quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Planeta-Anão: Haumea




A União Astronômica Internacional (UAI) anunciou que o objeto previamente conhecido como 2003 EL61
será classificado como o quinto planeta anão no Sistema Solar e terá o nome de Haumea,que está a 43,3 UA 
de distância do sol,que corresponde a 6,435 bilhões de km.
A decisão foi tomada após discussões entre os membros do Comitê da UAI para a Nomenclatura de 
Pequenos Corpos e o Grupo de Trabalho da UAI para a Nomenclatura de Sistemas Planetários. 
Isto agora significa que a família de planetas anões no Sistema Solar conta já com cinco elementos. 
Estes são Ceres, Plutão, Haumea, Éris e Makemake.
A descoberta de Haumea foi anunciada em meados de 2005, e o objeto foi inicialmente nomeado 
com a designação temporária de 2003 EL61. É um objeto bizarro com uma forma de uma bola de futebol americano. 
O seu diâmetro é aproximadamente o mesmo que o do planeta anão Plutão; no entanto, a sua estranha forma 
implica que é muito mais fino. Sabe-se também que roda muito depressa, completando uma volta em torno de 
si próprio a cada 4 horas. Há até quem tenha sugerido que esta rápida rotação possa ser a razão por que 
Haumea veio a ser como é - o plutóide foi alongado pelo seu movimento de rotação.
 
Haumea situa-se entre os objectos transnetunianos, um vasto 
anel distante de corpos rochosos e gelados
 no Sistema Solar exterior. Neste momento encontra-se a 
aproximadamente 50 vezes a distância entre a 
Terra e o Sol, mas no periélio (a sua distância mais próxima do Sol)
 a órbita elíptica de Haumea transporta-o 
até cerca de 35 UA,que é 5,250 bilhões de km.
Haumea é o nome da deusa do nascimento e da fertilidade na 
mitologia Hawaiiana. O nome é particulamente 
apto, pois a deusa Haumea também representa o elemento pedra 
e observações deste plutóide apontam 
para que, invulgarmente, o planeta anão seja composto quase na sua 
totalidade por rocha com uma crosta de 
gelo puro.
A mitologia Hawaiiana diz que os filhos da deusa Haumea nasceram 
de diferentes partes do seu corpo. 
O planeta anão Haumea tem uma história semelhante, pois encontra-se rodeado na sua órbita por dois satélites 
que se pensa terem sido criados por impactos no seu passado. Durante estes impactos, partes da superfície 
gelada de Haumea foram libertadas. Os detritos destes impactos pensam-se então que tenham formado as duas luas.
Depois da sua descoberta, em 2005, as luas também ganharam designações temporárias, mas agora já têm nomes 
dados pelos dois grupos de trabalho da União Astronómica Internacional. A primeira e maior lua será 
chamada Hi'iaka, a deusa Hawaiiana que se diz ter nascido da boca de Haumea e a deusa protetora 
da ilha de Hawai'i. A segunda lua de Haumea tem o nome de Namaka, um espírito de água que se diz ter 
nascido do corpo da Haumea.
  
Haumea tem uma mancha vermelha,meio azulada,notada na foto acima,os cientistas não sabem
 o que é,se foi por impacto de asteróide ou atividade orgânica,mas eles sabem que Haumea tem
 uma temperatura muito fria -223°C, bem próximo do zero absoluto.É um planeta com a forma bem
 estranha,também imagine na Terra,houver apenas 4 horas para fazer tudo,é incrível.
Rafael Lobato

domingo, 28 de outubro de 2012

Planeta-Anão: Sedna


90377 Sedna é um objeto transnetuniano descoberto em 2003, que atualmente está cerca de três vezes mais longe do Sol que Netuno. Sua órbita é extremamente excêntrica, com um afélio de cerca de 960 UA (32 vezes a distância de Netuno), tornando-o um dos objetos mais distantes conhecidos no Sistema solar além de cometas de longo período.
Sedna é quase certamente um planeta anão, porém a união astronômica internacional ainda não o designou formalmente como tal. Mesmo com aproximadamente 1 000 km de diâmetro, sua distância do Sol dificulta a determinação de sua forma, então não se sabe se está em equilíbrio hidrostático. Análises espectroscópicas revelaram que a composição da superfície de Sedna é parecida à de outros objetos transnetunianos, sendo principalmente uma mistura de gelo de água, metano,nitrogênio. Sua superfície é uma das mais vermelhas no Sistema Solar.

A órbita extrema de Sedna, com um período orbital de cerca de 11 400 anos e um perélio de 76 UA, tem criado muitas teorias sobre sua origem. O Minor planet center classifica Sedna como um objeto do disco disperso, um grupo de objetos enviados a órbitas alongados pela influência gravitacional de Netuno. No entanto, essa classificação tem sido contestada, uma vez que Sedna nunca chega perto de Netuno para ter sido afetado pelo planeta, o que levou alguns astrônomos a acreditarem que ele é o primeiro membro conhecido da parte interna da nuvem de Oort. Outros especulam que Sedna foi colocado em sua órbita atual por uma estrela, possivelmente do aglomerado em que o Sol nasceu, ou até mesmo que foi capturado de outro sistema planetário. Outra hipótese sugere que sua órbita pode ser a evidência de um grande planeta além da órbita de Netuno. O astrônomo Michael E. Brown, o co-descobridor de Sedna e dos planetas anões Éris, Haumea e Makemake, acredita que Sedna é cientificamente o objeto transnetuniano mais importante já descoberto, pois o entendimento de sua órbita anormal provavelmente vai fornecer informações valiosas sobre a origem e evolução do Sistema Solar.

