domingo, 30 de abril de 2017

O planeta mais velho do universo até hoje encontrado


Apelidado de “Matusalém”, personagem bíblico que teria tido a maior idade da história, o PSR B1620-26b é o mais antigo exoplaneta conhecido.

O planeta foi formado há aproximadamente 12,7 bilhões de anos, quando a Via Láctea estava em sua infância. Ele está localizado na constelação de Escorpião, a 12,4 mil anos-luz de distância.

Matusalém orbita duas estrelas binárias que já consumiram quase todo seu combustível, sendo consideradas mortas. Uma delas é um pulsar e a outra, uma anã-branca.

Matusalém chegou a ser cogitado como sendo também outra estrela, uma anã-marrom. Medidas feitas com ajuda do telescópio Hubble confirmaram, no entanto, que é um planeta, e continua a ser o mais antigo já descoberto.

O planeta que vai ser destruído "em breve" pela sua própria estrela


O exoplaneta WASP- 12b está sendo atraído para perto de sua estrela-mãe, para o deleite dos astrônomos, que poderão assistir ao processo se desenrolar.

Muito material já foi empurrado para fora do planeta, deixando-o no formato de uma bola de futebol americano com tanta gravidade exercida neste planeta. Os astrônomos estimam que WASP-12b tem cerca de 10 milhões de anos a mais de vida, até que seja completamente consumido por sua estrela.

O planeta é descrito como um “Júpiter quente”, pois é um planeta gasoso 40% maior do que Júpiter. Hoje está tão perto de sua estrela que leva apenas 1,1 dia terrestre para que possa completar uma volta completa.

A estrela, WASP -12, está localizada a cerca de 800 anos-luz de distância, na constelação Auriga.

Qual o planeta no universo que tem a translação mais curta?


Sweeps 10 - é o planeta com a órbita mais curta até hoje em volta de uma estrela.

Um ano lá, ou seja, uma volta completa em sua estrela, leva apenas 10 HORAS.


O que aconteceria se a Terra tivesse a baixa gravidade de Marte?


Se a gravidade da Terra caísse dos atuais 9,8 metros por segundo ao quadrado e se igualasse aos 3,7 metros por segundo ao quadrado de Marte, a atmosfera terrestre escaparia lentamente para o espaço.

Como gravidade, pressão e temperatura estão interligadas, a água do mar poderia entrar em ebulição mesmo a 25°C (Que loucura!!).

Até a Lua se afastaria da Terra. "Ela seria ejetada para fora do sistema solar", diz o astrofísico Jorge Ernesto Horvath, da Universidade de São Paulo.

Um buraco negro pode engolir outro?


Teoricamente, não existem limites para a massa que os buracos negros podem engolir.

Portanto, eles poderiam absorver matéria indefinidamente. Um buraco negro não pode engolir outro, mas eles podem se unir, formando buracos negros ainda maiores.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

A NASA quer transformar o Sol em um supertelescópio


Recentemente, a NASA delineou planos para utilizar o Sol como um gigantesco telescópio, a fim de caçar mundos alienígenas no cosmos.

A teoria para isso foi discutida no evento Planetary Science Vision 2050, em Washington DC, nos EUA.
Tal telescópio, ainda não construído, seria posicionado de tal maneira a transformar o Sol em uma “lente gravitacional” para ver planetas distantes 1.000 vezes mais claramente do que podemos no momento.

Lente gravitacional:

A lente gravitacional é um fenômeno físico bastante peculiar, que pertence à escola einsteiniana da relatividade geral.

Apesar de Einstein ter explicado formalmente sua teoria em 1936, seus testes tecnicamente se estenderam algumas décadas antes, principalmente durante uma experiência de 1919 feita por Sir Arthur Eddington, um astrônomo e polímata inglês.
No que provou ser o primeiro experimento físico a verificar a Teoria da Relatividade Geral de Einstein – que postulava que a luz nem sempre viaja em linha reta -, Eddington foi a uma remota ilha ao largo da costa oeste da África para observar um eclipse solar total. 

Uma série de imagens tiradas do eclipse continha um curioso grupo de faíscas brilhantes identificadas como o conjunto de estrelas Hyades.

Como estas estavam posicionadas diretamente atrás do sol na época, a experiência mostrou que a imensa massa do astro tinha distorcido tanto o espaço-tempo que a luz proveniente do grupo Hyades estava se dobrando em torno dele, e fazendo o seu caminho para a Terra.


Brilhante, mas difícil:

Agora, quase um século mais tarde, este princípio está sendo ponderado pelo Laboratório de Propulsão a Jato da NASA como uma maneira de ver exoplanetas e estrelas a muitos anos-luz de distância de nós.

Só o tempo dirá se essa proposta vai de fato se tornar realidade, mas apenas a ideia de usar nosso próprio Sol como uma lupa já é muito legal. Grandes dificuldades estão envolvidas, no entanto.

A experiência ocorreu em 1919, mas os cientistas não construíram um telescópio que utiliza o Sol antes porque, graças à interferência gravitacional do resto do sistema solar, o efeito de lente gravitacional para tal telescópio só funcionaria se ele fosse posicionado 14 vezes mais longe do que Plutão está de nós agora.

Atualmente, nenhum objeto feito pelo homem chegou a viajar sequer perto dessa distância. Portanto, não espere que tal supertelescópio apareça em breve – precisamos melhorar a nossa tecnologia de propulsão primeiro.

Fonte: Hypescience