domingo, 27 de dezembro de 2015

Foto: duas galáxias estão se fundindo

A foto acima mostra duas grandes galáxias duelando, unidas por uma ponte cósmica de estrelas, gás e poeira com mais de 75.000 anos-luz de comprimento.

O par, conhecido como Arp 87, é morfologicamente classificado como peculiar. Eventualmente, o objeto será uma coisa só.

A ponte entre as galáxias é uma forte evidência de que estes dois sistemas estelares imensos passaram perto um do outro recentemente, e experimentaram marés violentas induzidas pela gravidade mútua.
Outra evidência do contato é que a galáxia espiral da direita, também conhecida como NGC 3808A, exibe muitos aglomerados de estrelas jovens azuis produzidas em uma explosão de formação estelar. 

A galáxia espiral do lado esquerdo, chamada NGC 3808B, parece estar envolta em material da ponte e cercada por um anel polar curioso.

A galáxia espiral na extremidade esquerda da fotografia parece ser uma galáxia distante de fundo, que não está envolvida na fusão em curso.

Enquanto as interações entre os dois aglomerados são traçados ao longo de bilhões de anos, passagens estreitas repetidas devem resultar na morte de uma delas – apenas uma galáxia vai triunfar.
Este cenário pode até parecer estranho, mas os cientistas acreditam que fusões galácticas são comuns. Arp 87 representa, neste momento, uma etapa do processo inevitável de junção da NGC 3808 à NGC 3808B.

O par está a cerca de 300 milhões de anos-luz de distância de nós, na direção da constelação de Leo.

Fonte: HypeScience

Descoberta galáxia mais quente que se conhece

Mais de 99% da radiação emitida pela galáxia superquente é calor. [Imagem: NASA/JPL-Caltech]

 Galáxia mais quente


 O telescópio espacial WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer), que observa o Universo no infravermelho, descobriu a galáxia mais quente que se conhece.
A galáxia revela o calor em seu interior com um brilho na faixa do infravermelho equivalente a 300 trilhões de sóis.

"Nós estamos olhando para uma fase muito intensa da evolução galáctica," disse Chao-Wei Tsai, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, líder da equipe. "Essa luz deslumbrante pode vir do maior surto de crescimento no tamanho do buraco negro da galáxia."

A galáxia quente por enquanto atende pelo complicado nome de WISE J224607.57-052635.0.
Buracos negros supermassivos crescem capturando gás e matéria em um disco ao seu redor. Conforme esse material é sugado pelo buraco negro, esse material aquece a temperaturas de milhões de graus, liberando radiação na faixa do visível, ultravioleta e raios X.

Essa radiação incide sobre a poeira interestelar ao redor e, à medida que a poeira se aquece, ela irradia luz em comprimentos de onda maiores, a luz infravermelha, indicando o calor escaldante no núcleo galáctico.

Buraco negro precoce

Esta explicação, porém, traz seus próprios problemas, uma vez que não se imaginava ter sido possível a existência de um buraco negro deste tamanho apenas 1,3 bilhão de anos após o Big Bang - a galáxia está a 12,5 bilhões de anos-luz de nós, enquanto se calcula o Big Bang há 13,8 bilhões de anos.

O observatório WISE já encontrou cerca de 20 dessas galáxias superquentes, que os astrônomos estão chamando de ELIRGs, sigla em inglês para extremely luminous infrared galaxies, ou galáxias extremamente luminosas no infravermelho.

Na verdade, 99% da luz emitida pela galáxia superquente é infravermelho, o que explica porque outros telescópios não haviam conseguido detectá-la - o WISE varre o céu inteiro observando em infravermelho com alta sensibilidade.


Alinhamento quase perfeito de luas de saturno em foto divulgada pela NASA

Anéis de Saturno e os satélites Encélado e Tétis, registrados no dia 24 de setembro de 2015 pela sonda Cassini.
Créditos: NASA / JPL-Caltech / SSI

No dia 24 de setembro, a sonda Cassini registrou a lua Encélado quase que perfeitamente alinhada na frente da grande lua Tétis. Um fato interessante é que a diferença de tamanho entre essas duas luas de Saturno ficaram muito bem exemplificadas na imagem: Encélado tem 504 km de diâmetro, e Tétis tem 1.062.


Curiosamente, a distância da sonda Cassini e das duas luas fez com que a imagem refletisse muito bem o diâmetro comparativo entre os dois satélites naturais.


No momento do trânsito das luas, Cassini estava a 2,1 milhões de quilômetros de Encélado, e 2,6 milhões de quilômetros de Tétis. As duas luas estavam afastadas por apenas 500.000 km de distância.


Fonte: Cassini

Foto: A magnífica paisagem do Monte Sharp, em Marte

No sopé do monte de 5,5 quilômetros de altura desde setembro de 2014, o robô está lentamente fazendo o seu caminho até o topo. A imagem acima mostra um pouco do terreno que o Curiosity deve investigar no futuro.

Minerais de Monte Sharp

No primeiro plano, cerca de 3,2 quilômetros a partir da posição do rover, encontra-se um cume rico em hematita, uma forma mineral de óxido de ferro. Mais além, há colinas antigas que contêm minerais de argila. Por trás desses morros, há ainda montículos ricos em minerais de sulfato.

“A variação de mineralogia nessas camadas do Monte Sharp sugere um ambiente em mudança no início de Marte, embora todas envolvam a exposição à água bilhões de anos atrás”, disseram funcionários da NASA em um comunicado junto ao lançamento da nova fotografia.

Os penhascos de cor clara fortemente erodidos pelo vento no fundo da imagem provavelmente se formaram mais recentemente, quando Marte já estava mais seco.
A equipe do Curiosity espera ser capaz de explorar estas diversas áreas nos próximos meses e anos à frente.

