quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Por quanto tempo a Terra permanecerá habitável?

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De acordo com astrobiólogos da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, as condições de habitabilidade da Terra estão garantidas por mais cerca de 1,75 bilhão de anos. Mas isso não é tanto assim como você imagina.
As descobertas, que foram publicadas este mês na revista Astrobiology, revelam o “prazo de validade” para a vida no planeta Terra com base em diversas variáveis, incluindo a distância do nosso planeta até o Sol e a variação de temperatura em que é possível ainda haver água líquida por aqui.

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A equipe de pesquisa observou as estrelas em busca de inspiração. Usando planetas recentemente descobertos fora do nosso sistema solar (os chamados exoplanetas) como exemplos, os cientistas investigaram o potencial desses mundos para abrigar vida.
A pesquisa foi conduzida por Andrew Rushby. “Para fazer essas estimativas, nós usamos o conceito de ‘zona habitável’, que é calculado por meio da distância de um planeta da sua estrela em que as temperaturas ainda são propícias para haver água líquida na superfície”.
“Usamos modelos de evolução estelar para estimar o final da vida útil habitável do planeta, determinando quando ele deixará de estar nessa zona habitável. Nós estimamos que a Terra deixará de ser habitável daqui a um período entre 1,75 e 3,25 bilhões de anos. Após este momento, a Terra entrará na ‘zona quente’ do sol, onde as temperaturas serão tão elevadas que os mares se evaporariam. Nós veríamos um evento de extinção catastrófico e terminal para todas as formas de vida”, completa Rushby.

De acordo com o pesquisador, porém, as condições do ambiente para seres humanos e outras formas de vida complexas se tornarão impossíveis muito mais cedo, por conta das mudanças climáticas antropogênicas. “Os seres humanos estariam em apuros mesmo com um pequeno aumento na temperatura da Terra. Perto do final, apenas micróbios muito resistentes seriam capazes de suportar o calor”, disse.

A evolução da vida complexa

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“Se olharmos para trás, percebemos que já havia vida celular na Terra há muito tempo. Tivemos insetos há 400 milhões de anos, os dinossauros surgiram 300 milhões de anos atrás, enquanto as plantas e as flores são de 130 milhões de anos atrás. Os humanos anatomicamente modernos apareceram apenas nos últimos 200 mil anos”, lembra. “Daí você consegue ver que é preciso muito tempo para a vida inteligente se desenvolver”, comenta Rushby.
Ele afirma que a quantidade de tempo habitável de um planeta é muito importante porque nos conta sobre o potencial do local para a evolução da vida complexa – o que exige um longo período de condições de habitabilidade. “Isso nos permite investigar o potencial que outros planetas possuem para hospedar vida, além de compreender o estágio em que a vida pode já estar em outro lugar na galáxia”.
“É claro que uma grande parte da evolução é uma questão de sorte – e isso não é concreto –, mas sabemos que espécies complexas e inteligentes como os seres humanos não poderiam surgir depois de apenas alguns milhões de anos do surgimento de qualquer vida em um determinado planeta, porque levamos 75% de todo o tempo de vida habitável deste planeta para evoluirmos até este ponto. Acreditamos que, provavelmente, esta história está se repetindo em outro lugar neste momento”.
Quase mil planetas fora do nosso sistema solar já foram identificados pelos astrônomos. A equipe de pesquisa analisou alguns deles como exemplos e estudou a natureza evolutiva de sua habitabilidade ao longo do tempo, tanto astronômico quanto geológico.

“Curiosamente, não haviam muitas outras previsões baseadas nas zonas habitáveis disponíveis, razão pela qual decidimos trabalhar no desenvolvimento de um método específico para isso. Outros cientistas usaram modelos complexos para fazer estimativas apenas para a Terra, mas estes não são adequados para se analisar a situação de outros planetas”, relata.

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Os cientistas compararam a Terra a oito planetas que estão atualmente em sua fase habitável, incluindo Marte. Eles descobriram que os planetas que orbitam estrelas de menor massa tendem a ter zona habitável mais longas.
“Um dos planetas no qual aplicamos nosso modelo foi o Kepler 22b, que tem uma vida útil habitável de 4,3 a 6,1 bilhões de anos. Ainda mais surpreendente é o Gliese 58d, cuja vida útil habitável está entre 42,4 e 54,7 bilhões de anos. Ou seja, este planeta ainda estará quente e agradável para acolher vida durante um espaço de tempo mais de 10 vezes maior do que a idade do nosso sistema solar”, explica Rushby.
Até o momento, porém, nenhum verdadeiro planeta análogo à Terra foi detectado. “Mas é possível que haja um planeta habitável e parecido com a Terra dentro de um raio de 10 anos-luz de nós, o que é muito próximo em termos astronômicos. Entretanto, chegar lá levaria centenas de milhares de anos com a nossa tecnologia atual”.