 Embora a órbita de alguns cometas de longo período se estendam mais longe que a de Sedna, eles são muito pouco brilhantes para serem descobertos, exceto ao se aproximarem do perélio no Sistema Solar interno. Mesmo quando Sedna alcançar o perélio na metade de 2076, o Sol iria aparecer apenas como uma estrela muito brilhante no seu céu, somente cem vezes mais brilhante que a Lua cheia na Terra, e muito distante para ser visível como um disco a olho nu.

 Quando foi descoberto, acreditava-se que Sedna tinha um período de rotação anormalmente grande (20 a 50 dias).Inicialmente especulava-se que Sedna tinha um grande companheiro binário, similar à lua de Plutão Caronte, o que explicaria o grande período de rotação.Uma busca por um satélite pelo Telescópio espacial Hubble em março de 2004 não achou nada,e medições subsequentes feitas pelo telescópio MMT sugerem um período de rotação muito menor de cerca de 10 horas, o que é típico para um corpo do tamanho de Sedna.

sábado, 27 de outubro de 2012

Planeta-Anão: Éris

O satélite Disnomia ao fundo de Éris
Éris, conhecido oficialmente como 136199 Eris, antes detinha um outro nome chamado 2003 UB313, devido aos acalorados debates entre correntes diferentes de astrônomos, que discordavam, Xena foi rebatizada de Eris, a deusa grega da rivalidade e da discórdia, e recebeu a designação oficial de 136199 Eris, é um planeta anão e um plutóide nos confins do sistema solar, numa região conhecida como disco disperso.

Talvez seja o maior planeta anão do sistema solar e quando foi descoberto, ficou desde logo informalmente conhecido como o "décimo planeta", porque na época seu diâmetro estimado era maior do que o diâmetro do ex-planeta Plutão.

Éris tem um período orbital de cerca de 560 anos e encontra-se a cerca de 97 UA do Sol, em seu afélio ( UA,é a distância padrão da Terra em relação ao Sol = 150 milhões de KM,fazendo uma pequena conta 150 x 97 = 14.500 bilhões de KM da Terra ). Como Plutão, a sua órbita é bastante excêntrica, e leva o planeta a uma distância de apenas 35 UA do Sol no seu periélio (a distância de Plutão ao Sol varia entre 29 e 49.5 UA, enquanto que a órbita de Netuno fica por cerca de 30 UA).



Em 2010, resultados preliminares de uma ocultação estelar por Éris em 6 de novembro colocaram um limite de 2320 km no diâmetro de Éris, deixando-o com praticamente o mesmo diâmetro de Plutão.Com a margem de erro na estimativa do tamanho, não se sabe ainda se Éris realmente é menor que Plutão.

Geologia do Planeta-Anão:




Éris pode ser o maior corpo celeste conhecido para além da órbita de Netuno, talvez maior que Plutão. Tal como Plutão, é composto de uma mistura sólida de gelo e rocha. Ambos podem ser vistos como objectos do cinturão de kuiper ou como planetas gelados, apesar de Éris ser do tipo disperso, ou seja, terá sido formado na parte interior da cintura, mas atirado para uma órbita mais distante devido a uma possível influência gravitacional de Netuno.

Éris não é totalmente conhecido e o seu tamanho real não pode ser determinado. Contudo, os astrônomos calcularam que, Éris refletisse toda a luz que recebe, seria mesmo assim maior que Plutão (2390 km).

Para ajudar a determinar melhor a dimensão deste corpo celeste, foram feitas análises preliminares com recurso a observações feitas com telescópios espaciais: o Spitzer e o Hubble. O primeiro telescópio indicou que Éris seria 20% maior que Plutão (2274 km); o segundo indicou que seria apenas 1% maior indicando um albedo extraordinariamente elevado.



Em novembro de 2010 Éris ocultou uma estrela.Dados preliminares desse evento indicaram que o diâmetro de Éris é de 2 340 km, o que causou dúvida sobre as estimativas anteriores de tamanho e densidade.As três equipes que observaram a ocultação ainda estão analisando os dados obtidos.

Além disso, ao usar os dados preliminares desse evento para comparação com Plutão, há várias estimativas do diâmetro de Plutão que podem ser selecionadas.Isso se deve em parte à atmosfera de Plutão que interfere nas medições de sua superfície sólida (ao contrário da neblina gasosa).

Estes cientistas determinaram que o albedo é muito semelhante ao de Plutão, ou seja, é de 0,60 ± 0,10 ± 0,05. Sugerindo que o metano cause que a superfície gelada seja bastante refletora.

Éris parece ser algo análoga a Plutão e a Tritão (a grande lua de Netuno) devido à presença de gelo de metano.



Ao contrário do aspecto avermelhado de Plutão e Tritão, o planetoide Éris parece ser cinzento. Isto parece ser devido à enorme distância de Éris em relação ao Sol o que permite que o metano condense, cobrindo uniformemente toda a superfície.

