quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Um Filamento de gás que está saindo do buraco negro no centro da nossa galáxia, pode provar uma teoria da década de 1970


A imagem espetacular mostra um filamento misterioso de 2,3 anos-luz de comprimento aparentemente saindo do buraco negro supermassivo Sagittarius A*, no centro da nossa galáxia.

E dentre várias possibilidades, pode provar uma teoria proposta na década de 1970.

O filamento foi descoberto em 2012, mas a nova imagem revela que a longa linha parece ser bastante próxima do coração da nossa galáxia.

Embora encontrar fluxos de gás ou linhas de partículas brilhantes que se estendem por regiões do espaço não seja incomum, as origens destes filamentos de rádio não térmicos (NRF, na sigla em inglês) são geralmente um mistério. 

O que torna este filamento particularmente incomum é que parece estar partindo do horizonte de eventos de Sagittarius A*, o buraco negro gigantesco, quatro milhões de vezes mais pesado que o nosso sol, que mora no meio da nossa galáxia. 

A hipótese preferida dos pesquisadores é de que o fio é feito de partículas sendo descartadas de Sagittarius.

Redemoinhos de partículas sendo puxadas para o buraco negro podem criar um campo magnético forte, que por sua vez age como um acelerador de partículas. Partículas carregadas canalizadas a uma velocidade absurda poderiam explicar um fluxo fino e incandescente ligado à Sagittarius.

Por fim, existe uma outra possibilidade, menos provável, porém ainda mais emocionante: de que este filamento é na verdade um objeto hipotético conhecido como “corda cósmica”.

Cordas cósmicas


As cordas cósmicas foram teorizadas pela primeira vez pelo físico Tom Kibble na década de 1970. Elas são “falhas topológicas” unidimensionais maciças que se formam entre diferentes partes do vácuo à medida que o espaço se expande.

Em outras palavras, são como fendas no espaço que se formaram quando nosso universo ainda jovem estava se expandindo (como um tecido que rasga ao se esticar muito).

Dado que essas “cordas” devem ser absolutamente imensas, se de fato existem, o meio de uma galáxia seria um bom lugar para procurar por elas.
 

No caminho certo

Seja o que for, descobrir a natureza desse filamento estranho será um avanço para a astronomia.

Se forem partículas sendo atiradas de Sagittarius, isso nos ensinaria mais sobre campos magnéticos nesta zona altamente caótica do universo.

Já detectar uma corda cósmica seria uma descoberta pioneira que nos diria muito sobre a própria natureza do universo e suas origens.

“Vamos continuar procurando até que tenhamos uma explicação sólida para esse objeto. E pretendemos produzir imagens ainda melhores e mais reveladoras”, disse Miller Goss, integrante do National Radio Astronomy Observatory, observatório que abriga o Karl G. Jansky Very Large Array.

Um artigo sobre essa pesquisa foi publicado na revista The Astrophysical Journal Letters

Fonte: HypeScience/ScienceAlert

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

A teoria das cordas está correta?


Quando os físicos assumem que todas as partículas elementares são como “laços unidimensionais”, ou “cordas”, cada uma das quais vibrando em uma frequência diferente, a física fica muito mais fácil.

A teoria das cordas permitem aos físicos conciliar as leis que governam as partículas, a mecânica quântica, com as leis que governam o espaço-tempo, a relatividade geral, e unificar as quatro forças fundamentais da natureza.

O problema é que a teoria das cordas só pode funcionar num universo com 11 dimensões: três espaciais grandes, sete espaciais compactas e uma dimensão temporal. As dimensões espaciais compactas – assim como as próprias cordas vibratórias – são cerca de um bilionésimo de um trilionésimo do tamanho de um núcleo atômico.

Não há nenhuma maneira concebível de detectar qualquer coisa tão pequena, e portanto não há nenhuma maneira conhecida para validar ou invalidar experimentalmente a tal teoria.

Astrônomos enviam uma nova mensagem para um exoplaneta! Não seria perigoso?


Em Novembro, Astrônomos do METI (Messaging Extraterrestrial Intelligence) enviaram uma mensagem de rádio para um sistema estelar vizinho que contém um exoplaneta potencialmente habitável.

GJ 273b está próximo o suficiente de nós para que possamos receber uma resposta em menos de 25 anos.

“Eu acho que esse é um resultado improvável, mas seria bem-vindo”, disse Douglas Vakoch, presidente do METI, uma ramificação da mais famosa organização SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence).

A estrela-alvo da mensagem é GJ 273, também conhecida como Estrela de Luyten, uma anã vermelha na Constelação Cão Menor (Canis Minor), a apenas 12 anos-luz de distância de nós.

Em março deste ano, cientistas descobriram que ela possui dois planetas. Um deles, conhecido como GJ 273b, tem 2.9 vezes o tamanho da Terra, e orbita sua “zona habitável” e poderia abrigar água líquida e vida.

A mensagem, transmitida de uma antena na Noruega por cerca de oito horas durante um período de três dias em outubro, é simples.

