terça-feira, 25 de novembro de 2014

Depois de Rosetta, agora é a vez de Plutão se tornar o centro das atenções


Nem bem a missão Rosetta completou sua fase ao pousar com sucesso sobre um cometa, a exploração espacial já começa a chamar a atenção novamente. No próximo dia 6 de dezembro a sonda New Horizons sairá da última hibernação antes de chegar ao planeta-anão Plutão. 
A New Horizons foi lançada em 19 de janeiro de 2006 e desde então já passou por 18 períodos de hibernação, cada um deles variando entre 36 e 202 dias. Com isso, a nave gastou dois terços do seu tempo no espaço "dormindo", mas agora chegou a vez de "acordar" para o melhor da viagem.


Em 14 de julho de 2015 a pequena nave estadunidense fará a maior aproximação do planeta anão Plutão, que desde que foi descoberto em 1930, permanece como um dos objetos mais misteriosos do Sistema Solar. O objeto é muito pequeno e fica tão distante que nem mesmo os melhores telescópios terrestres ou espaciais não são capazes de registrar imagens adequadas para estudos. 

Quando a New Horizons foi lançada em 2006, Plutão ainda era classificado como planeta e tinha três satélites naturais: Caronte, descoberto em 1978 e Hidra e Nyx, descobertos em 2005.
Em 24 de agosto de 2006, alguns meses depois de lançada a sonda, a UAI, União Astronômica Internacional, "rebaixou" Plutão ao status de planeta-anão. Depois disso, a partir de imagens registradas pelo telescópio espacial Hubble foram descobertas mais duas luas a orbitar Plutão: Cérbero, anunciada em julho de 2011 e Estige, em Julho de 2012. 




Aproximação:

Tecnicamente, o encontro com o planeta anão terá início em 15 de janeiro e a partir de então a sonda usará sete instrumentos diferentes para estudar a geologia e topografia de plutão e de sua maior lua Caronte. O objetivo será mapear a composição das superfícies e atmosferas e também tentar localizar novas luas ou anéis ao redor do sistema plutoniano.

Plutão e Caronte são às vezes considerados um planeta binário, já que o baricentro(Explicando o mais simplório possível o que é baricentro, é que são dois planetas girando em torno de um centro comum de gravidade), de suas órbitas não se encontra em nenhum dos dois objetos, mas no espaço livre entre eles(No sistema Terra-Lua o baricentro fica na Terra). É possível que futuramente a UAI mude novamente a definição de Plutão, dessa vez para planeta anão binário. 


Estilingada Gravitacional:

Para ganhar velocidade e chegar mais rápido a Plutão, em 2007 a New Horizons realizou uma manobra chamada de empurrão gravitacional, ocasião em que uma sonda mergulha em uma espécie de poço gravitacional para em seguida ser arremessada com mais velocidade.

Como a energia não se cria, mas se transforma, para que a New Horizons aumentasse a velocidade foi necessário roubar a energia de Júpiter, uma lei da física conhecida como conservação de energia.


Atualmente, a New Horizons está a 4.8 bilhões de quilômetros da Terra, enquanto Plutão se encontra a 5 bilhões de quilômetros. 

Fonte: Apolo11.com


 

Formação estelar na Nebulosa do girino

Crédito: WISE, IRSA, NASA; Francesco Antonucci
A poeirenta Nebulosa do Girino, também conhecida como IC 410, encontra-se a cerca de 12.000 anos-luz de distância da Terra.
A nuvem de gás e poeira está sendo esculpida pela radiação e ventos estelares do aglomerado estelar aberto NGC 1893, que se encontra dentro da nebulosa. Este aglomerado tem cerca de 4 milhões de anos de idade.

Esta imagem foi feita em infravermelho pelo satélite WISE (Wide Field Infrared Survey Explorer), da NASA.

A fabulosa galáxia M81

Crédito: Subaru Telescope (NAOJ), Hubble Space Telescope; Roberto Colombari & Robert Gendler

























A imagem mostra a M81, uma bela galáxia semelhante à nossa Via Láctea.
O centro da M81 contém idosas estrelas amarelas, enquanto nos seus braços são visíveis jovens estrelas azuis.
M81 tem uma faixa bem evidente de poeira, que será provavelmente resultado de um encontro próximo entre M81 e a sua pequena companheira M82.

