segunda-feira, 7 de abril de 2014

Mês de abril nos presenteia com Eclipse Lunar


Privilegiada quando se trata de astronomia e observação celeste. Mesmo para as pessoas leigas ou desinteressadas no assunto, a observação de um Eclipse Solar Total, por exemplo induz as pessoas a observarem o céu. Antigos tinham o eclipse como mal presságio, algumas tribos antigas batiam os tambores em cerimônia para afastar um possível dragão que encobria a luz do Sol.

O primeiro Eclipse deste ano será visto em todo território do Brasil.

Para alguns estados, com o AC, MT, MS, RO e RR, o horário de início do fenômeno é 00:54 do dia 15 de abril. Nos demais estados, o eclipse começará às 01:54, ponto máximo às 04:46 e término às 07:38. O evento terá uma magnitude penumbral de 2.318 (essa é a fração da Lua obscurecida pela entrada de penumbra da Terra) e magnitude umbral de 1.291 (fração da Lua obscurecida pela umbra da Terra).

Compartilhe para que mais pessoas possam desfrutar deste grande evento astronômico!



Fonte: Previsões Eclipse por Fred Espenak e O'Byrne Chris (NASA's GSFC).


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O planeta Terra nunca foi Azul... Antigamente era cor Púrpura


Inspirado por uma fotografia tirada dos confins do Sistema Solar pela sonda Voyager-1, o saudoso astrônomo Carl Sagan apelidou nosso pequeno cantinho do Universo de “pálido ponto azul”. Mas se a foto tivesse sido tirada 3 bilhões de anos antes, provavelmente seria o “pálido ponto púrpura”. Ao menos segundo um grupo espanhol de cientistas.

Enric Pallé e seus colegas do Instituto de Astrofísica das Canárias apontam que, hoje, a maioria das bactérias e plantas que fazem fotossíntese usam a clorofila para realizar a façanha, e por isso são verdes, mas, no passado, a forma de vida predominante era a das bactérias púrpuras.

“Elas são microrganismos fotossintetizantes e podem habitar tanto ambientes aquáticos como terrestres”, destacam Pallé e seus colegas, em artigo aceito para publicação no “Astrophysical Journal”. Em vez de clorofila, elas usam uma substância chamada retinal para transformar luz em energia para seu metabolismo. Água também não faz parte do menu. Em vez disso, o processo exige ácido sulfídrico (H2S) e gera enxofre, em vez de oxigênio.


Com essa química diferentona, elas perdem o verde característico das plantinhas e ganham uma cor roxeada. Agora imagine essas bactérias disseminadas por todo o globo terrestre, inclusive os oceanos. O planeta inteiro deve ter ganho aí uns 50 tons de púrpura.


PASSADO E PRESENTE:


Quanto disso seria perceptível numa análise da assinatura de luz proveniente do nosso planeta, coletada do espaço? Essa é a pergunta crucial do novo trabalho da equipe espanhola, que Pallé apresentou durante a conferência de astrobiologia promovida pelo Vaticano, em março. Os pesquisadores fizeram diversas simulações da ocupação das bactérias púrpuras no que seria uma versão da Terra durante o éon Arqueano, entre 3,85 bilhões e 2,5 bilhões de anos atrás.

Nessa época a vida dava seus primeiros passos em nosso planeta. Há 3 bilhões de anos, o Sol brilhava com 80% da intensidade atual, e a Terra tinha mais oceano e menos continente do que hoje. A fotossíntese por clorofila ainda não era uma coisa popular, praticamente não havia oxigênio na atmosfera, e o nosso mundo só abrigava criaturas unicelulares. Era então uma biosfera muito menos vibrante do que a de nossos tempos.

Ainda assim, nosso mundo já estava claramente “vivo”. Ele já era exatamente o tipo de coisa que agora estamos querendo encontrar ao redor de outras estrelas. Daí a preocupação de Pallé e cia. Será que poderíamos identificar um planeta similar à “Terra Púrpura” de 3 bilhões de anos atrás analisando a luz de astros que estão a vários anos-luz de distância?

A pesquisa espanhola indica que sim. Mesmo que o mundo a ser pesquisado não esteja completamente coberto por bactérias púrpuras, sinais de sua existência seriam captados em meio à luz sutil emanada de lá.

