domingo, 29 de março de 2015

Telescópios e um céu estrelado



Esta bela imagem obtida no Observatório do Paranal do ESO mostra os quatro Telescópios Auxiliares do Very Large Telescope (VLT), sob um incrivelmente céu estrelado no plano de fundo, no Cerro Paranal no Chile.

Os Telescópios Auxiliares têm 1,8 metros de diâmetro cada um e trabalham em conjunto com os quatro Telescópios Principais de 8,2 metros de diâmetro, constituindo assim o mais avançado observatório óptico do planeta.

Os telescópios trabalham em uníssono formando o Interferômetro do VLT (VLTI), um interferômetro gigante que permite aos astrônomos ver detalhes 25 vezes mais precisos do que o que seria possível com os Telescópio Principais individuais.
Por cima do local vemos as proeminentes Pequena e Grande Nuvens de Magalhães, visíveis apenas no céu austral. 

Estas duas galáxias irregulares anãs fazem parte do Grupo Local e são por isso galáxias companheiras da nossa própria galáxia, a Via Láctea.

Esta fotografia foi tirada por John Colosimo, que a submeteu no grupo Flickr Your ESO Pictures.

Fonte: AstroPT

sábado, 14 de março de 2015

A estrela envolta de poeira



O Telescópio Espacial Hubble fez esta fantástica imagem da jovem estrela variável V1331 Cyg.
 

É uma estrela T Tauri, jovem, com menos de 10 milhões de anos de idade.
 

Ao redor da estrela encontra-se imensa poeira. Existem dois anéis de poeira, provavelmente associados à nuvem escura Lynds 981. Conseguimos ver a estrela porque, por mero acaso, estamos observando um dos polos da estrela, onde são emitidos jatos que limpam a poeira.
 

A estrela encontra-se a cerca de 1.800 anos-luz de distância da Terra.

A estrela mais veloz já conhecida


Foi descoberta a estrela mais veloz conhecida: a estrela US 708 viaja a 1.200 km/s.
 

A velocidade é tão elevada que é superior à velocidade de escape da galáxia, por isso esta estrela irá sair da Via Láctea.
 

Esta estrela foi muito provavelmente ejetada de um sistema binário, quando a sua companheira entrou em um buraco negro.

Parabéns Urano!

Em 13 de Março de 1781, William Hershel descobriu o planeta Urano.

Este ponto de luz no céu já tinha sido observado por diversas vezes antes, mas tinha sempre sido assumido como uma estrela distante.
Na altura da descoberta, só se conheciam 6 planetas (5 no céu + a Terra). Todo o Universo conhecido era o nosso sistema solar somente até Saturno.

Com a descoberta de Urano, de repente, o Universo Conhecido duplicava de tamanho com as distãncias que separam os dois planetas.


Nebulosa do Lagarto Voador


Perto da Pequena Nuvem de Magalhães, uma galáxia satélite cerca de 200 mil anos-luz distante, encontra-se um jovem enxame estelar NGC 602 de 5 milhões de anos de idade. Cercado por gás e poeira, NGC 602 está logo abaixo do centro neste campo de visão telescópico com o tamanho angular igual ao da Lua cheia no céu. O enxame em si tem cerca de 200 anos-luz de diâmetro.

Cristas interiores brilhantes e formas puxadas para trás sugerem fortemente que as ondas de radiação e de choque energéticas das jovens estrelas maciças de NGC 602 corroeram o material empoeirado e desencadearam um progressivo nascimento de estrelas que se afasta do centro do enxame. É claro, as asas de emissão mais estendidas na região sugerem um nome popular para o complexo ambiente cósmico: a Nebulosa do Lagarto Voador.

12 bilhões de sóis


Foi descoberto um buraco negro supermassivo muito antigo. É tão antigo que na altura estava bastante ativo, sendo assim chamado de quasar (que compõe o buraco negro e a matéria em seu redor).
 

O quasar foi chamado de SDSS J010013.02+280225.8 , ou resumidamente de SDSS J0100+2802
Este quasar tem 12.800.000.000 bilhões de anos. Ou seja, existia quando o Universo era um bebê de algumas centenas de milhões de anos.


Porém, a mais sensacional característica deste objeto não é a sua idade, mas sim o fato de ser uma monstruosidade luminosa (devido ao fluxo de partículas que escapam do buraco negro). É o mais maciço e mais brilhante buraco negro alguma vez encontrado!

Este quasar é 12 bilhões de vezes mais maciço que o nosso Sol. Ele é 3.000 vezes mais maciço que o buraco negro supermaciço no centro da nossa Via Láctea! (note-se que se está a falar em massa, e não tamanho!)
 

E é 420 trilhões de vezes mais brilhante que o Sol.

Como é que este monstro se pode se formar tão depressa no Universo primordial?
Essa é uma questão que está agora em debate e que vai ser analisada nos próximos tempos pelos astrônomos e cosmólogos.


Fonte: AstroPt