Espetacular visão da galáxia NGC 4762


A imagem mostra a brilhante galáxia NGC 4762, vista de lado desde a Terra. NGC 4762 é uma galáxia lenticular, uma forma intermediária entre uma galáxia elíptica e uma galáxia espiral. Mas os astrônomos não têm a certeza sobre o tipo de galáxia, e é possível que seja uma galáxia espiral. O problema é o fato de estarmos a vê-la de lado e não “de cima”. A nossa Via Láctea, vista de lado, deverá ter este aspecto, vista de "fora".
NGC 4762 encontra-se a cerca de 58 milhões de anos-luz de distância da Terra.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

O Sistema Solar no chão de casa


De vez em quando é bom observar este tipo de trabalho para tomarmos consciência da nossa insignificante posição no Universo e de como este «pálido ponto azul» é tornado ainda mais precioso pela sua fragilidade. 

O ilustrador norte-americano Roberto Ziche colocou o Sol e respetivos planetas no chão da sala, para podermos avaliar o tamanho do nosso mundo e o de outros. (Vejam a imagem em gloriosa resolução.)

E mesmo este corpo gigantesco que é o nosso Sol é muito pequeno perto de Eta Carinae, uma estrela azulada a 7500 anos-luz, 250 vezes maior e um milhão de vezes mais brilhante.

Mas Eta Carinae é uma anã comparada com a VY Canis Majoris, uma estrela hipergigante vermelha a 5000 anos-luz e 1540 vezes maior do que o Sol: se fosse colocada no lugar da nossa estrela, ocuparia todo o espaço até Saturno.

A VY Canis Majoris, por seu turno, é um ponto insignificante na nossa galáxia, a Via Láctea, que tem um diâmetro de 100 mil anos-luz e cerca de 200 milhões de estrelas. E esta Via Láctea tão gigantesca e inacessível às nossas naves espaciais bebês está para a supergaláxia elíptica IC 1101 como a Terra para o Sol. 

A IC 1101, a bilhões de anos-luz de distância, tem um diâmetro de cerca de seis milhões de anos-luz e 100 bilhões de estrelas. Mas a monumental IC 1101 é apenas uma entre as mais de 170 bilhões de galáxias no Universo observável. Podemos voltar a respirar?

Fonte: AstroPT

NASA faz um mapa com a frequência de impactos de pequenos asteróides na Terra


O programa NEO (Near Earth Objects), da NASA, divulgou um mapa com a frequência e localização de colisões de pequenos asteróides com a Terra. Por pequenos asteróides, entenda-se aqueles que se desintegram ao passarem pela atmosfera terrestre, com tamanhos entre 1 e 20 metros.

O mapa, com dados entre 1994 e 2013, mostra somente os asteróides que os sensores da NASA conseguiram captar, obviamente.

Os dados indicam que em 20 anos, a Terra apanhou com 556 pequenos asteróides, que resultaram em bólidos (estrelas cadentes) a atravessarem o céu terrestre.

O mais famoso deles todos foi o evento de Chelyabinsk, em que o asteróide foi grande o suficiente para que alguns dos seus pedaços chegassem ao solo terrestre, tornando-se assim meteoritos.


Fonte: AstroPT

Magnífica foto da Terra e da Lua

Tal foi o caso nesta imagem icônica do sistema Terra-Lua tomadas pela sonda Chang'e, missão 5-T1, na semana retrasada (04/11/14).
A Lua parece maior do que a Terra, porque estava muito mais perto da câmer
a da sonda.

Exibindo muito de uma superfície normalmente escondida da Terra, porque já sabem que a Lua sempre mostra a mesma face para a Terra.

A Lua parece escura e cinza quando comparado com o planeta mais reflexivo e colorido que ele orbita.

A Chang'e da missão 5-T1 estava em uma missão de teste de engenharia, contornou a Lua terça-feira retrasada(04/11/14) e voltou à Terra na sexta-feira(07/11/14).

É a mais bela imagem que eu já vi do sistema Terra-Lua, podem crer.

Crédito: Chinese National Space Administration, Xinhuanet

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Módulo Philae detecta moléculas orgânicas no Cometa 67P/C-G


Superfície do cometa 67P/C-G fotografada pela sonda Rosetta a uma distância de 130 km. Cada pixel dessa imagem corresponde a 2,4 metros na superfície do cometa. (Crédito: ESA)

Após alguns quiques e seu pouso final no cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko, ou apenas 67P/C-G, o módulo Philae funcionou por cerca de 60 horas antes de ser temporariamente suspenso. Sua posição final foi inconveniente, porque o atrapalhou de receber luz do Sol para recarregar suas baterias. Ele está numa inclinação bastante íngreme na borda de uma depressão na superfície do cometa.