Amostras

Curiosity está agora em uma região do monte dominada por arenito. Recentemente, fez um buraco de 6,5 centímetros de profundidade em uma rocha apelidada de Big Sky, a fim de recolher uma amostra para análise.

O robô já perfurou oito aberturas para amostras em Marte. Cinco destas operações ocorreram na base do Monte Sharp.

“Com Big Sky, encontramos a rocha de arenito ordinária que estávamos procurando”, disse Ashwin Vasavada, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena, Califórnia, nos EUA. 

“Também está relativamente próxima de arenito que parece que ter sido alterado por líquidos – provavelmente água subterrânea com outras substâncias químicas dissolvidas. Nós esperamos perfurar uma rocha próxima, comparar os resultados, e entender que mudanças têm ocorrido”.

Fonte: HypeScience

Depois de Plutão, sonda New Horizons tem novo destino

Depois do asteroide, a sonda espacial continuará se afastando do Sistema Solar, rumo ao espaço interestelar. [Imagem: NASA/JHUAPL/SwRI/Alex Parker]


Novo Plutão

A NASA escolheu um asteroide nos confins do Sistema Solar para ser visitado pela sonda espacial New Horizons, que fez as primeiras imagens de Plutão no início de Agosto.
A sonda espacial viaja a uma velocidade alta demais, o que impediu que ela entrasse em órbita de Plutão. Isso foi necessário para que a missão pudesse ser completada em um tempo razoável de 10 anos, desde o seu lançamento.
Ao tangenciar o planeta anão, a New Horizons revelou um corpo celeste avermelhado e com um enorme coração na superfície - a maioria das informações sobre Plutão ainda está por ser revelada pelos cientistas da missão, que continuam analisando os dados coletados durante o rápido sobrevoo.

Além do horizonte

Como a sonda New Horizons ainda tem uma reserva de combustível, será possível redirecioná-la para tangenciar outro corpo celeste, ainda mais distante do que Plutão.
O objeto é chamado 2014 MU69, um asteroide com dimensões que se calcula entre 25 e 45 quilômetros. O tamanho real depende da reflexividade da sua superfície. Assim, pode ser um asteroide escuro e maior, ou um asteroide brilhante e menor.
Os astrônomos não sabem o que vão encontrar, uma vez que levou quase duas semanas de observação com o telescópio espacial Hubble para fazer uma imagem borrada do 2014 MU69.
Os cálculos indicam que o asteroide será alcançado no dia 1º de Janeiro de 2019.
Depois disso, a sonda New Horizons prosseguirá sua viagem rumo ao espaço interestelar, afastando-se do Sistema Solar. Ela continuará enviando dados até 2030, quando deverá esgotar seu combustível nuclear.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Todos os planetas do sistema solar caberiam no espaço entre a Terra e a lua

Aqui está um fato interessante que você talvez nunca imaginou ou parou para pensar: dá para colocar todos os 7 outros planetas do sistema solar no espaço que há entre a Terra e a lua.

A distância máxima entre a Terra e seu satélite é de 405.500 km. O diâmetro equatorial de Mercúrio é 4.879 km, Vênus tem 12.104 km, Marte 6.792 km, Júpiter 142.984 km, Saturno 120.536 km, Urano 51.118 km e Netuno 49.528 km. Somando tudo, dá 387.941 km.

Claro que esta conta só funciona perto do apogeu lunar porque, em média, a distância entre a Terra e a lua é de 384.400 km. No perigeu, a lua está a “meros” 363.300 km.
Aposto que você não sabia que cabia tanta coisa entre a lua e a Terra.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Veja um buraco negro devorar uma estrela

Em 2009, um flash de luz muito brilhante foi capturado pelo telescópio Rotse IIIb, provocando confusão quanto à sua origem. Agora, um artigo publicado no “The Astrophysical Journal” propõe que o evento foi uma estrela agonizante sendo engolida por um buraco negro. No entanto, a “mordida” está provando ser extraordinariamente difícil para o buraco negro.

Quando o ROTSE3 J120847.9+430121 foi observado, em 21 de janeiro de 2009, como parte da Projeto de Verificação Supernova Rotse (RSVP), surgiram quatro teorias sobre o que poderia ter causado um evento tão breve e brilhante. Poderia ser o resultado de duas estrelas de nêutrons se fundindo, uma explosão de raios gama cuja radiação teria ido para longe de nós, uma supernova superluminosa (uma nova categoria destinada às mais brilhantes explosões estelares conhecidas) ou uma estrela sendo devorada pelo buraco negro supermassivo no centro da sua galáxia.


Levou seis anos e alguns dias, mas agora uma equipe internacional de astrônomos acredita ter resolvido o mistério, concluindo que o evento – apelidado de “Dougie” em homenagem a um personagem de South Park, que serve como um ajudante para o Professor Chaos – se encaixa na última categoria.

O evento foi certamente luminoso – seu desvio para o vermelho o colocava a 2,9 bilhões de anos-luz de distância, na qual seu brilho observado se traduziria em uma magnitude absoluta de -22,5, seis vezes mais luminoso do que toda a Via Láctea e equivalente à supernova mais brilhante de que se tem conhecimento.

Extensos estudos sobre o brilho de Dougie, que desaparecia rapidamente, combinados com a modelagem de cada um dos processos físicos, sugere que o consumo de uma estrela era a melhor explicação. Testemunhar um buraco negro no processo de destruição de uma estrela não é comum, mas tais eventos foram vistos várias vezes. Parte da confusão sobre a identidade do Dougie, no entanto, é que ele não se parecia com nenhum dos eventos anteriores.


