quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Quadrinho: O Pálido ponto azul

O texto do quadrinho abaixo trata-se do cientista, astrônomo e astrofísico Carl Sagan, que você amigo astrônomo, já deve ter lido, ou visto em vídeo. 

Carl Sagan, é considerado um dos divulgadores científicos mais carismáticos e influentes da história. Possui mais de 600 publicações cientificas e é autor de mais de 20 livros.  

Em uma época em que as belezas do universo não era tão divulgadas se restringindo aos cientistas e astrônomos, Sagan sempre tentava divulgar as grandes descobertas de uma maneira simples e acessível. A partir desse ponto, ele lançou a série cosmosem 1980. São 13 episódios onde Sagan explica para o mundo as belezas e mistérios do universo segundo a ciência moderna.

Para melhor visualização do quadrinho, um vídeo onde Guilherme Briggs narra o texto de Carl Sagan:


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A tradução foi feita por esse site: http://www.umsabadoqualquer.com 

Fonte Original: http://zenpencils.com/

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Big Rip: confira uma das mais assustadoras teorias sobre o fim do universo

Enquanto alguns cientistas acreditam que o universo terminará em um novo Big Bang, outros acham que o cosmos apenas sucumbirá com o passar do tempo. Agora, a teoria do Big Rip está fazendo com que físicos quebrem a cabeça com a possibilidade de que o universo comece a se rasgar em pedaços.

Como isso pode acontecer?



Grande parte dos especialistas acredita que a quantidade de matéria no universo fará com que a expansão dele desacelere – ou que o cosmos se contraia novamente a um só ponto, o que causaria o suposto novo Big Bang. Mas, se existir energia escura (forma hipotética de energia distribuída pelo espaço) o suficiente no universo, ele poderia continuar expandindo eternamente, ocasionando o Big Rip. O que seria bastante provável, já que os cientistas acreditam que a energia escura compõe cerca de 70% do universo.
De acordo com a teoria, a taxa de expansão do universo deve aumentar com o tempo. É como um carro descendo uma ladeira em alta velocidade, sem qualquer freio. Ou seja: em algum ponto no futuro, a expansão causaria a separação das galáxias e, junto com elas, planetas e até mesmo os átomos, individualmente. Essa separação deixaria o universo completamente desestruturado.

O que sabemos até agora?


Para que o Big Rip aconteça, é preciso um tipo especifico de energia escura, chamada de phantom energy, ou energia fantasma. Esse tipo de energia está presente quando a razão de pressão da energia escura para a densidade de energia é menor do que -1, o que significa que a pressão da energia escura é maior do que a sua densidade de energia. Isso permitiria a expansão desenfreada do universo, até que ele se rasgue em partes.
A teoria do Big Rip começou a ganhar notoriedade em 2003, quando Robert Caldwell, professor de Física e Astronomia do Dartmouth College publicou um artigo sobre aquilo que ele imaginava para o futuro do universo.


No material, ele e sua equipe demonstravam o que aconteceria se a razão entre a pressão da energia escura e sua densidade estivesse em cerca de -1,5. Neste caso, o Big Rip aconteceria em aproximadamente 22 bilhões de anos, com a Terra explodindo em 30 minutos antes do final de tudo.
O grande problema é que ainda não sabemos com exatidão a razão entre pressão e densidade da energia escura. De acordo com dados da NASA, o valor correto fica entre -1,1 e 0,14, ou seja, é uma margem de erro grande o bastante para que o Big Rip aconteça – ou não.
No entanto, grande parte dos cosmólogos tem quase certeza de que o valor da equação é inferior a -1. Um estudo recente publicado em uma publicação chinesa aponta que o resultado mais provável seria o de -1,5, valor também defendido na teoria original de Caldwell.
Mas o que aconteceria se a razão for exatamente -1? Neste caso, a equação utilizada para calcular o tempo até o Big Rip simplesmente não pode ser completada, já que o denominador da equação torna-se zero, então, o Big Rip provavelmente não ocorreria.

O que acontece depois do Big Rip?


Obviamente, ninguém ainda conseguiu responder a essa pergunta com exatidão. A matéria não deixaria de existir, mas ficaria dispersa, como os átomos rasgados nos milésimos de segundo finais do Big Rip.
Alguns teóricos afirmam que, se a aceleração for contínua, os átomos poderiam continuar a se disseminar pelo espaço, mas sem a chance de que eles sejam reunidos novamente. Mas a energia escura pode ser bastante surpreendente e não se comportar da maneira como a ciência prevê.
Além disso, existe a remota possibilidade de a razão entre densidade e pressão da energia escura revelar um número totalmente novo. Se supormos algo como -15, isso aceleraria consideravelmente o processo, trazendo o Big Rip para uma data mais próxima: 800 milhões de anos.

