segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Presente de Natal e Ano Novo Celestial: o cometa C/2014 Q2 Lovejoy já está visível no céu!



Todo mundo adora ganhar presentes, e nesse fim de ano não poderemos reclamar da sorte! Prepare-se para vislumbrar o cometa C/2014 Q2 Lovejoy, que agora está brilhante o suficiente para ser visto através de pequenos binóculos 10x50. Além disso, observar o cometa Lovejoy durante a virada do ano pode ser uma ideia brilhante!

Seguindo uma trajetória rumo ao norte, este visitante do espaço profundo está visível em todo planeta a olho nú, para quem estiver em lugares sem poluição luminosa e atmosférica (Vai ser difícil de ver então,não é)! Sua magnitude aparente está estimada em aproximadamente 7,2, aparecendo como uma pequena bola de algodão esfumaçada para aqueles que observarem através de binóculos ou pequenos telescópios.





Ele se movimenta no firmamento cerca de 3° a cada dia, e essa grande velocidade está trazendo esse belo cometa para um encontro com a Terra! Mas não se preocupe, afinal, não representa nenhum risco para o nosso planeta. Ele chegará a uma distância mínima de 70 milhões de quilômetros da Terra no próximo dia 7 de janeiro. Já o periélio (maior proximidade com Sol) acontecerá cerca de 3 semanas depois, no dia 30 de janeiro. 

O cometa C/2014 Q2 Lovejoy é o quinto já descoberto pelo astrônomo amador australiano Terry Lovejoy. Ele capturou imagens do então pequeníssimo e fraco cometa de 15 magnitude no dia 17 de agosto utilizando um telescópio Celestron C-8 equipado com uma câmera CCD em seu observatório de telhado em Brisbane, na Austrália.

O cometa C/2014 Q2 Lovejoy tem um período de cerca de 11.500 anos, com uma órbita acentuadamente inclinada em relação ao plano do Sistema Solar (80,3 °), o que explica seu movimento no céu noturno. No final de dezembro, o cometa atravessa de baixo pra cima o plano dos planetas.

Espera-se que o cometa Lovejoy chegue a brilhar como um objeto de 5 magnitude, o que poderá torná-lo visível aos olhos humanos (sem auxílio de binóculos). De qualquer forma, um cometa de 5 magnitude exige um céu muito escuro e longe de poluição luminosa, ou seja, talvez ainda seja necessária a ajuda de binóculos. Ainda assim, essa poderá ser uma maneira fantástica de começar o Ano Novo!!!


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Como observar o cometa C/2014 Q2 Lovejoy?
 



Devemos olhar para a direção nordeste por volta da meia-noite. Assim que localizar a constelação de Orion (conhecida popularmente como "As 3 Marias "), identifique a posição do cometa de acordo com as estrelas ao seu redor.

Para ajudá-lo a observar o seu grande presente de fim de ano, preparamos uma carta celeste que mostra exatamente a posição do cometa Lovejoy no céu noturno.

Entre os dias 28 e 29 de dezembro, o cometa Lovejoy vai passar muito próximo do aglomerado globular M79, o que poderá ser uma grande chance para astrofotógrafos registrar imagens fantásticas!


Fonte: http://www.galeriadometeorito.com/




domingo, 21 de dezembro de 2014

O mais novo satélite brasileiro! Veja as primeiras imagens de CBERS 4



Lançado no domingo (7 de dezembro), ele já diminuiu a dependência brasileira dos países mais desenvolvidos.




O INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) divulgou nessa semana as primeiras imagens feitas pelo satélite CBERS 4, construído em parceria entre o Brasil e China. 
As primeiras imagens foram feitas com a câmera multiespectral MUX. que é a primeira câmera para satélites inteiramente desenvolvida e produzida no Brasil. 
Com 20 metros de resolução, a câmera multiespectral registra imagens no azul, verde, vermelho e infravermelho, em faixas distintas para diferentes aplicações, principalmente no controle de recursos hídricos e florestais.

As imagens foram registradas no último dia 8 pelos técnicos do INPE, e mostram a região de Búzios, no litoral do Rio de Janeiro.
 


O satélite sino-brasileiro viaja a 4,2 km/s , e tem capacidade para 15 minutos de gravação por dia. As fotos registradas pelo satélite compreendem uma área de 120 km a 860 km de extensão.


O satélite CBERS 4 leva menos de 2 horas para completar uma volta na Terra, e foi projetado principalmente para o controle do desmatamento, mapeamento agrícola e controle visual de mais de 90% da América do Sul, e claro, da China. O INPE poderá ainda disponibilizar o material gratuitamente para alguns países da África através de parcerias governamentais.

O CBERS 4 foi lançado no dia 7 de dezembro de 2014 às 03h26 UTC a partir do Centro de Lançamentos de Taiyuan, na China, através de um foguete Longa Marcha 4B, e segundo o INPE, está operando conforme o planejado.



Programa CBERS

Satélites de sensoriamento remoto são uma poderosa ferramenta para monitorar o território de países de extensão continental, como o Brasil e a China. Por meio da parceria entre o INPE e a CAST, três satélites já foram lançados: CBERS-1, em 1999; CBERS-2, em 2003; e CBERS-2B, em 2007. Em dezembro de 2013, uma falha impediu o satélite CBERS-3 de entrar em órbita.

O CBERS é importante indutor da inovação no parque industrial brasileiro, que se qualifica e moderniza para atender aos desafios do programa espacial. Além de exemplo de cooperação binacional em alta tecnologia, o CBERS se traduz na criação de empregos especializados e crescimento econômico.


O INPE distribui as imagens de satélite pela internet, sem custo algum ao usuário (acesse aqui). Os dados CBERS são usados no monitoramento de florestas, mapeamentos de áreas agrícolas e do crescimento urbano, entre outros. A disponibilidade dos dados resulta na criação de novas aplicações, com reflexos no desenvolvimento socioeconômico do país.
Para mais informações sobre o programa CBERS, clique aqui.