“Tivemos a ideia de que poderia ser um evento de ‘interrupção de maré'”, disse o co-autor do estudo J. Craig Wheeler, da Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos. “Quando uma estrela passa perto de um buraco negro, o lado mais próximo é puxado com mais força que o lado mais distante”, explica. “Essas marés especialmente grandes podem ser fortes o suficiente para que a estrela fique do formato de um macarrão instantâneo”.
Como resultado, diz Wheeler, a estrela não entra diretamente no buraco negro. “Ela pode formar um disco antes. Mas o buraco negro está destinado a engolir mais daquele material”.

No entanto, como um crocodilo que resiste ao ser comido por uma cobra, a estrela não simplesmente aceita a sua destruição. Mesmo quando dilacerada, ela irradia intensamente.
Os autores concluem que isso não acontece porque ela é particularmente grande, já que tem apenas cerca de 80% da massa do sol, mas sim porque o buraco negro tem a massa de cerca de um milhão de sóis, o que é “bastante modesto”, nas palavras de Wheeler, e representa menos de um quarto da massa daquele que existe no centro de nossa própria galáxia, por exemplo.

 Fonte: HypeScience

domingo, 18 de outubro de 2015

Céu azul de Plutão: Novas imagens


A sonda New Horizons da NASA continua a nos enviar belas e reveladoras imagens sobre Plutão e sua família de luas.Recentemente, ela nos deslumbrou com as primeiras imagens coloridas de Plutão, revelando sua superfície escamosa (abaixo). Esta semana, descobrimos a cor da atmosfera do planeta-anão: azul!

“Quem teria esperado um céu azul no Cinturão de Kuiper? É lindo”, disse Alan Stern, investigador principal da New Horizons do Instituto de Pesquisa do Sudoeste em Boulder, Colorado, nos EUA.

 

Céu azul

Enquanto as partículas reais que compõem tal atmosfera provavelmente não são azuis (os cientistas pensam que são vermelhas ou cinzas), essa cor pode indicar muito sobre elas. Com base nesta tonalidade, os pesquisadores podem determinar seu tamanho e composição.

“Um céu azul muitas vezes resulta da dispersão da luz solar em partículas muito pequenas”, disse Carly Howett, também do Instituto de Pesquisa do Sudoeste. “Na Terra, essas partículas são moléculas muito pequenas de nitrogênio. Em Plutão, parecem ser maiores, mas ainda relativamente pequenas, partículas de fuligem que chamamos de tolinas”.

Detectadas pela primeira vez na atmosfera superior da lua Titã de Saturno, os pesquisadores creem que as tolinas são produzidas pela luz solar ultravioleta quando esta atinge compostos orgânicos atmosféricos.

Essencialmente uma “gosma orgânica complexa”, tolinas vêm em uma variedade de cores, dependendo de quais moléculas estão presentes e a quantidade de radiação que recebem. Experimentos de laboratório mostraram que o nitrogênio e metano – ambos presentes na atmosfera de Plutão – podem resultar em tolinas vermelhas. Isso pode explicar o material vermelho da superfície de Plutão e sua maior lua Caronte.

 

Tolinas

As tolinas são uma revelação importante.

Essas partículas poderiam ter implicações para a vida em outros mundos. Cientistas já produziram os blocos básicos da vida (aminoácidos) em experimentos usando tolinas.

Elas também podem fornecer informações valiosas sobre a idade da superfície de um planeta, e sua composição. Por exemplo, você tem um mundo onde tolinas se formam regularmente, quaisquer regiões carentes dessas partículas seriam ou muito jovens ou submetidas a processos de remoção, como chuva.

 

Água congelada


A New Horizons também nos deu outra surpresa esta semana: água congelada na superfície de Plutão.

Embora não haja grandes áreas de gelo exposto, existem muitas regiões pequenas. A equipe de pesquisa quer aprofundar essa descoberta, mas, no momento, os cientistas acreditam que as regiões podem ser mais extensas do que parecem.
A análise espectral sugere que a localização dos depósitos de água congelada correlaciona-se com as áreas vermelhas brilhantes nas imagens coloridas recebidas recentemente.

Isto é inesperado e pode indicar uma relação entre as áreas congeladas e as tolinas, que ainda não compreendemos. “Estou surpresa que esta água congelada seja tão vermelha”, diz Silvia Protopapa, membro da equipe científica da New Horizons, da Universidade de Maryland, nos EUA. “Nós ainda não entendemos a relação entre a água congelada e as tolinas na superfície de Plutão”.

 Fonte: HypeScience, IFLS

A estrela que está em rota de colisão com a Terra



Há uma chance de 90% de uma estrela se aproximar da Terra no próximo meio milhão de anos. 

Conhecida como Hipparcos 85.605 (HIP 85605), ela está atualmente a 16 anos-luz de distância de nós, e poderia chegar tão perto quanto 0,13 anos-luz de distância.Coryn Bailer-Jones, do Instituto Max Planck de Astronomia (Alemanha), modelou os movimentos passados e futuros de 50.000 estrelas usando dados do satélite Hipparcos da Agência Espacial Europeia, que analisou o céu na década de 1990.

Ele encontrou 14 estrelas que irão passar a 3,26 anos-luz (que é um parsec) de nós. Quatro passarão a 1,6 anos-luz (0,5 parsec) do sol no futuro.

Destas quatro, o encontro mais próximo parece ser o de HIP 85605, que é uma estrela K (uma anã laranja) ou uma estrela M (uma anã vermelha), que fica na constelação de Hércules. A estrela tem uma probabilidade de 90% de ficar entre 0,13 e 0,65 anos-luz (0,04 a 0,20 parsec) de nós, entre 240 mil a 470 mil anos a partir de agora.