Claro, ainda não temos tecnologia para observar diretamente — e em detalhes — o espectro luminoso de planetas distantes similares ao nosso. Esse é um trabalho que será desenvolvido agressivamente nas próximas décadas, conforme passamos da fase da descoberta de planetas habitáveis para a de sua caracterização. Contudo, estudos como o de Pallé nos lembram que já temos diversas biosferas “alienígenas” para estudar — agora mesmo. Onde estão elas? Basta olhar para o passado da Terra.

Interessante, não é?


Fonte: http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/


Em primeira mão: Calendário cósmico igual ao que aparece na série Cosmos



Baixar em PDF: http://blogs.agu.org/wildwildscience/files/2014/03/Cosmic-Calendar_CONVERTED.pdf



Baixar em JPG: http://wildwildweather.com/cosmos/Cosmos%20HUGE.jpg

Big Bang pode ter sido o fim de um outro Universo


Segundo Roger Penrose, prestigiado físico da Universidade de Oxford, o famoso Big Bang pode não ter sido somente o início de tudo, como também, o fim de um outro Universo que existia antes desse. E, melhor, o britânico diz ter agora evidências concretas sobre esse ciclo cosmológico.

O trabalho foi em parceria com o armênio Vahe Gurzadyan, da Universidade Estadual de Yerevan. Há três anos eles analisam dados do satélite WMAP. A sonda americana foi projetada para fazer um mapeamento universal da radiação cósmica de fundo (conhecida como o "eco" do Big Bang), gerada quando o Universo tinha menos de 400 mil anos de existência, e detectado pelo satélite na forma de micro-ondas. Hoje, o cosmo tem 13,8 bilhões de anos.

Penrose e Gurzadyan já diziam, desde 2010, que conseguiram detectar pequenas flutuações na radiação cósmica de fundo, na forma de círculos concêntricos.

Isso, segundo eles, seria resultado da colisão de buracos negros gigantes, numa época que precedeu o Big Bang, ou seja, seria implicação de que o Universo já existia, em outra forma, antes do período de expansão que conhecemos e observamos hoje.

Os cosmólogos constataram, com alguma surpresa, que os círculos apontados por Penrose e Gurzadyan estavam de fato lá, e haviam passado despercebidos até então. Entretanto, realizando simulações de como seria a radiação cósmica de fundo com base na cosmologia clássica -para a qual tudo começa no Big Bang - constataram que os círculos também apareciam.

Ou seja, o fenômeno era real, mas a parte que dizia respeito a outro universo antes deste parecia ser apenas elucubração da dupla.

Penrose e Gurzadyan agora retornaram com a divulgação do Universo Cíclico, mas desta vez, com novas evidências. Em uma análise mais profunda dos círculos, publicada recentemente no "European Physical Journal Plus", eles concluem que o padrão observado  se encaixa melhor na hipótese de um universo cíclico, com eventos que antecedem o Big Bang.

A dupla agora trabalha na análise de dados do satélite europeu Planck, que faz basicamente a mesma coisa realizada anos atrás pelo WMAP, porém, com mais precisão. "Nosso trabalho está avançando", diz Gurzadian. "Contudo, pretendemos divulgar os resultados inicialmente para especialistas."


Via: Galeria do Meteorito

IRIDIUM FLARES: Os satélites que você não pode perder no céu noturno



Para a maioria dos satélites esse fenômeno é praticamente imprevisível por causa de diversos fatores, como o movimento giratório próprio que varia para cada satélite. Mas a grande exceção são os satélites da empresa estadunidense Iridium, que possuem superfícies espelhadas que, ocasionalmente, refletem a luz solar, causando um brilho intenso que pode atingir a magnitude -8 (brilho vinte vezes maior que o de Vênus). Esses satélites estão sempre orientados em uma direção determinada e por isso suas superfícies espelhadas se mantêm a um ângulo constante em relação ao solo, permitindo, assim, a previsão dos flares, que pode ser feita por diversos programas de computador e sítios eletrônicos disponíveis gratuitamente.




Os satélites Iridium:

De maio de 1997 a junho de 1999 foram lançados 88 satélites de telefonia pela empresa estadunidense Iridium, com a colocação em órbita de mais cinco satélites adicionais lançados em 2002. Eles giram em torno da Terra a uma altitude de cerca de quinhentos quilômetros e são utilizados para transferência de dados e telefonia via satélite. Esses satélites possuem três antenas denominadas Antenas Principais da Missão (MMA, Main Mission Antenna, em inglês), que estão a 40 graus de inclinação em relação ao corpo do satélite e possuem dimensões de 188 por 86 centímetros e 4 centímetros de espessura, concebidas com alumínio altamente refletivo (tratado com prata e coberta com teflon para controle térmico). 