Começa com informações sobre aritmética, geometria e trigonometria, e inclui uma descrição das ondas de rádio que carregam a mensagem, bem como um tutorial sobre relógios e cronogramas, para ver se qualquer potencial habitante de GJ 273b tem uma compreensão do tempo semelhante à nossa.

Seria Imprudente?

“98% dos astrônomos e pesquisadores do SETI, inclusive eu, pensam que o METI é potencialmente perigoso e não uma boa ideia”, argumentou Dan Werthimer, membro do SETI e da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA).


“É como gritar em uma floresta antes de saber se existem tigres, leões, ursos ou outros animais perigosos lá”. 

Fonte: Hypescience/NewScientist/IFLS

Vulcano, o planeta procurado por mais de meio século e que Einstein 'expulsou' do céu!


Por mais de meio século, cálculos de renomados cientistas apontaram para a existência de um planeta na órbita entre Mercúrio e o Sol - que jamais foi localizado. A lei da gravitação universal, formulada por Newton em 1687, foi usada para elaborar a hipótese do tal planeta Vulcano (Deus romano do fogo).

"É um planeta, ou se preferir, um grupo de planetas menores que circulam na proximidade da órbita de Mercúrio", propôs em 1859 Urbain Joseph Le Verrier, o mais famoso astrônomo do mundo à época e diretor do Observatório de Paris. Ele dizia que só um planeta "seria capaz de produzir a perturbação anômala sentida por Mercúrio".

Treze anos antes de indicar a existência de Vulcano, La Verrier já havia apresentado à academia francesa a proposta de que um planeta perturbava a órbita de Urano, e ele o encontrou, era o planeta Netuno.

E então, posteriormente para resolver a incógnita de Mercúrio, cujo periélio (o ponto em que um planeta se encontra mais próximo do Sol) parecia mudar ligeiramente a cada órbita, Le Verrier seguiu o mesmo método usado anteriormente para descobrir Netuno, para descobrir o tal planeta Vulcano.

Ao longo dos anos, astrônomos - profissionais e amadores - anunciaram ter avistado Vulcano. Mas a existência do planeta foi confirmada e negada várias vezes. A mídia divulgou a notícia de sua presença mais de uma vez e a especulação persistiu até o século 20. Mas precisamente até novembro de 1915.

A busca por Vulcano teve seu fim na Academia Prussiana de Ciências quando Albert Einstein bagunçou a visão corrente sobre o Universo com sua Teoria da Relatividade.

Mercúrio, de acordo com a teoria da relatividade, não estava tendo a órbita alterada por nenhum outro objeto.

Com seus cálculos, Einstein demonstrou que a relatividade geral predizia a diferença observada no periélio mercuriano.

Simplesmente, ele se move por um espaço-tempo distorcido.

Crédito: Biblioteca do Congresso dos EUA / BBC / NASA

O planeta gigante gasoso mais quente do Universo descoberto até hoje


O Kelt-9b, um planeta gasoso cerca de duas vezes maior do que Júpiter e que está 30 vezes mais perto de sua estrela do que a Terra do Sol, tornou-se o gigante gasoso mais quente descoberto até o momento.

O novo mundo está a 650 anos-luz.

Lá, um ano terrestre dura um dia e meio, o tempo necessário para dar uma volta em torno da estrela.

O Kelt 9-b oferece sempre a mesma face ao seu astro.

A temperatura na face iluminada ultrapassa 4.300 graus Celsius quase 10 vezes mais do que em Vênus, o planeta mais quente do sistema solar.

O calor e a radiação fazem com que os átomos da atmosfera vibrem tanto que é impossível que se unam para formar água ou qualquer outra molécula com a qual possa ser possível construir uma química minimamente habitável.

Créditos: ESO/El País

Laika: A cachorrinha que se tornou o 1° ser vivo a ir para o espaço


Há exatos 60 anos, mais especificamente em 3 de Novembro de 1957 um ser vivo deixou, pela primeira vez, o planeta Terra rumo ao espaço: a cachorrinha Laika, lançada no satélite russo Sputnik 2, em 3 de novembro de 1957.

A pioneira de quatro patas não retornou e tornou-se a primeira vítima das aventuras espaciais.

Com a corrida espacial ainda começando, o líder da União Soviética, Nikita Khrushchev, exigiu do engenheiro responsável pelo programa espacial, Sergey Korolev, algo "espetacular" para o 40º aniversário da revolução comunista.

Korolev propôs, então, enviar um cachorro ao espaço. Como, àquela altura, eles não tinham tecnologia suficiente para garantir o retorno do satélite, o animal estaria sendo enviado para a morte.

Laika, zanzava pelas ruas de Moscou quando foi recrutada.

O pesquisador Alexander Nikonov disse que o Khrushchev concordou com a ideia, porque ele nunca teve um cachorro na vida. Durante muitos anos, o governo soviético divulgou a notícia de que Laika teria morrido, sem dor, após uma semana em órbita. 

Mas hoje já se sabe que o cão morreu seis horas após o lançamento, da combinação de problemas respiratórios e uma parada cardíaca após o superaquecimento da cabine.