O próximo mais próximo seria Gliese 710 (GL 710), uma estrela anã K7 a cerca de 63 anos-luz de distância de nós, na constelação de Ofiúco. Ela tem 90% de chances de ficar de 0,32 a 1,44 anos-luz (0,10 a 0,44 parsec) de nós em cerca de 1,3 milhões de anos.
Enquanto HIP 85605 e GL 710 não representam um perigo de colisão direta com a Terra, suas forças gravitacionais poderiam “empurrar” cometas para fora da Nuvem de Oort em direção a nosso sistema solar exterior.

“Acho que podemos prever com segurança que as órbitas de cometas serão de fato interrompidas pelos encontros mais próximos”, disse Bailer-Jones.
E será que alguma dessas estrelas vai trazer consigo exoplanetas para perto da Terra? Provavelmente, mas eles não vão ficar perto o suficiente para que possamos visitá-los. De acordo com Bailer-Jones, eles teriam velocidade rápida conforme passassem pelo sol, o que tornaria chegar a esses planetas tão difícil quanto viajar para sistemas de estrelas mais distantes.

Por fim, os dados desse estudo vêm de simulações com alguns “dados questionáveis”, de modo que as estimativas podem estar um pouco erradas. “A pesquisa é limitada a estrelas para as quais temos distâncias e velocidades precisas; isso, por sua vez, nos limita a estrelas atualmente dentro de algumas dezenas de anos-luz do sol”, explica Bailer-Jones.

Fonte: HypeScience

Imagem GIF da Lua passando na frente da Terra, como visto a mais de 1 milhão de km de distância


Todos nós precisamos de um pouco de perspectiva cósmica de vez em quando e essas imagens são uma das melhores que podemos ter. Este GIF impressionante da Lua passando em frente da Terra foi lançado pela Agência Espacial Norte-Americana e é maravilhoso.

A sequência de imagens oferece um olhar sem precedentes na relação entre os dois objetos planetários, e também dá uma visão detalhada do lado raramente visto da Lua. O GIF resultante é tão incrível que é quase inacreditável, mas as imagens são totalmente reais.

Toda a sequência foi registrada pela Câmera de Imagens Policromáticas da Terra (ou “EPIC”, um acrônimo bem apropriado) do satélite DSCOVR, que foi lançado pela Nasa em fevereiro. 

"Earthrise" - Crédito: NASA

Se você está se perguntando por que ela é tão diferente do famosa fotografia “Earthrise” – aquela tirada pelo astronauta William Anders em 1968, durante a missão do Apollo 8 -, é porque o DSCOVR está localizado a um milhão e meio de quilômetros da Terra. O lado mais distante da Lua, onde foi feita a “Earthrise”, fica a aproximadamente 380 mil quilômetros de distância.Vale lembrar, aliás, como já contamos aqui, que todos os outros planetas do sistema solar caberiam naquele espaço entre a Terra e a Lua, que parece tão pequeno. E aí, como está a sua perspectiva cósmica agora?

Fonte: Hypescience

O que está bloqueando a luz desta estrela?

Cientistas descobriram um estranho padrão de luz em torno de uma estrela distante, que simplesmente não conseguem explicar. O mistério é enorme que até “tecnologia alienígena avançada” já foi considerada como uma possibilidade.

“Aliens devem sempre ser a última hipótese a se considerar, mas parecia ser algo que se esperaria que uma civilização alienígena construísse”, disse Jason Wright, astrônomo da Universidade Estadual de Pensilvânia, nos EUA, ao jornal The Atlantic.

KIC 8462852

A estrela, chamada KIC 8462852, está localizada a cerca de 1.500 anos-luz de distância de nós, entre as constelações do Cisne e Lira. Ela é mais brilhante, mais quente e mais massiva do que o nosso sol.
Descoberta pela primeira vez pelo telescópio espacial Kepler, da NASA, em 2009, vários cientistas estão vasculhando os dados e a chamaram de “bizarra” e “interessante”. Assim, os astrônomos começaram a estudá-la.

Vamos ao que interessa. Normalmente, as variações de brilho das estrelas são muito ligeiras – menos de 1% de escurecimento a cada poucos dias, semanas ou meses, dependendo do tamanho da órbita do planeta que a circunda.
Mas a KIC 8462852 possui variações de brilho altamente irregulares. Não há nenhuma órbita periódica identificável, apenas bloqueios de luz estranhos e sem padrão discernível ocorrendo.

Escurecimento muito grande

Estes efeitos de escurecimento são significativos. Em um ponto, a quantidade de luz da estrela caiu em 15%. Em outro, 22%.
Mesmo um planeta do tamanho de Júpiter só bloquearia cerca de 1% deste tipo de luz da estrela.
O escurecimento não pode ser devido a outra estrela, porque os cientistas a teriam visto. A falta de um padrão é mais uma evidência de que não é uma estrela.
O que quer que esteja bloqueando a luz de KIC 8462852 é grande, no entanto, com até a metade da largura da própria estrela.


Outra explicação

A explicação mais óbvia para os eventos de escurecimento irregulares é que KIC 8462852 tem uma massa de lixo espacial – rochas e poeira de diferentes formas e tamanhos – a circulando em formação apertada.
O único problema é que isso só ocorre quando uma estrela é jovem, e a evidência aponta para a KIC 8462852 ser madura.
“Nós nunca tínhamos visto nada como esta estrela”, disse uma das pesquisadoras, Tabetha Boyajian, da Universidade de Yale nos EUA.
Poderia ser um erro? Não. Os cientistas já descartaram a possibilidade de que a informação esteja errada. “Achamos que poderiam ser dados falsos ou um movimento defeituoso na nave espacial, mas tudo estava ok”, disse Boyajian.