Geralmente tais satélites são vistos com magnitude 6 (muito difíceis de se ver a olho nu), mas quando os raios solares são refletidos pelas antenas principais em direção à Terra no ângulo certo, podem ser vistos com magnitude superior a -8, o que significa um brilho vinte vezes maior que o de Vênus no seu brilho máximo, por um curto período de tempo (de cinco a vinte segundos). O satélite vai gradualmente aumentando seu brilho até atingir o máximo e depois começa a desaparecer gradualmente até voltar a magnitude original. O brilho pode ser tão intenso que permite sua visualização durante o dia, mas para isso é essencial saber a hora e a direção exata para onde se deve olhar.


Se você se interessou e quer ver esses satélites fantásticos, acesse: 
http://www.heavens-above.com/ e no canto direito da tela terá "Localização: Unspecified" você clica onde o está o azul e coloque o nome da sua cidade depois poderá ver além dos satélites Iridium, a ISS, HST e muitos outros, não perca tempo e vá para fora da sua casa!!!!

E ainda se você tiver android, acesse: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.runar.issdetector e terá também nas suas mãos com pouco mais de facilidade para ver a hora que os satélites passarem. Você gostou? Encontrou esse APP que você queria aqui? Escreva nos comentários o link do Blog, você estará ajudando e muito, OBRIGADO ;)

domingo, 6 de abril de 2014

Dia 08/04: Oposição de Marte

Marte para quem está olhando pelo telescópio






A cada 26 meses, Terra e Marte se alinham no Sistema Solar de forma a diminuir a distância entre os dois planetas para um patamar mínimo. Mais uma vez, esta hora chegou, e trata-se de uma ótima oportunidade para procurar nosso vizinho no céu noturno. Vale para quem observa a olho nu e é ainda mais bacana com o auxílio de instrumentos ópticos. Quer saber como encontrá-lo? Siga adiante, intrépido explorador celeste!
Antes, contudo, um pouquinho de informação. O dia D propriamente dito é 8 de abril — diz-se que nesta data Marte estará em oposição, o que equivale a afirmar que a Terra colocar-se-á exatamente entre ele e o Sol. Nesta ocasião, o planeta vermelho estará a “meros” 96 milhões de km da Terra, o equivalente a 0,62 unidade astronômica (1 UA equivale à distância Terra-Sol, cerca de 150 milhões de km).




Por isso, os dias que antecedem e sucedem esse momento são os melhores para observá-lo. O planeta está na constelação de Virgem, e surge no horizonte leste por volta das 19h. Lá pelas 21h ele já subiu o suficiente no céu para ser mais facilmente localizado, e a jornada prossegue. Por volta da meia-noite, ele está praticamente no “topo” da abóbada celeste (para os íntimos, o zênite), e depois começa a descer para se pôr no horizonte oeste pouco antes da manhã chegar. Confira abaixo uma carta celeste que mostra onde ele deve estar hoje à noite, para quem está no estado de São Paulo (SP).




Hoje as oposições não são cientificamente tão relevantes — temos espaçonaves em órbita de Marte para fotografá-lo de pertinho e a qualquer hora. Mas antes da era espacial elas eram ansiosamente aguardadas pelos astrônomos, que tentavam aproveitar a ocasião para descobrir novos detalhes sobre o misterioso mundo. Atualmente, a maior importância delas é trazer os planetas para perto um do outro e facilitar o trânsito daqui para lá. Repare que os lançamentos para o planeta vermelho são sempre feitos alguns meses antes da oposição, para que as sondas cheguem lá alguns meses depois. Na última leva, no fim de 2013, partiram a Maven, da Nasa, e a MOM, da Índia, que devem chegar lá em setembro deste ano.


COMO OBSERVAR

Pela proximidade que guarda da Terra nesta época, Marte aparecerá como um ponto bastante brilhante e avermelhado. A olho nu, a forma mais simples de identificá-lo é pela falta de cintilação (estrelas cintilam; planetas têm um brilho mais estável). Mesmo sem instrumentos, trata-se de uma visão bonita. Agora, tudo fica ainda mais interessante com um telescópio capaz de distinguir detalhes do planeta, como sua marcante calota polar. Quem tiver um em casa, não perca a chance de apontá-lo na direção de nosso vizinho misterioso.

Impressionante é a imagem obtida em Assis (SP) pelo casal de astrofotógrafos Gabriela e Fabio Carvalho, usando um telescópio de 406 mm, no último dia 2.


