quarta-feira, 20 de março de 2013

Encontrada a estrela mais FRIA do universo

 Cientistas franceses anunciaram nesta semana a descoberta de uma estrela cuja temperatura parece ser de cerca de 100ºC, ponto de fervura da água. Esse número projeta a nova estrela, localizada a cerca de 75 anos-luz da Terra, como a mais fria já registrada pela astronomia.
A rigor, não se trata de uma estrela comum, e sim o que os astrônomos chamam de “Anã-marrom”. Trata-se uma classificação para os astros que deveriam se tornar estrelas, mas “não conseguiram” (estrelas fracassadas). Basicamente, é um corpo celeste que não conseguiu reunir hidrogênio suficiente em seu núcleo para tornar-se uma estrela, mas é mais densa do que um planeta.
Esta nova Anã-marrom (que por enquanto é identificada apenas pelo nome técnico CFBDSIR 1458+10B), vista a partir de um observatório espacial localizado no Chile, foi descoberta por representantes de duas entidades científicas da França. Eles consideram que é possível achar corpos celestes ainda mais frios em breve, procurando no complexo de anãs-marrons onde a CFBDSIR 1458+10B está inserida.
Para comparação: o nosso Sol apresenta uma temperatura de 5500ºC na superfície, ou seja, cerca de 55 vezes mais do que esta nova descoberta.


Esta estrela é mais velha que o próprio UNIVERSO?

Há décadas cientistas tentam calcular com precisão a idade da HD 140283 (mais conhecida como “Estrela Matusalém”): estimativas feitas no início dos anos 2000 sugerem que ela teria 16 bilhões de anos – mais do que a idade estimada do universo (13,8 bilhões de anos). Recentemente, porém, novas observações deram base para estimativas mais precisas.

  Graças ao Telescópio Hubble, da NASA, descobriu-se que a Estrela Matusalém fica a 190,1 anos-luz da Terra – um dado cinco vezes mais preciso do que o anterior, obtido pelo satélite Hipparcos, da Agência Espacial Europeia. Com essa informação em mãos, é possível medir o brilho da estrela e, assim, deduzir diversas de suas propriedades (inclusive sua idade).

 De acordo com teorias atualmente aceitas, é possível estimar a idade de uma estrela com base em seu índice de combustão e a quantidade de determinados elementos químicos presentes. “Junte todos esses ingredientes e você terá uma idade de 14,5 bilhões de anos, com uma incerteza residual que torna a idade da estrela compatível com a do universo”, explica Howard Bond, do Instituto de Ciência de Telescópio Espacial em Baltimore (EUA). “Essa é a melhor estrela do céu para fazer cálculos de idade precisos, em virtude de sua proximidade e brilho”. Novas observações devem reduzir ainda mais a idade máxima da HD 140283.

  Além de antiga, a estrela é veloz: ela se desloca a uma velocidade de quase 1,29 milhões de km/h, o que permite que ela atravesse um trecho do céu com a largura angular da lua cheia em “apenas” 1,5 mil anos.


Fonte: Hyperscience

Mas viram lá uma "Incerteza residual" de quase 1 bilhão de anos,como assim?Até os mais leigos podem saber que isso é muito,eles escondem cada coisa das pessoas,que só nós virarmos astrônomos para saber porque eles mentem.Muitos mistérios sobre o universo que não sabemos,talvez somente daqui dezenas de anos comprovaríamos a idade certa do universo,ou não,seria infinito,sem começo e sem fim,com a ciência de hoje podemos morrer sem uma resposta.
Rafael Lobato

sexta-feira, 15 de março de 2013

Cometa PANSTARRS pode ser visto a olho nu

Após atingir o periélio no dia 10 de março e ser observado no hemisfério sul com muita facilidade, o cometa C/2011 L4 Panstarrs continua dando show. Agora, além dos observadores do hemisfério norte, o cometa também surgiu esplendoroso para as lentes dos telescópios espaciais. 


