/DB

US 708: A estrela binária que está se movendo tão velozmente, que está saindo da Via Láctea


A milhares de anos-luz de distância, na periferia da Via Láctea, os astrônomos detectaram algo que ninguém nunca viu antes – uma estrela binária (duas estrelas orbitando um centro de massa comum) que está se movendo tão rápido que a sua velocidade quase rivaliza com a velocidade de escape da nossa galáxia.

Batizada de PB3877 e localizada a cerca de 18 mil anos-luz de distância da Terra, esta estrela binária não é a primeira hiper-veloz que encontramos em nossa galáxia. Os astrônomos identificaram até agora mais de 20 estrelas hiper-velozes que parecem querer muito sair da nossa vizinhança cósmica.

Uma delas é a US 708, que, em 2005, foi confirmada como um destes corpos super-velozes, passeando pela Via Láctea a cerca de 1.198 quilômetros por segundo, ou 4,3 milhões de quilômetros por hora – rápido o suficiente para escapar da atração gravitacional da galáxia.

“A essa velocidade, você poderia viajar da Terra à Lua em 5 minutos”, contou um dos pesquisadores que encontraram a US 708, Eugene Magnier, da Universidade do Havaí (EUA).

Espera-se que a US 708 saia da Via Láctea em cerca de 25 milhões de anos.

Todas as outras estrelas hiper-velozes que encontramos até este momento eram individuais. Esta é a primeira vez que os astrônomos descobriram um sistema estelar duplo que alcança velocidades muito altas.

Fonte: ScienceAlert

A Terra está se afastando do Sol


Em um artigo publicado no site Nature Communications, cientistas revelaram que, aos poucos, a Terra está se afastando do Sol. O estudo reuniu informações de várias publicações acadêmicas e, principalmente, dados da missão Messenger da NASA coletados ao longo de 7 anos.

De acordo com os cálculos divulgados na publicação, o esforço gravitacional exercido pelo Sol sobre os planetas que o orbitam tende a enfraquecer à medida que ele envelhece. Isso acontece por conta da massa que o astro perde ano após ano e que é levada pelo vento solar.

Segundo Antonio Genova, autor que lidera o estudo relacionado ao Sol e pesquisador do MIT, “a orbita da Terra se expande cerca de 1,5 centímetros por ano” – o que significa que nosso planeta está cerca de 150 milhões de quilômetros distante do astro-rei.

Vale lembrar que todos estes números são estimativas aproximadas, pois a taxa de perda de massa do Sol varia ao longo de 10 bilhões de anos.

O efeito, porém, muda de acordo com a distância do Sol. Saturno, por exemplo, está dez vezes mais longe em comparação à Terra e se move mais de 14cm por ano, de acordo com Genova.

Para calcular a taxa de perda de massa solar, a equipe de pesquisas mediu a posição de Mercúrio com dados retirados da sonda Messenger da NASA, já que o planeta é considerado o objeto de testes perfeito por conta de sua sensibilidade ao efeito gravitacional e à atividade do astro solar.

Fonte: The Nature/CanalTech

Foi detectado um disco de poeira ao redor de uma estrela onde é possível existir um planeta nos primeiros estágios de formação!


Em 2016, astrônomos capturaram essa imagem de um aglomerado de poeira espacial orbitando ao redor de uma estrela jovem, e isso indicou que esse pode ser nosso primeiro vislumbre de um planeta nos primeiros estágios de formação.

Mas esta não é a primeira vez que a poeira foi identificada. Em 2014, astrônomos divulgaram imagens inéditas do disco de planetas em formação ao redor da estrela HL Tau. Mas a porção interna do disco estava muito opaca para ser observada pelo Observatório Alma, no Chile.

Dois anos depois, um observatório mais potente foi utilizado para enxergar esta parte interior do disco. O Very Large Array, nos EUA, conta com equipamentos que recebem comprimento de onda maior, de sete milímetros, ao invés de apenas um milímetro do Alma. Com esse comprimento de onda a poeira parece mais fina, permitindo que imagens mais detalhadas do interior sejam feitas.