Você não tem telescópio? Está em São Paulo? Seus problemas acabaram! O CASP (Clube de Astronomia de São Paulo) levará telescópios à rua nos próximos dias para mostrar o planeta vermelho ao público. A iniciativa acontecerá nos dias 3, 4, 5, 7 e 8 de abril, das 19h às 22h, na estação Jardim São Paulo-Ayrton Senna do Metrô (linha 1, azul). Mas atenção: caso o tempo esteja nublado ou chuvoso, o evento é automaticamente cancelado. Confira o céu antes de ir para lá!


 Fonte: http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/

Satélite capta a maior galáxia espiral já registrada.



Astrônomos da NASA (Agência Espacial Norte-Americana), do ESO (Observatório Europeu do Sul) e da USP (Universidade de São Paulo) foram responsáveis por essa grande descoberta.

Um satélite captou, por acidente, a maior galáxia espiral já registrada por astrônomos. As imagens mostram uma explosão de luzes ultravioleta que indicam uma colisão com uma galáxia vizinha menor.

A equipe - que reúne cientistas da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana); do Observatório Europeu do Sul, no Chile; e da USP (Universidade de São Paulo) - buscava dados sobre a formação de novas estrelas nas bordas da galáxia NGC 6872. As imagens foram captadas pelo satélite Galex (Galaxy Evolution Explorer).

As brasileiras Duília de Mello, astrônoma e professora na Universidade Católica de Washington; Fernanda Urrutia-Viscarra e Claudia Mendes de Oliveira, da USP (Universidade de São Paulo), além de Rafael Eufrasio, pesquisador-assistente no Goddard Space Flight Center, integram a equipe que tem também cientistas do ESO (Observatório Europeu do Sul).

"Não estávamos buscando por uma espiral. Foi um presente", diz Rafael Eufrásio, da Universidade Católica da América e membro do Centro de Voo Espacial Goddard, da Nasa.

A galáxia NGC 6872, que fica a 212 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Pavo, já era conhecida por ter uma grande espiral. A espiral recorde, no entanto, resulta provavelmente de uma colisão com a galáxia vizinha IC 4970.

A galáxia em espiral possui, segundo estimativas dos astrônomos, um tamanho cinco vezes maior que a Via Láctea, ou seja, 500 mil anos luz de tamanho. A descoberta foi comunicada à Sociedade Astronômica Americana.

O Galex, um telescópio espacial especializado em descobrir novas estrelas, mostrou que a colisão tornou a galáxia NGC 6872 ainda maior.

A equipe usou ainda dados de outros telescópios e concluiu que estrelas mais jovens, que ficam nas bordas da espiral, se movem em direção ao centro da galáxia à medida que ficam mais velhas.

"A galáxia que colidiu com a NGC 6872 espalhou estrelas por toda a parte - em 500 mil anos luz de distância", explica Eufrásio.
Ele diz que a descoberta mostra como as galáxias podem mudar radicalmente de tamanho com as colisões.

O que intriga os pesquisadores é que apesar de acreditarem que galáxias crescem e engolem vizinhas menores, a interação entre a NGC 6872 e a IC 4970 parece agir no sentido oposto. Isso espalha as estrelas que poderão ainda formar uma nova galáxia de pequeno porte.



Fontes: BBC Brasil / NASA

Astrônomo acredita que vamos detectar vida alienígena até 2040.


Segundo o especialista, daqui pouco mais de duas décadas a astronomia terá digitalizado sistemas estelares suficientes para descobrir sinais eletromagnéticos de vida inteligente extraterrestre.

Você acredita que existam seres de outro planeta e que é uma bobagem pensar que somos a única população inteligente no universo? Há quem acredite, mas há também quem não tenha tanta certeza disso. No entanto, um astrônomo (que é do time dos que acreditam na vida alienígena) afirmou que poderemos detectar ETs em um futuro bastante próximo.

Segundo Seth Shostak — do SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence Institute), de Mountain View, na Califórnia —, a primeira detecção de vida extraterrestre inteligente chegará, provavelmente, no ano de 2040. De acordo com as suas afirmações, nessa época os astrônomos terão digitalizado sistemas estelares suficientes para descobrir sinais eletromagnéticos alienígenas.

"Eu acho que nós vamos encontrar seres de outro planeta dentro de duas dezenas de anos usando esses tipos de experiências", disse Shostak no dia 06 de fevereiro de 2014, durante uma palestra no simpósio NASA Innovative Advanced Concepts (NIAC), que aconteceu na Universidade de Stanford.





