domingo, 27 de dezembro de 2015

Foto: duas galáxias estão se fundindo

A foto acima mostra duas grandes galáxias duelando, unidas por uma ponte cósmica de estrelas, gás e poeira com mais de 75.000 anos-luz de comprimento.

O par, conhecido como Arp 87, é morfologicamente classificado como peculiar. Eventualmente, o objeto será uma coisa só.

A ponte entre as galáxias é uma forte evidência de que estes dois sistemas estelares imensos passaram perto um do outro recentemente, e experimentaram marés violentas induzidas pela gravidade mútua.
Outra evidência do contato é que a galáxia espiral da direita, também conhecida como NGC 3808A, exibe muitos aglomerados de estrelas jovens azuis produzidas em uma explosão de formação estelar. 

A galáxia espiral do lado esquerdo, chamada NGC 3808B, parece estar envolta em material da ponte e cercada por um anel polar curioso.

A galáxia espiral na extremidade esquerda da fotografia parece ser uma galáxia distante de fundo, que não está envolvida na fusão em curso.

Enquanto as interações entre os dois aglomerados são traçados ao longo de bilhões de anos, passagens estreitas repetidas devem resultar na morte de uma delas – apenas uma galáxia vai triunfar.
Este cenário pode até parecer estranho, mas os cientistas acreditam que fusões galácticas são comuns. Arp 87 representa, neste momento, uma etapa do processo inevitável de junção da NGC 3808 à NGC 3808B.

O par está a cerca de 300 milhões de anos-luz de distância de nós, na direção da constelação de Leo.

Fonte: HypeScience

Descoberta galáxia mais quente que se conhece

Mais de 99% da radiação emitida pela galáxia superquente é calor. [Imagem: NASA/JPL-Caltech]

 Galáxia mais quente


 O telescópio espacial WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer), que observa o Universo no infravermelho, descobriu a galáxia mais quente que se conhece.
A galáxia revela o calor em seu interior com um brilho na faixa do infravermelho equivalente a 300 trilhões de sóis.

"Nós estamos olhando para uma fase muito intensa da evolução galáctica," disse Chao-Wei Tsai, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, líder da equipe. "Essa luz deslumbrante pode vir do maior surto de crescimento no tamanho do buraco negro da galáxia."

A galáxia quente por enquanto atende pelo complicado nome de WISE J224607.57-052635.0.
Buracos negros supermassivos crescem capturando gás e matéria em um disco ao seu redor. Conforme esse material é sugado pelo buraco negro, esse material aquece a temperaturas de milhões de graus, liberando radiação na faixa do visível, ultravioleta e raios X.

Essa radiação incide sobre a poeira interestelar ao redor e, à medida que a poeira se aquece, ela irradia luz em comprimentos de onda maiores, a luz infravermelha, indicando o calor escaldante no núcleo galáctico.

Buraco negro precoce

Esta explicação, porém, traz seus próprios problemas, uma vez que não se imaginava ter sido possível a existência de um buraco negro deste tamanho apenas 1,3 bilhão de anos após o Big Bang - a galáxia está a 12,5 bilhões de anos-luz de nós, enquanto se calcula o Big Bang há 13,8 bilhões de anos.

O observatório WISE já encontrou cerca de 20 dessas galáxias superquentes, que os astrônomos estão chamando de ELIRGs, sigla em inglês para extremely luminous infrared galaxies, ou galáxias extremamente luminosas no infravermelho.

Na verdade, 99% da luz emitida pela galáxia superquente é infravermelho, o que explica porque outros telescópios não haviam conseguido detectá-la - o WISE varre o céu inteiro observando em infravermelho com alta sensibilidade.


Alinhamento quase perfeito de luas de saturno em foto divulgada pela NASA

Anéis de Saturno e os satélites Encélado e Tétis, registrados no dia 24 de setembro de 2015 pela sonda Cassini.
Créditos: NASA / JPL-Caltech / SSI

No dia 24 de setembro, a sonda Cassini registrou a lua Encélado quase que perfeitamente alinhada na frente da grande lua Tétis. Um fato interessante é que a diferença de tamanho entre essas duas luas de Saturno ficaram muito bem exemplificadas na imagem: Encélado tem 504 km de diâmetro, e Tétis tem 1.062.


