quarta-feira, 19 de julho de 2017

O lado noturno de Plutão


O lado noturno de Plutão abrange esta cena sombria. A visão baseada no espaço com o Sol a frente do mundo distante, foi capturada pela New Horizons em julho de 2015.

A espaçonave estava a cerca de 19 minutos após a aproximação mais próxima. A imagem também revela as tênues, surpreendentemente complexas camadas de atmosfera nebulosa de Plutão.

A crescente paisagem crepuscular perto da parte superior do quadro inclui áreas de planícies de nitrogênio informalmente conhecidas como Sputnik Planum e montanhas acidentadas de gelo de água nos Montes Norgay.


Crédito de Imagem: NASA, Johns Hopkins Univ./APL, Southwest Research Institute

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Entra para a história! Conseguimos tirar fotos de um Buraco negro


Esse foi o maior esforço coordenado entre instituições de astronomia para observar um monstro em nossa galáxia. Durante 5 dias seguidos eles observaram o centro de nossa galáxia, apontando as antenas de seus rádio-telescópios na direção do buraco negro supermassivo que habita a região.

Os resultados do esforço ainda devem demorar até anos para serem anunciados. 

Se tudo der certo, os astrônomos e físicos esperam ver alguma coisa parecida com essa simulação da imagem, ou seja, a sombra do horizonte de eventos, circundada por gás emitindo.

Ainda que não haja um disco que possa denunciar a sombra do horizonte de eventos, há ainda como estudar processos físicos nesse ambiente extremo, pondo a relatividade geral de Einstein à prova mais uma vez. 


Quanto você pesaria em outros planetas?


Para saber a resposta, é importante fazer algumas diferenciações sobre os termos físicos. Peso e massa, apesar de serem usados rotineiramente com os mesmos significados, são conceitos diferentes.

Peso é a força que a gravidade exerce sobre um corpo devido à sua massa. É essa força que atrai os corpos para a superfície da Terra. A massa, por sua vez, é a quantidade de matéria de um corpo.

A massa se mantém constante em todo o universo, enquanto o peso varia de planeta para planeta, dependendo da força gravitacional.

O tamanho de um planeta tem um maior impacto relativo na sua gravidade – e do peso em sua superfície – do que a sua própria massa.

Como peso = massa x gravidade, multiplicando a sua massa na Terra pelos números a seguir, é possível descobrir qual seria seu peso na superfície de cada planeta:

Mercúrio: 0,38
Vênus: 0,91
Terra: 1,00
Marte: 0,38
Júpiter: 2,34
Saturno: 1,06
Urano: 0,92
Netuno: 1,19
Plutão: 0,06

Por exemplo, se uma pessoa pesa 70 quilos na Terra, ela teria 163 quilos em Júpiter, 26 quilos em Marte e menos de 5 quilos no pequeno Plutão.

Agora faça as contas e conte-nos, quanto você pesaria em Júpiter? E em Mercúrio?



"DeeDee" o planeta-anão com uma translação maior do que um milênio!


Astrônomos da Universidade de Michigan (EUA) encontraram um corpo planetário na borda do nosso sistema solar, chamado de DeeDee (abreviação para “Distant Dwarf”, ou “Anão Distante”).

Deedee foi descoberto pela primeira vez, usando o telescópio Blanco do Observatório Interamericano Cerro Tololo, no Chile no final de 2016, mas pouco se sabia sobre sua estrutura física.

Agora eles descobriram que tem cerca de dois terços do tamanho do planeta anão Ceres.

DeeDee fica a aproximadamente 92 unidades astronômicas do Sol, uma distância de cerca de 137 bilhões de quilômetros.

De fato, a órbita de DeeDee é tão grande que ele leva 1.100 anos para completar uma volta ao redor do Sol.

A pesquisa foi publicada na revista científica Astrophysical Journal Letters.

Fonte: Hypescience


Viking 1 - A primeira máquina a pousar em Marte


Há 41 anos, no dia 20 de julho de 1976, a milhões de quilômetros de distância, uma máquina pesando 600 quilos e chamada Viking 1 desceu na superfície de Marte, sendo o primeiro equipamento a chegar no solo marciano.

Pouco segundos depois, registrou a primeira fotografia daquele planeta em toda a história. A Viking 1 apontou a sua câmera para baixo e fotografou um de seus pés de apoio sobre um terreno que parecia um deserto de areia e pedras.


segunda-feira, 10 de julho de 2017

Nebulosa do Fogo de Artifício


No dia 21 de Fevereiro de 1901 o escocês Thomas David Anderson descobriu uma “estrela nova” na constelação de Perseu. A Nova Persei 1901 (também conhecida posteriormente por GK Persei) foi uma das novas mais brilhantes do século XX, atingindo a magnitude de 0.2, rivalizando com as estrelas mais brilhantes do céu. Alguns meses após a explosão, foi descoberta uma nebulosa em torno do sistema binário progenitor da nova, batizada de “Nebulosa do Fogo de Artifício”. Medições da sua velocidade de expansão indicavam que o material na nebulosa estava a ser projetado para o espaço à velocidade de 1200 km/s!

Créditos: Nasa

Um século depois, o telescópio Chandra observou a GK Persei em Fevereiro de 2000 e, mais recentemente, em Novembro de 2013. Os quase 14 anos entre as duas observações permitiram aos astrônomos notar alterações significativas na luminosidade em raios-X do remanescente que fornecem informação importante sobre a explosão e o meio interestelar circundante.

