domingo, 18 de outubro de 2015

Céu azul de Plutão: Novas imagens


A sonda New Horizons da NASA continua a nos enviar belas e reveladoras imagens sobre Plutão e sua família de luas.Recentemente, ela nos deslumbrou com as primeiras imagens coloridas de Plutão, revelando sua superfície escamosa (abaixo). Esta semana, descobrimos a cor da atmosfera do planeta-anão: azul!

“Quem teria esperado um céu azul no Cinturão de Kuiper? É lindo”, disse Alan Stern, investigador principal da New Horizons do Instituto de Pesquisa do Sudoeste em Boulder, Colorado, nos EUA.

 

Céu azul

Enquanto as partículas reais que compõem tal atmosfera provavelmente não são azuis (os cientistas pensam que são vermelhas ou cinzas), essa cor pode indicar muito sobre elas. Com base nesta tonalidade, os pesquisadores podem determinar seu tamanho e composição.

“Um céu azul muitas vezes resulta da dispersão da luz solar em partículas muito pequenas”, disse Carly Howett, também do Instituto de Pesquisa do Sudoeste. “Na Terra, essas partículas são moléculas muito pequenas de nitrogênio. Em Plutão, parecem ser maiores, mas ainda relativamente pequenas, partículas de fuligem que chamamos de tolinas”.

Detectadas pela primeira vez na atmosfera superior da lua Titã de Saturno, os pesquisadores creem que as tolinas são produzidas pela luz solar ultravioleta quando esta atinge compostos orgânicos atmosféricos.

Essencialmente uma “gosma orgânica complexa”, tolinas vêm em uma variedade de cores, dependendo de quais moléculas estão presentes e a quantidade de radiação que recebem. Experimentos de laboratório mostraram que o nitrogênio e metano – ambos presentes na atmosfera de Plutão – podem resultar em tolinas vermelhas. Isso pode explicar o material vermelho da superfície de Plutão e sua maior lua Caronte.

 

Tolinas

As tolinas são uma revelação importante.

Essas partículas poderiam ter implicações para a vida em outros mundos. Cientistas já produziram os blocos básicos da vida (aminoácidos) em experimentos usando tolinas.

Elas também podem fornecer informações valiosas sobre a idade da superfície de um planeta, e sua composição. Por exemplo, você tem um mundo onde tolinas se formam regularmente, quaisquer regiões carentes dessas partículas seriam ou muito jovens ou submetidas a processos de remoção, como chuva.

 

Água congelada


A New Horizons também nos deu outra surpresa esta semana: água congelada na superfície de Plutão.

Embora não haja grandes áreas de gelo exposto, existem muitas regiões pequenas. A equipe de pesquisa quer aprofundar essa descoberta, mas, no momento, os cientistas acreditam que as regiões podem ser mais extensas do que parecem.
A análise espectral sugere que a localização dos depósitos de água congelada correlaciona-se com as áreas vermelhas brilhantes nas imagens coloridas recebidas recentemente.

Isto é inesperado e pode indicar uma relação entre as áreas congeladas e as tolinas, que ainda não compreendemos. “Estou surpresa que esta água congelada seja tão vermelha”, diz Silvia Protopapa, membro da equipe científica da New Horizons, da Universidade de Maryland, nos EUA. “Nós ainda não entendemos a relação entre a água congelada e as tolinas na superfície de Plutão”.

 Fonte: HypeScience, IFLS

A estrela que está em rota de colisão com a Terra



Há uma chance de 90% de uma estrela se aproximar da Terra no próximo meio milhão de anos. 

Conhecida como Hipparcos 85.605 (HIP 85605), ela está atualmente a 16 anos-luz de distância de nós, e poderia chegar tão perto quanto 0,13 anos-luz de distância.Coryn Bailer-Jones, do Instituto Max Planck de Astronomia (Alemanha), modelou os movimentos passados e futuros de 50.000 estrelas usando dados do satélite Hipparcos da Agência Espacial Europeia, que analisou o céu na década de 1990.

Ele encontrou 14 estrelas que irão passar a 3,26 anos-luz (que é um parsec) de nós. Quatro passarão a 1,6 anos-luz (0,5 parsec) do sol no futuro.

Destas quatro, o encontro mais próximo parece ser o de HIP 85605, que é uma estrela K (uma anã laranja) ou uma estrela M (uma anã vermelha), que fica na constelação de Hércules. A estrela tem uma probabilidade de 90% de ficar entre 0,13 e 0,65 anos-luz (0,04 a 0,20 parsec) de nós, entre 240 mil a 470 mil anos a partir de agora.

O próximo mais próximo seria Gliese 710 (GL 710), uma estrela anã K7 a cerca de 63 anos-luz de distância de nós, na constelação de Ofiúco. Ela tem 90% de chances de ficar de 0,32 a 1,44 anos-luz (0,10 a 0,44 parsec) de nós em cerca de 1,3 milhões de anos.
Enquanto HIP 85605 e GL 710 não representam um perigo de colisão direta com a Terra, suas forças gravitacionais poderiam “empurrar” cometas para fora da Nuvem de Oort em direção a nosso sistema solar exterior.

“Acho que podemos prever com segurança que as órbitas de cometas serão de fato interrompidas pelos encontros mais próximos”, disse Bailer-Jones.
E será que alguma dessas estrelas vai trazer consigo exoplanetas para perto da Terra? Provavelmente, mas eles não vão ficar perto o suficiente para que possamos visitá-los. De acordo com Bailer-Jones, eles teriam velocidade rápida conforme passassem pelo sol, o que tornaria chegar a esses planetas tão difícil quanto viajar para sistemas de estrelas mais distantes.