 Cometa Panstarrs

 Nesta extraordinária foto feita pela sonda solar STEREO-B no dia 13 de março, o cometa C/2011 L4 Panstarrs parece ainda mais exuberante ao exibir sua longa cauda soprada por dezenas de milhares de quilômetros pela ação do vento solar. Além do cometa, a cena também mostra à direita o planeta Terra e à esquerda uma gigantesca ejeção de massa coronal ejetada da estrela.


 Naturalmente, o cometa e o planeta Terra estão em distâncias bem diferentes da sonda STEREO-B, com a Terra muito mais afastada.

 Sonda Stereo-b e cometa Panstarrs

A imagem mostrada é o produto de dois frames consecutivos tomados pelo telescópio a bordo da sonda, causando uma espécie de sombra provocada pela passagem do cometa entre os dois frames. As linhas verticais vistas na imagem são geradas pelo espalhamento da luz no CCD do telescópio, geralmente produzidfas por objetos muito brilhantes na frente do instrumento.

O cometa Panstarrs, em foto capturada neste domingo (3 de março de 2013), no Chile (Foto: Yuri Beletsky, Observatorio de Las Campanas, Chile)
O cometa Panstarrs, em foto capturada no domingo (Dia 3), no Chile (Foto: Yuri Beletsky, Observatorio de Las Campanas, Chile)

  Vendo o cometa
 

O cometa Panstarrs ainda pode ser visto aqui no hemisfério sul após o pôr-do-Sol. Para localiza-lo, encontre antes a posição onde o Sol se põe no quadrante oeste e olhe ligeiramente à direita, acima do horizonte.

 A imagem abaixo e também ver onde os planetas estão nesse momento no céu de sua cidade clique aqui e verá uma maravilha de astros.

Como ver o Cometa Panstarrs

 Se você tiver um céu limpo, é possível que encontre o cometa com ou sem auxílio de instrumentos, mas um binóculo ajudará bastante.

Bons céus! 

Mais algumas fotos tiradas sem instrumento algum,apenas com os olhos:
Cometa Panstarrs aparece à esquerda da Lua crescente, após o pôr do Sol, no Texas-EUA 


http://nevoeiro.org/wp-content/uploads/2013/03/IMG-0684-MOPM-crop.jpg
Um ponto bem acima na foto,tirada em São Luiz do Purunã/PR 

Outro o Cometa C/2012 F6 Lemmon em Lapa/PR 

 
 O cometa PANSTARRS poderá ser visto a olho nu até no final desse mês,mais vocês sabem que no final de ano teremos o mais belo cometa do século COMETA C/2012 S1 ISON.

Clique para saber mais sobre o Cometa. 


sábado, 9 de março de 2013

Asteróide 2013 EC20 passa perto da Terra e Lua

Asteroide 2013 EC20

 Um novo asteroide recém-descoberto deverá se aproximar bastante da Terra na noite dessa sexta-feira. A aproximação não será tão fantástica como a do asteroide 2012 DA14, mas mesmo assim volta a chamar a atenção aos perigos espaciais a que está sujeito nosso planeta. 
 
Batizado de 2013 EC20, a rocha foi descoberta em 7 de março de 2013 pela equipe de observadores do Catalina Sky Survey, da Universidade do Arizona e de acordo com as primeiras estimativas, a rocha tem cerca de 9 metros de comprimento.

Viajando no espaço a 3.57 km/s (12800 km/h) 2013 EC20 fará sua aproximação máxima às 23h41 BRT (hora de Brasília) dessa sexta-feira, quando passará a apenas 149 mil quilômetros de distância do nosso planeta, uma distância menor que a metade entre a Terra e a Lua. No domingo, o asteroide se aproximará do nosso satélite às 02h37 BRT, praticamente na mesma distância. 
 

Devido ao tamanho e a distância, 2013 EC20 só poderá ser observado com auxílio de telescópios de grande porte, com mais de 500 milímetros de diâmetro.
Não há qualquer risco de choque com a Terra ou com a Lua e a próxima aproximação ocorrerá em 9 de junho de 2020, quando passará a 9 milhões de km da Terra.