Fonte: http://www.galeriadometeorito.com 

Astronomia no Brasil

Tudo começou há mais de quinhentos anos. Enquanto Colombo e Vasco da Gama tinham feito suas viagens com apenas três caravelas, Cabral recebeu treze embarcações e 1500 homens, a maior expedição jamais vista em terras portuguesas.

Em 2 de maio a expedição ruma para a Índias e uma caravela retorna à Portugal com as cartas que oficializaram a descoberta.
Entre seus subordinados estavam os melhores navegadores, pilotos e exploradores de seu tempo. Inclusive um fidalgo de origem espanhola chamado João Emeneslau ou simplesmente Mestre João, “físico e cirurgião”, principal investigador da expedição.

Partiram dia 9 de Março, pelo calendário usado na época, antes da reforma Gregoriana de 1582. Após cruzarem as ilhas Canárias, uma embarcação se perde e dela nunca mais se ouviu falar.

Em 23 de Abril, o dia seguinte ao avistamento das novas terras, a expedição desembarcou e no local hoje conhecido como Baía de Cabrália, o Mestre João realizou os primeiros trabalhos para determinação da latitude.

Foi ali que ele vislumbrou um conhecido asterismo da constelação do Centauro, cuja extraordinária beleza se destacou em forma de cruz.
Sua carta ao Rei de Portugal é o mais antigo documento a mencionar a designação Crux, pelo qual mais tarde seria conhecida a constelação do Cruzeiro do Sul, uma das mais belas e significativas constelações do firmamento.





As sucessivas viagens de exploração à costa trouxeram muitos dados importantes, principalmente com relação à determinação de latitudes. O primeiro estudo sistemático de Astronomia no Brasil foi iniciado por Jorge Marcgrave, da comitiva de Maurício de Nassau, durante o domínio holandês.

Um observatório foi instalado numa das torres do Palácio de Friburgo, na Ilha de Antônio Vaz, Recife. 
Marcgrave observou ocultações, conjunções e uma série de eclipses, como o da Lua de Abril de 1642, visto do Forte dos Reis Magos, na foz do rio Potengi, em Natal (ilustração abaixo).




Astrônomos ilustres
 

DESDE O FINAL DO SÉCULO XVII e durante o século XVIII vários astrônomos ilustres visitaram o Brasil. 

Edmund Halley, o descobridor do famoso cometa que leva seu nome, esteve em diversas cidades do litoral. Foi ele quem determinou a declinação magnética do Rio de Janeiro, em 1699.

Para a correta demarcação do Tratado de Madrid, de 1750, em substituição ao Tratado de Tordesilhas (1494), muitos geógrafos e astrônomos foram enviados pelas cortes espanhola e portuguesa ao continente sul-americano. Mais tarde, em 1777, foi assinado o Tratado de Santo Ildefonso, dando origem a novas expedições científicas para a região Sul do Brasil. O mesmo aconteceu a partir de 1781, com a demarcação da região Norte.


 SEGUNDA PARTE:


 
D. PEDRO II é o patrono da Astronomia no Brasil.


D. Pedro II dizia que se não fosse Imperador do Brasil teria sido professor. E que professor ele seria! D. Pedro de Alcântara era um intelectual e grande entusiasta das ciências.


Mantinha contato estreito com muitos nomes ilustres da época, como Camille Flamarion e Victor Hugo, com os quais dividia a paixão pela Astronomia. Fundou bibliotecas, museus, observatórios astronômicos e meteorológicos em várias partes do país, algumas vezes mantendo-os com recursos pessoais. Ainda jovem, com apenas 22 anos, era um Imperador dedicado, simples e tranquilo.

O Imperial Observatório do Brasil havia sido criado por decreto em 1827, no Rio de Janeiro, mas só começara a funcionar quase vinte anos depois. D. Pedro II deu forma e alma a instituição, cedendo os próprios instrumentos que utilizava em seu observatório particular na Quinta da Boa Vista, para que o Imperial Observatório pudesse iniciar suas atividades.

Infelizmente, o gosto pessoal do Imperador pelas ciências não contagiou seus frios auxiliares de governo. Naquela época, países como o Chile e a Argentina já possuíam observatórios superiores, dirigidos por profissionais eminentes.

D. Pedro II sempre se queixou disso. Sonhava com um observatório astronômico moldado nos mais modernos estabelecimentos existentes na época.

Pensava no famoso observatório de Nice, onde foi descoberto o asteroide 293, chamado Brasília, em homenagem ao Imperador, quando do seu exílio, em Paris.

Assim mesmo o Imperial Observatório trouxe-lhe muitas alegrias. Um dos trabalhos mais importantes lá realizados foram as observações do trânsito de Vênus, um raro evento que ocorre quando esse planeta passa na frente do disco solar.

Em Janeiro de 1887 o próprio Imperador faria estimativas do comprimento da cauda de um cometa, como ficou registrado na revista francesa “L’Astronomie”, publicada até hoje. D Pedro II estava sempre em contato com os astrônomos do Imperial Observatório e discorria com rara competência sobre diversas questões científicas.


IMPERIAL OBSERVATÓRIO, no Morro do Castelo, Rio de Janeiro, como era em 1881. Adaptação de uma gravura de Rubens de Azevedo.

O mal da República

A REPÚBLICA PRATICAMENTE DESTRUIU o Imperial Observatório. Aliás fez bem mais que isso: retardou o desenvolvimento do espírito científico no país, tão valorizado nos tempos do Segundo Reinado.

E a cada novo presidente que se sucedia no poder correspondia um degrau abaixo no conceito internacional da Astronomia brasileira. Alguns órgãos da imprensa ajudavam, confundindo a manipulável opinião pública, na medida em que fazia humor dos edifícios erguidos em São Cristóvão, no Rio, e no Parque do Estado, em São Paulo, onde então quase nada se fazia.

Foi preciso esperar um longo tempo. O primeiro presidente republicano a iniciar os trabalhos de reconstrução dos observatórios brasileiros foi Emílio Garrastazu Médici. Começou aí, ainda que timidamente, a recuperação do tempo perdido.