O metano é muito volátil e a sua presença mostra que Éris se manteve sempre nos confins do sistema solar, ou seja, sempre foi um mundo extremamente frio levando a que o gelo de metano subsistisse. Ou, talvez, desfrute de uma fonte interna de metano que liberte o gás para a atmosfera; note-se que Haumea, um outro corpo celeste da mesma zona do sistema solar, revelou a presença de gelo de água, mas não de metano.

Dados não oficiais com recurso às observações do telescópio Hubble indicaram que Éris teria um albedo elevado, sugerindo que a superfície é composta de gelo fresco.

Atmosfera e clima:





Apesar de Éris se encontrar cerca de três vezes mais afastado do Sol que Plutão,chega a estar suficientemente perto do Sol para que parte da superfície se descongele e forme uma fina atmosfera; no entanto não se sabe se isto acontece realmente.

Devido à sua órbita que se aproxima até 37,8 UA do Sol e se distancia até 97,61 UA, as temperaturas devem variar entre -232 e os -248 graus célsius.

Éris está tão afastado do Sol que este último, nos céus daquele mundo, deverá aparecer apenas como uma estrela brilhante,e com um alfinete pode encobrir o Sol.

Satélite: 



A lua de Éris,Disnomia, foi descoberta a 10 de setembro de2005. Estima-se que Disnomia seja oito vezes menor e sessenta vezes menos brilhante que Éris e que orbite esse último em cerca de catorze dias.

O sistema Éris-Disnomia parece semelhante ao sistema Terra-Lua. Apesar das dimensões mais reduzidas dos dois objectos, o satélite de Éris está dez vezes mais próximo do planeta que orbita que a Lua da Terra apesar de ser oito vezes menor que a nossa lua.


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Planeta-Anão: Plutão

Plutão
Plutão está tão longe que nem o os maiores telescópios podem ver perfeitamente o Planeta

    Rotação: 6.4 dias
  • Translação: 248 anos
  • Diâmetro: 2274 km
  • Temperatura: -200 C
  • Gravidade: 0.4 m/s
  • Luas: 4 - Caronte, Hidra ,Nix e P4
  • Composição da atmosfera: metano, enxofre e Nitrogênio

    Até Agosto de 2006 o Sistema Solar contava com nove planetas, mas uma mudança feita pela União Astronómica Internacional alterou a definição oficial do termo planeta e Plutão foi rebaixado à categoria dos planetas-anões ou planetóides. 
     

    Plutão tem aproximadamente 1/5 de diâmetro da Terra e dá uma volta ao redor do Sol a cada 248 anos e desse tempo, passa 228 anos além da órbita de Netuno. 

    A exemplo de Netuno, Plutão também foi descoberto matematicamente devido às pequenas perturbações observadas nas órbitas de Urano e Netuno. 


    Percival Lowell, astrônomo norte-americano, foi um de seus principais estudiosos, mas a primeira imagem fotográfica de Plutão foi feita somente em 8 de fevereiro de 1930, doze anos após sua morte, por outro norte-americano, o astrônomo Clyde Tombaugh, que na época tinha 24 anos.
     

    Foi somente a partir de 1970 que os astrônomos obtiveram mais dados sobre a superfície desse planeta, onde foi detectada a presença de metano congelado a uma temperatura de -210°C e uma fina camada atmosférica supostamente de nitrogênio,igual a que respiramos e plutão contém materias orgânicos provavelmente de meteoros.

    Luas de Plutão

    Plutão tem três satélites naturais, o maior deles descoberto em 22 de Junho de 1978 por James Walter Christy e batizado de Caronte.

     
    Plutão e suas luas

    Uma série de imagens mostraram que sua translação é de cerca de 6.39 dias, que parece coincidir com a rotação do planeta. 


    Caso estes dados se confirmem, a coincidência entre a translação de Caronte e o movimento de rotação de Plutão seria única no sistema solar. Neste caso, como um satélite geoestacionário, Caronte nunca nasce ou se põe, mantendo sempre a mesma posição no céu de Plutão.
     

    Além de Caronte, Plutão também conta com outros dois satélites - Nyx e Hidra - descobertos em maio de 2005 pelo telescópio espacial Hubble. Apesar de não haver medidas diretas, estima-se que ambos os satélites tenham cerca de 40 km de diâmetro.E a mais recente lua descoberta P4.
      

    Até a reclassificação de Plutão, alguns astrônomos consideravam Caronte e Plutão como um planeta duplo enquanto outros sustentavam que Plutão não era de fato um planeta, mas apenas mais um objeto do Cinturão de Kuiper, uma região que se estende além da órbita de Netuno e onde já foram catalogados mais de mil outros pequenos corpos. 
     

    Órbita de Plutão e Netuno
    O gráfico acima mostra as órbitas de Netuno e Plutão.

    Com o objetivo de estudar esse astro e suas luas Caronte, Hidra e Nyx, em janeiro de 2006 os EUA lançaram a nave New Horizons , que deverá atingir o astro em julho de 2015.
    A New Horizons não deverá pousar em Plutão ou em qualquer de suas luas. A maior aproximação da nave será de 10 mil quilômetros da superfície plutoniana e de 27 mil quilômetros da superfície de Caronte.


     

    Hubble descobre que Plutão tem 4 luas!


