sábado, 2 de setembro de 2017

Teoria do Estado Estacionário


A teoria do estado estacionário é contra a ideia de um universo evolutivo. Os seguidores desta teoria acreditam que o universo é uma entidade que não tem começo nem fim, porque não começou com um Big bang ou entrará em colapso em um futuro distante, para "nascer" de novo.

Os proponentes desta ideia foram os Cosmólogos Thomas Gold & Hermann Bondi e de acordo com eles, os dados coletados pela observação de um objeto localizado há milhões de anos-luz, devem ser idênticos aos obtidos na observação da Via Láctea a partir da mesma distância. Chamando essa tese de "Princípio cosmológico".

Em 1948, alguns astrônomos assumiram esse princípio e acrescentaram novos conceitos, como o grande Fred Hoyle, com o princípio cosmológico perfeito. Ele afirma, em primeiro lugar, de que o universo não tem uma gênese ou no final, pois a matéria interestelar sempre existiu e, segundo, que a aparência geral do universo é idêntico, não só no espaço, mas também no tempo.

Albert Einstein acreditava que o Universo deveria ser estático, mas sabia que a gravidade faria o Universo se contrair. Para compensar a gravidade, Einstein introduziu em suas equações a famosa constante cosmológica, que age como uma força repulsiva que previne o colapso do Universo pela atração gravitacional.

E por fim a teoria do estado estacionário perdeu quase todos os seus adeptos quando foi descoberta a radiação cósmica de fundo (RCF), que ela não sabe explicar. 

A estrela que não deveria existir!



Uma equipe de astrônomos europeus utilizou o Very Large Telescope do ESO (VLT) para descobrir uma estrela na Via Láctea que muitos pensavam não poder existir.

Os astrônomos descobriram que esta estrela é composta quase inteiramente por hidrogênio e hélio, com quantidades minúsculas de outros elementos químicos.

Esta intrigante composição química coloca a estrela na chamada “zona proibida” dent...ro da teoria de formação estelar mais aceita, o que significa que esta estrela nunca deveria ter se formado.

Chamada de SDSS J102915+172927, ela está situada na constelação do Leão, possui uma massa menor que a do Sol e tem provavelmente mais de 13 bilhões de anos de idade.

Os astrônomos mediram a abundância dos vários elementos químicos presentes na estrela e descobriram que a proporção de metais na SDSS J102915+172927 é mais de 20 mil vezes menor que a proporção de metais no Sol!

A supernova mais brilhante observada nos últimos 400 anos!


Já se passaram três décadas desde que astrônomos descobriram a supernova mais brilhante observada nos últimos 400 anos. A explosão estelar SN 1987A resplandeceu com o brilho de 100 milhões de sóis durante vários meses após a sua descoberta em 23 de fevereiro de 1987.

Situada na Grande Nuvem de Magalhães, uma das galáxias satélite da Via Láctea, a SN 1987A foi a explosão de supernova mais próxima observada em séculos, tendo-se tornado rapidamente na supernova mais bem estudada de todos os tempos. Durante os últimos 30 anos, observações de acompanhamento detalhadas, obtidas com telescópios colocados tanto no solo como no espaço, permitiram aos astrônomos estudar os momentos finais de uma estrela massiva com um detalhe sem precedentes, da estrela à supernova e aos restos da supernova, revolucionando a nossa compreensão destes eventos explosivos.

Os astrônomos estão usando o ALMA para observar os restos brilhantes da supernova em alta resolução, estudando como é que estes restos estão criando enormes quantidades de poeira a partir dos novos elementos criados na estrela progenitora.

Uma parte desta poeira chegará ao espaço interestelar e poderá um dia ser o material a partir do qual se formarão futuros planetas em torno de outras estrelas. Estas observações sugerem que a poeira no Universo primordial foi criada por explosões de supernova semelhantes. 😉

Créditos: ESO/NAOJ/NRAO/A. Angelich

Incrível comparação entre Galáxias e Tufões!



O Tufão Rammasun (à direita) e a 25 milhões de anos-luz distante a galaxia M101, não parecem ter muito em comum. Rammasun tinha apenas 500 quilômetros de diâmetro, enquanto M101 (Galáxia do Cata-Vento) abrange cerca de 170 mil anos-luz, tornando-os muito diferentes em escala, para não mencionar os diferentes ambientes físicos que controlam sua formação e desenvolvimento.

Mas eles parecem surpreendentemente parecidos: cada um com seus braços se exibindo, a forma de uma curva matemática simples e bela conhecida como uma espiral logarítmica, uma espiral cuja separação cresce de forma geométrica com o aumento da distância do centro.

Também conhecida como espiral equiangular, espiral de crescimento e espiral mirabilis de Bernoulli, as propriedades ricas desta curva fascinaram os matemáticos desde a descoberta do filósofo Descartes do século XVII. Curiosamente, essa forma abstrata é muito mais abundante na natureza do que o sugerido pela aparente comparação visual da imagem.

Crédito: M101 - NASA, ESA, CFHT, NOAO; Typhoon Rammasun - MODIS

Fotografia do Cometa Hale-Bopp

ESO / E. Slawik

Comet C / 1995 O1 Hale-Bopp, em 14 de março de 1997. A cauda da poeira cai para a direita, enquanto a cauda de íons azul brilhante e bem separada está apontando diretamente ao Sol.

Com seu período orbital de 2.534 anos, "veremos" novamente o cometa por volta do ano de 4380.


Crédito: ESO / E. Slawik

Colisão de galáxias há 360 milhões de anos



O Very Large Telescope do ESO, instalado no Observatório do Paranal, obteve novas imagens que revelam a espetacular consequência de uma colisão cósmica com 360 milhões de anos. 

Entre os restos que rodeiam a galáxia elíptica NGC 5291, que podem ser vista no centro da imagem, encontra-se uma jovem galáxia anã rara e misteriosa, observada como uma mancha brilhante à direita.

Este objeto dá aos astrônomos uma excelente oportunidade de aprender mais sobre galáxias semelhantes que se pensa serem comuns no Universo primordial, mas que são normalmente muito tênues e se encontram muito distantes para poderem ser observadas com os telescópios atuais.


Crédito: ESO

Chariklo: Descoberta brasileira de um asteroide com anéis


ESO/L. Calçada/Nick Risinger

Estudo liderado por brasileiro descobriu anéis ao redor de asteroide, o astrônomo Felipe Braga-Ribas, do Observatório Nacional, no Rio de Janeiro em 2014.

Observações obtidas em diversos locais da América do Sul, incluindo o Observatório de La Silla do ESO, levaram à descoberta surpreendente de que o asteroide distante Chariklo se encontra rodeado por dois anéis densos e estreitos.

Este é o men
or objeto já descoberto que apresenta anéis e apenas o quinto corpo no Sistema Solar - depois dos planetas gigantes Júpiter, Saturno, Urano e Netuno - que apresenta esta característica.

A origem dos anéis permanece um mistério, no entanto pensa-se que podem ser o resultado de uma colisão que criou um disco de detritos.

Esta concepção artística mostra qual a aparência que os anéis poderiam ter, quando observados a partir da superfície de Chariklo.

Chariklo está em uma órbita entre Saturno e Urano!


Crédito: ESO/L. Calçada/Nick Risinger (skysurvey.org)