Concluindo

A melhor explicação que temos até agora, então, é que, em algum ponto, outra estrela passou pelo sistema KIC 8462852 e perturbou sua gravidade, puxando uma massa de cometas em direção a ele. Há outra estrela perto o suficiente de KIC 8462852 para tornar isso uma possibilidade.
Mas seria uma extraordinária coincidência, de acordo com os pesquisadores.
Sem contar que nem todos estão convencidos de que uma massa de cometas bloquearia 22% da luz da estrela.
Wright afirma que precisamos considerar outras opções mais ousadas, como uma civilização alienígena avançada no processo de construção de algo enorme próximo a KIC 8462852.

Fonte: Hypescience, TheAtlantic

domingo, 31 de maio de 2015

Pôr do Sol na cratera Gale em tempo real



Construída por Glen Nagle a partir de imagens captadas pelo robot Curiosity no passado dia 15 de abril, esta espetacular animação reproduz a magia de um pôr do Sol visto do interior da cratera Gale. 

O resultado final é um magnífico pôr do Sol na superfície do planeta vermelho, ao som da assombrosa melodia de Lux Aeterna de György Ligeti (tema imortalizado no filme 2001: Odisseia no Espaço).

Vamos á Lua - Discurso de John F .Kennedy


Foi em 25 de Maio de 1961 que John F. Kennedy criou uma mensagem e uma visão poderosíssima para o programa espacial americano.

Em plena Guerra Fria, e depois da União Soviética ter demonstrado por diversas vezes estar na liderança da corrida espacial, John F. Kennedy anunciou que até ao final da década de 60, os Estados Unidos iriam colocar um Homem na Lua e fazê-lo regressar à Terra.

“Não porque fosse fácil, mas porque é difícil e porque este objetivo irá servir para organizar e medir o melhor das nossas energias e qualidades”. John F .Kennedy

Satélite artificial confundido com satélite natural


No mês passado aconteceu uma situação curiosa: o astrônomo Gareth Williams, a partir do Hawaii, referiu à União Astronômica Internacional que tinha descoberto um novo objeto, que denominou temporariamente 2015 HP116, perto da Terra. O objeto parecia-lhe ser um pequeno asteroide de cerca de 1 metro de diâmetro, e que, pensava ele, se tinha tornado temporariamente uma nova lua da Terra.
13 horas depois, ao fim de muitas outras observações chegou-se à conclusão final: na verdade, esse pequeno objeto é o telescópio espacial Gaia, da Agência Espacial Europeia.

Saturno na oposição

Observadores com seus telescópios na Terra foram presenteados com vistas espetaculares de Saturno ultimamente, pois o planeta dos anéis atingiu a sua oposição de 2015 em 23 de maio às 2h UT. 

Oposição significa oposto ao Sol no céu da Terra. Tão perto da oposição, Saturno fica visível a noite toda, mais próximo de nós e mais brilhante no ano.

Estas imagens, tomadas poucas horas antes do alinhamento Sol-Terra-Saturno, também mostram o forte brilho dos anéis de Saturno, conhecido como o efeito da oposição ou efeito Seeliger. 

Diretamente iluminadas, as partículas geladas dos anéis não lançam sombras e a luz solar passa por forte retrodispersão em direção à Terra, criando o aumento espetacular do brilho.
Saturno está atualmente no céu não muito longe da brilhante Antares, a estrela Alfa da constelação do Escorpião.

NGC 949

NGC 949 é uma galáxia que se encontra a mais de 30 milhões de anos-luz de distância da Terra.
 

É muito provavelmente uma galáxia espiral, no entanto é difícil ter a certeza devido à sua inclinação quando a observamos do nosso ponto de vista.
 

Esta galáxia foi descoberta por Sir William Herschel, em 21 de Setembro de 1786.

New Horizons vê mais detalhes na superfície de Plutão

A New Horizons tem enviado imagens com detalhes cada vez mais nítidos da superfície de Plutão. Ontem foi divulgado um novo conjunto de imagens captadas pela câmara telescópica LORRI (Long Range Reconnaissance Imager), entre os dias 8 e 12 de maio, a distâncias inferiores a 80 milhões de quilômetros. Nestas novas imagens, Plutão surge com o dobro dos píxeis que tinha nas imagens captadas em meados do mês de abril, quando a sonda da NASA se encontrava a pouco mais de 100 milhões de quilômetros de distância.

“Estas novas imagens mostram-nos que as diferentes faces de Plutão são distintas; provavelmente insinuando o que poderá ser uma superfície com uma geologia muito complexa ou variações na composição da superfície de região para região”, disse o investigador principal da missão New Horizons Alan Stern. “Estas imagens continuam também a suportar a hipótese de que Plutão tem uma calota polar cuja extensão varia de acordo com a longitude. Iremos ser capazes de realizar uma determinação definitiva da quantidade de gelo nesta região polar brilhante quando em julho tivermos dados espectroscópicos que revelem a sua composição.”

Faltam menos de 2 meses para o encontro da New Horizons com o sistema plutoniano, pelo que a resolução das imagens irá melhorar significativamente nas próximas semanas. “No final de junho, as imagens terão uma resolução 4 vezes superior à das imagens de 8 a 12 de maio, e na altura da maior aproximação, esperamos obter imagens com mais de 5000 vezes a atual resolução”, acrescentou Hal Weaver, um dos cientistas do projeto.

As novas imagens foram processadas recorrendo a uma técnica matemática designada deconvolução. Esta técnica diminui o efeito das distorções óticas criadas pelas lentes e detector CCD da LORRI, permitindo assim que se extraia o máximo de informação possível até ao limite de resolução imposto pelo sistema ótico. A deconvolução pode, no entanto, produzir ocasionalmente “falsos detalhes”, pelo que os detalhes mais finos nestas novas imagens necessitarão de ser confirmados através das observações agendadas para as próximas semanas.