    Duas imagens com anotações do sistema Plutão obtidas pela câmera WFC3 do Observatório Espacial
    Hubble exibem o recém-descoberto objeto P4 dentro do círculo. A imagem à esquerda foi obtida a 
    28 de Junho de 2011 e a da direita em 3 de Julho de 2011. Créditos: NASA, ESA e M. Showalter 
    (Instituto SETI).
    Uma equipe de astrônomos com apoio do Telescópio Espacial Hubble encontrou a quarta lua em órbita do criogênico Planeta-anão Plutão. Este minúsculo satélite recém descoberto, temporariamente denominado pelo código P4, foi descoberto em trabalho do Hubble que estava procurando pela presença de supostos anéis (como aqueles que vemos nos planetas gigantes gasosos) em torno de Plutão.
    Esta lua é aparentemente a menor das quatro que orbitam Plutão, com um diâmetro calculado, ainda com grande incerteza, entre  13 e 34 km. Lembramos que Caronte, a maior lua de Plutão, mede 1.043 km de diâmetro e as demais luas, Nix e Hydra, medem respectivamente, em média, cerca de  32 e 113 km. 

    “O fato das câmaras do Observatório Espacial Hubble terem permitido a percepção com tamanha clareza de um objeto tão minúsculo a mais de 5 bilhões de quilômetros é surpreendente”, afirmou o cientista Mark Showalter do Instituto SETI em Mountain View, Califórnia, EUA, que liderou esta campanha de observação via Hubble.

     A colaboração Hubble X New Horizons

    Este é o resultado de um esforço contínuo de suporte à missão New Horizons da NASA, que deverá chegar em Plutão em 2015. A missão New Horizons foi projetada para fornecer dados inéditos sobre os mundos que residem nos confins do nosso Sistema Solar. O mapa superficial de Plutão capturado via Hubble somado a descoberta de seus satélites irá contribuir decisivamente para o encontro da New Horizons com o planeta anão dentro de 4 anos.
    “Esta é uma fantástica descoberta”, exclamou Alan Stern, investigador líder do programa New Horizons coordenado pelo Instituto de Pesquisa do Sudoeste em Boulder, Colorado. “Agora que conhecemos uma nova lua no sistema de Plutão poderemos planejar mais observações detalhadas durante os vôos rasantes da New Horizons no sistema Plutão”.
    A lua P4 orbita entre as luas Nix e Hydra, que os astrônomos detectaram com o Hubble em 2005. Caronte foi descoberto em 1978 pela equipe do Observatório Naval do EUA e discernido oticamente através do Hubble em 1990, enxergado como um corpo apartado de Plutão.

    quinta-feira, 25 de outubro de 2012

    Cinturão de Kuiper

    O Cinturão de Kuiper é uma região do nosso sistema solar, que tem Plutão e outros objetos transnetunianos,que foi descoberta em 1992.
    Em 1950, Jan Hendrik Oort criou a teoria de que os cometas de longo período (que duram mais de 200 anos) teriam sua origem em um local distante 30.000 AU (astronomical unit, ou, unidade astronômica, 1 AU = 149.597.870 km (distancia da terra ao sol) a 60.000 AU do sol em uma região que ficou conhecida como Nuvem de Oort.
    Baseados na teoria de Oort, os astrônomos pensaram que os cometas de curto período (menos de 200 anos) seriam, então, cometas de longo período que tiveram suas órbitas modificadas pela influência da gravidade de algum planeta.
    Mas, em 1951, Gerard Peter Kuiper, propôs que, na verdade, os cometas de curto período seriam originários mesmo de uma região parecida com a nuvem de Oort, porém bem mais perto, com seu início próximo a órbita de netuno a 30 AU do sol até 100 AU, e que, esta região teria sua elíptica no mesmo plano das órbitas dos planetas do sistema solar (diferentemente da Nuvem de Oort que tem o plano inclinado quase perpendicularmente ao plano da órbita dos planetas).
    Cinturão de Kuiper e a nuvem de Oort
    Por estar localizado além da órbita de netuno, os objetos do cinturão de Kuiper são chamados de transnetunianos, assim como Plutão e sua lua Caronte, e o planeta-anão Éris.
    Já foram observados mais de 800 objetos do Cinturão de Kuiper, o que comprova sua existência. Aliás, a comprovação da existência do Cinturão de Kuiper, e da existência destes 800 objetos, fez com que a IAU (International Astronomical Union) criasse uma definição nova para planetas, fazendo, desta forma, com que Plutão deixasse de ser considerado um planeta do sistema solar e passasse a ser considerado apenas, um planeta-anão.

    O objeto que comprovaria que o cinturão de Kuiper existia:
      
    (15760) 1992 QB1, também escrito como (15760) 1992 QB1, foi o primeiro objeto transnetuniano descoberto depois de Plutão, onde comprovaria que outros corpos celestes orbitavam o lugar. Foi descoberto em 1992 por David C.Jewitt e Jane X. Luu no Observatório Mauna Kea, Havaí. Atualmente é classificado como um objeto clássico do cinturão de kuiper e responsável pelo nome cubewano para esse tipo de objeto, devido ao "QB1" de seu nome.(15760) 1992 QB1 possui 160 km de diâmetro,e orbita o Sol a uma distância média de 44,2 UA com um período orbital de 294 anos.Atualmente está a 41,2 UA do Sol.