Os sensores implantados em Laika mostraram que, durante o lançamento, o ritmo do batimento cardíaco da cadelinha aumentou muito, ficando três vezes acima do batimento em estado de repouso.

Sensores de temperatura mostraram que a umidade e temperatura da cápsula onde o cachorro estava aumentaram pouco após o início da missão. A temperatura chegou a ultrapassar 40 graus.

Seis horas depois da decolagem, os sensores registraram a parada cardíaca de Laika. Estava claro que a cadelinha havia morrido em decorrência do superaquecimento da cabine e do stress.

O satélite com o corpo de Laika fez 2.370 voltas em órbita e pegou fogo ao entrar na atmosfera em 14 de abril de 1958.

Créditos: BBC

Cientistas descobriram um objeto mais perfeitamente esférico no Universo


Uma estrela a 5 mil anos-luz da Terra é o objeto mas perfeitamente esférico encontrado na natureza, diz um estudo publicado pela Universidade de Göttingen (Alemanha), com liderança do pesquisador Laurent Gizon, que foi publicado em novembro de 2016.

Estrelas, planetas e outros objetos espaciais redondos são mais achatados no equador por causa da força centrífuga. Em termos gerais, quanto mais rápido esses objetos se movem, maior a força à que estão submetidos e maior o arqueamento.

Por exemplo, o Sol tem um movimento de rotação a cada 27 dias, e a distância entre polo a polo é 20km menor do que dois pontos opostos na altura do equador. Já a Terra, que completa uma rotação a cada 24 horas, tem uma diferença entre essas duas medidas de 42km, apesar de ser muito menor do que o Sol.

A estrela distante, chamada de Kepler 11145123, foi observada por 51 meses (entre 2009 e 2013) com ajuda do telescópio Kepler, da NASA. Ela tem 3 milhões de km de diâmetro, o dobro da largura do Sol, mas a diferença entre os diâmetros polar e equatorial é de apenas 6 km.

“Isso torna a Kepler 11145123 o objeto natural mais redondo já medido, mais redondo do que o Sol”, diz Gizon.

E por que essa estrela é tão redonda? Um dos motivos é que ela tem rotação muito lenta, cerca de três vezes mais lenta que o Sol. Outra razão para esta característica está relacionada ao campo magnético, que ajuda a tornar as estrelas mais ou menos achatadas.

Créditos: Space.com

A Terra e a Lua no mesmo quadro desta astrofotografia


Essa foto dos dois corpos celestes em um único quadro foi tirada em 3 de outubro de 2007, pela câmera HiRISE, do Mars Reconnaissance Orbiter da Nasa. Nosso planeta estava a aproximadamente 140 milhões de quilômetros de distância da câmera.

Apesar disso, a foto não é uma representação precisa da distância entre a Terra e a lua, devido ao fato de elas estarem em distâncias diferentes em relação à câmera.

Segundo a Nasa, no momento em que esta foto foi capturada, a sonda japonesa Kaguya/Selene estava voando da Terra à Lua.

Créditos: HiRISE / NASA / Petapixel

Conheça um pouco mais sobre a Estação Espacial Internacional


A construção da Estação Espacial Internacional começou em 1998. O custo da construção deste laboratório orbital foi estimado em pelo menos US$ 100 bilhões em 2011, cerca de R$ 365,7 bilhões. E vai continuar crescendo devido ao acréscimo de mais módulos e o tempo de operação da estação.

A Estação Espacial Internacional tem 109 metros de comprimento e uma envergadura de 73 metros nos painéis solares. Os módulos habitáveis têm espaço equivalente ao interior de um jato Boeing 747, com uma tripulação variando de 9 a 13 pessoas.

A estação espacial é tão grande que pode ser vista a olho nu, se o céu estiver limpo e você souber quando e para onde olhar. Dependendo das condições, ela brilha pouco mais que Sírius ou Vênus.

Crédito de imagem: NASA

Galáxia Markarian 266


NGC 5256, também conhecido como Markarian 266, está a cerca de 350 milhões de anos-luz da Terra, na constelação da Ursa Maior.

É composto de duas galáxias de disco cujos núcleos estão atualmente apenas a 13 000 anos-luz.

Seu gás, poeira e estrelas constituintes estão girando juntos em um vigoroso liquidificador cósmico, inflamando estrelas recém-nascidas em regiões brilhantes de formação estelar em toda a galáxia.

Créditos: ESA


Cientistas descobriram o cometa que começou a brilhar mais longínquo do sistema solar


Em Maio de 2017, o Pan-STARRS, descobriu o cometa C/2017 K2, chamado carinhosamente de K2.

Uma análise da órbita mostrou que o K2 teve origem na nuvem de Oort: uma região esférica a quase 1 ano-luz de distância, localizada nos confins do Sistema Solar, e que provavelmente contém centenas de milhões de cometas.

Quando os cometas se aproximam do Sol, a sua atividade começa a aumentar. Devido a isso, é produzida uma coma (uma nuvem ao redor do núcleo do cometa) e caudas.