Considerações e argumentos

Para Shostak, a capacidade de poder observar um número muito mais significativo de sistemas estelares é o que fará a diferença para encontrar sinais.

Segundo o site Space.com, o otimismo de Shostak é baseado, em parte, pelas observações do telescópio espacial Kepler da NASA, que mostrou que a Via Láctea provavelmente esteja repleta de mundos capazes de suportar a vida como conhecemos.

"A questão é que uma em cada cinco estrelas tem pelo menos um planeta onde a vida pode existir. Essa é uma porcentagem fabulosamente grande e isso significa que em nossa galáxia podem existir dezenas de bilhões de mundos semelhantes à Terra", disse o astrônomo.

Shostak e seus colegas creem que pelo menos alguns desses mundos abrigam alienígenas inteligentes, que desenvolveram a capacidade de enviar sinais eletromagnéticos para o cosmos. Então, os pesquisadores estão apontando detectores de rádio para o céu, na esperança de captar algo produzido pelos ETs.

Esta pesquisa começou em 1960, quando o astrônomo Frank Drake examinou (e registrou) duas estrelas como o Sol com uma antena de 26 metros em West Virginia. Esses achados aumentaram consideravelmente ao longo do último meio século, com os astrônomos aproveitando melhor os avanços significativos em eletrônica e tecnologia digital.

No entanto, obter financiamento suficiente para manter a avaliação dos céus é um problema constante. Por exemplo, o Allen Telescope Array, no norte da Califórnia — que o Instituto SETI usa — foi projetado para consistir de 350 radares de rádio, mas apenas 42 foram construídos até o momento.

A situação dos financiamentos atinge qualquer discussão sobre as atividades do SETI e seus cronogramas, segundo Shostak. A estimativa prevista por ele sobre 2040, por exemplo, depende de financiamento contínuo ao SETI, o que está em falta agora, de acordo com sua entrevista ao Space.com.





Vida no espaço

Que existem formas de vida fora da Terra — do ponto de vista biológico, como microorganismos —, além de elementos químicos, metais e até água, isso já foi comprovado em algumas observações. Afinal, a busca por vida alienígena não se concentra apenas em sociedades tecnológicas.

Muitos outros cientistas estão focando em formas de vida simples, que devem estar distribuídas muito mais comumente em todo o universo. A primeira evidência de vida microbiana na Terra, por exemplo, data de 3,8 bilhões de anos — apenas 700 milhões de anos após o nosso planeta se formar.

Mas foram necessários mais 1,7 bilhão de anos para a vida multicelular evoluir. Os seres humanos não surgiram até 200 mil anos atrás, e nós apenas nos tornamos uma espécie verdadeiramente “tecnológica” a partir do século passado, praticamente.




Via: Megacurioso

Chariklo: o asteróide de centauro anelado



Astrônomos brasileiros observaram dois anéis em torno de um pequeno corpo de nosso sistema solar. O registro inédito é destaque na revista ‘Nature’ desta semana, que anuncia também a descoberta de um novo possível planeta-anão após a órbita de Plutão.

Júpiter, Saturno, Urano e Netuno têm um charme em comum: eles são circundados por vistosos anéis. Até esta semana, cientistas acreditavam que, em nosso sistema solar, essa fascinante característica era exclusividade desses quatro planetas.

Descoberta liderada por astrônomos brasileiros, porém, revela uma nova história. Pela primeira vez, foi observado que no Sistema Solar existe outro corpo celeste a ostentar uma estrutura anelada em torno de si. É Chariklo – pequeno objeto da classe dos chamados centauros. Ele assemelha-se a um asteroide e orbita o Sol entre Saturno e Urano.

Chariklo fica a 16 unidades astronômicas de nós (1 unidade astronômica, que, por definição, é a distância entre a Terra e o Sol, corresponde a 149.597.871 km). Suas dimensões são modestas: ele tem 250 km de diâmetro.

“Estudar esse centauro é como estudar uma moeda de 1 real a 200 km de distância”, compara o astrônomo Felipe Braga-Ribas, pesquisador do Observatório Nacional (RJ) e principal autor do estudo que revelou a existência de dois anéis em torno do objeto. O trabalho foi publicado esta semana na Nature.