“Se realmente precisássemos nos mudar para outro planeta, Marte provavelmente seria a nossa melhor aposta. O planete está muito perto daqui e permanecerá na zona habitável até o final da vida útil do sol – ou seja, até daqui a seis bilhões de anos”, conclui.

Fonte: [Science Daily]

sábado, 2 de novembro de 2013

Inversão dos pólos magnéticos da Terra,o que nos pode acontecer daqui em diante?

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O fim do mundo pode acontecer de diversas maneiras, depende de para quem você pergunta. Por exemplo, alguns acreditam que o cataclismo global vai acontecer quando os pólos magnéticos da Terra se inverterem. Quando o norte virar o sul, os continentes vão se mover, gerando terremotos massivos, mudanças climáticas e a extinção das espécies.
O histórico geológico mostra que os pólos já se reverteram centenas de vezes na história; isso acontece quando grupos de átomos de ferro no núcleo externo líquido da Terra se alinham de maneira oposta, como ímãs orientados para a direção oposta daqueles que estão ao redor.

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Quando os inversos chegam a ponto de dominar o núcleo, os pólos da Terra se invertem. A última vez que isso aconteceu já faz cerca de 780 mil anos, na Idade da Pedra, e realmente há evidência de que o planeta esteja nos estágios iniciais de mais uma reversão.
Mas nós deveríamos mesmo se preocupar com esse evento? Os continentes vão se partir ou estamos preocupados por nada?
“A mudança mais dramática que pode ocorrer, com a reversão dos pólos, é uma grande diminuição na intensidade do campo magnético”, afirma Jean-Pierre Valet, que conduz pesquisas em mudanças geomagnéticas no Instituto de Física Terrestre de Paris.
O campo magnético da Terra leva entre mil e 10 mil anos para se reverter, e durante esse processo, ele diminui muito até se realinhar. “Não é uma mudança súbita, mas um processo lento, durante o qual a força do campo fica fraca, ele pode mostrar mais de dois pólos durante um tempo, para então ficar forte e se alinhar na posição contrária”, comenta a cientista Monika Korte.
Os cientistas dizem que é o enfraquecimento a pior fase para os terrestres. De acordo com John Tarduno, professor de geofísica na Universidade de Rochester, um campo magnético forte ajuda a proteger a Terra da radiação solar. “Ejeções de massa coronal algumas vezes atingem a Terra”, afirma. “Algumas das partículas associadas às EMC podem ser bloqueadas pelo campo. Com um fraco, o escudo é menos eficiente”.

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Tempestade Solar
As partículas carregadas que bombardeariam a Terra, durante as tempestades solares, iriam cavar buracos na atmosfera, e isso poderia machucar os humanos. “Buracos na cama de ozônio poderiam se formar com a interação de reações químicas. Eles não seriam permanentes, mas poderiam existir durante um até dez anos – o que é significante em termos de câncer de pele”, afirma Tarduno.
Valet concorda que um campo magnético mais fraco poderia levar a formação de buracos na camada de ozônio. Ele escreveu um artigo no ano passado comentando a ligação entre o fim dos Neandertais, nossos primos ancestrais, e a diminuição na intensidade do campo magnético, que ocorreu no mesmo período. (Nesse momento, o enfraquecimento não chegou a provocar uma mudança de pólos).
Outros cientistas não estão convencidos de que exista uma conexão entre a reversão dos pólos e a extinção de espécies. “Mesmo que o campo fique muito fraco, na superfície da Terra nós estamos protegidos da radiação pela atmosfera. Assim como não conseguimos perceber a presença geomagnética agora, provavelmente não sentiríamos nenhuma mudança significativa com uma reversão”, afirma Korte.
Nossa tecnologia, entretanto, com certeza estaria em perigo. Mesmo hoje, tempestades solares podem danificar satélites, causar apagões e interrupção das comunicações de rádio. “Esse tipo de influência negativa com certeza iria aumentar se o nosso campo ficasse mais fraco, e seria importante encontrar estratégias de segurança”.
Outra preocupação adicional é que a diminuição e reversão do campo desorientariam todas as espécies que utilizam o geomagnetismo para se orientar, incluindo abelhas, salmões, tartarugas, baleias, bactérias e pombos. Não há consenso entre os cientistas sobre como essas criaturas se orientariam.


Mudanças continentais?


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A rotação do núcleo da Terra é oposta a rotação do planeta,dizem cientistas.
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Os cientistas afirmam que muitos dos desastres no imaginário popular são pura fantasia. Definitivamente não aconteceria nenhuma quebra ou mudança nos continentes.
A primeira prova é o histórico geológico. Quando a última mudança dos pólos aconteceu, “nenhuma mudança na ordem dos continentes ou desastre ocorreu, e os fósseis estão aí para provar isso”, comenta o geólogo Alan Thompson.
Os cientistas explicam que as mudanças no núcleo líquido da Terra acontecem em uma instância completamente diferente das convecções no manto terrestre (que geram os movimentos nas placas tectônicas e nos continentes). O núcleo líquido realmente encosta-se no fundo do manto, mas levaria dezenas de milhões de anos para as mudanças internas influenciarem o movimento das placas.