Fontes:
io9 I
II
whillyard
Phantom Energy and Cosmic Doomsday
Megacurioso

Quer ser astronauta? Saiba que não irá ser fácil conseguir uma vaga


Quando perguntamos a uma criança o que ela quer ser quando crescer, não é incomum ouvirmos a resposta: “Eu quero ser astronauta”. Esse é o sonho da maioria delas. A ideia infantil de viajar para outros planetas através de um foguete — e até mesmo ir à Lua — costuma entusiasmar e tomar conta da imaginação dos pequenos.
Então a criança cresce e o sonho passa para a maioria delas. Aquelas que resolvem persistir na decisão de se tornar um astronauta precisam descobrir o que fazer para se especializar nessa profissão que, sinceramente, é uma das mais difíceis para se conseguir uma vaga como profissional e garantir um futuro próspero.

 

Afinal, o que faz um astronauta?

O astronauta é aquele profissional que faz exploração humana no espaço. Porém, engana-se quem pensa que trabalhar em órbita é a única tarefa dele. O que muita gente não sabe é que a maior parte da carreira de um astronauta se passa em treinamentos de solo e também apoiando outras missões.
Quem quer ser um astronauta também tem que mergulhar de cabeça nos estudos. O nível mínimo de estudo de um astronauta, exigido pela NASA, é bacharel em Engenharia, Ciências Biológicas, Ciências Físicas ou Matemática. A agência ainda abre algumas exceções para Geografia ou Gestão da Aviação. Para se destacar na profissão, muitos têm mestrado ou doutorado em seu campo de trabalho.

 

Os primeiros passos para ser um astronauta:


O candidato a astronauta precisa estar muito bem preparado. Além do estudo, a NASA exige experiência de, pelo menos, três anos na área profissional e mil horas para piloto em aviões a jato. O mestrado equivale a um ano de experiência e o doutorado a três. Toda qualificação conta muitos pontos aqui.
Quem é cidadão americano precisa passar pelo processo de seleção da NASA (clique aqui para baixar o material). Cidadãos de outros países devem consultar outras agências para obter mais informações de como se tornar um astronauta:
 

• Agência Espacial Europeia
• Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial
• Agência Espacial Russa
• Agência Espacial Canadense
• Administração Nacional Espacial Chinesa


Existem duas classes principais de candidatos a astronautas: os candidatos militares (ingresso através das forças armadas dos Estados Unidos) e os candidatos civis (ingresso diretamente através da NASA). Todos passam por exames físicos (visão, pressão arterial, entre outros) e entrevistas psicológicas.
Vale ressaltar que todo o estudo que a pessoa possa vir a ter nunca é o suficiente para que ela seja aceita na primeira tentativa. Apenas uma pequena porcentagem passa de primeira e, dos que sobram, poucos voltam a tentar novamente. Isso faz com que a profissão de astronauta seja uma das mais difíceis de conseguir uma vaga.

 

Apenas o começo de um longo caminho:


Passou pela seleção? Não vá pensando que chegou a hora de fazer explorações espaciais e se tornar um astronauta de verdade. Nada disso. Mesmo depois da seleção, a pessoa é considerada um candidato. Ela precisa passar por dois anos de formação básica na qual recebe aprendizado sobre a Estação Espacial Internacional e voos espaciais em geral.
Os candidatos fazem treinamento de mergulho, sobrevivência na água, testes de natação, são expostos a pressões atmosféricas altas e baixas, recebem aulas de língua russa, entre outras coisas. Mesmo depois de formado, muitos não são submetidos a um voo por anos. Eles partem para auxiliar outros astronautas em suas missões, fazendo simulação no Laboratório de Flutuação Neutra da NASA, ganhando experiência e habilidades em órbita.
Os astronautas não passam o tempo só na agência espacial americana, mas também em parceiros internacionais com centros de treinamento, como é o caso do Canadá. Todos eles também devem manter a proficiência de voo em aeronaves, voando um determinado número de horas por mês. Tudo isso para se preparar para o grande dia.

 

O primeiro voo:

E o aprendizado continua mesmo depois que o astronauta é selecionado para o primeiro voo. É obrigatória a leitura de livros e o treinamento em sala de aula, fazendo outro tipo de simulação. Eles começam a praticar como preparar a refeição, a operar os equipamentos, a fazer a gestão do lixo, o uso de câmeras, as operações da espaçonave e muito mais.
Um voo espacial básico dura em torno de seis meses na Estação Espacial Internacional, mas alguns astronautas estão sendo levados para voos de mais de um ano. E, como você pode ver, o mundo espacial não passa a fazer parte da sua vida. Ela passa a ser a sua vida inteira — uma profissão para quem realmente está disposto a abrir mão de tudo pela ciência.