     Depois foram descobertos outros objetos:
     
    Onde já foram catalogados mais de mil outros pequenos objetos transnetunianos. Acredita-se que nesta região existam mais de 100 mil pequenos corpos celestes.
    Destes, são conhecidos doze com diâmetro de quase ou mais de 1000 km inclusive um que é definitivamente maior que Plutão. (embora haja incertezas de 10-15%):
         
      •  Éris (~3000 Km)
      • Plutão (2320 km)
      • Caronte (1270 km)
      • Makemake (1600 km)
      • Haumea (1600 km)
      • Sedna (1500 km)
      • Orco (1500 – 2600 km)
      • 2007 OR10 (1200 km)
      • Quaoar (1200 km)
      • Ixion (1065 km)
      • Varuna (900 km)
      • 2002 AW197 (890 km)

      O cinturão de Kuiper são objetos que não se agregaram perto do Sol,porque no ínicio quando o sistema solar se formou,os objetos mais próximos do Sol se formaram primeiro e não teve a expansão por causa da gravidade do Sol que mantinha os objetos presos,então os objetos de kuiper formados são alguns milhares de anos mais novos que a Terra,por ter apenas a ajuda da gravidade do universo.
      Rafael Lobato

      quarta-feira, 24 de outubro de 2012

      Tritão: A lua condenada de Netuno


      O número total de satélites confirmados até agora em Netuno é de 13 e não apresentam muitas novidades, exceto Tritão , o maior deles.

      Tritão é ligeiramente maior que nossa lua e deveria ser tão calmo como ela, mas não é isso que se constatou. Sua órbita é em sentido contrário aos dos demais satélites e é inclinada com relação ao equador.

      Outro fator interessante é que Tritão apresenta uma intensa atividade vulcânica, expelindo nitrogênio líquido e gêiseres iguais da Terra expelindo uma estranha fuligem.

      O satélite também possui calotas polares, quase perfeitamente brancas, que refletem praticamente toda a luz incidente e são recobertas de nitrogênio congelado que chegam a mais de até 3/4 da distância que vai do polo ao equador. Isso permite deduzir que Tritão seja provavelmente mais frio que o planeta-anão Plutão.



      Em alguns pontos da calota polar foram observadas regiões ligeiramente mais escuras e que absorvem mais luz e se esquentam, aquecendo também as regiões vizinhas. Isso permite ao nitrogênio derreter e formar rios de nitrogênio líquido.

      Um detalhe interessante é que as calotas apresentam linhas que tendem para nordeste, o que talvez seja resultado das erupções do nitrogênio liquido que formam um lençol existente abaixo da superfície. Nessas erupções são lançados à superfície cristais de metano escurecido e que são carregados pelo vento.

      Todos os dados coletados até agora revelam que Tritão está em constante mutação.


       

      segunda-feira, 22 de outubro de 2012

      Planeta: Netuno




       
    • Rotação: 16 horas 11 minutos
    • Translação: 164 anos
    • Diâmetro: 49492 km
    • Temperatura: -193 C
    • Gravidade: 11 m/s
    • Luas: 13 confirmadas
    • Composição da atmosfera: Helio, metano e Hidrogênio

      A descoberta de Netuno é considerada um triunfo à matemática astronômica.
      Durante suas observações, o astrônomo Alexis Bouvard (1767-1843) notou que o planeta Urano nunca estava onde deveria estar. Bouvard fez então diversos cálculos da sua órbita, levando em consideração as perturbações gravitacionais provocadas por Saturno e Júpiter, mas mesmo assim as posições calculadas não coincidiam com as observações.
      Na mesma época, o astrônomo francês Le Verrier (1811-1877) resolveu estudar também o problema e conclui que as perturbações deveriam estar sendo causadas por algum outro corpo, em uma órbita mais afastada. Conseguiu então calcular a órbita deste corpo, observando as perturbações que este causava em Urano.
      Verrier pediu então a Johan Gottfried Galle (1812-1910), um astrônomo alemão, que explorasse uma região específica do céu, que constatou que a menos de um grau da posição prevista por Le Verrier, havia de fato um outro objeto e que não constava em nenhuma carta celeste. No dia seguinte, em nova observação, Galle constatou que o corpo havia se deslocado em relação às estrelas de referência. Esse corpo era NETUNO.

      Atmosfera

      A atmosfera em Netuno é densa, formada por hidrogênio, hélio e metano, todos em estado gasoso. Orbitando tão longe do Sol, Netuno recebe muito pouco calor, mas seus fenômenos atmosféricos são consideravelmente ativos.
      Em Netuno os ventos sopram em sentido oeste e podem atingir mais de 2 mil km/h. Isso ocorre provavelmente devido à falta de atrito da atmosfera com a superfície, onde irreguralidades como montanhas tendem a frear o vento,Netuno é lisa como uma bola de bilhar.
      Os violentos ventos são responsáveis pela formação de grandes furacões, entre eles a Grande Mancha Negra - GMN , uma gigantesca tempestade do tamanho da Terra e que forma um enorme buraco na atmosfera do planeta, através do qual pode-se observar mais profundamente sua atmosfera.
      Nuvens semelhantes as da Terra podem ser observadas 50 Km acima da Grande Mancha Negra.
      Da mesma forma que Júpiter e Saturno, Urano e Netuno também emitem mais energia do que recebem do Sol, porém não existe razão para inferir que um deles tenha reservas térmicas bem maiores do que o outro.
      Apesar de emitir muito mais energia do que recebe do Sol, a temperatura é próxima à de Urano, de 193 graus negativos.
      Assim como Júpiter e Saturno, nas inúmeras faixas paralelas visíveis também são observadas diversas cores e tonalidades.
    • Campo Magnético
      Em 1989, quando sonda Voyager II se aproximou de Netuno, detectou que seu campo magnético era muito parecido ao de Urano, inclinado 50 graus com relação ao eixo de rotação e deslocado no mínimo 0.55 radianos - cerca de 13500 quilômetros - do centro físico do planeta.
      Esta não era uma coincidência, mas uma particularidade desses dois planetas, com campos magnéticos muito similares.
      Explicando:Uma das teorias usadas para explicar a formação desse campo é a das correntes elétricas no interior do planeta.
      Na Terra, os movimentos do fluido de níquel e ferro derretidos no núcleo geram as correntes elétricas, que por sua vêz geram o campo magnético. Já em Júpiter e Saturno, o hidrogênio em sua forma metálica é que conduz a corrente elétrica, gerando o campo magnético.
      Quando se trata de Urano e Netuno, há uma quantidade maior de gelo e também menos hidrogênio do que em Júpiter, por isso é possível que os núcleos desses dois planetas sejam relativamente isolantes.