O Observatório Nacional, em São Cristóvão, o Observatório de Valongo, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, o Observatório do Instituto Tecnológico da Aeronáutica, em São José dos Campos e o Observatório Abraão de Morais em Valinhos, São Paulo, entre outros, começaram a organizar importantes programas de cooperação internacional.


TERCEIRA PARTE - FINAL:



Qual é o instrumento de trabalho de um astrônomo? Não permita que em sua mente venha apenas a imagem de uma luneta ou telescópio. A Astronomia precisa, é claro, de bons instrumentos óticos para ser praticada. Mas se você observar o Universo apenas com os olhos vai ver muito pouca coisa.

A natureza reserva o seu melhor para quem têm olhos de super-homem… e os astrônomos têm! Porém, ainda não basta esquadrinhar uma estrela através da sua emissão de raios X. Além de boas observações, é necessário raciocínio. Horas, dias e semanas de trabalho dedicado e minucioso.
É desse esforço, em qualquer área do conhecimento humano, que surge o nosso super-homem. Tem sido assim com um número cada vez maior de brasileiros, profissionais ou não, que levam muito a sério sua paixão pelo firmamento. Nesta última parte da série Astronomia no Brasil vamos conhecer uma pequena amostra de seus feitos mais recentes.


Uma não, duas!
 

ETA CARINA É APENAS A SÉTIMA ESTRELA mais brilhante da constelação de Carina, ou Quilha, perto do Cruzeiro do Sul. Temos sorte de estar bem longe dela, pois ela pode brilhar tanto quanto cinco milhões de sóis.

Pode porque seu brilho não é constante, como o Sol. Passados pouco mais de dois mil dias na Terra, Eta Carina perde luz equivalente a três mil sois. O que não seria novidade, pois existem muitas estrelas variáveis no Universo.

Mas para um astrofísico brasileiro ela não estava variando só por si mesma e sim porque tinha uma companheira. O par de astros, envolvido numa nuvem de gás e poeira, não podia ser revelado facilmente por telescópios.

Na época não foi fácil convencer a incrédula comunidade científica. Afinal, ciência se faz com argumentações convincentes. Mas ele provou que estava certo. Hoje é conhecido como o descobridor de um sistema estelar duplo.


E uma pesquisadora brasileira que trabalhou na análise dos dados enviados pela missão Pathfinder, que enviou um jipe-robô para Marte, obteve o reconhecimento de seu valioso trabalho ao ter aceita a sua proposta de batizar vulcões em Io, um satélite de Júpiter, com nomes de divindades tupis.

Em Tritão, maior das luas de Netuno, está Viana, cratera com o mesmo nome de uma pequena cidade do 
Espírito Santo. Há muito mais exemplos como esses.

No Rio de Janeiro, onde funciona o único curso de graduação em Astronomia do país, uma revolução silenciosa, onde as mulheres estão assumindo funções importantes em observatórios, está melhorando e fortalecendo a formação científica da Astronomia brasileira.

Muitos dos que escolheram outras profissões também fazem parte desse time. Um astrônomo amador de verdade não se contenta em reconhecer os objetos celestes. Ele domina métodos científicos e realiza observações que podem ser transmitidas para outros estudiosos. E tem muito valor.


Conhecimento que transforma
 

AINDA HÁ MUITO PARA SE FAZER pela Astronomia no Brasil. Em alguns países ela é como uma paixão nacional. Em outros, faz parte dos currículos escolares e ajuda sobremaneira ao entendimento de diversas outras ciências, como matemática, física, química, geografia e ainda ecologia e história. Houve até um tempo em que era ensinada no Brasil. Mas foi justamente um Ministro da Educação que prestou o desserviço de retirá-la das escolas.

Hoje, há pessoas que julgam esse tipo de conhecimento como cultura inútil. Saber que a Terra gira em torno do Sol pode não ter serventia no cotidiano da maioria absoluta dos brasileiros. 

O que muitos ignoram é que as implicações na obtenção do maravilhoso conjunto de novos conhecimentos trazidos pela Astronomia são capazes de transformar o Homem e sua relação com o mundo.


O dia dos 500 anos
 

QUANDO AQUELA HISTÓRICA EXPEDIÇÃO portuguesa, contando 1500 homens em 13 caravelas, aportou na Baía de Cabrália, a 12 km de Porto Seguro, não podiam imaginar que as novas terras eram na verdade parte de um continente e não apenas uma ilha.
Mas eles tinham certeza da data da chegada: 22 de abril de 1500, uma quarta-feira. Só que para Cabral e seus conterrâneos os anos começavam em 25 de dezembro: o calendário utilizado era o Juliano – não era como nos dias atuais, em que usamos o Gregoriano.
A diferença? 10 dias. Dez dias que foram esquecidos pela maioria dos historiadores na contagem de muitos eventos anteriores a 1582, ano em que o Papa Gregório XIII reformou o então calendário Juliano, que por acumular erros, já não mais coincidia com eventos da natureza, como o início das estações.



E quando desejamos contar o tempo até uma data anterior ao ano da reforma do calendário, devemos nos preocupar em adicionar os 10 dias que foram retirados do ano de 1582 para que o calendário voltasse a se adequar aos eventos naturais. Feito isto, o quinto centenário da chegada dos portugueses ao Brasil completou-se somente em 2 de maio do ano 2000.  

Leia sobre esse assunto em: http://www.zenite.nu/astronomia-no-brasil/

Fabuloso vídeo do ESO


Vejam esta fabulosa compilação de timelapses feitos pelo ESO – Observatório Europeu do Sul – no Chile, se encantem com a sincronia das antenas, do céu, de TUDO.

O filme também poderá ser visto em 4K, isso mesmo, Ultra HD(2160p) -  

https://www.youtube.com/watch?v=mfBxBSHPaME

Existe alguma prova de que o espaço sideral é infinito?

Não, e encontrá-la é um dos maiores objetivos da cosmologia, ciência que estuda o Universo.