Fontes: Megacurioso
              NASA

Estudo mostra que o Brasil não está livre de fortes terremotos

É comum se afirmar que no Brasil não temos terremotos de grande intensidade, mas um moderno estudo associado a relatos históricos mostra que já tivemos um evento que chegou a 7 magnitudes, produzindo um forte tsunami que inverteu o sentido de vários rios. 





O estudo, publicado recentemente nos Anais da Academia Brasileira de Ciências, afirma que este poderoso terremoto ocorreu em junho de 1690 nas proximidades de Manaus, quando a cidade não passava de um ajuntamento de poucas cabanas cobertas por palha.
De acordo com o autor da estudo, cientista Alberto Veloso, ligado à Universidade Nacional de Brasília, este tremor teve seu epicentro localizado na margem esquerda do rio Amazonas, aproximadamente 45km abaixo da cidade de Manaus. De acordo com o professor, o sismo foi tão intenso que foi sentido em uma área superior a 2 milhões de km2. 



Tsunami no Amazonas:
 

Segundo Veloso, o intenso abalo produziu severos danos no terreno e produziu ondas no rio Amazonas que criaram um pequeno tsunami que inundou as aldeias indígenas nas margens do rio Urubu.


Apesar de ser um evento bastante raro, ele sinaliza que tremores parecidos podem ocorrer em outras regiões do Brasil resultando em acontecimentos trágicos, especialmente em áreas urbanas.   



E no mar:


Ao que tudo indica, a costa de São Paulo já foi atingida por um grande maremoto que devastou a cidade de São Vicente. Isso aconteceu em 1541 e devastou a vila construída por Martim Afonso. Até hoje os pesquisadores não sabem ao certo o que causou o tsunami, mas como os europeus já estavam aqui, diversos documentos históricos registram o evento.

  
Liquefação:
 


Voltando a comentar sobre o Tsunami no Amazonas: 
O estudo de Veloso indica que na área epicentral o chão foi completamente revirado. Partes do solo subiram, outras desceram e muitas encostas escorregaram.
No entender do cientista, esses efeitos se devem ao fenômeno conhecido como liquefação, que é a passagem do estado sólido para o líquido, quando rochas saturadas de água perdem a rigidez pela intensa vibração sísmica.

"Não existe nada similar em nossa história. Esse evento foi percebido a mais de mil quilômetros do epicentro e é sem dúvida o maior terremoto brasileiro", afirma Veloso, criador do Observatório Sismológico de Brasília. "As águas do Amazonas balançaram de forma incomum, com tanta força que inverteu o fluxo do rio Urubu, inundando as aldeias a cerca de 5 km de sua foz", completou.



O estudo de Veloso é alicerçado em relatos dos padres jesuítas Samuel Fritz e Felippe Betendorf, que visitaram em épocas distintas a região epicentral e conversaram com testemunhas dos fatos.

Lições:

Que ensinamentos devemos tirar do raro e perigoso tremor? Primeiramente a de que o Brasil não está imune a sismos fortes e potencialmente danosos. Há cerca de 300 anos não se falou de prejuízos materiais ou de vítimas fatais, mas hoje não seria assim.
Aquela região se desenvolveu e há maior exposição de pessoas, de construções e de importantes infraestruturas que não foram desenhadas para resistir a sismos fortes.

Megaterremoto no Brasil:

Para Veloso, tremores parecidos com o de 1690 poderão repetir-se, não somente na Amazônia, mas em qualquer outra região brasileira.
Estima-se que um sismo de magnitude 7 aconteça no Brasil a cada 500 anos e um tremor de 5 magnitudes, cada cinco anos, aproximadamente.
Mesmo os abalos menores podem fazer estragos em construções frágeis, comuns pelo país afora. Em 1986 um abalo de 5.1 danificou cerca de 4.500 construções e desabrigou mais de 25 mil pessoas em João Câmara, RN. Já tivemos tremores de 6.1 e 6.2 que só não causaram danos importantes por terem epicentros em áreas despovoadas. 

