sábado, 18 de abril de 2015

Entra para a história: Plutão e Caronte a Cores!

Esta é a primeira imagem a cores de Plutão e a sua maior lua, Caronte, obtida pela sonda New Horizons. Crédito: NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Southwest Research Institute.
A sonda New Horizons obteve no dia 9 de Abril a primeira imagem a cores de Plutão e da sua lua Caronte. A curta exposição não permitiu capturar nenhuma das outras luas, mais pequenas e por isso muito menos brilhantes. As imagens foram obtidas quando a sonda se encontrava a 115 milhões de km do planeta anão, aproximadamente a distância de Vênus ao Sol. 

É clara a diferença de albedo e de cor dos dois corpos, consequência das suas composições diferentes. Plutão é (juntamente com Eris) o maior corpo conhecido no Cinturão de Edgeworth-Kuiper, tem uma atmosfera de nitrogênio, monóxido de carbono e metano, estações, uma superfície ativa, um interior de rocha e gelo que poderá incluir um oceano, e pelo menos 5 luas. A maior das luas, Caronte, é um corpo de enorme interesse pois parece também ter uma atmosfera tênue, um oceano interior e existem evidências de atividade superficial recente.

Fonte: NASA/New Horizons/AstroPT

O que pode estar nos aguardando até junho, ninguém sabe, e isso traz um sentimento de ansiedade e felicidade que a CIÊNCIA pode nos proporcionar.

Tirinhas astronômicas


























































































































2° Pensamento do Dia


1° Pensamento do Dia




Sonda Messenger se chocará contra Mercúrio


Em menos de duas semanas, a sonda interplanetária Messenger chegará ao fim de sua missão. Sem combustível, a nave se chocará contra a superfície de Mercúrio a 14 mil km/h, criando uma nova cratera no hemisfério norte do planeta. 


De acordo com os engenheiros do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, APL, responsáveis pela missão Messenger, os tanques de hydrazina já se esgotaram e a nave não é mais capaz de se manter na orbita planetária.

Segundo os técnicos, uma pequena reserva de combustível foi poupada e será usada no dia 24 de abril, durante a última manobra de orientação que fará a sonda se precipitar sobre a superfície do planeta. 

O impacto contra Mercúrio ocorrerá no dia 30 de abril, as 16h25 pelo horário de Brasília.
O impacto da Messenger ocorrerá a uma velocidade de 14 mil km/h e abrirá uma cratera de cerca de 4 metros de diâmetro, informou o engenheiro de sistemas Dan O'Shaughnessy, ligado ao APL e responsável pelo controle de missão.
"O impacto não será visto da Terra, pois ocorrerá quando a nave estiver passando atrás do planeta do ponto de vista terrestre. A sonda não emergirá mais depois desse dia", explicou O'Shaughnessy.

Nova Cratera:
 

Mercúrio é repleto de crateras, mas depois do impacto uma nova feição surgirá na latitude 52 graus norte. Embora pequena, essa cratera será de grande importância nos trabalhos científicos futuros, pois terá sua data de criação e suas características físicas conhecidas, o que servirá como marco referencial para o estudo geológico do planeta.

"Os instrumentos baseados em terra não serão capazes de estudar a cratera formada, mas a missão BepiColombo, por exemplo, terá condições plenas de produzir inúmeros dados científicos", disse O'Shaughnessy ao se referir à futura missão conjunta entre Europa e Japão que lançará uma nova sonda em 2017 para estudar o planeta Mercúrio em 2024.

Messenger:
 

A Messenger (MErcury Surface, Space ENvironment, GEochemistry and Ranging) foi lançada em agosto de 2004 e em 18 de março de 2011 se tornou a primeira nave a orbitar o planeta Mercúrio. Desde então, a sonda enviou à Terra mais de 255 mil fotos e cerca de 10 terabytes de dados científicos do planeta.
Relembrando, o impacto contra Mercúrio ocorrerá no dia 30 de abril, as 16h25 pelo horário de Brasília. 