Porém, quando os pesquisadores observaram o K2, usando o poder de resolução e a qualidade de imagens do Telescópio Espacial Hubble, eles notaram algo surpreendente: A formação de uma coma, mesmo a uma grande distância do Sol ele está passando por algum tipo de atividade, e com isso quebrou o recorde do cometa mais distante onde se observou algum tipo de atividade.

Normalmente a coma é produzida nos cometas pela evaporação de gelo de água à medida que o cometa se aproxima do Sol.

No caso do K2, os cientistas pensam que outro processo está produzindo a sua coma: a sublimação, ou seja, a passagem direta do estado sólido para o gasoso.

De acordo com as observações do Hubble, a luz do Sol está aquecendo os gases voláteis congelados, como oxigênio, nitrogênio, monóxido e dióxido de carbono, e esses gases então são emitidos formando a coma.

Quando o Hubble fez suas observações o cometa estava entre as órbitas de Saturno e Urano, a cerca de 2.4 bilhões de quilômetros de distância.

Nessa região, o brilho da luz do Sol é equivalente a 1/225 do brilho da luz do Sol na Terra e a temperatura chega a -262 graus Celsius.

Créditos: HubbleSite

Telescópio Hubble vai cair no planeta por volta do ano de 2030


O famoso telescópio espacial Hubble nos permitiu enxergar centenas de novos mundos que, até então, não estavam ao alcance dos nosso olhos e equipamentos montados aqui na Terra. 

Sem dúvida, este foi o telescópio que mais contribuiu para a exploração do cosmos até hoje. Contudo, o Hubble pode estar com seu destino selado: Cair na Terra por volta de 2030.

Isso deve acontecer porque o telescópio está em uma órbita decadente, como praticamente todos os satélites e outros equipamentos artificiais em volta do nosso planeta, e sem manutenção, ele está agora a 568 km de altitude.

E como o Hubble é grande, ele não se desintegraria na atmosfera. Em vez disso, o artefato deve se despedaçar em várias partes menores, que podem atingir o solo em literalmente qualquer lugar do mundo.

Créditos: Megacurioso

Astrofotografia das galáxias Andrômeda e Triângulo no mesmo quadro


A enorme galáxia M31, galáxia de Andrômeda, encontra-se na esquerda da imagem, e está a 2,5 milhões de anos-luz de distância da Terra.

A galáxia espiral M33, galáxia do Triângulo, encontra-se na direita da imagem, e está a 3 milhões de anos-luz de distância da Terra.

São ambas galáxias do nosso Grupo Local e estão ligadas gravitacionalmente. Provavelmente já passaram próximo uma da outra no passado, numa dança gravitacional que irá levar à colisão dentro de alguns bilhões de anos.

No meio da imagem encontra-se a estrela Mirach, que faz parte da nossa Via Láctea, e que se encontra a 200 anos-luz de distância da Terra.

Créditos de imagem: Rogelio Bernal Andreo

O cometa Rosetta na cidade de São Paulo!


A nave europeia Rosetta fechou com chave de ouro, a missão que pousou com sucesso no cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko de 4 km de comprimento, em setembro de 2016.

Mas bem antes deste fato histórico o cometa foi retratado sobre diversas cidades do mundo.

E para brincar um pouco com a imaginação, o pessoal da Apolo11.com ilustrou o cometa acima da cidade de São Paulo. 

Na cena vemos 67P acima no horizonte da cidade, praticamente margeando o Rio Pinheiros e suas marginais.

Em primeiro plano vemos a famosa Ponte Estaiada, que em um cenário hipotético serviria de caminho para a visitação turística à grande rocha espacial. 

Créditos: Apolo11.com

sábado, 2 de setembro de 2017

Teoria do Estado Estacionário


A teoria do estado estacionário é contra a ideia de um universo evolutivo. Os seguidores desta teoria acreditam que o universo é uma entidade que não tem começo nem fim, porque não começou com um Big bang ou entrará em colapso em um futuro distante, para "nascer" de novo.

Os proponentes desta ideia foram os Cosmólogos Thomas Gold & Hermann Bondi e de acordo com e...la, os dados coletados pela observação de um objeto localizado há milhões de anos-luz, devem ser idênticos aos obtidos na observação da Via Láctea a partir da mesma distância. Chamando essa tese de "Princípio cosmológico".

Em 1948, alguns astrônomos assumiram esse princípio e acrescentaram novos conceitos, como o grande Fred Hoyle, com o princípio cosmológico perfeito. Ele afirma, em primeiro lugar, de que o universo não tem uma gênese ou no final, pois a matéria interestelar sempre existiu e, segundo, que a aparência geral do universo é idêntico, não só no espaço, mas também no tempo.

Albert Einstein acreditava que o Universo deveria ser estático, mas sabia que a gravidade faria o Universo se contrair. Para compensar a gravidade, Einstein introduziu em suas equações a famosa constante cosmológica, que age como uma força repulsiva que previne o colapso do Universo pela atração gravitacional.