Fonte: AstroPT

M94 - Galáxia starburst


A galáxia espiral M94 tem um anel de estrelas recém-nascidas em torno de seu núcleo, dando-lhe não só uma aparência incomum, mas também um forte brilho interno.
A principal hipótese progenitora defende que uma protuberância alongada de estrelas, conhecida como uma barra, gira em M94 e tem gerado uma explosão de formação estelar no anel interno. Observações recentes têm revelado que o anel externo e mais fraco não é fechado e é relativamente complexo.
M94, mostrada aqui, se estende por cerca de 30.000 anos-luz, fica a cerca de 15 milhões de anos-luz de distância e pode ser vista com um telescópio pequeno na direção da constelação dos Cães de Caça (em latim: Canes Venatici).

sábado, 18 de abril de 2015

Entra para a história: Plutão e Caronte a Cores!

Esta é a primeira imagem a cores de Plutão e a sua maior lua, Caronte, obtida pela sonda New Horizons. Crédito: NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Southwest Research Institute.
A sonda New Horizons obteve no dia 9 de Abril a primeira imagem a cores de Plutão e da sua lua Caronte. A curta exposição não permitiu capturar nenhuma das outras luas, mais pequenas e por isso muito menos brilhantes. As imagens foram obtidas quando a sonda se encontrava a 115 milhões de km do planeta anão, aproximadamente a distância de Vênus ao Sol. 

É clara a diferença de albedo e de cor dos dois corpos, consequência das suas composições diferentes. Plutão é (juntamente com Eris) o maior corpo conhecido no Cinturão de Edgeworth-Kuiper, tem uma atmosfera de nitrogênio, monóxido de carbono e metano, estações, uma superfície ativa, um interior de rocha e gelo que poderá incluir um oceano, e pelo menos 5 luas. A maior das luas, Caronte, é um corpo de enorme interesse pois parece também ter uma atmosfera tênue, um oceano interior e existem evidências de atividade superficial recente.

Fonte: NASA/New Horizons/AstroPT

O que pode estar nos aguardando até junho, ninguém sabe, e isso traz um sentimento de ansiedade e felicidade que a CIÊNCIA pode nos proporcionar.

Tirinhas astronômicas


























































































































2° Pensamento do Dia


1° Pensamento do Dia




Sonda Messenger se chocará contra Mercúrio


Em menos de duas semanas, a sonda interplanetária Messenger chegará ao fim de sua missão. Sem combustível, a nave se chocará contra a superfície de Mercúrio a 14 mil km/h, criando uma nova cratera no hemisfério norte do planeta. 


De acordo com os engenheiros do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, APL, responsáveis pela missão Messenger, os tanques de hydrazina já se esgotaram e a nave não é mais capaz de se manter na orbita planetária.

Segundo os técnicos, uma pequena reserva de combustível foi poupada e será usada no dia 24 de abril, durante a última manobra de orientação que fará a sonda se precipitar sobre a superfície do planeta. 

O impacto contra Mercúrio ocorrerá no dia 30 de abril, as 16h25 pelo horário de Brasília.
O impacto da Messenger ocorrerá a uma velocidade de 14 mil km/h e abrirá uma cratera de cerca de 4 metros de diâmetro, informou o engenheiro de sistemas Dan O'Shaughnessy, ligado ao APL e responsável pelo controle de missão.
"O impacto não será visto da Terra, pois ocorrerá quando a nave estiver passando atrás do planeta do ponto de vista terrestre. A sonda não emergirá mais depois desse dia", explicou O'Shaughnessy.

Nova Cratera:
 

Mercúrio é repleto de crateras, mas depois do impacto uma nova feição surgirá na latitude 52 graus norte. Embora pequena, essa cratera será de grande importância nos trabalhos científicos futuros, pois terá sua data de criação e suas características físicas conhecidas, o que servirá como marco referencial para o estudo geológico do planeta.

"Os instrumentos baseados em terra não serão capazes de estudar a cratera formada, mas a missão BepiColombo, por exemplo, terá condições plenas de produzir inúmeros dados científicos", disse O'Shaughnessy ao se referir à futura missão conjunta entre Europa e Japão que lançará uma nova sonda em 2017 para estudar o planeta Mercúrio em 2024.

Messenger:
 

A Messenger (MErcury Surface, Space ENvironment, GEochemistry and Ranging) foi lançada em agosto de 2004 e em 18 de março de 2011 se tornou a primeira nave a orbitar o planeta Mercúrio. Desde então, a sonda enviou à Terra mais de 255 mil fotos e cerca de 10 terabytes de dados científicos do planeta.
Relembrando, o impacto contra Mercúrio ocorrerá no dia 30 de abril, as 16h25 pelo horário de Brasília. 

Fonte: Apolo11.com 
 

Saturno, Tétis, anéis e sombras


Vistos da lua de gelo Tétis, os anéis e suas sombras exibiriam vistas fantásticas do sistema de Saturno. Não tens visitado Tétis ultimamente? Então este lindo cenário de anéis capturado pela nave espacial Cassini o fará por agora.

Capturada na luz solar logo abaixo e à esquerda do centro da imagem em 2005, a própria Tétis tem cerca de 1.000 quilômetros de diâmetro e orbita a uma distância de quase cinco raios de Saturno, a partir do centro do planeta gigante gasoso. A essa distância (cerca de 300.000 quilômetros), ela está além dos principais anéis brilhantes de Saturno, mas Tétis ainda é uma das cinco grandes luas que se encontram dentro dos limites do fraco e tênue anel externo E.

Descobertas na década de 1980, as duas pequenas luas Telesto e Calipso estão presas em locais estáveis ao longo da órbita de Tétis. Telesto precede Tétis e Calipso a segue, enquanto o trio orbita Saturno.