O aglomerado tem massa de três a oito vezes maior do que o da Terra. É nesse disco interno que planetas com características parecidas com a da Terra provavelmente se formam. Com o tempo, a gravidade aproximam esses grãos, até que eles tenham massa suficiente para formar corpos sólidos que evoluem para planetas.

HL Tau fica a cerca de 450 anos-luz de distância da Terra, e tem apenas um milhão de anos. De acordo com as teorias que temos hoje, discos de protoplanetas não deveriam se formar tão cedo. Pelo o que essas informações mostram, ainda temos muito o que aprender sobre a formação de planetas.

Créditos: ESO

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

[Retrospectiva 2017] Os maiores acontecimentos no mundo da Astronomia


O ano que passou foi incrível para a ciência, e a Tsu Universo reuniu o que de melhor aconteceu no cosmos para mostrar a você. Aproveite! 


A chegada da lua cheia, na sexta-feira do dia 10 de Fevereiro, foi marcada por um fenômeno conhecido como eclipse penumbral.

Ele pôde ser visto em todo o Brasil e em países da Ásia, Europa, África, do Oriente Médio e das Américas do Sul e do Norte.

O eclipse penumbral é um fenômeno astronômico que ocorre quando a lua entra na região da penumbra da Terra e resulta em uma variação do brilho da lua que dificilmente é notada.

A sombra projetada pela Terra tem duas partes denominadas umbra e penumbra. A umbra é uma região em que não há iluminação direta do Sol e a penumbra é uma região em que apenas parte da iluminação é bloqueada.





O SISTEMA PLANETÁRIO TRAPPIST-1 foi descoberto pelo método do trânsito estelar em 22 de fevereiro, quando temos a sorte de ver um planeta passando (transitando) diante de sua estrela, sendo visto como um ponto negro cobrindo uma pequenina porção do astro luminoso.

TRAPPIST-1 é uma estrela com apenas 500 milhões de anos de idade e um pouco maior do que o planeta Júpiter.

São sete planetas orbitando a estrela anã vermelha. E o sistema foi nomeado homenageando o telescópio TRAPPIST.

Esses mundos rochosos se amontoam em torno de sua estrela pequena, fraca e vermelha, como uma família em torno de uma fogueira.

Qualquer um deles poderiam abrigar água líquida, mas 3 planetas são mais promissores por estarem na zona habitável, a área ao redor da estrela, onde a água líquida é mais provável de ser detectada.

Os planetas que orbitam esta estrela anã vermelha estão situados a 40 anos-luz da Terra.





Este foi o ano dos Eclipses Solares aqui no Brasil.

O primeiro ocorreu no dia 26 de Fevereiro, porém, o dia nublado frustrou quem esperava observar o eclipse na região centro-sul do País entre 10h e 12h30, no horário de Brasília.

O eclipse solar anular, conhecido como "anel de fogo" pôde ser visto em lugares como Chile, Argentina, passando por áreas do Oceano Atlântico e Pacífico.

No segundo eclipse, em 21 de Agosto, os contemplados foram as regiões Norte e Nordeste do País.

Porém, a totalidade do eclipse pôde ser vista apenas nos EUA, mas além do Brasil, o eclipse solar deste dia, também foi visto parcialmente em toda a América do Norte, América Central e norte da América do Sul.

Na imagem mostrada, quem tirou a fotografia foi a Gabriela Haas, em Porto alegre ás 11h11.






No dia 7 de Agosto, houve um eclipse lunar parcial, onde é aquele em que a Lua não fica apenas encoberta pela penumbra da Terra, mas uma parte de seu disco também fica escondido pela sombra umbral.

Porém, para nós daqui do Brasil praticamente não foi visível, os últimos minutos do eclipse lunar parcial deste dia pôde ser visto de forma penumbral no extremo leste do Brasil, como é o caso de Pernambuco, onde a Lua ainda estava muito próxima do horizonte durante os últimos minutos de eclipse.

Esse eclipse lunar pôde ser visto em sua totalidade desde o leste da África até a Austrália.






Na manhã do dia 15 de Setembro, a espaçonave Cassini, da NASA, mergulhou na atmosfera de Saturno, com um breve brilho de sua vaporização marcando o fim de uma missão de 20 anos desde o seu lançamento em 1997.