Por fim, os dados desse estudo vêm de simulações com alguns “dados questionáveis”, de modo que as estimativas podem estar um pouco erradas. “A pesquisa é limitada a estrelas para as quais temos distâncias e velocidades precisas; isso, por sua vez, nos limita a estrelas atualmente dentro de algumas dezenas de anos-luz do sol”, explica Bailer-Jones.

Fonte: HypeScience

Imagem GIF da Lua passando na frente da Terra, como visto a mais de 1 milhão de km de distância


Todos nós precisamos de um pouco de perspectiva cósmica de vez em quando e essas imagens são uma das melhores que podemos ter. Este GIF impressionante da Lua passando em frente da Terra foi lançado pela Agência Espacial Norte-Americana e é maravilhoso.

A sequência de imagens oferece um olhar sem precedentes na relação entre os dois objetos planetários, e também dá uma visão detalhada do lado raramente visto da Lua. O GIF resultante é tão incrível que é quase inacreditável, mas as imagens são totalmente reais.

Toda a sequência foi registrada pela Câmera de Imagens Policromáticas da Terra (ou “EPIC”, um acrônimo bem apropriado) do satélite DSCOVR, que foi lançado pela Nasa em fevereiro. 

"Earthrise" - Crédito: NASA

Se você está se perguntando por que ela é tão diferente do famosa fotografia “Earthrise” – aquela tirada pelo astronauta William Anders em 1968, durante a missão do Apollo 8 -, é porque o DSCOVR está localizado a um milhão e meio de quilômetros da Terra. O lado mais distante da Lua, onde foi feita a “Earthrise”, fica a aproximadamente 380 mil quilômetros de distância.Vale lembrar, aliás, como já contamos aqui, que todos os outros planetas do sistema solar caberiam naquele espaço entre a Terra e a Lua, que parece tão pequeno. E aí, como está a sua perspectiva cósmica agora?

Fonte: Hypescience

O que está bloqueando a luz desta estrela?

Cientistas descobriram um estranho padrão de luz em torno de uma estrela distante, que simplesmente não conseguem explicar. O mistério é enorme que até “tecnologia alienígena avançada” já foi considerada como uma possibilidade.

“Aliens devem sempre ser a última hipótese a se considerar, mas parecia ser algo que se esperaria que uma civilização alienígena construísse”, disse Jason Wright, astrônomo da Universidade Estadual de Pensilvânia, nos EUA, ao jornal The Atlantic.

KIC 8462852

A estrela, chamada KIC 8462852, está localizada a cerca de 1.500 anos-luz de distância de nós, entre as constelações do Cisne e Lira. Ela é mais brilhante, mais quente e mais massiva do que o nosso sol.
Descoberta pela primeira vez pelo telescópio espacial Kepler, da NASA, em 2009, vários cientistas estão vasculhando os dados e a chamaram de “bizarra” e “interessante”. Assim, os astrônomos começaram a estudá-la.

Vamos ao que interessa. Normalmente, as variações de brilho das estrelas são muito ligeiras – menos de 1% de escurecimento a cada poucos dias, semanas ou meses, dependendo do tamanho da órbita do planeta que a circunda.
Mas a KIC 8462852 possui variações de brilho altamente irregulares. Não há nenhuma órbita periódica identificável, apenas bloqueios de luz estranhos e sem padrão discernível ocorrendo.

Escurecimento muito grande

Estes efeitos de escurecimento são significativos. Em um ponto, a quantidade de luz da estrela caiu em 15%. Em outro, 22%.
Mesmo um planeta do tamanho de Júpiter só bloquearia cerca de 1% deste tipo de luz da estrela.
O escurecimento não pode ser devido a outra estrela, porque os cientistas a teriam visto. A falta de um padrão é mais uma evidência de que não é uma estrela.
O que quer que esteja bloqueando a luz de KIC 8462852 é grande, no entanto, com até a metade da largura da própria estrela.


Outra explicação

A explicação mais óbvia para os eventos de escurecimento irregulares é que KIC 8462852 tem uma massa de lixo espacial – rochas e poeira de diferentes formas e tamanhos – a circulando em formação apertada.
O único problema é que isso só ocorre quando uma estrela é jovem, e a evidência aponta para a KIC 8462852 ser madura.
“Nós nunca tínhamos visto nada como esta estrela”, disse uma das pesquisadoras, Tabetha Boyajian, da Universidade de Yale nos EUA.
Poderia ser um erro? Não. Os cientistas já descartaram a possibilidade de que a informação esteja errada. “Achamos que poderiam ser dados falsos ou um movimento defeituoso na nave espacial, mas tudo estava ok”, disse Boyajian.

Concluindo

A melhor explicação que temos até agora, então, é que, em algum ponto, outra estrela passou pelo sistema KIC 8462852 e perturbou sua gravidade, puxando uma massa de cometas em direção a ele. Há outra estrela perto o suficiente de KIC 8462852 para tornar isso uma possibilidade.
Mas seria uma extraordinária coincidência, de acordo com os pesquisadores.
Sem contar que nem todos estão convencidos de que uma massa de cometas bloquearia 22% da luz da estrela.
Wright afirma que precisamos considerar outras opções mais ousadas, como uma civilização alienígena avançada no processo de construção de algo enorme próximo a KIC 8462852.

Fonte: Hypescience, TheAtlantic