      No entanto, um dínamo elétrico parece operar no interior desses planetas, só que ao redor do núcleo.Isso explica o fato de o campo não passar pelo centro do planeta. Porém a explicação de como isso ocorre é provavelmente uma interação muito complexa entre os fluidos do interior dos dois planetas aliado às suas rotações.
      Os modelos de estrutura interna são bem confiáveis, indicando a presença, embora pequena, de ferro, silício e outros elementos que formam uma substância rochosa com propriedades físicas diferentes das conhecidas em rochas comuns.


      Anéis


      Quando os anéis de Urano foram detectados pela primeira vez, diversos astrônomos acreditavam que Netuno também pudesse tê-los, o que foi confirmado com a chegada da nave Voyager II ao planeta em 1989.
      Assim que se detectou a presença dos anéis, acreditou-se que estes não seriam de fato anéis, mas sim arcos que não davam a volta completa no planeta. Com a aproximação da sonda essa dúvida foi desfeita. No entanto, em alguns pontos a densidade de matéria era maior que em outras, por isso a sonda, ainda distante, só pode observar alguns setores circulares dos anéis.
      Acredita-se que esse amontoado de matéria em determinadas regiões dos anéis pode ser devido à presença de pequenos satélites.
      A observação direta dos cinco anéis de Netuno só foi possível em 1984, devido à ocultação de uma estrela. Por serem muito tênues e possuírem apenas algumas dezenas de quilômetros, a observação direta através de telescópios nunca havia sido possível.
      Imagens da voyager 2


      Satélites Naturais
      Até agora (2012), o número total de satélites confirmados em Netuno é de 13 e não apresentam muitas novidades, exceto Tritão, o maior deles.
      Sempre coloco nas postagens imagens dos planetas em comparação com a Terra,agora vocês vão assistir um vídeo onde somos uma poeira cósmica nesse universo:
      Não vamos nos desprezar porque nós temos o conhecimento disso que é verdade e somos capazes de ver a beleza nesse imenso universo.
      Rafael Lobato


      domingo, 21 de outubro de 2012

      Lua de Urano: Titânia




      Titânia, a maior lua de Urano


      Titânia é também chamado de Urano III. 

      É a maior lua de Urano, a oitava mais maciça do sistema solar. 

      Titânia é formado a partir de um disco de acreção ao redor do planeta Urano, algum tempo após sua formação. O outro cenário é que a formação de Titânia é o resultado de um impacto gigante, talvez um que deu Urano a sua inclinação em relação ao plano de rotação em torno do sol. Foi descoberto 11 de janeiro de 1787 por William Herschel, juntamente com Oberon, a segunda maior lua de Urano. 
      Titânia é composto por cerca de 50% de gelo, 30% e 20% de silicato de compostos químicos perto do metano. 
      Uma de suas principais características físicas é a presença de um desfiladeiro enorme, muito maior do que o Grand Canyon na Terra, a mesma ordem de grandeza como Valles Marineris em Marte.
       Todas as luas de Urano são nomeados obras de caráter de William Shakespeare e Alexander Pope. 
      Titânia é a Rainha das Fadas, em "O Sonho de uma Noite de Verão" de William Shakespeare.

      Atmosfera de Titânia
      A presença de dióxido de carbono na superfície sugere que Titânia pode ter uma pequena quantidade na atmosfera de CO2, parecida com a de Calisto.Outros gases como nitrogênio e metano provavelmente não estão presentes, porque a baixa gravidade da lua não poderia evitar que eles escapassem. Na temperatura máxima de Titânia durante o solstício de verão (89 K, -184 °C).
      Em 8 de setembro de 2001, Titânia ocultou a estrela HIP 106829,esse evento foi uma oportunidade de aperfeiçoar o diâmetro da lua, e de detectar uma possível atmosfera. Os dados não revelaram nenhuma atmosfera com uma pressão superficial de 10–20 nanobars; se ela existir, é bem mais tênue que a de Tritão ou Plutão.Esse limite superior ainda é várias vezes maior que pressão superficial máxima do dióxido de carbono, o que significa que a ocultação não restringiu muito os parâmetros da atmosfera.