A descoberta, na verdade, foi fruto do acaso. Desde 2007, a equipe com a qual Braga-Ribas trabalha dedica-se ao estudo dos chamados objetos transnetunianos (que, como o próprio conceito sugere, estão para além da órbita de Netuno) e dos centauros. “Ainda pouco se sabe a respeito deles”, diz o astrônomo. E os esforços de sua equipe ambicionam exatamente ampliar o conhecimento acerca desses misteriosos corpos que viajam no cosmos.

Eis que em um dos estudos, quando planejavam estudar Chariklo durante um fenômeno conhecido como ocultação estelar – momento em que, como em um eclipse, o objeto passa entre uma estrela de referência e o observador –, os pesquisadores notaram que os padrões de luminosidade emitidos pelo centauro sugeriam a existência de dois anéis circundantes ao corpo.

A ocultação durou apenas 12 segundos e foi feita no dia 3 de junho de 2013. Os dados foram captados por telescópios distribuídos em quatro países: Brasil, Argentina, Uruguai e Chile. Mais de 60 pesquisadores integram o estudo que culminou na descoberta.

A novidade colocou em xeque algo que até então era praticamente consenso entre astrônomos e afins: a ideia de que anéis se formariam somente em torno de corpos celestes de grande porte. “Não aventurávamos a hipótese de existirem anéis em torno de objetos menores”, diz Braga-Ribas. Por isso, segundo ele, a descoberta abre um novo horizonte de pesquisa para a astronomia. “O estudo da origem, da evolução dinâmica e da estabilidade dos anéis nos dirá muito sobre a história de formação dos planetas e sobre a história do próprio Sistema Solar.”



MAJESTOSOS ANÉIS

Estruturas cósmicas aneladas fascinam astrônomos e entusiastas há muitos séculos. Hoje, sabe-se que os anéis dos corpos celestes são geralmente aglomerados de poeira e detritos. Essas partículas, muitas vezes oriundas da superfície desses corpos, são expelidas para o espaço devido à própria rotação do objeto. Ao mesmo tempo, a atração gravitacional não as deixa escapar para longe demais. É assim que se formam os famosos anéis.

Os mais conhecidos, sem dúvida, são os anéis de Saturno. “São majestosos”, comenta Braga-Ribas. Extremamente brilhantes, eles são bastante densos e têm, entre muitas outras coisas, partículas de gelo em sua composição. Já os anéis de Júpiter e Netuno são mais escuros, assim como os de Urano, formados provavelmente por poeira, silicato e gelos.

E quanto aos anéis de Chariklo? “Assim como os de Saturno, eles são muito brilhantes”, diz Braga-Ribas. Por esse motivo, os pesquisadores acreditam que eles também sejam formados por quantidades significativas de partículas de gelo. Em tempo: os dois anéis já foram devidamente apelidados. Chamam-se Oiapoque e Chuí.



BRASIL! SIL! SIL! , finalmente o Brasil em destaque no mundo da astronomia.

Quanto andaram os rovers fora da Terra?



Gráfico com as distâncias percorridas pelos vários rovers que os Humanos enviaram para a superfície lunar e para a superfície marciana. A linha marrom é em Marte e o Branco na Lua.

http://www.nasa.gov/mission_pages/mer/multimedia/pia16934.html#.Ut5tmLTguM8

Nebulosa Roseta


A Nebulosa Roseta encontra-se a mais de 5.000 anos-luz de distância da Terra, e nesta imagem parece como uma rosa, com as suas pétalas abertas ao “vento”.

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Telescópio Hubble celebra 24 anos com imagem da Nebulosa Cabeça de Macaco.


Para celebrar o aniversário de 24 anos do lançamento do telescópio Hubble, a Nasa e a Agência Espacial Europeia (ESA) divulgaram uma imagem inédita da Nebulosa Cabeça de Macaco. A região, um conhecido berçário de estrelas, fica a 6.400 anos-luz de distância da Terra (cada ano-luz corresponde a cerca de 10 trilhões de quilômetros), na constelação de Órion. Sua imagem foi captada em fevereiro deste ano, com o auxílio da visão infravermelha do equipamento.

A imagem revela uma nuvem densa de gás e poeira cósmica em contraste com gases brilhantes. Aquecidas pela radiação das estrelas no centro da nebulosa, as partículas de poeira brilham. Também conhecida como NGC 2174, a Nebulosa Cabeça de Macaco é formada por estrelas jovens em meio a poeira e gás cósmico.

