quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Asteróide 2012 DA14


Você quer ver a passagem do asteróide 2012 DA14 e outros eventos,então não espere clique aqui: http://events.slooh.com/

Começa a circular na internet um novo boato de que um grande asteroide deverá se chocar contra nosso planeta em 2013. Como o boato deverá se espalhar à medida que o tempo passa, preparamos esse artigo com objetivo de esclarecer nossos leitores, curiosos em entender melhor o que está acontecendo.

Antes de falar sobre o asteroide, é importante destacar que todo ano é divulgada uma nova possibilidade de ameaça contra nosso planeta. São explosões solares intensas, cometas controlados por entidades secretas, sons estranhos vindos do céu ou então terremotos induzidos pelos americanos através do Projeto Haarp.
Até hoje, não se sabe exatamente como esses boatos começam, mas não há qualquer dúvida de que se espalham com muita rapidez. Para piorar as coisas, quase sempre a informação se propaga de forma equivocada, alicerçada por dados científicos quase sempre vindos de fonte duvidosa ou inexistente.



2012 DA14

Agora, a bola da vez é o asteroide 2012 DA14, descoberto no final de fevereiro por astrônomos do Observatório Astronômico de La Sagra, na Espanha. O objeto tem aproximadamente 45 metros de diâmetro e sua órbita é muito parecida com a terrestre. Quando foi descoberto, se localizava a cerca de 2.5 milhões de km do nosso planeta, seis vezes a distância entre a Terra e a Lua.
Os gráficos orbitais mostram que 2012 DA14 passa a maior parte do seu tempo bem distante do nosso planeta. No entanto, o caminho que a rocha percorre no espaço a traz para perto da Terra duas vezes por orbita. Isso acontece a cada seis meses e a última vez que essa aproximação ocorreu foi em 16 de fevereiro de 2012, o que permitiu sua descoberta.

Próxima aproximação

Em 15 de fevereiro de 2013 ocorrerá a próxima aproximação entre a Terra e 2012 DA14 e de acordo com cálculos feitos recentemente, a menor distância entre os dois objetos será de aproximadamente 27 mil quilômetros. Apesar de ser uma distância bem pequena - inferior a dos satélites geoestacionários - as chances de impacto contra a Terra são desprezíveis, estimada em zero na Escala Torino, que vai até 10.
Estima-se que 2012 DA14 tenha uma massa de 120 mil toneladas. Se atingisse nossa atmosfera, produziria um choque similar ao do impacto de Tunguska, ocorrido no início do século 20 acima dos céus da Sibéria.


Aproximações futuras

Se a distância do asteroide em 15 de fevereiro de 2013 permite classificar as chances de impacto como zero na Escala Torino, como serão as probabilidades futuras?
Responder a essa pergunta não é tão fácil como parece e depende de inúmeros fatores. Quanto maior o número de observações feitas pelos astrônomos, maior é a precisão do calculo orbital do objeto. Até 5 de março, segundo o Centro para Objetos Próximos à Terra, NEO, da Nasa, a possibilidade de impacto entre 2020 e 2057 se mantinha em zero, apesar de previsão de distâncias ainda menores que fevereiro de 2013.
A partir de 2020 até 2057, 2012 DA14 fará uma série de rasantes bem próximos à nossa atmosfera. Em 15 de fevereiro de 2026, por exemplo, estima-se que a rocha passará a apenas 890 km de distância e em 2033 essa distância será ainda menor, de 512 km. Em 16 de fevereiro de 2040 o asteroide chegará ao menor valor previsto, de apenas 448 km.
Muito embora sejam valores muito próximos de nossa atmosfera, as chances de impacto, segundo o NEO, permanecem em zero. No entanto, à medida que mais observações forem feitas novos resultados deverão ser divulgados, aumentando ou diminuindo o risco de colisão.
No momento, a única afirmação correta é que não há qualquer chance de impacto para fevereiro de 2013. Para os outros anos, ainda é muito cedo para qualquer afirmação.

 Apenas para situar melhor o leitor, em outubro de 2008 o asteroide 2008 TS26 chegou a apenas 6150 km e em março de 2004 a rocha 2004 FU162 passou a 6535 km de distância. 