Fonte: Apolo11.com 
 

Saturno, Tétis, anéis e sombras


Vistos da lua de gelo Tétis, os anéis e suas sombras exibiriam vistas fantásticas do sistema de Saturno. Não tens visitado Tétis ultimamente? Então este lindo cenário de anéis capturado pela nave espacial Cassini o fará por agora.

Capturada na luz solar logo abaixo e à esquerda do centro da imagem em 2005, a própria Tétis tem cerca de 1.000 quilômetros de diâmetro e orbita a uma distância de quase cinco raios de Saturno, a partir do centro do planeta gigante gasoso. A essa distância (cerca de 300.000 quilômetros), ela está além dos principais anéis brilhantes de Saturno, mas Tétis ainda é uma das cinco grandes luas que se encontram dentro dos limites do fraco e tênue anel externo E.

Descobertas na década de 1980, as duas pequenas luas Telesto e Calipso estão presas em locais estáveis ao longo da órbita de Tétis. Telesto precede Tétis e Calipso a segue, enquanto o trio orbita Saturno.

Fonte: AstroPT

Enxame de Virgem



O Enxame de Virgem é o enxame de galáxias mais próximo da nossa Via Láctea. Ele está tão próximo que se estende por mais de 5 graus no céu – cerca de 10 vezes o tamanho angular da Lua Cheia.

Com o seu centro estando a cerca de 70 milhões de anos-luz de distância, o Enxame de Virgem é o enxame de galáxias mais próximo, contém mais de 2.000 galáxias e tem uma força gravitacional notável nos membros do Grupo Local de galáxias que rodeiam a nossa Via Láctea. Ele não contém apenas galáxias cheias de estrelas, mas também cheias de gás tão quente que brilham em raios X. 

Os movimentos das galáxias dentro e ao redor dos enxames indicam que eles contêm mais matéria escura do que qualquer matéria visível que possamos detectar.

Na foto acima, o coração do Enxame de Virgem inclui galáxias tão luminosas como as do catálogo Messier, como os “Olhos de Markarian” no canto superior esquerdo, M86 logo acima e à direita do centro, M84 na margem direita, bem como a galáxia espiral NGC 4388 na parte inferior à direita.

Fonte: AstroPT

Belo vídeo do recente eclipse lunar

Como sabem, tivemos um Eclipse Lunar Total no dia 4 de Abril. (E como vimos, aqui no Brasil não teve).

O conhecido Observatório Griffith, em Los Angeles, fez um excelente vídeo de 1 minuto do eclipse, que sumariza as mais de 4 horas do eclipse:

Vídeo: Timelapse do Sol 2010-2015

Timelapse que mostra o Sol visto pelo Solar Dynamics Observatory que comemorou o 5° aniversário vigiando o nosso Sol, desde 2010 até 2015:





OU um outro vídeo no VIMEO: https://vimeo.com/124139626

Galáxia NGC 2903


A galáxia espiral barrada NGC 2903 está apenas a cerca de 20 milhões de anos-luz de distância. 

Popular entre os astrônomos amadores, ela brilha na constelação boreal de primavera do Leão (em latim: Leo), perto do topo de sua cabeça. Essa parte da constelação às vezes é vista como um ponto de interrogação invertido ou como uma foice.

Uma das galáxias mais brilhantes visíveis do hemisfério norte, NGC 2903 está surpreendentemente ausente do catálogo de atrações celestes brilhantes de Charles Messier. Esta imagem colorida por um pequeno telescópio terrestre mostra os belos braços espirais da galáxia traçados por enxames de jovens estrelas azuis e regiões rosadas de nascimento de estrelas.

Também estão incluídos detalhes intrigantes do núcleo brilhante de NGC 2903, uma notável mistura de enxames velhos e jovens com imensas nuvens de poeira e gás. Na verdade, NGC 2903 exibe uma taxa excepcional de atividade de nascimento de estrelas perto de seu centro, também brilhante em faixas de rádio, infravermelho, ultravioleta e raios X. 

Apenas um pouco menor do que a nossa própria Via Láctea, NGC 2903 tem cerca de 80.000 anos-luz de diâmetro.