E por fim a teoria do estado estacionário perdeu quase todos os seus adeptos quando foi descoberta a radiação cósmica de fundo (RCF), que ela não sabe explicar. 

A estrela que não deveria existir!



Uma equipe de astrônomos europeus utilizou o Very Large Telescope do ESO (VLT) para descobrir uma estrela na Via Láctea que muitos pensavam não poder existir.

Os astrônomos descobriram que esta estrela é composta quase inteiramente por hidrogênio e hélio, com quantidades minúsculas de outros elementos químicos.

Esta intrigante composição química coloca a estrela na chamada “zona proibida” dent...ro da teoria de formação estelar mais aceita, o que significa que esta estrela nunca deveria ter se formado.

Chamada de SDSS J102915+172927, ela está situada na constelação do Leão, possui uma massa menor que a do Sol e tem provavelmente mais de 13 bilhões de anos de idade.

Os astrônomos mediram a abundância dos vários elementos químicos presentes na estrela e descobriram que a proporção de metais na SDSS J102915+172927 é mais de 20 mil vezes menor que a proporção de metais no Sol!

A supernova mais brilhante observada nos últimos 400 anos!


Já se passaram três décadas desde que astrônomos descobriram a supernova mais brilhante observada nos últimos 400 anos. A explosão estelar SN 1987A resplandeceu com o brilho de 100 milhões de sóis durante vários meses após a sua descoberta em 23 de fevereiro de 1987.

Situada na Grande Nuvem de Magalhães, uma das galáxias satélite da Via Láctea, a SN 1987A foi a explosão de supernova mais próxima observada em séculos, tendo-se tornado rapidamente na supernova mais bem estudada de todos os tempos. Durante os últimos 30 anos, observações de acompanhamento detalhadas, obtidas com telescópios colocados tanto no solo como no espaço, permitiram aos astrônomos estudar os momentos finais de uma estrela massiva com um detalhe sem precedentes, da estrela à supernova e aos restos da supernova, revolucionando a nossa compreensão destes eventos explosivos.

Os astrônomos estão usando o ALMA para observar os restos brilhantes da supernova em alta resolução, estudando como é que estes restos estão criando enormes quantidades de poeira a partir dos novos elementos criados na estrela progenitora.

Uma parte desta poeira chegará ao espaço interestelar e poderá um dia ser o material a partir do qual se formarão futuros planetas em torno de outras estrelas. Estas observações sugerem que a poeira no Universo primordial foi criada por explosões de supernova semelhantes. 😉

Créditos: ESO/NAOJ/NRAO/A. Angelich

Incrível comparação entre Galáxias e Tufões!



O Tufão Rammasun (à direita) e a 25 milhões de anos-luz distante a galaxia M101, não parecem ter muito em comum. Rammasun tinha apenas 500 quilômetros de diâmetro, enquanto M101 (Galáxia do Cata-Vento) abrange cerca de 170 mil anos-luz, tornando-os muito diferentes em escala, para não mencionar os diferentes ambientes físicos que controlam sua formação e desenvolvimento.

Mas eles parecem surpreendentemente parecidos: cada um com seus braços se exibindo, a forma de uma curva matemática simples e bela conhecida como uma espiral logarítmica, uma espiral cuja separação cresce de forma geométrica com o aumento da distância do centro.

Também conhecida como espiral equiangular, espiral de crescimento e espiral mirabilis de Bernoulli, as propriedades ricas desta curva fascinaram os matemáticos desde a descoberta do filósofo Descartes do século XVII. Curiosamente, essa forma abstrata é muito mais abundante na natureza do que o sugerido pela aparente comparação visual da imagem.

Crédito: M101 - NASA, ESA, CFHT, NOAO; Typhoon Rammasun - MODIS

Fotografia do Cometa Hale-Bopp

ESO / E. Slawik

Comet C / 1995 O1 Hale-Bopp, em 14 de março de 1997. A cauda da poeira cai para a direita, enquanto a cauda de íons azul brilhante e bem separada está apontando diretamente ao Sol.

Com seu período orbital de 2.534 anos, "veremos" novamente o cometa por volta do ano de 4380.


Crédito: ESO / E. Slawik

Colisão de galáxias há 360 milhões de anos



O Very Large Telescope do ESO, instalado no Observatório do Paranal, obteve novas imagens que revelam a espetacular consequência de uma colisão cósmica com 360 milhões de anos. 

Entre os restos que rodeiam a galáxia elíptica NGC 5291, que podem ser vista no centro da imagem, encontra-se uma jovem galáxia anã rara e misteriosa, observada como uma mancha brilhante à direita.

Este objeto dá aos astrônomos uma excelente oportunidade de aprender mais sobre galáxias semelhantes que se pensa serem comuns no Universo primordial, mas que são normalmente muito tênues e se encontram muito distantes para poderem ser observadas com os telescópios atuais.


Crédito: ESO

Chariklo: Descoberta brasileira de um asteroide com anéis


ESO/L. Calçada/Nick Risinger

Estudo liderado por brasileiro descobriu anéis ao redor de asteroide, o astrônomo Felipe Braga-Ribas, do Observatório Nacional, no Rio de Janeiro em 2014.