http://www.apolo11.com/
Fonte: 

domingo, 5 de outubro de 2014

5 experimentos que poderiam ter destruído nosso mundo

Para que a humanidade avance cientificamente, é claro que a realização de experimentos é inevitável. Afinal, não podemos viver apenas de teorias, não é mesmo? No entanto, apesar de nós, meros mortais, que não somos cientistas — muito menos malucos —, sabermos que existem substâncias e equipamentos com os quais ninguém deveria brincar, isso não significa que diversos testes altamente arriscados já não foram conduzidos por aí.
A seguir você pode conferir cinco exemplos de experimentos — o último deles em plena atividade — cujo resultado final era desconhecido e poderia ter resultado na destruição do nosso planeta. Veja:

1 – Poço Superprofundo de Kola

Coordenadas: 69° 23′ 46.39″ N, 30° 36′ 31.20″ E



Trata-se de um superburacão criado por cientistas soviéticos cuja perfuração teve início na década de 70 na Península de Kola, localizada no extremo norte da Rússia Europeia. Em 1989, o poço atingiu a marca de 12.262 metros profundidade, tornando-se o furo artificial mais fundo da Terra. O objetivo dos pesquisadores era atravessar a crosta terrestre e chegar até a camada mais externa do manto, embora ninguém soubesse o que poderia acontecer.
Entre os principais medos estavam o de que o poço poderia desencadear desastres sísmicos em todo o planeta — e até mesmo liberar demônios presos no inferno! —, mas nenhuma das previsões cataclísmicas foi confirmada. O projeto foi abandonado em 1994, devido à pressão e temperaturas (na ordem de 180° C) no fundo do buraco, fazendo com que as rochas se comportassem de forma mais plástica que sólida, fluindo e tapando a abertura, impedindo o progresso das perfurações.

2 – Experiência Trinity  

Coordenadas: 33° 40′ 38.28″ N, 106° 28′ 31,44″ W

A Experiência Trinity consistiu na detonação do primeiro dispositivo nuclear da História, e foi conduzida pelo Exército dos EUA em meados de 1945, como parte do Projeto Manhattan. O desenvolvimento inicial da bomba foi atrasado por que Edward Teller, o cientista responsável pela iniciativa, tinha medo do que poderia acontecer durante ou como consequência do teste. Teller temia que a bomba pudesse fazer com que a atmosfera terrestre entrasse em ignição — e incinerasse o planeta — por meio de uma fusão autossustentável produzida pela reação dos núcleos de nitrogênio. Cálculos posteriores demonstraram que a possibilidade de que isso ocorresse, embora não fosse nula, era muito pequena, e o projeto seguiu adiante.A explosão resultante produziu uma explosão equivalente à detonação de 21 kilotons de TNT, levando J. Robert Oppenheimer — outro cientista envolvido no projeto — a citar a seguinte frase extraída de um texto hindu: “tornei-me a morte, a destruidora de mundos”.


3 – Grande Colisor de Hádrons

Coordenadas: 46° 14′ N, 06° 03′ E



Embora o famoso acelerador de partículas da CERN esteja em pleno uso, quando foi “inaugurado” em 2008, muita gente pensou que o Grande Colisor de Hádrons iria destruir o planeta. O laboratório de US$ 6 bilhões — ou cerca de R$ 13,4 bilhões — foi projetado para acelerar feixes de prótons ao longo de um túnel de pouco mais de 27 quilômetros de circunferência para que essas partículas se choquem.
Um dos objetivos iniciais dos experimentos era o de simular os micro buracos negros que se formaram logo após o Big Bang. Contudo, não faltou quem especulasse que estes pequenos buracos pudessem crescer e engolir a Terra, apesar de as estimativas dos cientistas apontassem que esses monstrinhos formados durante as colisões se evaporariam devido a um fenômeno conhecido como Radiação Hawking.

4 – Projeto Starfish Prime

Coordenadas: 16° 28’ N, 169° 38’ W


Se você acompanha as notícias sobre as ejeções coronais que ocorrem no Sol, sabe que a magnetosfera é uma importante camada de partículas carregadas eletricamente que protege a atmosfera da ação dos ventos solares. Pois em 1962, os EUA decidiram por em prática o projeto Starfish Prime, que consistiu na detonação de uma bomba nuclear nessa região para ver o que poderia acontecer.
Bem, na verdade, o objetivo do projeto era o de encontrar formas de desativar o sistema de mísseis soviético e, para isso, os norte-americanos detonaram uma bomba termonuclear de 1,4 megatons a cerca de 400 quilômetros de altitude sobre a Ilha Johnston, localizada no Oceano Pacífico.
A explosão pode ser vista no Havaí — a mais de 1,4 mil quilômetros de distância —, e o pulso eletromagnético resultante chegou a provocar danos em linhas telefônicas e na iluminação de rua. Além disso, a explosão criou um cinturão de radiação artificial ao redor da Terra que durou 5 anos e danificou um terço dos satélites que se encontravam em baixa órbita.