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Um asteróide de 9 Metros,foi descoberto apenas 2 dias antes de passar por nosso planeta,se fosse atingir nosso planeta a NASA iria comunicar.Como foi o que aconteceu na Rússia com o asteróide de 17 METROS praticamente 2 vezes maior e ninguém sabia de nada,pensem nisso galera,eles podem estar escondendo tantas coisas que no final podemos sofrer com esse silêncio.
Rafael Lobato



domingo, 3 de março de 2013

Phobos: A Lua condenada de MARTE

Phobos é a maior e mais interior das duas luas de Marte. Está mais próximo do planeta do que qualquer outra lua no sistema solar, menos de 6000 km acima da superfície de Marte. É também uma das mais pequenas luas do Sistema Solar.
Na mitologia Grega, Phobos é um dos filhos de Ares (Marte) e Afrodite (Vénus). "Phobos" é a palavra grega "medo" (daí, "fobia"). Descoberta em 1877 por Hall; fotografada pela Mariner 9 em 1971, pela Viking 1 em 1977, pela Phobos em 1988, pela Mars Express em 2004 e pela Mars Reconnaissance Orbiter.
Phobos orbita abaixo do raio da órbita síncrona de Marte. Nasce a Oeste, move-se muito rapidamente no céu e põe-se a Leste, normalmente duas vezes por dia. Está tão perto da superfície que não pode ser visto acima do horizonte de todos os pontos da superfície de Marte. E Phobos está condenado: dado que a sua órbita é tão baixa, as forças das marés estão a fazer com que diminua a sua altitude (à velocidade atual, 1.8 metros por século). Dentro de mais ou menos 50 milhões de anos, irá colidir na superfície de Marte ou (mais provavelmente) partir-se em bocados e formar um anel(este é o efeito oposto que faz subir a órbita da Lua).

Mais notícias sobre Marte estão aqui: Aumentam as chances de impacto contra Marte
http://4.bp.blogspot.com/-REpF4mibRMQ/TaE0qmV5f_I/AAAAAAAAAbE/v9PmsQi9ED8/s1600/laney-6_7926_phobos_nadir-enhanced-H%26L-composite.jpg
Phobos é a maior das duas luas do planeta vermelho e a que tem a órbita mais próxima. Ela é a mais escura lua do Sistema Solar. Mas por que?
Há suspeitas de que ela seja um asteróide “capturado” pela órbita do planeta, feito de pedra escura e gelo. Phobos é uma lua muito irregular e cheia de crateras.

Phobos e Deimos podem ser constituídos por rochas ricas em carbono tal como alguns asteróides. Mas as suas densidades são tão baixas que não podem ser rocha pura. São provavelmente constituídos de uma mistura de rocha e gelo. Ambos são muito craterados. Imagens da Mars Global Surveyor indicam que Phobos está coberto por uma camada de pó fino com cerca de um metro de espessura, semelhante ao regolito da Lua.

Phobos, com o seu planeta Marte no plano de fundo.
Crédito: Phobos 2
A sonda soviética Phobos 2 detectou uma ejecção pequena mas constante de gás em Phobos. Infelizmente, a Phobos 2 morreu antes de poder determinar a natureza do material; pensa-se que seja água.
A maior característica geográfica de Phobos é a grande cratera Stickney, o nome de solteira da mulher de Hall. Tal como a cratera Herschel em Mimas (numa escala mais pequena), o impacto que criou a cratera Stickney deve ter quase despedaçado Phobos. As falhas e rachas na superfície foram provavelmente criadas pelo impacto.
A maioria dos cientistas pensa que Phobos e Deimos são asteróides capturados. Existe alguma especulação que diz que são originários do Sistema Solar exterior, e não da cintura de asteróides.
Lua Phobos


Lua Deimos



Estes dois satélites poderão ser um dia úteis como "estações espaciais", em ordem a estudar Marte ou como paragens intermediárias de e para a superfície marciana; especialmente se a presença de gelo for confirmada.