Observações obtidas em diversos locais da América do Sul, incluindo o Observatório de La Silla do ESO, levaram à descoberta surpreendente de que o asteroide distante Chariklo se encontra rodeado por dois anéis densos e estreitos.

Este é o men
or objeto já descoberto que apresenta anéis e apenas o quinto corpo no Sistema Solar - depois dos planetas gigantes Júpiter, Saturno, Urano e Netuno - que apresenta esta característica.

A origem dos anéis permanece um mistério, no entanto pensa-se que podem ser o resultado de uma colisão que criou um disco de detritos.

Esta concepção artística mostra qual a aparência que os anéis poderiam ter, quando observados a partir da superfície de Chariklo.

Chariklo está em uma órbita entre Saturno e Urano!


Crédito: ESO/L. Calçada/Nick Risinger (skysurvey.org)

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Como os cientistas sabem a composição das estrelas?


A composição química dos objetos celestes é quase sempre feita através de uma técnica chamada espectroscopia, que nada mais é do que a análise do "espectro" produzido pela luz da estrela após passar por um prisma ou uma rede de difração, capaz de decompor a luz vinda do espaço em suas cores primárias.





Para entender como funciona o processo é preciso voltar um pouco no tempo e lembrar que em 1665 o físico Isaac Newton demonstrou que a luz branca, ao passar por um prisma de vidro se decompõe em diferentes cores, formando o um espectro contendo as cores do arco-íris (Ilustração acima).

Mais de um século depois, em 1802, William Wollaston repetiu o experimento de Newton, mas descobriu que quando a luz do Sol passa por uma fenda antes de passar pelo prisma, produz uma série de linhas escuras (ao lado) em algumas partes do espectro colorido. Hoje sabemos que essas linhas escuras são as imagens da própria fenda vistas em diversos comprimentos de onda, mas na ocasião foram interpretadas pelo próprio Wollaston como sendo os limites entre as cores vistas no espectro.







O tempo passou e até o ano de 1820 um fabricante de instrumentos óticos chamado Joseph von Fraunhofer já havia observado mais de 570 linhas escuras em diversas regiões do espectro colorido. Para 324 linhas observadas, Fraunhofer deu um nome representado por letra. Para as mais fortes e contrastadas utilizou letras maiúsculas A, B, C e para as mais fracas utilizou letras minúsculas. A primeira linha, "A", representava o vermelho. As linhas foram então batizadas de "linhas de Fraunhofer".








Na ocasião, Fraunhofer apontou seu equipamento ainda rudimentar para as estrelas Sírius, Castor, Pollux, Capella, Betelgeuse e Procyon e também observou raias escuras sobre os espectros formados. O problema é que ainda não se sabia o que gerava as linhas.



Surge a Espectroscopia:

O grande salto para a explicação das linhas de Fraunhofer aconteceu em 1856, após a invenção do bico de Bunsen, aquele bico de gás usado nos laboratórios de ciência e que tem a chama incolor. Como se sabe, quando se vaporiza algum material no bico de Bunsen, a cor emitida é a da própria substância e não a da chama do bico.


Robert Wilhelm Bunsen, o inventor do bico de Bunsen, tinha como colaborador um jovem físico chamado Gustav Robert Kirchhoff, já famoso por ter formulado as leis que governam o comportamento dos circuitos elétricos e que levam seu nome.

Kirchhoff sugeriu a Bunsen que a cor da chama vaporizada no bico de gás seria melhor observada se fosse passada através de um conjunto de lentes e um prisma. Durante muitos dias os dois cientistas vaporizaram diversas substâncias sobre a chama do bico, entre eles o sódio, mercúrio e cálcio. Cada elemento que era vaporizado produzia raias em diferentes posições do espectro: o sódio produzia linhas amarelas, o mercúrio produzia linhas amarelas e verdes e o cálcio produzia linhas em diversas posições, com predominância no vermelho, verde e amarelo.





Após muitas observações Kirchhoff e Bunsen concluíram que cada elemento químico produzia suas próprias linhas, o que significava que vistos através do prisma, cada um tinha uma assinatura própria, inconfundível.

No entanto, as linhas observadas por Kirchhoff e Bunsen eram brilhantes, ao contrário das linhas observadas por Fraunhofer, que eram escuras. Intrigados, os cientistas resolveram confirmar se a linha escura "D" descoberta por Fraunhofer era a mesma linha brilhante produzida pelo sódio vaporizado no bico de gás.

Para isso a dupla passou a luz do Sol através da chama produzida pelo sódio. A intenção era preencher de amarelo a linha escura "D" que era produzida pelo Sol. Para surpresa de Kirchhoff e Bunsen, ao contrário do que esperavam a linha "D" ficou ainda mais escura.






Leis de Kirchhoff:

Após muito pesquisar Kirchhoff formulou as três leis básicas da espectroscopia, necessárias para determinação da composição química de uma mistura de elementos e através de uma série de comparações de espectros descobriu na luz solar as assinaturas típicas do magnésio, Cálcio, Crômio, Bário, Níquel e Zinco. Veja as três leis básicas de Kirchhoff.