Curiosamente, a distância da sonda Cassini e das duas luas fez com que a imagem refletisse muito bem o diâmetro comparativo entre os dois satélites naturais.


No momento do trânsito das luas, Cassini estava a 2,1 milhões de quilômetros de Encélado, e 2,6 milhões de quilômetros de Tétis. As duas luas estavam afastadas por apenas 500.000 km de distância.


Fonte: Cassini

Foto: A magnífica paisagem do Monte Sharp, em Marte

No sopé do monte de 5,5 quilômetros de altura desde setembro de 2014, o robô está lentamente fazendo o seu caminho até o topo. A imagem acima mostra um pouco do terreno que o Curiosity deve investigar no futuro.

Minerais de Monte Sharp

No primeiro plano, cerca de 3,2 quilômetros a partir da posição do rover, encontra-se um cume rico em hematita, uma forma mineral de óxido de ferro. Mais além, há colinas antigas que contêm minerais de argila. Por trás desses morros, há ainda montículos ricos em minerais de sulfato.

“A variação de mineralogia nessas camadas do Monte Sharp sugere um ambiente em mudança no início de Marte, embora todas envolvam a exposição à água bilhões de anos atrás”, disseram funcionários da NASA em um comunicado junto ao lançamento da nova fotografia.

Os penhascos de cor clara fortemente erodidos pelo vento no fundo da imagem provavelmente se formaram mais recentemente, quando Marte já estava mais seco.
A equipe do Curiosity espera ser capaz de explorar estas diversas áreas nos próximos meses e anos à frente.

Amostras

Curiosity está agora em uma região do monte dominada por arenito. Recentemente, fez um buraco de 6,5 centímetros de profundidade em uma rocha apelidada de Big Sky, a fim de recolher uma amostra para análise.

O robô já perfurou oito aberturas para amostras em Marte. Cinco destas operações ocorreram na base do Monte Sharp.

“Com Big Sky, encontramos a rocha de arenito ordinária que estávamos procurando”, disse Ashwin Vasavada, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena, Califórnia, nos EUA. 

“Também está relativamente próxima de arenito que parece que ter sido alterado por líquidos – provavelmente água subterrânea com outras substâncias químicas dissolvidas. Nós esperamos perfurar uma rocha próxima, comparar os resultados, e entender que mudanças têm ocorrido”.

Fonte: HypeScience

Depois de Plutão, sonda New Horizons tem novo destino

Depois do asteroide, a sonda espacial continuará se afastando do Sistema Solar, rumo ao espaço interestelar. [Imagem: NASA/JHUAPL/SwRI/Alex Parker]


Novo Plutão

A NASA escolheu um asteroide nos confins do Sistema Solar para ser visitado pela sonda espacial New Horizons, que fez as primeiras imagens de Plutão no início de Agosto.
A sonda espacial viaja a uma velocidade alta demais, o que impediu que ela entrasse em órbita de Plutão. Isso foi necessário para que a missão pudesse ser completada em um tempo razoável de 10 anos, desde o seu lançamento.
Ao tangenciar o planeta anão, a New Horizons revelou um corpo celeste avermelhado e com um enorme coração na superfície - a maioria das informações sobre Plutão ainda está por ser revelada pelos cientistas da missão, que continuam analisando os dados coletados durante o rápido sobrevoo.

Além do horizonte

Como a sonda New Horizons ainda tem uma reserva de combustível, será possível redirecioná-la para tangenciar outro corpo celeste, ainda mais distante do que Plutão.
O objeto é chamado 2014 MU69, um asteroide com dimensões que se calcula entre 25 e 45 quilômetros. O tamanho real depende da reflexividade da sua superfície. Assim, pode ser um asteroide escuro e maior, ou um asteroide brilhante e menor.
Os astrônomos não sabem o que vão encontrar, uma vez que levou quase duas semanas de observação com o telescópio espacial Hubble para fazer uma imagem borrada do 2014 MU69.
Os cálculos indicam que o asteroide será alcançado no dia 1º de Janeiro de 2019.
Depois disso, a sonda New Horizons prosseguirá sua viagem rumo ao espaço interestelar, afastando-se do Sistema Solar. Ela continuará enviando dados até 2030, quando deverá esgotar seu combustível nuclear.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Todos os planetas do sistema solar caberiam no espaço entre a Terra e a lua

Aqui está um fato interessante que você talvez nunca imaginou ou parou para pensar: dá para colocar todos os 7 outros planetas do sistema solar no espaço que há entre a Terra e a lua.