Fonte: AstroPT

Apollo 16

Em 21 de Abril de 1972, enquanto Ken Mattingly os via a partir do módulo de comando, John Young e Charles Duke pousavam na Lua e algumas horas depois passeavam na sua superfície.


Vênus ao entardecer


Nos próximos dias, Vênus brilhará perto do horizonte oeste ao pôr do Sol. Para encontrar o planeta irmão da Terra nos céus crepusculares, basta olhar para a estrela muito brilhante no início da noite.

Onde na foto estava muito perto do enxame estelar das Plêiades, Vênus domina esta paisagem noturna de primavera tomada apenas alguns dias atrás, perto da cidade de Lich, na região central da Alemanha. Também conhecidas como as Sete Irmãs, as estrelas do compacto enxame das Plêiades aparecem acima de Vênus nesta foto.

Os galhos de árvores cheios de brotos à esquerda enquadram a estrela brilhante Aldebarã, o olho de Touro, e o enxame das Híades em forma de V.

Via Láctea sobre um vulcão em erupção


A vista fez valer a pena. Lutando contra ventos fortes, temperaturas frias e pouco oxigênio, a caminhada para perto do topo do vulcão Santa Maria, na Guatemala – enquanto carregava equipamentos de câmera sensível –, era solitária e difícil.

Entretanto, uma vez configurada, a câmera capturou esta vista de tirar o fôlego durante a madrugada de 28 de fevereiro. Visível no terreno estão seis vulcões do Arco Vulcânico da América Central, incluindo o “Fuego”, o Vulcão de Fogo, que é visto em erupção ao longe.

Visíveis no céu, em exposições separadas tomadas alguns minutos mais tarde, estão muitas estrelas bem mais distantes, bem como a faixa central da nossa galáxia Via Láctea situada horizontalmente acima.

Galáxia espiral de um único braço NGC 4725

Enquanto a maioria das galáxias espirais, incluindo a nossa própria Via Láctea, tem dois ou mais braços espirais, a NGC 4725 tem apenas um.

Nesta imagem composta e colorida, a maravilhosa espiral única parece se enrolar a partir de um proeminente anel de enxames de estrelas azuis recém-nascidas e regiões de nascimento de estrelas coloridas em vermelho. A estranha galáxia também ostenta faixas de poeira obscuras e uma estrutura de barra central amarelada composta por uma população mais velha de estrelas. NGC 4725 tem mais de 100 mil anos-luz de diâmetro e fica a 41 milhões de anos-luz de distância, na constelação da Cabeleira de Berenice (em latim: Coma Berenices).

As simulações de computador sobre a formação de braços espirais únicos sugerem que eles podem ser braços iniciais ou finais em relação à rotação geral de uma galáxia. Também incluída no quadro, ostentando uma aparência visivelmente mais tradicional de galáxia espiral, está uma galáxia de fundo mais distante.

Chuva de meteoros de LÍRIDEAS


Por estas noites, temos a chuva de estrelas conhecida por Líridas.

Para observar chuvas de meteoros não precisa de qualquer telescópio. Basta olhar para o céu, de qualquer parte do mundo.

As Líridas são uma razoável chuva de meteoros que terão o seu pico na noite do dia 21, e madrugada do dia 22.

Deverão produzir cerca de 15 meteoros por hora, em lugares com céus escuros. Mas são imprevisíveis, por isso estejam atentos!


Os meteoros (estrelas cadentes) parecem irradiar da constelação Lira.

A fonte desta chuva de meteoros é o cometa C/1861 G1 Thatcher.

Moleculas orgânicas complexas foram encontradas num sistema estelar jovem


Os astrônomos detectaram pela primeira vez a presença de moléculas orgânicas complexas, os blocos constituintes da vida, num disco protoplanetário que rodeia uma estrela jovem.
A descoberta, feita com o auxílio do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), confirma que as condições que deram origem à Terra e ao Sol não são únicas no Universo.
Os resultados estão publicados na revista Nature desde 9 de abril de 2015.