1 - Um corpo opaco quente produz um espectro contínuo, seja sólido, líquido ou gasoso.

2 - Qualquer gás transparente produz um espectro de linhas brilhantes, atualmente chamadas de "linhas de emissão", sendo que o número e a posição destas raias dependem unicamente dos elementos químicos presentes no gás.

3 - Se a luz de um sólido (que produz espectro contínuo) passar por um gás com temperatura mais baixa, o gás frio causa o aparecimento de linhas escuras, atualmente chamadas de "linhas de absorção", sendo que a quantidade dessas linhas depende apenas dos elementos químicos presentes no gás.


Descobre-se o Hélio:


Com base no trabalho de Kirchhoff, o astrônomo inglês Joseph Norman Lockyer descobriu, em 1868, uma nova linha no espectro solar que ainda não havia sido explicada. Como cada elemento tem uma assinatura espectroscópica própria, Lockyer batizou o novo elemento de "Helio", que em grego significa Sol.

O Hélio só veio a ser descoberto na Terra 27 anos depois, quando o químico inglês William Ramsay descobriu na vaporização do urânio uma linha na mesma posição espectral daquela encontrada por Norman no espectro do Sol.

Espectroscopia na Astronomia:


Depois que Kirchhoff e Bunsen descobriram que cada elemento natural produz linhas espectrais próprias e Joseph Lockyer descobrir o elemento Hélio apenas observando o espectro solar, os astrônomos passaram a apontar seus "espectroscópios" para diversas estrelas, planetas e nebulosas e diversas propriedades dos objetos celestes se tornaram conhecidas. Olhar diretamente os planetas e estrelas não era mais tão interessante. A moda era ver as raias luminosas e estudar as propriedades físicas dos objetos.







Atualmente a análise espectral não é feita apenas no seguimento visível da luz, que vai de 400 a 700 nanômetros, mas também nos comprimentos de onda do infravermelho e ultravioleta, onde os gases e sólidos apresentam propriedades diferentes. Além disso, os espectroscópios não usam mais os prismas para decompor a luz e sim redes de difração, uma espécie de anteparo com milhares de riscos que espalham os diversos comprimentos de onda da luz.

Fonte: Apolo11.com

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Conheçam a estrela que simplesmente desapareceu!


O que aconteceu com a estrela gigante N6946-BH1? Estava lá há apenas alguns anos atrás - o Hubble registrou isso. 

Agora, há apenas um leve brilho. O que é mais curioso, nenhuma supernova brilhante ocorreu - embora a estrela tenha iluminado significativamente por alguns meses. A principal teoria é que, a grande gravidade de N6946-BH1 que tem uma massa 25 vezes maior do que o Sol, afundou em um buraco negro de sua própria criação após uma grande agitação.

Claro, que os cientistas precisam de mais informações e pesquisas sobre o caso, mas, se este modo de morte de estrelas for confirmado com outras estrelas, ele fornece evidências diretas de que uma estrela muito massiva, pode acabar com a vida como um suspiro em vez de um estrondo.


A N6946-BH1 estava a 22 milhões de anos luz da Terra, na galáxia espiral NGC 6946.

Crédito: NASA, ESA, Hubble, C. Kochanek (OSU)

A menor estrela já medida até hoje no Universo


Uma equipe de astrônomos, liderada por pesquisadores da Universidade de Cambridge (Reino Unido), descobriram a menor estrela já medida até hoje no Universo!

Apenas um pouco maior do que Saturno, a estrela é tão pequena quanto esses objetos podem ser, pois tem apenas massa suficiente para permitir a fusão de hidrogênio em hélio no seu núcleo. Se fosse um pouco menor, a pressão no seu centro não seria permitiria que este processo ocorresse, o que a desclassificaria como estrela.

A estrela recentemente medida é chamada EBLM J0555-57Ab, e está localizada a cerca de 600 anos-luz de distância. Ela faz parte de um sistema binário, e foi identificada conforme passava na frente de sua companheira muito maior.

Crédito: Phys

Nebulosa Firefox


Nebulosa planetária Sharpless 2-188 se assemelha ao símbolo do navegador Firefox:

Essa é uma incrível imagem da nebulosa Sharpless 2-188, localizada na constelação de Cassiopeia, a uma distância de 2,800 mil anos-luz.

Sharpless 2-188, como a sua designação nebulosa sugere, é composta por vendavais de gás, expulsos como uma estrela lança suas camadas exteriores e expõe seu núcleo quente.

Este é o melhor navegador do Universo 

Crédito de imagem: Travis Rector/ Heidi Schweiker

Uma fotografia de Mercúrio da nave MESSENGER


Mercúrio nunca tinha sido visto antes assim. Em 2008, a nave robótica MESSENGER passou por Mercúrio pela segunda vez e a imagem em destaque foi registrada quando o MESSENGER olhou para trás, 90 minutos após a sua passagem em uma altitude de cerca de 27.000 quilômetros. 