Na sua chegada em 2004 no planeta Saturno, a sonda Cassini teve um objetivo espetacular. A sonda europeia Huygens entrou na atmosfera e pousou na superfície do maior satélite de Saturno, Titã, transmitindo imagens e dados para a Terra, na primeira vez em que um objeto construído pelo ser humano pousou num corpo celeste do Sistema Solar exterior.

Os principais objetivos da Cassini eram:

Determinar a estrutura tridimensional e comportamento dinâmico dos anéis;


Determinar a composição das superfícies e a história geológica dos satélites;


Determinar a natureza e origem do material escuro do hemisfério dianteiro de Jápeto;


Medir a estrutura tridimensional e comportamento dinâmico da magnetosfera;


Estudar o comportamento dinâmico das nuvens de Saturno;


Estudar a vulnerabilidade temporal das nuvens e a meteorologia de Titã;


Caracterizar a superfície de Titã a uma escala regional.

Mas antes disto, foram necessárias pessoas para tornar este pedaço de alumínio e silício em uma extensão de nossa curiosidade.





Em Outubro, foi anunciado a maior descoberta do ano, que contou com mais de 3 mil astrônomos, incluindo 60 do Brasil, onde conseguiram observar pela primeira vez em luz visível uma fonte dessas oscilações do espaço-tempo previstas por Albert Einstein (1879-1955) há um século.

A contribuição para a detecção de ondas gravitacionais rendeu aos físicos norte-americanos Rainer Weiss, Barry Barish e Kip S. Thorne o prêmio Nobel de Física deste ano.

O evento gerou ondas gravitacionais registradas pelo Observatório Interferométrico de Ondas Gravitacionais (LIGO, em inglês), nos Estados Unidos, e Virgo, na Itália, em agosto deste ano. É a primeira vez que se detecta luz associada a um evento de onda gravitacional.

As quatro detecções de ondas gravitacionais anteriores foram feitas a partir de colisões e fusões de buracos negros, que não emitem radiação eletromagnética.

O evento teria ocorrido em um ponto da galáxia chamada NGC 4993, localizada na constelação austral de Hidra, a 130 milhões de anos-luz da Terra. A emissão de ondas gravitacionais pelas estrelas de nêutrons em fusão, chamados de Kilonova, ocorreu cerca 2 segundos antes da observação de um jato de raios gama detectado pelo telescópio espacial Fermi, da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos.




A recente detecção das ondas gravitacionais e eletromagnéticas geradas a partir de uma fusão de estrelas de nêutron a 130 milhões de anos luz alarga - e muito - o horizonte da investigação sobre a origem e o funcionamento do universo. Mas ela foi capaz também de revelar aos cientistas a resposta para outro mistério: como são produzidos os metais pesados, como chumbo, ouro e platina?

Quando se fundem as estrelas de Nêutrons, dão origem a uma kilonova, fenômeno cujo brilho é mil vezes mais intenso que uma supernova.

Quando se colidem e se fundem, geram energia tão grande que dão origem a dois fenômenos: as rajadas curtas de raios gama e a de elementos pesados, que só podem ser sintetizados nessas condições extremas das kilonovas.

Os cientistas já haviam previsto que era, de fato, a fusão de duas estrelas de nêutrons o ponto de ignição para que ocorressem reações químicas nucleares a ponto de formar núcleos atômicos pesados, como no caso destes elementos. Mas até então não se sabia exatamente como e quanto de metais tal fenômenos geraria. E o que os cientistas viram surpreendeu.

Notaram que a fusão de estrelas de nêutrons é quase uma mina cósmica. No evento observado, o volume de elementos pesados, como ouro e platina, foi maior do que se imaginava: cerca de 10 massas terrestres.

E que todo o Ouro que vemos na Terra, foi gerado em uma fusão de estrelas de nêutron de pelo menos 5 bilhões de anos atrás.




Foi em Outubro esta descoberta do asteroide, Oumuamua, com 400 metros de comprimento, que tem a aparência alongada de um charuto – e sua cor avermelhada é sinal de que ele carrega moléculas orgânicas.