Fonte: AstroPT

Enxame de Virgem



O Enxame de Virgem é o enxame de galáxias mais próximo da nossa Via Láctea. Ele está tão próximo que se estende por mais de 5 graus no céu – cerca de 10 vezes o tamanho angular da Lua Cheia.

Com o seu centro estando a cerca de 70 milhões de anos-luz de distância, o Enxame de Virgem é o enxame de galáxias mais próximo, contém mais de 2.000 galáxias e tem uma força gravitacional notável nos membros do Grupo Local de galáxias que rodeiam a nossa Via Láctea. Ele não contém apenas galáxias cheias de estrelas, mas também cheias de gás tão quente que brilham em raios X. 

Os movimentos das galáxias dentro e ao redor dos enxames indicam que eles contêm mais matéria escura do que qualquer matéria visível que possamos detectar.

Na foto acima, o coração do Enxame de Virgem inclui galáxias tão luminosas como as do catálogo Messier, como os “Olhos de Markarian” no canto superior esquerdo, M86 logo acima e à direita do centro, M84 na margem direita, bem como a galáxia espiral NGC 4388 na parte inferior à direita.

Fonte: AstroPT

Belo vídeo do recente eclipse lunar

Como sabem, tivemos um Eclipse Lunar Total no dia 4 de Abril. (E como vimos, aqui no Brasil não teve).

O conhecido Observatório Griffith, em Los Angeles, fez um excelente vídeo de 1 minuto do eclipse, que sumariza as mais de 4 horas do eclipse:

Vídeo: Timelapse do Sol 2010-2015

Timelapse que mostra o Sol visto pelo Solar Dynamics Observatory que comemorou o 5° aniversário vigiando o nosso Sol, desde 2010 até 2015:





OU um outro vídeo no VIMEO: https://vimeo.com/124139626

Galáxia NGC 2903


A galáxia espiral barrada NGC 2903 está apenas a cerca de 20 milhões de anos-luz de distância. 

Popular entre os astrônomos amadores, ela brilha na constelação boreal de primavera do Leão (em latim: Leo), perto do topo de sua cabeça. Essa parte da constelação às vezes é vista como um ponto de interrogação invertido ou como uma foice.

Uma das galáxias mais brilhantes visíveis do hemisfério norte, NGC 2903 está surpreendentemente ausente do catálogo de atrações celestes brilhantes de Charles Messier. Esta imagem colorida por um pequeno telescópio terrestre mostra os belos braços espirais da galáxia traçados por enxames de jovens estrelas azuis e regiões rosadas de nascimento de estrelas.

Também estão incluídos detalhes intrigantes do núcleo brilhante de NGC 2903, uma notável mistura de enxames velhos e jovens com imensas nuvens de poeira e gás. Na verdade, NGC 2903 exibe uma taxa excepcional de atividade de nascimento de estrelas perto de seu centro, também brilhante em faixas de rádio, infravermelho, ultravioleta e raios X. 

Apenas um pouco menor do que a nossa própria Via Láctea, NGC 2903 tem cerca de 80.000 anos-luz de diâmetro.

Fonte: AstroPT

Apollo 16

Em 21 de Abril de 1972, enquanto Ken Mattingly os via a partir do módulo de comando, John Young e Charles Duke pousavam na Lua e algumas horas depois passeavam na sua superfície.


Vênus ao entardecer


Nos próximos dias, Vênus brilhará perto do horizonte oeste ao pôr do Sol. Para encontrar o planeta irmão da Terra nos céus crepusculares, basta olhar para a estrela muito brilhante no início da noite.

Onde na foto estava muito perto do enxame estelar das Plêiades, Vênus domina esta paisagem noturna de primavera tomada apenas alguns dias atrás, perto da cidade de Lich, na região central da Alemanha. Também conhecidas como as Sete Irmãs, as estrelas do compacto enxame das Plêiades aparecem acima de Vênus nesta foto.

Os galhos de árvores cheios de brotos à esquerda enquadram a estrela brilhante Aldebarã, o olho de Touro, e o enxame das Híades em forma de V.

Via Láctea sobre um vulcão em erupção


A vista fez valer a pena. Lutando contra ventos fortes, temperaturas frias e pouco oxigênio, a caminhada para perto do topo do vulcão Santa Maria, na Guatemala – enquanto carregava equipamentos de câmera sensível –, era solitária e difícil.

Entretanto, uma vez configurada, a câmera capturou esta vista de tirar o fôlego durante a madrugada de 28 de fevereiro. Visível no terreno estão seis vulcões do Arco Vulcânico da América Central, incluindo o “Fuego”, o Vulcão de Fogo, que é visto em erupção ao longe.

Visíveis no céu, em exposições separadas tomadas alguns minutos mais tarde, estão muitas estrelas bem mais distantes, bem como a faixa central da nossa galáxia Via Láctea situada horizontalmente acima.

Galáxia espiral de um único braço NGC 4725

Enquanto a maioria das galáxias espirais, incluindo a nossa própria Via Láctea, tem dois ou mais braços espirais, a NGC 4725 tem apenas um.

Nesta imagem composta e colorida, a maravilhosa espiral única parece se enrolar a partir de um proeminente anel de enxames de estrelas azuis recém-nascidas e regiões de nascimento de estrelas coloridas em vermelho. A estranha galáxia também ostenta faixas de poeira obscuras e uma estrutura de barra central amarelada composta por uma população mais velha de estrelas. NGC 4725 tem mais de 100 mil anos-luz de diâmetro e fica a 41 milhões de anos-luz de distância, na constelação da Cabeleira de Berenice (em latim: Coma Berenices).