A MESSENGER entrou em órbita em torno de Mercúrio definitivamente em 2011, e terminou sua missão principal em 2012, mas levou ainda muitas outras informações detalhadas até Abril de 2015, momento em que ficou sem combustível e foi instruído a impactar na superfície de Mercúrio, criando assim mais uma cratera no planeta.

Crédito de Imagem: MESSENGER, NASA, JHU APL, CIW

Belas imagens da Grande mancha vermelha em Júpiter

Em julho, a sonda Juno enviou para a Terra as primeiras imagens bem próximas da Grande Mancha Vermelha, de Júpiter, tiradas a cerca de 9 mil quilômetros acima da misteriosa tempestade. 




Quase duas vezes maior do que a Terra, a tempestade habita a atmosfera do planeta há pelo menos 350 anos.




Juno tirou as fotos inéditas na sua sétima passagem em torno do gigante gasoso. A sonda cruza Júpiter uma vez a cada 53,5 dias, a velocidades que se aproximam de 200 mil quilômetros por hora, o que torna esses close-ups muito difíceis de capturar.




Os ventos na mancha sopram a velocidades de cerca de 650 km/h

Créditos: NASA - National Aeronautics and Space Administration

quarta-feira, 19 de julho de 2017

O lado noturno de Plutão


O lado noturno de Plutão abrange esta cena sombria. A visão baseada no espaço com o Sol a frente do mundo distante, foi capturada pela New Horizons em julho de 2015.

A espaçonave estava a cerca de 19 minutos após a aproximação mais próxima. A imagem também revela as tênues, surpreendentemente complexas camadas de atmosfera nebulosa de Plutão.

A crescente paisagem crepuscular perto da parte superior do quadro inclui áreas de planícies de nitrogênio informalmente conhecidas como Sputnik Planum e montanhas acidentadas de gelo de água nos Montes Norgay.


Crédito de Imagem: NASA, Johns Hopkins Univ./APL, Southwest Research Institute

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Entra para a história! Conseguimos tirar fotos de um Buraco negro


Esse foi o maior esforço coordenado entre instituições de astronomia para observar um monstro em nossa galáxia. Durante 5 dias seguidos eles observaram o centro de nossa galáxia, apontando as antenas de seus rádio-telescópios na direção do buraco negro supermassivo que habita a região.

Os resultados do esforço ainda devem demorar até anos para serem anunciados. 

Se tudo der certo, os astrônomos e físicos esperam ver alguma coisa parecida com essa simulação da imagem, ou seja, a sombra do horizonte de eventos, circundada por gás emitindo.

Ainda que não haja um disco que possa denunciar a sombra do horizonte de eventos, há ainda como estudar processos físicos nesse ambiente extremo, pondo a relatividade geral de Einstein à prova mais uma vez. 


Quanto você pesaria em outros planetas?


Para saber a resposta, é importante fazer algumas diferenciações sobre os termos físicos. Peso e massa, apesar de serem usados rotineiramente com os mesmos significados, são conceitos diferentes.

Peso é a força que a gravidade exerce sobre um corpo devido à sua massa. É essa força que atrai os corpos para a superfície da Terra. A massa, por sua vez, é a quantidade de matéria de um corpo.

A massa se mantém constante em todo o universo, enquanto o peso varia de planeta para planeta, dependendo da força gravitacional.

O tamanho de um planeta tem um maior impacto relativo na sua gravidade – e do peso em sua superfície – do que a sua própria massa.

Como peso = massa x gravidade, multiplicando a sua massa na Terra pelos números a seguir, é possível descobrir qual seria seu peso na superfície de cada planeta:

Mercúrio: 0,38
Vênus: 0,91
Terra: 1,00
Marte: 0,38
Júpiter: 2,34
Saturno: 1,06
Urano: 0,92
Netuno: 1,19
Plutão: 0,06

Por exemplo, se uma pessoa pesa 70 quilos na Terra, ela teria 163 quilos em Júpiter, 26 quilos em Marte e menos de 5 quilos no pequeno Plutão.

Agora faça as contas e conte-nos, quanto você pesaria em Júpiter? E em Mercúrio?



"DeeDee" o planeta-anão com uma translação maior do que um milênio!


Astrônomos da Universidade de Michigan (EUA) encontraram um corpo planetário na borda do nosso sistema solar, chamado de DeeDee (abreviação para “Distant Dwarf”, ou “Anão Distante”).

Deedee foi descoberto pela primeira vez, usando o telescópio Blanco do Observatório Interamericano Cerro Tololo, no Chile no final de 2016, mas pouco se sabia sobre sua estrutura física.

Agora eles descobriram que tem cerca de dois terços do tamanho do planeta anão Ceres.

DeeDee fica a aproximadamente 92 unidades astronômicas do Sol, uma distância de cerca de 137 bilhões de quilômetros.

De fato, a órbita de DeeDee é tão grande que ele leva 1.100 anos para completar uma volta ao redor do Sol.

A pesquisa foi publicada na revista científica Astrophysical Journal Letters.

Fonte: Hypescience