quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Os maiores eventos astronômicos em 2017

1. Cometa

O cometa 45P/Honda-Mrkos-Pajdusakova, descoberto em 1948, está novamente visível na Terra desde o final do ano passado. Sua maior aproximação se dará em 11 de fevereiro, quando ele estará a “apenas” 12 milhões de quilômetros de nosso planeta e, com sorte, poderá ser visto a olho nu. Para isso, basta olhar em direção à constelação de Hércules pouco antes do amanhecer.




2. Eclipses solares
Em 26 de fevereiro, será possível observar o primeiro eclipse parcial do Sol aqui no Brasil. Ele poderá ser visto em quase todo o país, a partir das 8h57 da manhã.
Já em 21 de agosto, o Grande Eclipse Americano, o primeiro a ser visto com totalidade em algumas regiões dos EUA em mais de 30 anos, também terá reflexos no Brasil. Porém, apenas regiões ao norte de Brasília poderão acompanhar o fenômeno, a partir das 14h55. Manaus e Rio Branco serão as duas melhores capitais para vê-lo.


3. Lançamento de foguete
No primeiro semestre, a SpaceX deverá lançar o foguete Falcon Heavy, o mais poderoso já feito até hoje. Ele terá 27 motores, capazes de levar até 54 mil toneladas ao espaço. Ele é importante, já que poderá dar um novo fôlego à possível colonização de Marte no futuro. Esse modelo foi desenvolvido para levar seres humanos, mas por enquanto ainda está em fase de testes.

4. Saturno

Durante boa parte de 2017, Saturno terá o brilho mais intenso desde 2002. O hemisfério Norte do planeta estará virado para a nossa direção, e seus anéis aumentarão a visibilidade aqui na Terra. Algo dessa magnitude deverá acontecer novamente só em 2030, então não dá para perder a oportunidade. O dia 15 de junho será o mais propício para sua visualização: com um telescópio médio será possível ver o planeta, seus anéis e algumas de suas luas.
Além disso, em 17 de setembro, a sonda Cassini deverá colidir com o planeta. Depois de mais de 20 anos, ela deverá concluir sua missão e colher dados inimagináveis sobre o planeta dos anéis mais famosos que existem.



5. Missão lunar chinesa
Entre setembro e dezembro, a China deverá lançar o módulo Chang’e 5, que deverá pousar na Lua e recolher mais de 2 quilos de material para ser analisado aqui na Terra. Caso a missão seja bem-sucedida, será a primeira a trazer material da Lua  em mais de 40 anos! E, para o ano que vem, o país já planeja uma missão para descer no lado escuro de nosso satélite natural.


6. Chuva de meteoros
Sempre em agosto, a chuva de meteoros Perseidas é vista na Terra. Entretanto, a deste ano será menos brilhante por conta da fase crescente da Lua, que poderá atrapalhar a nossa visão. Mas não fique triste: a partir de 14 de dezembro, a chuva Geminídias será ainda mais intensa justamente por conta da Lua.
E mais aqui neste Calendário:

Fontes: Megacurioso/ Mistérios do Universo

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Trânsito de Mercúrio




Chamado de trânsito, a última vez que isso aconteceu foi em 2016.

Como o plano da órbita de Mercúrio não coincide exatamente com o plano da órbita da Terra, Mercúrio costuma aparecer por cima ou por baixo do Sol. A sequência de Time-Lapse foi tirada de uma varanda na Bélgica, que mostra todo o trânsito de 2003.

O cruzamento solar durou mais de cinco horas, de modo que as 23 imagens foram tomadas cerca de 15 minutos de distância.

Perto do centro e na extrema direita, as manchas solares são visíveis.

O próximo trânsito de Mercúrio ocorrerá em 2019. 

Aproximação da Voyager 2 em Netuno


Duas horas antes da aproximação mais próxima de Netuno em 1989, a nave espacial Voyager 2 tirou essa foto. 

Claramente visíveis na foto, foram essas longas nuvens de cor clara chamadas de Cirrus, que estão flutuando alto na atmosfera de Netuno.

A maior parte da atmosfera de Netuno é feita de hidrogênio e hélio, que é invisível. A cor azul de Netuno, portanto, vem de pequenas quantidades de metano atmosférico, que preferencialmente absorve a luz vermelha.

Netuno tem os ventos mais rápidos do Sistema Solar, com rajadas chegando a 2000 quilômetros por hora. A especulação sustenta que os diamantes podem ser criados nas circunstâncias quentes e densas que existem sob as partes superiores das nuvens de Urano e de Netuno.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Galáxia da baleia


NGC 4631 é uma galáxia espiral encontrada a apenas 25 milhões de anos-luz de distância, em direção à constelação do norte Canes Venatici.
Visto aqui, a galáxia é semelhante em tamanho à Via Láctea. Sua forma distorcida sugere seu nome popular, a galáxia da baleia.
O pequeno companheiro elíptico da grande galáxia é a NGC 4627, extremamente brilhante, fica logo acima do seu núcleo amarelento e empoeirado.

Galáxia espiral NGC 3310


A festa ainda está acontecendo na galáxia espiral NGC 3310.
Aproximadamente 100 milhões de anos atrás, a NGC 3310 provavelmente colidiu com uma galáxia menor causando a grande galáxia espiral, e iluminando com uma tremenda explosão de formação estelar.
Alguns dos aglomerados de estrelas na galáxia são bastante jovens, indicando que as galáxias podem permanecer em modo de explosão de estrelas por algum tempo. NGC 3310 abrange cerca de 50.000 anos-luz, fica a cerca de 50 milhões de anos-luz de distância, e é visível com um pequeno telescópio para a constelação da Ursa Maior.