Lançamento — O telescópio Hubble foi lançado ao espaço em 24 de abril de 1990, a bordo do ônibus espacial Discovery. Conhecido pelas belas imagens que divulga do cosmo, suas descobertas revolucionaram quase todas as áreas de pesquisa astronômica. Em 2017, ele será substituído pelo telescópio James Webb, que ainda está em construção. De acordo com os astrônomos, o novo equipamento será capaz de registrar imagens de objetos ainda mais distantes do universo, invisíveis às lentes do Hubble.

Mistério do Universo foi resolvido através de “estrelas impossíveis” com massa 300x a do Sol.


Os cientistas chegaram a uma teoria que poderia resolver um mistério sobre a massa das estrelas.

Em 2010, cientistas da NASA descobriram 4 estrelas que superavam absolutamente tudo o que já tinha sido observado – elas possuíam massa 300 vezes maior que a do Sol, sendo duas vezes maior do que os astrônomos julgavam ser possível.

Agora, pesquisadores da Universidade de Bonn, Alemanha, dizem que as estrelas que são partes da Grande Nuvem de Magalhães, 160.000 anos-luz de distância da Terra, podem ter adquirido grande massa devido a fusões e aquisições.

Até 2010, pesquisadores imaginavam que o limite de massa para as estrelas recém-nascidas deveria ser 150 vezes a do Sol. Este valor representava um limite universal e parecia aplicar-se em todas as estrelas em formação.

“Não apenas o limite superior de massa, mas a massa inteira de qualquer conjunto de estrelas recém-nascidas parecia ser idêntica, independente do local do nascimento estelar”, declarou o professor Dr. Pavel Kroupa da Universidade de Bonn, coautor do estudo, em entrevista ao portal britânico DailyMail.

O processo de nascimento de uma estrela parecia ser sempre o mesmo e universal. Mas, as estrelas no sistema R136 na Grande Nuvem de Magalhães, mostrou que o limite teorizado estava errado.

O grupo de cientistas de Bona modelou as interações entre as estrelas encontradas. Em seguida, simulações de computador foram efetuadas montando o aglomerado de estrelas em um modelo inédito, permitindo o máximo de proximidade com o aglomerado, criando um conjunto com 170.000 estrelas.

No início das pesquisas computacionais, o cientista Seungkyung creditou que as estrelas possuíam ‘massas normais’. Para calcular como isso mudou o sistema relativamente básico ao longo do tempo, o modelo teve de resolver as equações mais de 510.000 vezes. A simulação foi complicada, levando em consideração reações nucleares com liberação de energia, fatos ocorridos em colisões estelares.

“Uma vez que estes cálculos foram feitos, rapidamente se tornou claro que as estrelas supermassivas não são nenhum mistério”, disse Sambaran, um dos responsáveis pela criação do modelo computacional.

“Com tantas estrelas massivas muito próximas em pares binários, há inevitavelmente encontros aleatórios, alguns dos quais resultam em colisões onde duas estrelas se aglutinam em objetos mais pesados. As estrelas resultantes podem facilmente acabar por se tornar ultramassiva como no sistema R136”, relatou o cientista.

Apesar dos cálculos extremamente complicados e da Física avançada envolvida para entender os processos de colisões entre as estrelas de grande massa, os dados são suficientes para formular um novo entendimento sobre o que ocorre com estrelas 300 vezes a massa de nosso Sol.

A Grande Nuvem de Magalhães é um tipo de galáxia considerada “anã-satélite”. Ela orbita a Via Láctea e possui o diâmetro 20 vezes menor do que nossa galáxia, além de ter 10 bilhões de estrelas.

Sua forma não é bem definida, mas possui traços que lembram um espiral. Estima-se que a Grande Nuvem de Magalhães tenha sido há bilhões de anos, um dos braços da espiral da Via Láctea que teria se ‘soltado’, tornando-se uma galáxia sem forma definida.

Esta “nuvem” é um terreno fértil para a formação de novas estrelas. O local com maior formação estelar é conhecido como ‘Nebulosa da Tarântula’ com 1.000 anos-luz de diâmetro, onde foram encontradas as quatro estrelas supermassivas.

Confira as chuvas de meteoros que poderão ser vistas do Brasil em 2014.

Se observar o céu é um dos seus passatempos, você não pode deixar de conferir os fenômenos que acontecerão no espaço nos próximos meses.




Lirídeas

Quando? O pico desse fenômeno poderá ser observado nos dias 21 e 22 de abril de 2014.

Quanto? O número médio de meteoros deve alcançar a marca de 10 por hora.

Onde? A constelação de Lira será o ponto de origem da chuva de meteoros.




Eta Aquarídeas

Quando? Fique de olho no céu durante os dias 5 e 6 de maio de 2014.