Esses são asteroides errantes, que se formaram no entorno de outras estrelas, que estão passando nas redondezas do Sol neste exato momento.

Esses asteroides não vieram para ficar: são mochileiros galácticos, e viajam em velocidades tão altas que não podem ser retidos pelo campo gravitacional do Sol. Após atravessar a esfera de influência da nossa estrela, eles penetram de novo no espaço interestelar, e seguem viagem até alcançar o próxima sistema.

Por ano, cerca de mil objetos “turistas” entram no nosso perímetro.

O problema é que, até a detecção inédita de 1I/2017 U1, nenhum desses objetos havia sido observado diretamente pelos telescópios terráqueos.





No começo de Novembro, uma equipe de astrônomos, liderada por Guillem Anglada, do Instituto de Astrofísica da Andaluzia, Espanha, estudou Proxima Centauri usando o observatório ALMA, no Chile.

Eles focaram Proxima Centauri por mais de 20 horas seguidas, a fim de captar o máximo de luz e consequentemente, a maior quantidade de informações possível... O que foi visto? Um gigantesco anel de poeira ao redor da estrela, além de outros possíveis anéis adicionais. Mas algo ainda mais interessante chamou a atenção dos astrônomos: O planeta Proxima b pode não estar sozinho.

O anel de poeira de Proxima Centauri está longe, entre 1 e 4 UA (1 Unidade Astronômica = 150 milhões de KM).

O anel de Proxima Centauri também possui uma composição semelhante, assim como temperatura média equivalente ao cinturão de Kuiper.

E além dessas informações todas, também foi detectada uma assimetria no anel de poeira de Proxima Centauri, com uma distância média de 1.6 UA, o que sugere a presença de um planeta.

Mas isso tudo é apenas o começo. "Estes primeiros resultados mostram que o observatório ALMA pode detectar estruturas de poeiras em torno de Proxima Centauri", diz o co-autor Pedro Amado, do Instituo de Astrofísica de Andaluzia, na Espanha.
"Outras observações nos darão uma imagem mais detalhada do sistema planetário de Proxima".

Provavelmente, nosso vizinho estelar nos presenteará com novidades nos próximos anos!




A uma distância de 11 anos-luz, Ross 128 é a 12º estrela mais próxima do Sol, como Proxima Centauri, é uma estrela de classe M, com cerca de 16% em massa do Sol.

Xavier Bonfils (Universidade de Grenoble-Alpes, França) e colegas, mediram os movimentos da estrela, usando o espectrógrafo HighAccuracy Radial velocity Planet Searcher no La Silla Observatory no Observatório Europeu do Sul, no Chile, mostrando que Ross 128 abriga um planeta. A descoberta foi apresentada ao mundo em Novembro.

O mundo potencialmente rochoso orbita a sua estrela a cada 9,9 dias, com uma massa de pelo menos 1,3 vezes a da Terra, tornando-o o planeta do tamanho da Terra mais próximo dentro da zona habitável de sua estrela.

Ross 128b está 20 vezes mais próximo de sua estrela do que a Terra está do Sol, mas recebe apenas 50% mais luz do que a Terra. Como Ross 128 é pequena em comparação ao Sol, sua luz seria muito mais vermelha do que a luz solar.

Nos anos a seguir, será alvo de estudos atmosféricos, que são mais eficientes em torno de sistemas próximos.

Irão saber também a composição atmosférica, especificamente sinais de oxigênio, metano e água, que pode ser apenas a arma fumegante que responde a essa grande pergunta: “Estamos sozinhos?”




Em 3 de Dezembro, o céu ficou iluminado pela única superlua do ano, momento em que o astro apareceu no céu até 14% maior e 30% mais brilhante do que o normal.

A distância média do corpo celeste para nosso planeta é de 384.402 km. Em 1948, a Lua e a Terra alcançaram uma distância de 356.462 km, a menor já registrada pelos astrônomos. No ano passado, a distância chegou a 356.511 km, a mais próxima dos últimos 69 anos. A próxima está prevista já para o 1° dia de janeiro de 2018.