"As observações sugerem que ele seja infinito, mas os dados não são totalmente confiáveis
", diz o astrônomo Roberto Boczko, da USP. Com base na Teoria da Relatividade, os cientistas bolaram uma fórmula para estudar os limites do Cosmos. Depois de milhões de cálculos malucos, a conclusão foi a seguinte: se a densidade do Universo for menor do que 0,00188 g/cm³, ele é infinito.

Como não dá para medir (nem pesar) o Universo inteiro, os astrônomos calcularam a densidade de partes conhecidas e a assumiram como representação de todo o espaço. Como os valores alcançados eram até cinco vezes menores do que o tal 0,00188 g/cm³, a conclusão inicial é de que o Cosmos é infinito. Mas o estudo ainda está engatinhando.

"Nas partes do espaço que estudamos, podem haver coisas que não conseguimos medir, como buracos negros. E algumas teorias estimam que conhecemos apenas 5% do total", diz Boczko. A descoberta dos demais 95% pode mudar radicalmente os dados atuais e apontar para um Universo finito. Se isso acontecer, vem outra dúvida: o que vem depois do Universo?


Fonte: Abril

Se o Universo é infinito, como ele está se expandindo?

É simples, a medida em que as galáxias se afastam, os comprimentos de onda da luz que chegam até nós tornam-se maiores e as linhas de seu espectro se deslocam para a extremidade vermelha, dando a impressão que o universo está se expandindo, mas são as galáxias que estão se afastando.

Por outro lado, como não conseguimos medir o tamanho do Universo, a teoria mais aceita hoje é de que ele é infinito. A observação de que o Universo é homogêneo corrobora a ideia. Isso não significa ser igual em todos os lugares, mas dentro do que os astrônomos conseguem estudar, há semelhança nas composições, e, então, toma-se isso como regra geral.


Fonte: Uol

Como é um traje espacial?


Ele funciona como uma nave pessoal quando o astronauta está fora da estação ou do ônibus espacial.

A função da roupa é emular as condições que permitem a vida humana, fornecendo oxigênio e regulando a pressão par
a que os líquidos do corpo não evaporem.

Além disso, camadas térmicas protegem o corpo do frio e do calor, além de bloquear a radiação solar.

Os trajes começaram a ser usados nos anos 60, nas primeiras viagens espaciais, pelos programas Vostok (da União Soviética) e Mercury (dos EUA).

Mesmo após décadas de evolução, os trajes devem passar por adaptações para cumprir as exigências de futuras explorações na Lua e em Marte.

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Alta-costura espacial:

Quatorze camadas – que juntas não chegam a meio centímetro de espessura – protegem o astronauta das condições extremas do espaço

Náilon e elastano: três camadas envolvem os canos e dispersam o calor gerado durante as atividades

Borracha e poliéster: duas camadas prendem o oxigênio dentro do traje e mantêm a pressão regulada

Ripstop: forro resistente a rasgos protege os outros tecidos e o corpo do astronauta

Filme de poliéster: sete camadas isolantes regulam a temperatura interna ORTHOFABRIC Mix de tecidos à prova de água, de fogo e até de balas – para conter o impacto de partículas espaciais

...

Luz, câmera, ação!

O visor tem três camadas: uma para situações de pouca luminosidade, outra, escura e reflexiva, para ambientes claros, e uma a terceira viseira, fosca, para bloquear a radiação em caso de tempestade solar. Câmeras e luzes são acoplados no capacete e o contato com a tripulação é feito por um microfone.

Hora do aperto

Um lacre de metal conecta as partes superior e inferior. Abaixo da cintura, anéis e amarras prendem o traje à nave. Nas pernas, faixas coloridas ajudam a tripulação a identificar quem está lá fora. Como as atividades duram horas, sem intervalo, os astronautas vestem fraldões de alta absorção.

(Quase) sob medida

Torso, mãos e pernas são modulares e de várias tamanhos para o astronauta escolher e montar o traje que mais se ajuste a suas medidas. Em casos extremos, os anéis de metal que conectam as peças podem expandir o tecido. As luvas têm aquecedores sobre as unhas para evitar o congelamento dos dedos.

Controle no peito

Sobre o torso rígido, de fibra de vidro, ficam os comandos que regulam os níveis de oxigênio, o volume dos comunicadores e a temperatura interna. Como o astronauta não consegue ver o próprio peito, ele olha o reflexo em um espelho no braço.

Mochileiro das galáxias

A mochila carrega itens essenciais à sobrevivência no espaço, como tanques de oxigênio – além de uma reserva emergencial, que dura 30 minutos –, bateria e um sistema para refrigerar a água que mantém a temperatura do corpo do astronauta. É capaz de sustentar uma pessoa por sete horas fora da nave

Perdido no espaço

O SAFER ajuda o astronauta a voltar para a nave caso ele se desprenda. Por meio de um controle, ele comanda pequenos foguetes de propulsão alimentados com nitrogênio. O combustível e o impulso duram poucos segundos, por isso, a chance de agarrar a nave não pode ser perdida.

Geladeira portátil

Por baixo de tudo, fica um macacão com 91,5 m de pequenos tubos, alimentados com a água refrigerada na mochila. Eles mantêm o corpo gelado – suar pode embaçar o capacete ou causar desidratação – e são envolvidos por tecidos flexíveis, que formam as primeiras das 14 camadas do traje.

Mais:

A cor branca ajuda a rebater o calor do Sol (que pode chegar a
120°C) e a destacar o astronauta na escuridão do espaço.


Fonte: Nasa Equipment Reference Book
Abril

Pensamento do dia - 2°


Pensamento do dia - 1°


O que aconteceria se a Terra tivesse mais luas?




Seria uma revolução natural. Pelo menos quatro fenômenos sofreriam grandes alterações: o ciclo das marés, a duração dos dias, a iluminação noturna e a quantidade de eclipses lunares.