sábado, 2 de março de 2013

Aumentam as chances de IMPACTO contra o Planeta Marte


 Um impacto de um cometa com mais de 40 km de diâmetro na Terra,seria um desastre,mais se for em Marte num planeta de ferro oxidado( A ferrugem por conta do ambiente bom de bilhões de anos átras),e um planeta com uma fina atmosfera feita principalmente de dióxido de carbono(95% da atmosfera), não haveria atrito para que diminuísse um pouco seu tamanho com o calor pela fricção e dissipação do cometa,isso causaria uma enorme destruição no planeta vermelho,onde para ter uma ideia,a poeira causada pelo solo cobriria a Luz do Sol por meses,anos e talvez o pior dos casos por séculos sem ver o planeta por inteiro e mergulharia num inverno extremo global.Mas isso pode ser bom para que o planeta Marte com a água vinda do cometa e seus gases possam elevar a pressão e a criação de novo,do oxigênio no planeta,se isso acontecer quando o ser humano ir para Marte,nossa espécie terá dois planetas habitáveis daqui uns 100 anos.Porém muitas pessoas não quer que aconteça isso por que se não destruiríamos mais um planeta com a nossa poluição.TUDO isso é uma hipótese do que pode acontecer,se não acontecer MARTE continuará a ser o maior planeta a ser pesquisado por nós.

 Para ler a 1° notícia clique aqui: Marte entrará em caos em 2014?

Embaixo a atualização da notícia:

 Novas observações do deslocamento do cometa C/2013 A1 mostram que a aproximação do objeto da superfície marciana será muito mais próxima da que foi calculada anteriormente e as chances de impacto contra o Planeta Vermelho já não podem mais ser descartadas. 

Para ler mais impactos que poderá sofrer Marte clique aqui: Phobos a Lua condenada de Marte

Até alguns dias atrás, a menor aproximação estimada pelos modelos orbitais era de que o cometa passaria a cerca de 900 mil km da superfície de Marte no dia 19 de outubro de 2014, mas as novas observações permitiram refinar o desenho da orbita. De acordo com os novos cálculos, o cometa C/2013 A1 poderá chegara apenas 37 mil km de distância do planeta.
A possibilidade de uma aproximação maior entre os dois objetos já havia sido levantada pelo Apolo11 ao analisar as efemérides divulgadas pelo Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, o JPL. Em 7 de fevereiro, a distância nominal de aproximação mostrada no aplicativo era de 879 mil km, enquanto a aproximação mínima prevista era de 0 (zero) km.
Os novos números foram divulgados pelo astrônomo amador Leonid Elenin, ligado ao Instituto de Matemática Aplicada da academia de ciências da Rússia, com base em uma série de observações feitas por imagens registradas por um dos telescópios robóticos da rede ISON, localizado no Novo México, EUA.
Elenin afirmou que mais observações precisarão ser feitas até que a elipse da orbita do cometa seja perfeitamente conhecida, mas segundo o astrônomo o cenário de uma colisão é cada vez mais provável, embora permaneça baixo. 

Consequências:
 

É muito difícil avaliar as consequências de uma colisão direta entre o cometa C/2013 A1 e o Planeta Vermelho. Estima-se que o C/2013 A1 tenha entre 10 e 50 km de diâmetro e se move em relação a Marte a uma velocidade de 200 mil km/h. Assim, a energia cinética estimada pode ser comparada a 20 bilhões de megatons de TNT.

Um choque dessa magnitude seria capaz de produzir uma cratera de 520 km de largura por 2 km de profundidade, além de produzir alterações significativas na atmosfera marciana. A pluma de partículas levantadas também poderia encobrir o Sol por um longo período de tempo, diminuindo a temperatura do planeta.
Mesmo que a colisão não aconteça, uma passagem tão próxima também deverá provocar alterações, já que o planeta poderá ser envolvido pela gigantesca coma cometária, estimada em mais de 100 mil quilômetros de diâmetro.
Uma sonda da Nasa, batizada de MAVEN, está programada para ser lançada em março de 2013 e entrar na órbita marciana em setembro de 2014. Os dados da sonda ajudarão a monitorar a trajetória do cometa. Aguardemos.