      Essa lua tem várias crateras e grandes vales,isso poderia ser uma atividade tectônica do planeta onde ao passar do tempo a lua ficou inerte,ou seja,sem atividade geológica.E por causa de impactos gigantes de meteoros.
      Rafael Lobato 

        



      sábado, 20 de outubro de 2012

      Planeta: Urano

      Urano é um planeta do sistema solar, é o sétimo a partir do sol, esse se encontra entre Saturno e Netuno. Urano possui a inclinação de seu eixo de rotação no qual se estabelece praticamente em noventa graus, tomando como referência a sua órbita. 

      Urano possui aspecto com tonalidade azul-esverdeada, característica proveniente da fusão de diversos gases contidos na sua atmosfera. O planeta possui anéis que não podem ser visualizados a olho nu que, assim como o planeta, possui tonalidade azul, compondo uma marca que caracteriza Urano. 

      Urano realiza o movimento de rotação contrário ao dos outros planetas, ou seja, sentido anti-horário. O planeta em questão configura como o primeiro planeta que não foi descoberto na Antiguidade. 
       
      Urano é composto internamente por gelo e rochas, sendo o primeiro com maior intensidade, sua atmosfera é constituída da junção de hidrogênio e hélio. 

      Informações gerais sobre Urano 

      Principal descobridor: William Hershel. 

      Data do descobrimento: 13 de março de 1781. 

      Distância para o Sol: 2, 870, 972, 200 km. 

      Velocidade orbital: 6. 8 km/s. 

      Número de satélites: 27. 

      Diâmetro equatorial: 51.724 km. 

      Período de rotação: - 17 horas 14 segundos. Por fazer uma rotação no anti-horário


      Urano é superior 67 vezes à Terra quanto ao tamanho, apresenta uma modesta luminosidade, pelo menos 350 vezes menor. Para a consolidação total do movimento de translação, ou seja, girar completamente em torno do sol é preciso 84 anos terrestres para concluir. 

      Devido o eixo de rotação ser próximo da órbita, as noites têm duração de quarenta anos, nesses períodos as temperaturas atingem – 210ºC. 



      Atmosfera de Urano

      A atmosfera de Urano é composta por 83% de hidrogênio, 15% de hélio, 2% de metano e pequenas porções de acetileno e outros hidrocarbonetos. O metano na alta atmosfera absorve a luz vermelha, dando a Urano a sua cor azul-esverdeada. A atmosfera está organizada em nuvens que se mantêm em altitudes constantes, semelhantes à orientação das faixas latitudinais vistas em Júpiter e Saturno.

      Os anéis de Urano

      Em 1977, foram descobertos os primeiros nove anéis de Urano. Durante os encontros da Voyager, estes anéis foram fotografados e medidos, tal como outros dois anéis. Os anéis de Urano são muito diferentes dos de Júpiter e Saturno.

      Superfície

      Mesmo sendo um planeta gasoso, sua massa é pequena quando comparada ao gigante Júpiter. No entanto, o estudo dos dados enviados pela sonda Voyager II mostraram que o núcleo de Urano é mais denso e de composição muito diferente quando comparado a Júpiter e Saturno.
      Urano apresenta ainda quantidades relativas de gelo, carbono, oxigênio, silício, nitrogênio e ferro, no lugar da predominância do hidrogênio e hélio encontrada em Saturno e Júpiter.
      Os modelos sobre a estrutura interna são bem confiáveis e mostram que tanto Urano como Netuno possuem núcleos constituídos de silício, ferro e outros elementos pesados em menor quantidade.

      Comparação com a Terra


      O planeta Urano,deixa sua marca como um planeta que é o único a fazer a rotação no sentido anti-horário e sua inclinação de 90° e por causa desse impacto onde Urano sofreu no início de sua formação a noite pode durar até 40 anos é muita noite,Urano com seus 9 anéis inclinados é belo,depois temos uma Lua de Urano que irei descrever TITÂNIA.
      Rafael Lobato

      Agora como seria a Terra com anéis,iguais a de Saturno e Urano:






      sexta-feira, 19 de outubro de 2012

      A Lua de Saturno: Mimas


      Mimas é uma das luas mais internas de Saturno e a mais pequena lua do sistema solar. Recebeu o seu nome de um dos Titãns que foi morto por Hércules. William herschel descobriu a lua em 1789. A superfície é gelada e com muitas crateras. Mimas tem uma densidade baixa, significando que provavelmente é constituído principalmente por gelo. Por Mimas ter uma temperatura tão baixa, cerca de -200° C (-328°F), as formações de impacto podem datar da criação da lua.
      Uma das crateras, com o nome de Herschel, é surpreendentemente grande em comparação com a dimensão da lua. A cratera tem cerca de 130 quilômetros (80 milhas) de largura, um terço do diâmetro de Mimas. Herschel tem 10 quilômetros (6 milhas) de profundidade, com uma montanha central quase tão alta como o Monte Everest na Terra. Este pico central eleva-se a 6 quilômetros (4 milhas) acima da superfície interior da cratera. Este impacto provavelmente quase desintegrou a lua. Encontram-se sinais de fraturas no lado oposto de Mimas.
      Apesar de Mimas ter muitas crateras, estas não são uniformes. Uma grande parte da superfície está coberta com crateras com mais de 40 quilômetros (25 milhas) de diâmetro mas na região polar sul, há uma ausência de crateras com mais de 20 quilômetros (12 milhas). Este fato sugere que algum processo removeu as maiores crateras destas áreas.