Isso po
rque nosso satélite exerce grande influência no sobe-e-desce dos oceanos, na velocidade de rotação da Terra (que determina a duração dos dias). Mais abaixo a gente explica com detalhes todas essas mudanças, supondo que nosso planeta azul tivesse mais duas luas, do mesmo tamanho que a "original" e em distâncias relativamente próximas de 384 mil quilômetros daqui.

Astros como Júpiter, Saturno, Netuno, Urano e Plutão estão localizados numa região do sistema solar de baixa temperatura, mais propícia à formação de luas. "O frio impediu que os blocos de gelo resultantes da formação do sistema solar se descongelassem. Ao longo de milhões de anos, eles se juntaram a pedaços de pedra e metal, formando satélites atraídos pela gravidade de planetas maiores", afirma a astrônoma Amelie Saintonge, da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos.

Entre os planetas distantes do Sol, Júpiter tem 64 luas conhecidas, Saturno tem 61, Urano 27, Netuno tem 13 e Plutão "rebaixado" para Planeta-Anão existem 4 luas ao seu redor.

A comparação com os planetas próximos ao Sol, onde havia menos matéria-prima para formar luas, revela uma diferença astronômica no número de satélites. Mercúrio e Vênus não têm luas, a Terra só tem uma e se formou por um impacto de um planeta chamado Theia com aparente proximidade em tamanho com o planeta Marte e Marte tem duas, mas bem pequenas, são asteróides para falar a verdade.

...

Mudança astronômica Com três satélites, dias durariam 72 horas

DIA SEM FIM

A Lua também influi na duração dos dias. Com três luas do mesmo tamanho que a atual, a atração gravitacional do trio triplicaria o tempo que a Terra demora para dar a volta em torno de seu eixo. Os dias durariam 72 horas. Daria para curtir um fim de tarde na praia às 45h30!

NEM CALOR NEM FRIO

Mesmo com manhãs e noites de 36 horas, a alteração na velocidade de rotação não seria suficiente para mexer nos termômetros do planeta. Isso porque a temperatura da Terra é mais afetada pela órbita da Terra em torno do Sol, que permaneceria inalterada

VIDA NOVA

Para alguns animais, a vida com três luas sofreria grandes mudanças. As borboletas, que têm o metabolismo ativado com o nascer do Sol, poderiam demorar mais para deixarem de ser larvas por causa dos dias mais longos. E os camarões, que usam as marés para se deslocar pelos oceanos, poderiam se movimentar mais rapidamente

PRAIA GRANDE

Por influência da Lua, os oceanos alternam marés altas e baixas a cada seis horas. Se tivéssemos três luas, é provável que esse intervalo fosse mais curto. E a amplitude da maré (o ponto mais distante que ela pode atingir) seria bem maior. Com isso, teríamos praias maiores e espaço de sobra para o futebol de areia

REFLETOR NATURAL

Quando cheia, a Lua reflete 9% da luminosidade do Sol. Com três luas, a reflexão noturna poderia chegar a 27%. As noites de tripla lua cheia teriam céu arroxeado, parecido com o do fim de tarde. Pior para os astrônomos, já que a luminosidade dificulta a visualização das estrelas

SUMIÇO COMUM

Uma constatação óbvia: com mais luas, a quantidade de eclipses lunares seria maior seria comum que uma entrasse atrás da sombra da Terra e "desaparecesse". O grande fenômeno seria o "eclipse triplo", quando os três astros ficassem na zona de sombra projetada pelo planeta

É pessoal foi uma viagem, mas com certeza vocês gostaram.


Fonte: Eu e Abril

NGC 7331

A grande e bela galáxia espiral NGC 7331 é muitas vezes apontada como uma gêmea da nossa própria Via Láctea. A cerca de 50 milhões de anos-luz de distância na constelação boreal do Pégaso (em latim: Pegasus).

Uma vez que o disco da galáxia está inclinado na nossa linha de visão, as longas exposições telescópicas muitas vezes resultam numa imagem que evoca uma forte sensação de profundidade. O efeito é mais reforçado ainda nesta imagem nítida, feita usando-se um pequeno telescópio, com galáxias que se encontram além do belo universo-ilha.

As galáxias de fundo mais proeminentes têm cerca de um décimo do tamanho aparente de NGC 7331. O alinhamento delas com NGC 7331 no céu ocorre apenas por acaso. Vistas através das tênues nuvens de poeira em primeiro plano, permanecendo acima do plano da Via Láctea, este agrupamento visual de galáxias é conhecido como o Grupo Deer Lick.

Nasa descobre o mais jovem complexo de galáxias já visto

A Nasa anunciou a descoberta do mais jovem e mais distante complexo de galáxias já visto no universo. Batizado de COSMOS-AzTEC3, ele passa por uma fase bastante inicial de formação, o que pode ajudar os cientistas a compreender melhor como foram constituídas as primeiras galáxias logo após o Big Bang. “Trata-se de uma descoberta excepcional, que vai nos ajudar a entender a formação das estruturas de grande escala do Universo”, diz Amâncio Friaça, astrônomo do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo.

“Assim como um carro é montado a partir de peças, as galáxias são montadas a partir de pequenas galáxias e protogaláxias”, afirma Friaça. Protogaláxias são formadas, por sua vez, por matéria escura e gases, que estão em constante choque, formando nuvens escuras e frias que, mais tarde, dão origem às estrelas. “Essas estrelas, porém, não são maduras como o Sol, mas bastante instáveis”, explica.

É a explosão dessas estrelas que vai gerar, em uma próxima etapa, a matéria sólida necessária para que os planetas apareçam. “Os planetas só são possíveis desde que tenhamos elementos do carbono para cima. Eles começam como ‘ grãos de carvão’ do universo, muito simples, antes de se tornarem sistemas complexos.”

Fábrica espacial — O complexo encontrado pela Nasa a 12,6 bilhões de anos-luz da Terra está passando por processos similares ao descrito pelo astrônomo. Suas galáxias são compostas principalmente de gases, que estão provocando a formação de estrelas. Provavelmente, no futuro, elas irão se fundir em uma única grande galáxia.