Quanto? Surpreenda-se ao observar até 30 meteoros por hora.

Onde? O radiante do fenômeno estará na constelação de Aquário.




Delta Aquarídeas

Quando? O pico da chuva de meteoros está previsto para os dias 27 e 28 de julho de 2014.

Quanto? Espera-se que 10 meteoros por hora poderão ser observados.

Onde? O fenômeno se localizará na região da constelação de Aquário.




Perseidas

Quando? Os dias mais incríveis do fenômeno serão 11 e 12 de agosto de 2014.

Quanto? O observatório estima a taxa média de 15 meteoros por hora.

Onde? A constelação de Perseu será a origem da chuva de meteoros.

Qual é a cor do universo? Preto? Errado!


Provavelmente você ainda não conjecturou sobre isso, mas pense um pouco: Qual é a cor do universo?

A resposta certa pode parecer preto: é a cor do espaço quando olhamos para ele, e é uma cor bastante comum, mesmo aqui na Terra. Se não for isso, então branco, talvez?

Os cientistas determinaram que a cor real do universo é uma espécie de bege que você pode encontrar na sala de espera de um médico. A conclusão foi feita por um par de astrofísicos britânicos da Universidade Johns Hopkins. Eles coletaram amostras de luz de 200 mil galáxias diferentes e ligaram os dados em um programa de computador que criou uma única cor composta com base nos dados. Mesmo com todas as fotos incríveis que já vimos de galáxias distantes, nebulosas, estrelas e planetas, a cor do universo é, no final, um bege sem graça.

Na sua primeira tentativa, eles obtiveram uma cor muito mais interessante. Suas conclusões iniciais sugeriram que a cor era, na verdade, uma espécie de turquesa pálida, mas uma revisão nos dados apontou erros nos cálculos. O primeiro programa de computador que foi usado baseou todas as suas cores em um estranho tom branco, que não era tão puro, apresentando deformidade no resultado final. Na forma mais pura do branco, a cor final recebeu um leve toque de azul, resultando em uma textura bege.

Uma vez que a cor foi determinada, os pesquisadores fizeram uma votação para nomear a coloração. O nome vencedor? Latte Cósmico.

Encontrado o buraco negro mais poderoso do universo

Um quatrilhão de vezes a massa do Sol




Astrônomos usaram o Observatório de Raios-X Chandra da NASA e um conjunto de outros telescópios para revelar um dos mais poderosos buracos negros conhecidos. O buraco negro tem criado enormes estruturas de gás quente ao seu redor, impedindo a formação de trilhões de estrelas. Este monstro está em um aglomerado de galáxias chamado RX J1532.9 3021, localizado a cerca de 3,9 bilhões de anos-luz da Terra. O aglomerado é muito brilhante nas ondas de raios-X, o que implica que é extremamente grande, com uma massa de cerca de um quatrilhão de vezes a massa do nosso Sol. No centro do aglomerado há uma grande galáxia elíptica, que contém o buraco negro supermassivo.

O que está impedindo a formação de um grande número de estrelas em RX J1532 ? As imagens do Observatório de Raios-X Chandra e Karl G. Jansky Very Large Array do NSF (VLA) têm fornecido uma resposta para esta pergunta. A imagem de raios-X mostra duas grandes cavidades no gás quente em ambos os lados da galáxia central. A imagem do Chandra foi especialmente processada para enfatizar essas cavidades. Ambas as cavidades estão alinhadas com jatos observados em imagens de rádio do VLA. A localização do buraco negro supermassivo entre as cavidades é uma forte evidência de que os jatos supersônicos gerados pelo buraco negro perfuram o gás quente e o empurra para os lados, formando as cavidades.

As 'frentes de choque' (semelhantes aos estrondos sônicos) provocadas pelas cavidades em expansão e pela liberação de energia por ondas sonoras que reverberam através do gás quente fornecem uma fonte de calor que impede que a maior parte do gás forme novas estrelas.

As cavidades têm aproximadamente 100.000 anos-luz de diâmetro, igual à largura da Via Láctea. A cavidade mais distante também é vista em um ângulo diferente em relação aos jatos, ao longo de uma direção norte-sul. Esta cavidade foi provavelmente produzida por um jato de uma explosão mais antiga do que o próprio buraco negro.

E para comparar, o buraco negro da nossa Via láctea tem 4 milhões de vezes a massa do Sol e tem o nome de estrela 'A' de sagitário (Sagitário A).