As simulações de computador sobre a formação de braços espirais únicos sugerem que eles podem ser braços iniciais ou finais em relação à rotação geral de uma galáxia. Também incluída no quadro, ostentando uma aparência visivelmente mais tradicional de galáxia espiral, está uma galáxia de fundo mais distante.

Chuva de meteoros de LÍRIDEAS


Por estas noites, temos a chuva de estrelas conhecida por Líridas.

Para observar chuvas de meteoros não precisa de qualquer telescópio. Basta olhar para o céu, de qualquer parte do mundo.

As Líridas são uma razoável chuva de meteoros que terão o seu pico na noite do dia 21, e madrugada do dia 22.

Deverão produzir cerca de 15 meteoros por hora, em lugares com céus escuros. Mas são imprevisíveis, por isso estejam atentos!


Os meteoros (estrelas cadentes) parecem irradiar da constelação Lira.

A fonte desta chuva de meteoros é o cometa C/1861 G1 Thatcher.

Moleculas orgânicas complexas foram encontradas num sistema estelar jovem


Os astrônomos detectaram pela primeira vez a presença de moléculas orgânicas complexas, os blocos constituintes da vida, num disco protoplanetário que rodeia uma estrela jovem.
A descoberta, feita com o auxílio do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), confirma que as condições que deram origem à Terra e ao Sol não são únicas no Universo.
Os resultados estão publicados na revista Nature desde 9 de abril de 2015.



As novas observações do ALMA revelam que o disco protoplanetário que rodeia a jovem estrela MWC 480 (a sua idade é de apenas um milhão de anos) contém enormes quantidades de cianeto de metila ou acetonitrila (CH3CN), uma molécula complexa baseada no carbono. Encontrou-se em torno da MWC 480 cianeto de metila em quantidade suficiente para encher todos os oceanos da Terra.
Tanto esta molécula como a sua prima mais simples, o cianeto de hidrogénio (HCN), foram encontradas nas regiões periféricas mais frias do disco recém formado da estrela, numa região que os astrônomos pensam ser análoga à Cintura de Kuiper – o reino dos planetesimais gelados e dos cometas no nosso Sistema Solar, situado para lá da órbita de Netuno.

Os cometas retêm informação inalterada da química primordial do Sistema Solar, do período da formação planetária. Pensa-se que os cometas e asteróides do Sistema Solar exterior trouxeram para a jovem Terra água e moléculas orgânicas, o que ajudou a preparar o terreno para o desenvolvimento da vida primordial.
“Os estudos de cometas e asteróides mostram que uma nebulosa que deu origem ao Sol e aos planetas era rica em água e componentes orgânicos complexos,” diz Karin Öberg, astrônoma no Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, Cambridge, Massachusetts, EUA e autora principal do artigo científico que descreve estes resultados.
“Temos agora mais evidências de que a mesma química existe noutros lugares do Universo, em regiões que poderão eventualmente formar sistemas solares parecidos ao nosso.” Isto é particularmente intrigante, diz Öberg, uma vez que as moléculas encontradas na MWC 480 têm concentrações semelhantes aos cometas do Sistema Solar.


A estrela MWC 480, que tem cerca de duas vezes a massa do Sol, situa-se a 455 anos-luz de distância na região de formação estelar do Touro. O disco que a rodeia encontra-se numa fase inicial de evolução – tendo coalescido recentemente a partir de uma nebulosa fria e escura de gás e poeira. Estudos feitos com o ALMA e com outros telescópios ainda não detectaram nenhum sinal óbvio de formação planetária no disco, embora observações a resoluções mais elevadas possam eventualmente revelar estruturas semelhantes às da estrela HL Tauri, a qual é essencialmente da mesma idade.


Os astrônomos sabem desde há algum tempo que as nuvens interestelares frias e escuras são fábricas muito eficientes de formação de moléculas orgânicas complexas – incluindo um grupo de moléculas conhecidas por cianetos. Os cianetos, e mais particularmente o cianeto de metila, são importantes porque contêm ligações carbono-azoto, as quais são essenciais à formação de aminoácidos, a base das proteínas e os blocos constituintes da vida.

Até agora, não era no entanto claro se estas mesmas moléculas orgânicas complexas se formariam de forma natural e sobreviveriam ao ambiente energético de um novo sistema estelar em formação, onde choques e radiação podem facilmente quebrar as ligações químicas.

Tirando o máximo partido da sensibilidade do ALMA, os astrônomos puderam verificar nestas últimas observações que estas moléculas não só sobrevivem nestes ambientes como também prosperam.
Um aspecto importante é que as moléculas detectadas pelo ALMA são muito mais abundantes do que as descobertas em nuvens interestelares. Este fato diz-nos que os discos protoplanetários são extremamente eficientes na formação de moléculas orgânicas complexas e que as conseguem formar em escalas de tempo relativamente curtas.

Esta formação rápida é essencial para superar as forças que, de outro modo, quebrariam as moléculas. Adicionalmente, estas moléculas foram detectadas numa parte relativamente calma do disco, numa zona que vai de 4,5 a 15 bilhões de quilômetros de distância à estrela central. Apesar de muito distante quando comparada ao tamanho do nosso Sistema Solar, esta região corresponde à zona de formação de cometas nas dimensões da MWC 480.
À medida que o sistema continua a evoluir, os astrônomos pensam que é provável que as moléculas orgânicas existentes nos cometas e noutros corpos gelados sejam levadas para meios mais propícios ao desenvolvimento de vida.
“A partir do estudo de exoplanetas, sabemos que o Sistema Solar não é único no seu número de planetas ou em abundância de água,” conclui Öberg. “Sabemos agora que não somos únicos em química orgânica. Uma vez mais, aprendemos que não somos especiais. Do ponto de vista da vida no Universo, isto são excelentes notícias.”

Fonte: ESO