As galáxias descobertas até hoje eram consideravelmente mais próximas e bilhões de anos mais velhas que o novo complexo, que aparenta ter apenas dezenas de milhões de anos. Não existe relação entre o fato de o complexo ser ao mesmo tempo o mais jovem e também o mais distante.

Carl Sagan, hoje ( 20/12/14 ) faz 19 anos que o maior divulgador sobre a cosmologia nos deixou:


Há momentos em que somos tomados por uma profunda sensação de perda, bem diferente daquela que sentimos com a perda de entes queridos próximos. Uma sensação mais sóbria, menos desesperadora, porque nos atinge de maneira mais distante, mais indireta. Mas não menos profunda.

Muitas pessoas — mas proporcionalmente poucas se considerarmos todos os habitantes de nosso planeta — experimentaram essa sensação indesejada e incômoda no dia 20 de dezembro (1996).

Aos 62 anos, Carl Sagan, o astrônomo norte-americano, o sábio ser humano do planeta Terra, nos deixou.

Os astrônomos sabem que quanto maior e mais brilhante é uma estrela, mais rápida e furtiva é sua existência. E a estrela de Sagan sempre brilhou muito... muito intensamente.

Carl Edward Sagan nasceu em 9 de novembro de 1934, filho de Rachel e Samuel Sagan (um alfaiate russo, emigrante da União Soviética), em New York, nos Estados Unidos.

Aos 12 anos teve seu interesse irreversivelmente atraído pela astronomia.

Em 1954 formou-se em física na Universidade de Chicago, onde, em 1955 bacharelou-se, em 1956 completou o mestrado e em 1960 completou também seu Doutorado em Astronomia e Astrofísica.

Entre 1960 e 1968 Carl Sagan lecionou em algumas das principais universidades norte-americanas: Harvard, Stanford e Cornell.

Nessa última, onde lecionou a partir de 1968, fundou e dirigiu o Laboratório de Estudos Planetários.

Foi colaborador da NASA, como consultor e conselheiro, desde os anos 50, e em diversos projetos de grande envergadura, tendo participado de forma decisiva na preparação e planejamento das missões Apolo (à Lua), Mariner e Viking (à Marte), Voyager (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) e Galileo.

Junto com outros pesquisadores e nomes de peso no cenário artístico americano (Paul Newman, etc), fundou e dirigiu a The Planetary Society.

Recebeu 22 títulos de honra concedidos por instituições de ensino superior dos Estados Unidos.

Sagan teve participação decisiva na explicação do efeito estufa na atmosfera de Vênus. Também ajudou a explicar as mudanças sazonais na atmosfera de Marte e o efeito de moléculas orgânicas complexas na atmosfera de Titan, satélite de Saturno.

Além de inúmeros artigos em boletins e revistas especializadas, em revistas de divulgação e em revistas para o grande público, Sagan publicou vários livros. Alguns técnicos e outros de divulgação científica.

Recebeu o prêmio Pulitzer de literatura, em 1978, por seu fascinante livro, Os Dragões do Éden.

Recebeu 3 prêmios Emmy (o “Oscar” da TV) por sua série para TV, Cosmos. Estima-se que Cosmos tenha sido assistida por mais de 500 milhões de pessoas em mais de 60 países. Seu livro, de mesmo nome, permaneceu por mais de 70 semanas na lista dos mais vendidos do New York Times.

Em seus últimos anos, vivia em Ithaca, New York.

Com 62 anos, foi acometido de uma forte pneumonia, adquirida devido a fragilização causada em seu organismo pela mielodisplasia — doença da medula, perniciosa como o câncer, que o acompanhava há cerca de 2 anos.

Em 20 de dezembro de 1996, Carl Sagan deixou finalmente seu planeta natal. Deixou-nos e rumou, sozinho, para as estrelas.

Para conheceres um pouco mais sobre este extraordinário homem, podes visitar o portal dedicado a ele, no seguinte endereço: http://www.carlsagan.com/ (Inglês)

M31 vs. M33

A enorme galáxia M31, galáxia de Andrômeda, encontra-se na esquerda da imagem, e está a 2,5 milhões de anos-luz de distância da Terra.
 

A galáxia espiral M33, galáxia do Triângulo, encontra-se na direita da imagem, e está a 3 milhões de anos-luz de distância da Terra.
 

São ambas galáxias do nosso Grupo Local e estão ligadas gravitacionalmente. 

Provavelmente já passaram próximo uma da outra no passado, numa dança gravitacional que irá levar à colisão dentro de alguns bilhões de anos.

Ao meio da imagem encontra-se a estrela Mirach, que faz parte da nossa Via Láctea, e que se encontra a 200 anos-luz de distância da Terra.

Fonte: AstroPT

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Depois de Rosetta, agora é a vez de Plutão se tornar o centro das atenções


Nem bem a missão Rosetta completou sua fase ao pousar com sucesso sobre um cometa, a exploração espacial já começa a chamar a atenção novamente. No próximo dia 6 de dezembro a sonda New Horizons sairá da última hibernação antes de chegar ao planeta-anão Plutão. 
A New Horizons foi lançada em 19 de janeiro de 2006 e desde então já passou por 18 períodos de hibernação, cada um deles variando entre 36 e 202 dias. Com isso, a nave gastou dois terços do seu tempo no espaço "dormindo", mas agora chegou a vez de "acordar" para o melhor da viagem.


Em 14 de julho de 2015 a pequena nave estadunidense fará a maior aproximação do planeta anão Plutão, que desde que foi descoberto em 1930, permanece como um dos objetos mais misteriosos do Sistema Solar. O objeto é muito pequeno e fica tão distante que nem mesmo os melhores telescópios terrestres ou espaciais não são capazes de registrar imagens adequadas para estudos. 