As novas observações do ALMA revelam que o disco protoplanetário que rodeia a jovem estrela MWC 480 (a sua idade é de apenas um milhão de anos) contém enormes quantidades de cianeto de metila ou acetonitrila (CH3CN), uma molécula complexa baseada no carbono. Encontrou-se em torno da MWC 480 cianeto de metila em quantidade suficiente para encher todos os oceanos da Terra.
Tanto esta molécula como a sua prima mais simples, o cianeto de hidrogénio (HCN), foram encontradas nas regiões periféricas mais frias do disco recém formado da estrela, numa região que os astrônomos pensam ser análoga à Cintura de Kuiper – o reino dos planetesimais gelados e dos cometas no nosso Sistema Solar, situado para lá da órbita de Netuno.

Os cometas retêm informação inalterada da química primordial do Sistema Solar, do período da formação planetária. Pensa-se que os cometas e asteróides do Sistema Solar exterior trouxeram para a jovem Terra água e moléculas orgânicas, o que ajudou a preparar o terreno para o desenvolvimento da vida primordial.
“Os estudos de cometas e asteróides mostram que uma nebulosa que deu origem ao Sol e aos planetas era rica em água e componentes orgânicos complexos,” diz Karin Öberg, astrônoma no Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, Cambridge, Massachusetts, EUA e autora principal do artigo científico que descreve estes resultados.
“Temos agora mais evidências de que a mesma química existe noutros lugares do Universo, em regiões que poderão eventualmente formar sistemas solares parecidos ao nosso.” Isto é particularmente intrigante, diz Öberg, uma vez que as moléculas encontradas na MWC 480 têm concentrações semelhantes aos cometas do Sistema Solar.


A estrela MWC 480, que tem cerca de duas vezes a massa do Sol, situa-se a 455 anos-luz de distância na região de formação estelar do Touro. O disco que a rodeia encontra-se numa fase inicial de evolução – tendo coalescido recentemente a partir de uma nebulosa fria e escura de gás e poeira. Estudos feitos com o ALMA e com outros telescópios ainda não detectaram nenhum sinal óbvio de formação planetária no disco, embora observações a resoluções mais elevadas possam eventualmente revelar estruturas semelhantes às da estrela HL Tauri, a qual é essencialmente da mesma idade.


Os astrônomos sabem desde há algum tempo que as nuvens interestelares frias e escuras são fábricas muito eficientes de formação de moléculas orgânicas complexas – incluindo um grupo de moléculas conhecidas por cianetos. Os cianetos, e mais particularmente o cianeto de metila, são importantes porque contêm ligações carbono-azoto, as quais são essenciais à formação de aminoácidos, a base das proteínas e os blocos constituintes da vida.

Até agora, não era no entanto claro se estas mesmas moléculas orgânicas complexas se formariam de forma natural e sobreviveriam ao ambiente energético de um novo sistema estelar em formação, onde choques e radiação podem facilmente quebrar as ligações químicas.

Tirando o máximo partido da sensibilidade do ALMA, os astrônomos puderam verificar nestas últimas observações que estas moléculas não só sobrevivem nestes ambientes como também prosperam.
Um aspecto importante é que as moléculas detectadas pelo ALMA são muito mais abundantes do que as descobertas em nuvens interestelares. Este fato diz-nos que os discos protoplanetários são extremamente eficientes na formação de moléculas orgânicas complexas e que as conseguem formar em escalas de tempo relativamente curtas.

Esta formação rápida é essencial para superar as forças que, de outro modo, quebrariam as moléculas. Adicionalmente, estas moléculas foram detectadas numa parte relativamente calma do disco, numa zona que vai de 4,5 a 15 bilhões de quilômetros de distância à estrela central. Apesar de muito distante quando comparada ao tamanho do nosso Sistema Solar, esta região corresponde à zona de formação de cometas nas dimensões da MWC 480.
À medida que o sistema continua a evoluir, os astrônomos pensam que é provável que as moléculas orgânicas existentes nos cometas e noutros corpos gelados sejam levadas para meios mais propícios ao desenvolvimento de vida.
“A partir do estudo de exoplanetas, sabemos que o Sistema Solar não é único no seu número de planetas ou em abundância de água,” conclui Öberg. “Sabemos agora que não somos únicos em química orgânica. Uma vez mais, aprendemos que não somos especiais. Do ponto de vista da vida no Universo, isto são excelentes notícias.”