5 – SETI


A sigla acima — de Search for Extraterrestial Intelligence — se refere a um número de esforços relacionados com a busca de vida alienígena inteligente, e a iniciativa que está por aí desde muito tempo. Em 1896, por exemplo, Nikola Tesla sugeriu que ondas de rádio poderiam ser utilizadas para contatar extraterrestres e, em 1899, o cientista captou sinais que ele acreditava virem de Marte.
Isso levou os EUA a decretar o “Dia Nacional do Rádio” em 1924 — entre os dias 21 e 23 de agosto — para que os cientistas pudessem captar as transmissões oriundas do Planeta Vermelho. Hoje em dia, os estudos contam com o suporte de telescópios espaciais e terrestres, além de muitos outros equipamentos. Contudo, há quem acredite que todos esses esforços possam atrair alienígenas hostis que podem destruir a nossa civilização.
Um dos cientistas que já demonstraram sua preocupação é ninguém menos do que Stephen Hawking, que baseia seu temor na própria História da humanidade, e na forma como nós — seres inteligentes — tratamos outros povos que não são avançadas tecnologicamente.
 
Fonte(s):
 
BBCDamn 
InterestingTrinity 
Atomic Web 
How stuff works
Dark 5
NASA

100 milhões de planetas em nossa galáxia podem ser habitados por aliens


Um grupo formado por astrônomos e astrobiólogos internacionais publicou recentemente uma pesquisa que debate a possibilidade da existência de vida complexa em outros planetas. Segundo seus cálculos, somente na Via Láctea existem pelo menos 100 milhões de mundos em que é possível existir alguma forma de vida. 
Impressionante, não é mesmo?
Embora pareça muita coisa, esse fato é um pouco desapontante considerando que existem pelo menos 17 bilhões de planetas do tamanho da Terra – isso somente em nossa galáxia. Além disso, eles estão muito longe daqui. 


Entretanto, de acordo com os pesquisadores, “o estudo não indica que 'exista de fato' formas de vida complexa em todos esses mundos. Ele apenas apresenta que esses poderiam oferecer condições propícias para suportar vidas extraterrestres.

  
Ainda que pareça “pouco”, a descoberta é incrível. Especialmente levando em consideração que eles avaliaram apenas uma galáxia, sendo que existem ao menos 500 bilhões delas no universo.
A pesquisa defende que “o deslumbre da evolução de vida complexa em outros planetas é frequentemente raro, mas é muito amplo numericamente”. Fora isso, ele contém as primeiras informações plausíveis “de vida complexa no universo usando para isso dados empíricos”.
Essa pesquisa é baseada na necessidade. A busca por novos mundos que contenham formas de vida é um dos campos mais importantes da investigação na astronomia e, talvez, até mesmo no campo científico atual. A descoberta de mundos que possam suportar formas de vida complexa não é apenas vital para nossa sobrevivência, como também é a chave para uma das respostas mais transcendentais do homem: nós estamos sozinhos no universo?




Mas como provaram?

Para desenvolver os cálculos, a equipe liderada por Louis Irwin – pesquisador do Departamento de Ciências Biológicas da Universidades do Texas, em El Passo – desenvolveu um novo sistema chamado Biological Complexity Index (BCI). Ele ranqueia os corpos planetários, incluindo luas, baseando-se nas características descobertas com a tecnologia atual.
Segundo o artigo, o indicador é “produzido para fornecer uma estimativa quantitativa sobre a probabilidade de que formas de vida macro-orgânicas poderiam ter surgido nesses mundos”.
Eles acreditam que apenas 11 dos 1.700 planetas descobertos até agora na Via Láctea possuem um nível de BCI mais alto do que a lua de Jupiter, conhecida como Europa. Pode parecer pouco, mas, quando levamos em consideração a quantidade de mundos que devem estar presentes na Via Láctea, “o total desses planetas pode exceder os 100 milhões em apenas uma galáxia. ”




O artigo foi publicado na Challenges of Astrobiology. Além de Louis Irwin, do Departamento de Ciências Biológicas, também participaram da pesquisa Abel Méndez do Laboratório de Habitabilidade Planetária, da Universidade de Porto Rico, em Arecibo, Alberto G. Fairén, do Departamento de Astronomia, da Universidade Cornell, e Dirk Schulze, do Centro de Astronomia e Astrofísica, da Universidade Técnica de Berlim.


Fonte(s):Sploid
Hype Science
Megacurioso