Quando a New Horizons foi lançada em 2006, Plutão ainda era classificado como planeta e tinha três satélites naturais: Caronte, descoberto em 1978 e Hidra e Nyx, descobertos em 2005.
Em 24 de agosto de 2006, alguns meses depois de lançada a sonda, a UAI, União Astronômica Internacional, "rebaixou" Plutão ao status de planeta-anão. Depois disso, a partir de imagens registradas pelo telescópio espacial Hubble foram descobertas mais duas luas a orbitar Plutão: Cérbero, anunciada em julho de 2011 e Estige, em Julho de 2012. 




Aproximação:

Tecnicamente, o encontro com o planeta anão terá início em 15 de janeiro e a partir de então a sonda usará sete instrumentos diferentes para estudar a geologia e topografia de plutão e de sua maior lua Caronte. O objetivo será mapear a composição das superfícies e atmosferas e também tentar localizar novas luas ou anéis ao redor do sistema plutoniano.

Plutão e Caronte são às vezes considerados um planeta binário, já que o baricentro(Explicando o mais simplório possível o que é baricentro, é que são dois planetas girando em torno de um centro comum de gravidade), de suas órbitas não se encontra em nenhum dos dois objetos, mas no espaço livre entre eles(No sistema Terra-Lua o baricentro fica na Terra). É possível que futuramente a UAI mude novamente a definição de Plutão, dessa vez para planeta anão binário. 


Estilingada Gravitacional:

Para ganhar velocidade e chegar mais rápido a Plutão, em 2007 a New Horizons realizou uma manobra chamada de empurrão gravitacional, ocasião em que uma sonda mergulha em uma espécie de poço gravitacional para em seguida ser arremessada com mais velocidade.

Como a energia não se cria, mas se transforma, para que a New Horizons aumentasse a velocidade foi necessário roubar a energia de Júpiter, uma lei da física conhecida como conservação de energia.


Atualmente, a New Horizons está a 4.8 bilhões de quilômetros da Terra, enquanto Plutão se encontra a 5 bilhões de quilômetros. 

Fonte: Apolo11.com


 

Formação estelar na Nebulosa do girino

Crédito: WISE, IRSA, NASA; Francesco Antonucci
A poeirenta Nebulosa do Girino, também conhecida como IC 410, encontra-se a cerca de 12.000 anos-luz de distância da Terra.
A nuvem de gás e poeira está sendo esculpida pela radiação e ventos estelares do aglomerado estelar aberto NGC 1893, que se encontra dentro da nebulosa. Este aglomerado tem cerca de 4 milhões de anos de idade.

Esta imagem foi feita em infravermelho pelo satélite WISE (Wide Field Infrared Survey Explorer), da NASA.

A fabulosa galáxia M81

Crédito: Subaru Telescope (NAOJ), Hubble Space Telescope; Roberto Colombari & Robert Gendler

























A imagem mostra a M81, uma bela galáxia semelhante à nossa Via Láctea.
O centro da M81 contém idosas estrelas amarelas, enquanto nos seus braços são visíveis jovens estrelas azuis.
M81 tem uma faixa bem evidente de poeira, que será provavelmente resultado de um encontro próximo entre M81 e a sua pequena companheira M82.

Espetacular visão da galáxia NGC 4762


A imagem mostra a brilhante galáxia NGC 4762, vista de lado desde a Terra. NGC 4762 é uma galáxia lenticular, uma forma intermediária entre uma galáxia elíptica e uma galáxia espiral. Mas os astrônomos não têm a certeza sobre o tipo de galáxia, e é possível que seja uma galáxia espiral. O problema é o fato de estarmos a vê-la de lado e não “de cima”. A nossa Via Láctea, vista de lado, deverá ter este aspecto, vista de "fora".
NGC 4762 encontra-se a cerca de 58 milhões de anos-luz de distância da Terra.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

O Sistema Solar no chão de casa


De vez em quando é bom observar este tipo de trabalho para tomarmos consciência da nossa insignificante posição no Universo e de como este «pálido ponto azul» é tornado ainda mais precioso pela sua fragilidade. 

O ilustrador norte-americano Roberto Ziche colocou o Sol e respetivos planetas no chão da sala, para podermos avaliar o tamanho do nosso mundo e o de outros. (Vejam a imagem em gloriosa resolução.)

E mesmo este corpo gigantesco que é o nosso Sol é muito pequeno perto de Eta Carinae, uma estrela azulada a 7500 anos-luz, 250 vezes maior e um milhão de vezes mais brilhante.

Mas Eta Carinae é uma anã comparada com a VY Canis Majoris, uma estrela hipergigante vermelha a 5000 anos-luz e 1540 vezes maior do que o Sol: se fosse colocada no lugar da nossa estrela, ocuparia todo o espaço até Saturno.

A VY Canis Majoris, por seu turno, é um ponto insignificante na nossa galáxia, a Via Láctea, que tem um diâmetro de 100 mil anos-luz e cerca de 200 milhões de estrelas. E esta Via Láctea tão gigantesca e inacessível às nossas naves espaciais bebês está para a supergaláxia elíptica IC 1101 como a Terra para o Sol. 

A IC 1101, a bilhões de anos-luz de distância, tem um diâmetro de cerca de seis milhões de anos-luz e 100 bilhões de estrelas. Mas a monumental IC 1101 é apenas uma entre as mais de 170 bilhões de galáxias no Universo observável. Podemos voltar a respirar?

Fonte: AstroPT

NASA faz um mapa com a frequência de impactos de pequenos asteróides na Terra


O programa NEO (Near Earth Objects), da NASA, divulgou um mapa com a frequência e localização de colisões de pequenos asteróides com a Terra. Por pequenos asteróides, entenda-se aqueles que se desintegram ao passarem pela atmosfera terrestre, com tamanhos entre 1 e 20 metros.

O mapa, com dados entre 1994 e 2013, mostra somente os asteróides que os sensores da NASA conseguiram captar, obviamente.

Os dados indicam que em 20 anos, a Terra apanhou com 556 pequenos asteróides, que resultaram em bólidos (estrelas cadentes) a atravessarem o céu terrestre.

O mais famoso deles todos foi o evento de Chelyabinsk, em que o asteróide foi grande o suficiente para que alguns dos seus pedaços chegassem ao solo terrestre, tornando-se assim meteoritos.