Mais cedo ou mais tarde

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O campo magnético está no momento se enfraquecendo, provavelmente devido a um crescimento na reversão do núcleo líquido embaixo do Brasil e do Atlântico Sul. De acordo com Tarduno, a força do campo magnético terrestre “vem diminuindo por pelo menos 160 anos a um nível muito rápido, o que leva alguns cientistas a especular que estamos caminhando para uma inversão”.
Isso talvez possa acontecer, ou não. A Terra é um sistema muito complexo para os cientistas adivinharem o que esperar. De qualquer modo, o processo vai levar alguns milhares de anos, o que nos dá tempo para nos ajustarmos às mudanças.





Fonte: [LiveScience]

Duração do dia pode mudar a cada seis anos

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Oscilações periódicas no núcleo da Terra alteram a duração de um dia a cada 5,9 anos, de acordo com um estudo publicado na revista Nature.
Trazendo à tona esse ciclo sutil, que subtrai e acrescenta milissegundos a cada dia, a pesquisa revelou mudanças abruptas na duração do dia e do campo magnético na Terra. Durante estas curtas mudanças na intensidade do campo magnético, chamadas de eventos geomagnéticos, a interferência pode ser de 0,1 milissegundos, segundos os pesquisadores. Desde 1969, os cientistas detectaram 10 eventos geomagnéticos.

Aparentemente insignificantes, estas variações são poderosas para aqueles que estudam o planeta e seu núcleo. De repente, um planeta muda seu giro como uma patinadora abre ou fecha os braços. O efeito de rotação ajuda os cientistas a entender o que está acontecendo dentro do núcleo da Terra. Mudanças no campo magnético também fornecem pistas para o núcleo de ferro inacessível. Sua fonte, no entanto, permanece um mistério.
Principal autor do estudo, Richard Holme suspeita que um tremor no núcleo interno sólido impulsione o ciclo de 5,9 anos, transferindo as movimentações angulares para o núcleo externo, mas ninguém sabe o que provoca os eventos geomagnéticos.
“Não tenho ideia”, disse Holme, geofísico da Universidade de Liverpool, no Reino Unido. “Algo está acontecendo na fronteira entre o manto e o núcleo, porque vemos eventos geomagnéticos e os efeitos de rotação ao mesmo tempo, mas não sabemos o que está acontecendo”, disse Holme.

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Campo magnético da Terra
Os pesquisadores ainda discutem ativamente sobre como o núcleo externo líquido produz o campo magnético protetor do nosso planeta, que enfraqueceu e virou polaridade muitas vezes na história geológica. Eles acreditam que ele gera ferro fluido girando no campo magnético da Terra, como um dínamo gigante. Ambas as mudanças anuais e milenares no campo têm sido atribuídas ao giro do núcleo externo.
Desde que os eventos geomagnéticos foram descobertos em 1969, pesquisadores têm procurado explicar e modelar como o dínamo da Terra produz essas rápidas mudanças no campo magnético. Encontrar uma conexão com as mudanças na duração do dia fornece uma nova maneira de pensar sobre o fenômeno, Holme disse.
Os resultados podem, por exemplo, ajudar a entender melhor a troca de momento angular do núcleo e manto, Holme explica. Cria um torque de fricção eletromagnética, semelhante a uma bateria de carro elétrico, mas a condutividade elétrica do manto inferior (ou a facilidade com que as cargas elétricas de fluxo vão para dentro) não podem ser demasiadamente elevada, ou provocariam um atraso no campo magnético de resposta ao deslocamento rotacional. “Nós temos algumas ideias, mas são só imaginações”, comenta Holme.
Outros pesquisadores, como Mathieu Dumberry, geofísico da Universidade de Alberta no Canadá, que não estava envolvido no estudo, não estão convencidos de que ele mostra uma ligação entre empurrões e mudanças no comprimento do dia. “Existe uma correlação notável entre um evento geomagnético em 2003 e um comprimento de mudança do dia, mas não são ligações tão fortes”.

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Os movimentos do Sol e da Lua são responsáveis pela rotação do planeta Terra
Outras forças também podem alterar a rotação do planeta. Desde que a Terra se formou, os movimentos do sol e da lua são responsáveis pela rotação do planeta. Em escalas de tempo mais curto, terremotos, derretimento de geleiras, correntes oceânicas e os ventos fortes podem alterar o quão rápido o planeta gira, encurtando ou alongando um dia por cerca de 1 milissegundo.
Holme e seus colegas removeram estes efeitos externos e planetários de cinco décadas de comprimento de dados do dia, expondo o período de 5,9 anos. Eles então compararam movimentos no ciclo, que correspondem a saltos repentinos no comprimento do dia, com eventos geomagnéticos detectados desde 1969.

Dumberry elogia o trabalho da dupla ao extrair o tempo de 5,9 anos. “Esta é a melhor pesquisa sobre a alteração no período do dia até agora”, disse.

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