      Cratera Herschel



      Entre as várias crateras sobressai uma no hemisfério que comanda o movimento orbital, a cratera Herschel. O nome da cratera homenageia o astrônomo William Herschel que descobriu Mimas em 18 de junho de 1789. A cratera Herschel é uma gigantesca depressão com um terço do diâmetro de Mimas: 130 km de diâmetro e 9 de profundidade e um pico central, sendo assim a maior estrutura de impacto do sistema solar, o que levou a ser comparada à "Estrela da morte" dos filmes Star wars. O impacto colossal apenas por pouco não destruiu Mimas.No hemisfério rebocado, oposto à cratera Herschel, apresenta outras numerosas crateras relacionadas com o impacto que produziu a Herschel.
      Ninguém sabe como,o qual tamanho tinha o objeto que quase destruiu Mimas a bilhões de anos atrás e a mais pequena lua do sistema solar quase não é considerado uma lua,vamos continuar a desvendar o limite do universo aqui nesse site.Continuem admirados porque esse é apenas o começo.
      Rafael Lobato

      quinta-feira, 18 de outubro de 2012

      Encélado lua de Saturno

      Encelado é uma das luas mais interiores de Saturno.É semelhante em dimensão a Mimas mas tem uma superfície mais suave e brilhante. Encelado reflete quase 100 por cento da luz do Sol que o atinge. Ao contrário de Mimas,Encelado mostra pelo menos cinco tipos diferentes de terreno. Algumas partes de Encelado mostram crateras com menos de 35 km de diâmetro. Outras áreas mostram regiões sem crateras indicando casos de superfície refeita no passado geológico recente. Existem fissuras, planícies, terreno enrugado e outras deformações da crusta. Tudo isto indica que o interior da lua pode ser atualmente líquido, mesmo tendo congelado há eras. Afirma-se que Encelado se encontra aquecido por um mecanismo de marés semelhante à lua de Júpiter Io.É perturbado na sua órbita pelo campo gravitacional de Saturno e pelos grandes satélites vizinhos Tétis e Dione.Por Encelado refletir tanta luz, a temperatura à superfície é apenas de -201° C (-330° F).

      Encélado 

      Este mosaico de Encélado foi criado a partir de imagens obtidas pela Voyager 2 através de filtros incolor, violeta e verde em 25 de Agosto de 1981, de uma distância de 119,000 quilômetros (74,000 milhas). Em muitos aspectos, a superfície deste satélite de Saturno lembra a do satélite galileano de Júpiter, Ganímedes. Encelado, no entanto, tem apenas um décimo da dimensão de Ganímedes. Algumas regiões de Encelado mostram crateras de impacto com uma dimensão até 35 quilômetros (22 milhas) de diâmetro, enquanto outras áreas são suaves e sem crateras. Conjuntos lineares de aberturas estreitas com dezenas de quilômetros de comprimento atravessam a superfície e são provavelmente falhas resultantes da deformação da crosta. As regiões sem crateras são geologicamente jovens e sugerem que Encelado teve um período relativamente recente de fusão interna. As bordas de diversas crateras perto do centro inferior da figura foram preenchidos pelo terreno suave. São visíveis formações com menos de 2 quilômetros (1.2 milhas) nesta vista em resolução muito alta de Encelado. (Cortesia NASA/JPL)

      Mais imagens de Encélado



      Jatos de água de Encélado abastece a atmosfera de Saturno


      A sonda espacial Cassini registrou jatos de água gelada em vários voos próximos à superfície de uma lua de Saturno, Encélado, que poderiam indicar um habitat propício para a existência de vida, informou a Nasa em seu site.
      "Mais de 90 gêiser de todos os tamanhos estão emitindo vapor de água, partículas de gelo, e componentes orgânicos na superfície do Polo Sul de Encélado", disse Carolyn Porco, chefe da equipe de Imagens Científicas da sonda espacial Cassini.
      Estes gêiseres, que surgem através de fendas na superfície gelada da sexta lua de Saturno, poderiam revelar a existência de um vasto mar subterrâneo.
      "Cassini voou várias vezes através destas partículas e as analisou. Além de água e material orgânico, encontramos sal nas partículas de gelo. A salinidade é a mesma que a existente nos oceanos da Terra", explicou Carolyn.
      A cientista afirmou que parece "coisa de louco", mas é como "se nevasse sobre a superfície deste pequeno mundo", em referência às condições favoráveis à vida microbiana neste satélite.
      "No fim, esse é o lugar mais promissor que conhecemos para a pesquisa em astrobiologia. Não precisamos sequer mexer na superfície. Basta voar entre estas colunas de partículas. Ou podemos pousar sobre a superfície e tirar mostras", disse.
      A sonda Cassini, lançada em 1997, é uma missão na qual participam a Nasa, a ESA (Agência Espacial Europeia) e a Agência Espacial Italiana, cujo objetivo é estudar as mudanças climáticas em Saturno e em suas luas.
      No ano passado a Nasa decidiu prolongar a missão, que transmitiu informações do sistema de Saturno durante quase seis anos, até 2017.
      O tipo de ecossistema que Encélado pode abrigar poderiam ser como os existentes nas profundezas de nosso planeta. Embora tudo aconteça inteiramente à sem de luz solar.

      Encélado está rejuvenescendo o planeta Saturno com água,onde poderia abrigar vida no subsolo,é igual a tantas luas que já mencionei,há tantas maravilhas que parece surreal,essa é apenas mais uma descoberta do ser humano.
      Rafael Lobato