Fonte: AstroPT

Magnífica foto da Terra e da Lua

Tal foi o caso nesta imagem icônica do sistema Terra-Lua tomadas pela sonda Chang'e, missão 5-T1, na semana retrasada (04/11/14).
A Lua parece maior do que a Terra, porque estava muito mais perto da câmer
a da sonda.

Exibindo muito de uma superfície normalmente escondida da Terra, porque já sabem que a Lua sempre mostra a mesma face para a Terra.

A Lua parece escura e cinza quando comparado com o planeta mais reflexivo e colorido que ele orbita.

A Chang'e da missão 5-T1 estava em uma missão de teste de engenharia, contornou a Lua terça-feira retrasada(04/11/14) e voltou à Terra na sexta-feira(07/11/14).

É a mais bela imagem que eu já vi do sistema Terra-Lua, podem crer.

Crédito: Chinese National Space Administration, Xinhuanet

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Módulo Philae detecta moléculas orgânicas no Cometa 67P/C-G


Superfície do cometa 67P/C-G fotografada pela sonda Rosetta a uma distância de 130 km. Cada pixel dessa imagem corresponde a 2,4 metros na superfície do cometa. (Crédito: ESA)

Após alguns quiques e seu pouso final no cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko, ou apenas 67P/C-G, o módulo Philae funcionou por cerca de 60 horas antes de ser temporariamente suspenso. Sua posição final foi inconveniente, porque o atrapalhou de receber luz do Sol para recarregar suas baterias. Ele está numa inclinação bastante íngreme na borda de uma depressão na superfície do cometa.

A equipe responsável pela missão ainda conseguiu movê-lo um pouco mas, mesmo assim, o módulo foi colocado em hibernação. É possível que após março de 2015, quando o cometa estará posicionado de maneira mais conveniente, o pequeno Philae seja suficientemente iluminado novamente e possa ser trazido de volta à ativa, com seus painéis solares gerando a energia necessária para seu funcionamento.

Mas nessas 60 horas de funcionamento muita coisa foi feita. Fotos da superfície foram tiradas pela sonda Rosetta, que carregou Philae até seu lançamento para o cometa, e análises químicas feitas por um pequeno laboratório na própria sonda que pousou gerou um grande volume de dados que será estudado nos próximos anos. Apesar do local final de pouso não ter sido exatamente o esperado, a missão pode sem sombra de dúvida ser considerada um sucesso.

Entre os resultados que aguardam a devida análise de cientistas, está a detecção de moléculas orgânicas, ou seja, moléculas que possuem um ou mais átomos de carbono em sua composição.

Isso não é exatamente uma novidade, pois a Rosetta já havia detectado metano e metanol, ambas orgânicas, mas agora a detecção de novas moléculas foi feita diretamente na superfície.
Ainda não sabemos exatamente quais moléculas foram detectadas pela Philae, e temos que ter em mente que nem toda molécula orgânica tem alguma coisa a ver com a origem de vida. 

Mas a presença de substâncias com carbono nos cometas reforça a ideia de que esses objetos foram os responsáveis por trazer à Terra (e certamente a outros lugares do Sistema Solar) os ingredientes básicos para a vida, como aminoácidos. Esse possível cenário para a origem da vida é conhecido como panspermia, a ideia de que em vez dos ingredientes fundamentais para a vida terem se desenvolvido na Terra, eles teriam sido trazidos do espaço e espalhados por outros lugares também.

Mesmo antes da Rosetta se aproximar do 67P/C-G, detecção de moléculas orgânicas em cometa já havia sido feita aqui da Terra pelo Atacama Large Millimeter/submillimeter Array, o ALMA, localizado no Chile, através do estudo de imagens das comas dos cometas C/2012 S1 e S/2012 F6, também conhecidos como ISON e Lemmon.

Imagem do cometa ISON, onde o ALMA detectou a presença de moléculas orgânicas (Crédito: ALMA)


Imagem do cometa Lemmon, onde o ALMA detectou a presença de moléculas orgânicas (Crédito: ALMA)

O jornal The Washington Post publicou um post intitulado “No, it’s not a big deal that Philae found ‘organic molecules’ on a comet” (tradução: não, não é grande coisa que a Philae encontrou ‘moléculas orgânicas’ em um cometa – veja o artigo original, em inglês, aqui), onde alerta para a cautela necessária com a notícia, pois, o fato de uma molécula ser orgânica não significa necessariamente que tenha algo a ver com a vida.

Mas a importância dessa detecção da Philae não está no fato de serem essas moléculas necessárias para a vida ou não. Está no fato de estarmos confirmando a abundância de moléculas orgânicas nos cometas e reforçando a ideia da panspermia. Ainda que não seja feita a detecção direta de compostos como aminoácidos, por exemplo, detectar vários outros tipos de moléculas orgânicas nos mostra que podemos estar na direção certa.

Fonte:  AstroPT

A viagem atribulada da sonda Philae

Composição de imagens captadas a 12 de novembro de 2014, pelo sistema OSIRIS da sonda Rosetta, mostrando a pequena sonda Philae pairando acima da superfície do cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko. Crédito: ESA/Rosetta/MPS para a equipa OSIRIS/UPD/LAM/IAA/SSO/INTA/UPM/DASP/IDA.


A ESA divulgou esta espetacular composição de imagens, onde é possível ver a jornada da sonda Philae durante a sua aproximação a 67P/Churyumov–Gerasimenko, e no ressalto resultante do seu primeiro contato com a superfície do cometa.
As imagens foram obtidas pela câmara de ângulo fechado do sistema OSIRIS da sonda Rosetta, a cerca de 15,5 quilômetros de altitude, e confirmam que a pequena sonda virou para leste logo após o seu primeiro contato, viajando a uma velocidade de 0,5 m/s. A equipe da missão desconhece, ainda, o paradeiro exato da Philae, mas espera que imagens como estas possam fornecer pistas importantes.

Fonte: AstroPT