A equipe responsável pela missão ainda conseguiu movê-lo um pouco mas, mesmo assim, o módulo foi colocado em hibernação. É possível que após março de 2015, quando o cometa estará posicionado de maneira mais conveniente, o pequeno Philae seja suficientemente iluminado novamente e possa ser trazido de volta à ativa, com seus painéis solares gerando a energia necessária para seu funcionamento.

Mas nessas 60 horas de funcionamento muita coisa foi feita. Fotos da superfície foram tiradas pela sonda Rosetta, que carregou Philae até seu lançamento para o cometa, e análises químicas feitas por um pequeno laboratório na própria sonda que pousou gerou um grande volume de dados que será estudado nos próximos anos. Apesar do local final de pouso não ter sido exatamente o esperado, a missão pode sem sombra de dúvida ser considerada um sucesso.

Entre os resultados que aguardam a devida análise de cientistas, está a detecção de moléculas orgânicas, ou seja, moléculas que possuem um ou mais átomos de carbono em sua composição.

Isso não é exatamente uma novidade, pois a Rosetta já havia detectado metano e metanol, ambas orgânicas, mas agora a detecção de novas moléculas foi feita diretamente na superfície.
Ainda não sabemos exatamente quais moléculas foram detectadas pela Philae, e temos que ter em mente que nem toda molécula orgânica tem alguma coisa a ver com a origem de vida. 

Mas a presença de substâncias com carbono nos cometas reforça a ideia de que esses objetos foram os responsáveis por trazer à Terra (e certamente a outros lugares do Sistema Solar) os ingredientes básicos para a vida, como aminoácidos. Esse possível cenário para a origem da vida é conhecido como panspermia, a ideia de que em vez dos ingredientes fundamentais para a vida terem se desenvolvido na Terra, eles teriam sido trazidos do espaço e espalhados por outros lugares também.

Mesmo antes da Rosetta se aproximar do 67P/C-G, detecção de moléculas orgânicas em cometa já havia sido feita aqui da Terra pelo Atacama Large Millimeter/submillimeter Array, o ALMA, localizado no Chile, através do estudo de imagens das comas dos cometas C/2012 S1 e S/2012 F6, também conhecidos como ISON e Lemmon.

Imagem do cometa ISON, onde o ALMA detectou a presença de moléculas orgânicas (Crédito: ALMA)


Imagem do cometa Lemmon, onde o ALMA detectou a presença de moléculas orgânicas (Crédito: ALMA)

O jornal The Washington Post publicou um post intitulado “No, it’s not a big deal that Philae found ‘organic molecules’ on a comet” (tradução: não, não é grande coisa que a Philae encontrou ‘moléculas orgânicas’ em um cometa – veja o artigo original, em inglês, aqui), onde alerta para a cautela necessária com a notícia, pois, o fato de uma molécula ser orgânica não significa necessariamente que tenha algo a ver com a vida.

Mas a importância dessa detecção da Philae não está no fato de serem essas moléculas necessárias para a vida ou não. Está no fato de estarmos confirmando a abundância de moléculas orgânicas nos cometas e reforçando a ideia da panspermia. Ainda que não seja feita a detecção direta de compostos como aminoácidos, por exemplo, detectar vários outros tipos de moléculas orgânicas nos mostra que podemos estar na direção certa.

Fonte:  AstroPT

A viagem atribulada da sonda Philae

Composição de imagens captadas a 12 de novembro de 2014, pelo sistema OSIRIS da sonda Rosetta, mostrando a pequena sonda Philae pairando acima da superfície do cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko. Crédito: ESA/Rosetta/MPS para a equipa OSIRIS/UPD/LAM/IAA/SSO/INTA/UPM/DASP/IDA.


A ESA divulgou esta espetacular composição de imagens, onde é possível ver a jornada da sonda Philae durante a sua aproximação a 67P/Churyumov–Gerasimenko, e no ressalto resultante do seu primeiro contato com a superfície do cometa.
As imagens foram obtidas pela câmara de ângulo fechado do sistema OSIRIS da sonda Rosetta, a cerca de 15,5 quilômetros de altitude, e confirmam que a pequena sonda virou para leste logo após o seu primeiro contato, viajando a uma velocidade de 0,5 m/s. A equipe da missão desconhece, ainda, o paradeiro exato da Philae, mas espera que imagens como estas possam fornecer pistas importantes.