A distância máxima entre a Terra e seu satélite é de 405.500 km. O diâmetro equatorial de Mercúrio é 4.879 km, Vênus tem 12.104 km, Marte 6.792 km, Júpiter 142.984 km, Saturno 120.536 km, Urano 51.118 km e Netuno 49.528 km. Somando tudo, dá 387.941 km.

Claro que esta conta só funciona perto do apogeu lunar porque, em média, a distância entre a Terra e a lua é de 384.400 km. No perigeu, a lua está a “meros” 363.300 km.
Aposto que você não sabia que cabia tanta coisa entre a lua e a Terra.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Veja um buraco negro devorar uma estrela

Em 2009, um flash de luz muito brilhante foi capturado pelo telescópio Rotse IIIb, provocando confusão quanto à sua origem. Agora, um artigo publicado no “The Astrophysical Journal” propõe que o evento foi uma estrela agonizante sendo engolida por um buraco negro. No entanto, a “mordida” está provando ser extraordinariamente difícil para o buraco negro.

Quando o ROTSE3 J120847.9+430121 foi observado, em 21 de janeiro de 2009, como parte da Projeto de Verificação Supernova Rotse (RSVP), surgiram quatro teorias sobre o que poderia ter causado um evento tão breve e brilhante. Poderia ser o resultado de duas estrelas de nêutrons se fundindo, uma explosão de raios gama cuja radiação teria ido para longe de nós, uma supernova superluminosa (uma nova categoria destinada às mais brilhantes explosões estelares conhecidas) ou uma estrela sendo devorada pelo buraco negro supermassivo no centro da sua galáxia.


Levou seis anos e alguns dias, mas agora uma equipe internacional de astrônomos acredita ter resolvido o mistério, concluindo que o evento – apelidado de “Dougie” em homenagem a um personagem de South Park, que serve como um ajudante para o Professor Chaos – se encaixa na última categoria.

O evento foi certamente luminoso – seu desvio para o vermelho o colocava a 2,9 bilhões de anos-luz de distância, na qual seu brilho observado se traduziria em uma magnitude absoluta de -22,5, seis vezes mais luminoso do que toda a Via Láctea e equivalente à supernova mais brilhante de que se tem conhecimento.

Extensos estudos sobre o brilho de Dougie, que desaparecia rapidamente, combinados com a modelagem de cada um dos processos físicos, sugere que o consumo de uma estrela era a melhor explicação. Testemunhar um buraco negro no processo de destruição de uma estrela não é comum, mas tais eventos foram vistos várias vezes. Parte da confusão sobre a identidade do Dougie, no entanto, é que ele não se parecia com nenhum dos eventos anteriores.


“Tivemos a ideia de que poderia ser um evento de ‘interrupção de maré'”, disse o co-autor do estudo J. Craig Wheeler, da Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos. “Quando uma estrela passa perto de um buraco negro, o lado mais próximo é puxado com mais força que o lado mais distante”, explica. “Essas marés especialmente grandes podem ser fortes o suficiente para que a estrela fique do formato de um macarrão instantâneo”.
Como resultado, diz Wheeler, a estrela não entra diretamente no buraco negro. “Ela pode formar um disco antes. Mas o buraco negro está destinado a engolir mais daquele material”.

No entanto, como um crocodilo que resiste ao ser comido por uma cobra, a estrela não simplesmente aceita a sua destruição. Mesmo quando dilacerada, ela irradia intensamente.
Os autores concluem que isso não acontece porque ela é particularmente grande, já que tem apenas cerca de 80% da massa do sol, mas sim porque o buraco negro tem a massa de cerca de um milhão de sóis, o que é “bastante modesto”, nas palavras de Wheeler, e representa menos de um quarto da massa daquele que existe no centro de nossa própria galáxia, por exemplo.

 Fonte: HypeScience