Apesar de muito menos luminosas e energéticas do que as supernovas — explosões titânicas de estrelas — as novas são bem mais frequentes e os processos físicos que regulam a expansão dos respectivos remanescentes são semelhantes, tornando-as em importantes e convenientes laboratórios para os astrofísicos.

Os dados obtidos pelo Chandra mostram que o remanescente está expandindo-se ainda a uma velocidade de 315 km/s. Mais curioso é o fato de a luminosidade de raios X ter diminuído em 40% nestes 14 anos, isto apesar da temperatura do gás no remanescente — cerca de 1 milhão de Kelvin — ter permanecido essencialmente constante. Por esta altura, e em princípio, a expansão da onda de choque, resultante da colisão do material ejetado pela explosão com o material no meio interestelar, deveria ter resultado no arrefecimento do gás no interior do remanescente devido à transferência de energia entre os dois meios. 

As observações podem ser explicadas se o remanescente estiver a expandindo-se para uma região do espaço interestelar com uma densidade muito menor do que acontecia até ao início deste século. Estudos subsequentes poderão extrair mais informações, desta forma indireta e até improvável, extrair mais informações sobre as condições físicas e a composição do meio interestelar em redor da GK Persei.

Fonte: AstroPT, Hypescience

Estrela de Nêutron Cassiopeia A - Encontrado um novo estado de matéria!


A fonte brilhante perto do centro é uma estrela de nêutrons, os restos incrivelmente densos e colapsados de um núcleo estelar maciço.

A supernova remanescente é chamada de Cassiopeia A (Cas A), a uma confortável distância de 11,000 anos-luz.

A luz da supernova Cas A, atingiu a Terra há cerca de 350 anos.

A nuvem de detritos em expansão abrange cerca de 15 anos-luz nesta imagem de raio-X / óptica composta. Ainda quente o suficiente para emitir raios-X, a estrela de nêutrons de Cas A está resfriando.

De fato, anos de observações com o Observatório de raios-X Chandra em órbita acham que a estrela de nêutrons está esfriando rapidamente - tão rapidamente, cerca de 4% durante um período de 10 anos, que os pesquisadores suspeitam que uma grande parte do núcleo da estrela de nêutrons está formando um superfluido de nêutrons que permitem o fluxo de corrente elétrica sem resistência.

Os resultados de Chandra representam a primeira evidência observacional desse estado bizarro da matéria de nêutrons.


Crédito de imagem: raio-X: NASA / CXC / UNAM / Ioffe / D.Page, P. Shternin et al; Óptica: NASA / STScI;
Ilustração: NASA / CXC / M. Weiss



domingo, 2 de julho de 2017

Saturno belíssimo em infravermelho!


Muitos detalhes de Saturno aparecem claramente na luz infravermelha. Bandas de nuvens mostram grandes estruturas, incluindo longas tempestades.

Também bastante impressionante no infravermelho é o padrão de nuvem hexagonal incomum em torno do Polo Norte de Saturno. 

Cada lado do hexágono escuro se estende aproximadamente à largura de nossa Terra. A existência do hexágono não foi prevista, e sua origem e estabilidade, permanecem como um tópico de estudos, para enfim, um dia, resolver de vez este mistério.

Anéis célebres de Saturno circundam o planeta e lançam sombras abaixo do equador. A imagem em destaque foi tomada pela nave espacial robótica Cassini em 2014 em várias cores infravermelhas - mas apenas processada recentemente.

Em setembro, a missão da Cassini será levada a uma conclusão dramática, quando a espaçonave será direcionada para mergulhar no gigante anelado!

Galáxias espiral NGC 4302 e NGC 4298



A galáxia espiral NGC 4302 (à esquerda) encontra-se a cerca de 55 milhões de anos-luz de distância na bem consagrada constelação Coma Berenices.

Como a Via Láctea, a NGC 4302 tem proeminentes pistas de poeiras cortadas ao longo do centro do plano galáctico, obscurecendo e avermelhando a luz das estrelas da nossa perspectiva.

A galáxia mais pequena a NGC 4298 é igualmente uma espiral empoeirada. Mas inclinado, quase de frente para a nossa visão, NGC 4298 pode mostrar pistas de poeira ao longo de braços espirais traçados pela luz azulada de estrelas jovens, bem como seu núcleo amarelado brilhante.

Em comemoração ao 27º aniversário do lançamento do Telescópio Espacial Hubble em 24 de abril de 1990, os astrônomos usaram o lendário telescópio para nos mostrar este lindo retrato de luz visível do par de galáxias contrastantes.

Formação estelar LHA 120-N11




Vejam a imagem feita pelo telescópio espacial Hubble que mostra partes de intensa formação estelar (LHA 120-N 11, NGC 1769, NGC 1763) na Grande Nuvem de Magalhães, que se encontra a 160.000 anos-luz de distância da Terra.


V1025 Tau


V1025 Tau é uma estrela jovem ainda em processo de captura de matéria, o que significa que ainda está em processo de formação. 

Está a uma distância de 131 anos-luz da Terra.

10 mil Galáxias


Imagem obtida pelo Telescópio Espacial Hubble mantendo a sua câmera aberta em exposição por 10 dias em uma região aparentemente sem estrelas no céu.

O resultado obtido foi mais de 10 mil galáxias, cada uma contendo bilhões e bilhões de estrelas.

Essa é uma das mais importantes fotos tiradas pelas lentes do Hubble!

Fotografia da Terra diretamente do planeta Mercúrio!


Esta vendo aqueles dois pontos brilhantes na imagem?

É a Terra e a Lua vistas da órbita de Mércurio.

Fonte: MESSENGER / NASA