Fonte: AstroPT

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Missão Rosetta: Tudo pronto para o pouso no cometa 67/P

Após percorrer mais de 6.5 bilhões de quilômetros dentro do Sistema Solar, a missão europeia Rosetta está prestes a atingir seu objetivo e se tudo correr como planejado, no próximo dia 12 uma pequena nave espacial pousará pela primeira vez na superfície de um cometa. 
A sonda Rosetta atingiu a orbita do cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko em 6 de agosto de 2014, após uma série de manobras que iniciaram três meses antes. Desde então, a sonda vem realizando diversas prospecções à distâncias cada vez menores, com o objetivo principal de mapear o local de pouso para a pequena nave Philae, de menos de 100 quilos.

E o momento do pouso chegou. 


Operação:

 
A pequena sonda deverá se separar da nave-mãe Rosetta no dia 12 de novembro, as 06h35 BRST (Horário de Verão), seis horas depois de os retrofoguetes de Rosetta serem acionados para correção de órbita e ajuste de velocidade.

Quarenta minutos após a separação, uma nova manobra fará a Rosetta se posicionar adequadamente, de modo a registrar o pouso e permitir que os dados da sonda Philae sejam retransmitidos à Terra em tempo real.
O pouso da Philae deve ocorrer sete horas após a separação, às 13h35 BRST, mas devido à distância até a Terra, a confirmação de cada etapa só chegará ao centro de controle da missão, em Darmstadt, na Alemanha, 28 minutos depois.  
Toda a operação será transmitida ao vivo: http://live.slooh.com/



Estilingadas Gravitacionais:

Para atingir seu objetivo, desde que foi lançada em 2 de março de 2004, Rosetta recebeu algumas "estilingadas gravitacionais" da Terra e de Marte, que a ajudaram a ganhar mais velocidade. A primeira estilingada foi em 4 de março de 2005, quando a Terra arremessou a sonda em direção a Marte, que a mandou de volta ao nosso planeta em 25 de fevereiro de 2007.

Em setembro de 2008 a nave sobrevoou o asteroide 2867 Steins e no final de 2009 Rosetta passou novamente pela Terra, quando recebeu um novo impulso gravitacional que a arremessou em direção ao asteroide 21 Lutetia.
Após o estudo de Lutetia e Steins, situados na região conhecida como "cinturão de asteroides", localizado entre as órbitas de Marte e Júpiter, Rosetta entrou em modo de hibernação, com o computador de bordo parcialmente ativado. Em 20 janeiro de 2014 a nave deixou o modo de hibernação e retomou as operações que a levarão até o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko

Rosetta já orbitou o Sol por cinco vezes e segundo os responsáveis pelo projeto, essa é a mais complexa exploração de um cometa jamais visto. 


O cometa:

O cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko foi descoberto em 1969 por Konstantin Churyumov, da Universidade de Kiev, na Ucrânia e seu colega S. Gerasimenko, do Instituto de Astrofísica do Tajiquistão.

A rocha tem um núcleo de cerca de 5 quilômetros de largura e orbita o Sol a cada 6.6 anos. Em seu afélio, ponto de maior afastamento do Sol, sua distância chega a atingir 857 milhões de quilômetros, enquanto seu periélio, menor distância da estrela, é de 186 milhões de quilômetros, um pouco maior que a distância da Terra ao Sol.

Agora:


Neste momento, Rosetta se encontra a 457 milhões de km do Sol e 501 milhões de km da Terra. A distância acumulada de sua viagem já ultrapassa 6.53 bilhões de km. 


Fonte: www.Apolo11.com

Hubble fotografa um olho gigante na face de Júpiter, só que não!

Júpiter visto pelo telescópio espacial Hubble, a 21 de abril de 2014. Crédito: NASA/ESA/A. Simon (Goddard Space Flight Center).






No mês de abril, o telescópio espacial Hubble fotografou o que parece ser um gigantesco olho na face turbulenta de Júpiter. Na altura, o Hubble estava monitorando mudanças na dinâmica interna da Grande Mancha Vermelha (GMV), quando a sombra da lua Ganimedes atravessou o centro da imensa tempestade. Por momentos, o alinhamento fortuito deu ao planeta a aparência de um gigante ciclope, ou um buraco negro engolindo o planeta.
A GMV foi descoberta em 1665, pelo astrônomo Giovanni Domenico Cassini. Observações recentes sugerem que a tempestade tem vindo a diminuir significativamente de tamanho nos últimos anos, atingindo no início deste ano um diâmetro inferior a 16,5 mil quilômetros, porém ninguém sabe o que ocorrerá se a mancha desaparecer.