Fonte: ESO

Telescópio ALMA revela campo magnético intenso próximo de buraco negro supermassivo


O Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) revelou um campo magnético extremamente potente, muito para além do que tinha sido anteriormente detectado no núcleo de uma galáxia, muito próximo do horizonte de eventos de um buraco negro supermassivo.
Esta nova observação ajuda os astrônomos a compreender melhor a estrutura e formação destes habitantes massivos dos centros das galáxias e os jatos gêmeos de plasma que frequentemente ejetam a alta velocidade dos seus polos.
Estes resultados estão publicados desde 17 de abril de 2015 na revista Science.

Os buracos negros supermassivos, frequentemente com massas de milhares de milhões de vezes a do Sol, situam-se no coração da maior parte das galáxias existentes no Universo. Estes buracos negros podem acretar enormes quantidades de matéria sob a forma de um disco que os rodeia. Enquanto a maioria desta matéria alimenta o buraco negro, uma parte pode escapar momentos antes de ser capturada, sendo lançada no espaço com velocidades próximas da velocidade da luz sob a forma de um jato de plasma. A maneira como isto acontece não é muito bem compreendida, embora se pense que campos magnéticos fortes atuando muito próximo do horizonte de eventos tenham um papel crucial no processo, ajudando a matéria escapar das “mandíbulas escancaradas da escuridão”.


Apenas se tinham observado até agora campos magnéticos fracos longe dos buracos negros – a vários anos-luz de distância. No entanto, astrônomos da Universidade de Tecnologia Chalmers e do Observatório Espacial Onsala na Suécia, utilizaram o ALMA para detectar sinais diretamente relacionados com um campo magnético intenso localizado muito perto do horizonte de eventos do buraco negro supermassivo da galáxia distante PKS 1830-211. Este campo magnético situa-se precisamente no local onde a matéria é lançada repentinamente para longe do buraco negro sob a forma de um jato.
A equipe mediu a intensidade do campo magnético através da polarização da radiação, à medida que esta se afastava do buraco negro.

“A polarização é uma propriedade importante da luz muito usada na vida diária, por exemplo nos óculos de sol ou nos óculos 3D no cinema,” diz Ivan Marti-Vidal, o autor principal deste trabalho. “Quando produzida naturalmente, a polarização pode ser usada para medir campos magnéticos, uma vez que a radiação muda a sua polarização quando viaja através de um meio magnetizado. Neste caso, a radiação detectada pelo ALMA viajou através da matéria situada muito próximo do buraco negro, um local cheio de plasma altamente magnetizado.”

Os astrônomos aplicaram uma nova técnica de análise desenvolvida para os dados ALMA e descobriram que a direção da polarização da radiação vinda do centro da PKS 1830-211 rodou [os campos magnéticos induzem a rotação de Faraday, que faz com que a polarização rode de diferentes maneiras a diferentes comprimentos de onda. O modo como esta rotação depende do comprimento de onda informa-nos sobre o campo magnético na região].

Estes foram os comprimentos de onda mais curtos de sempre usados neste tipo de estudo, o que permitiu que se investigassem regiões muito próximas do buraco negro central.
“Descobrimos sinais claros da rotação da polarização, que são centenas de vezes maiores do que os maiores alguma vez encontrados no Universo,” diz Sebastien Muller, co-autor do artigo científico que descreve estes resultados. “A nossa descoberta constitui um enorme passo em frente em termos de frequência observada, graças ao uso do ALMA, e em termos de distância ao buraco negro onde estudámos o campo magnético – da ordem de apenas alguns dias-luz do horizonte de acontecimentos. Estes resultados, assim como estudos futuros, ajudar-nos-ão a perceber o que é que se passa realmente na vizinhança imediata dos buracos negros supermassivos.”