Que pena que no Brasil não poderá ser visto,mais em dezembro um espetáculo nos espera o COMETA C/2012 S1 ISON

Asteróide passará a 32 mil km de distância da Terra

Asteroide passará a 32 mil km de distância da Terra em fevereiro

O asteroide 2012 DA14 passará pela Terra no dia 15 de fevereiro. Mas isso não é tudo: medindo cerca de 40 metros de comprimento e com massa de 130 mil toneladas, esse corpo celeste passará a uma velocidade de 6,3 km/s pelo nosso planeta, errando o alvo por “apenas” 32 mil quilômetros de distância.
Se essa “rocha” espacial caísse na Terra, ela causaria uma explosão de 2,5 megatons, mas, felizmente, isso não acontecerá (portanto, é mais útil se prevenir contra outras possibilidades de fins do mundo).Além disso, a passagem desse asteróide possibilitará outro tipo de atrativo para quem vive observando o céu.
O fato é que, passando tão próximo da Terra, o 2012 DA14 pode ser uma ótima oportunidade para que os astrônomos possam estudar esse tipo de objeto. Infelizmente, os brasileiros interessados em observar o evento terão que viajar para a Europa, Ásia, África ou Austrália, já que o asteroide não poderá ser observado do nosso país.Choque com o nosso planeta já foi descartado. Se houvesse atrito, a energia gerada seria 120 vezes maior que a bomba atômica de Hiroshima.
 Na próxima postagem terá a história completa sobre este asteróide,e se houver algum desvio até lá pode ser fatal para um país inteiro...Veja mais clicando aqui
 Rafael lobato




domingo, 13 de janeiro de 2013

Cometa que será visto da Terra pode brilhar mais do que a Lua cheia

                                               COMETA C/2012 S1 ISON

Cometa que será visto da Terra pode brilhar mais do que a lua cheia

Sempre que algum cometa ou asteroide é previsto a se aproximar bastante do Sol ou do nosso planeta, as especulações sobre sua origem, tamanho e risco de colisão começam a pipocar nos meios de comunicação. Foi assim com Ikeya-Seki, em 1965, Hale-Bopp em 1995, Kohoutek em 1975 ou mais recentemente com C/2006 P1 McNaught, em 2007 ou Elenin em 2011.
Recentemente, a descoberta do cometa C/2012 S1 ISON também ganhou bastante destaque na mídia virtual, principalmente por estar previsto que o objeto brilhará muito no final de 2013, com alguns modelos apontando valores absurdamente baixos de magnitudes negativas próximas a 18, o que em termos práticos significa um verdadeiro holofote no céu. (Apenas para lembrar, quanto menor um valor de magnitude, mais brilhante é o objeto).


  
 A descoberta:
 

O cometa C/2012 S1 ISON foi observado pela primeira vez através de imagens CCD registradas nos observatórios de Monte Lemmon e Panstarrs, nos EUA, entre 28 de dezembro de 2011 e 28 de janeiro de 2012, mas só teve sua órbita calculada a partir das observações feitas pelo astrônomo russo Artyom Novichonok e pelo seu colega Vitali Nevski, da Bielorússia, que utilizaram imagens feitas pelo telescópio robótico de 400 milímetros pertencente à rede ISON (International Scientific Optical Network), próximo à cidade de Kislovodsk, na Rússia.

 

A órbita de C/2012 S1 ISON é do tipo hiperbólica, portanto não é considerado como parte do Sistema Solar. Ao que tudo indica, o cometa teve origem na chamada nuvem de Oort, uma hipotética região do espaço localizada a 7.5 trilhões de quilômetros (50 mil UA - unidades astronômicas),quase 1 ano-luz onde supostamente os cometas e asteroides se formam.
De acordo com alguns modelos matemáticos, a nuvem de Oort poderia abrigar entre um e cem bilhões de cometas, sendo a sua massa estimada em aproximadamente cinco vezes a da Terra. 


http://gizmodo.uol.com.br/wp-content/blogs.dir/8/files/2012/09/cometa-brilhante-1-242x300.jpg
Irá ser magnifico vê-lo no céu
Aproximação Máxima:

Os primeiros cálculos feitos após a descoberta mostravam que o cometa C/2012 S1 ISON atingirá o periélio (menor distância do Sol) em 28 de Novembro de 2013, quando chegará a uma distância de apenas 1.8 milhões de quilômetros do centro da estrela, ou 1.1 milhão de km da sua superfície.
Os cálculos também mostraram que em 1 de outubro de 2013 o cometa passará a apenas 10 milhões de quilômetros do planeta Marte e em 26 de dezembro atingirá seu menor ponto de aproximação com a Terra, a 60 milhões de quilômetros de distância.
 Apesar desses valores poderem sofrer pequenas correções, não há qualquer chance de C/2012 S1 ISON se chocar contra a Terra ou Marte, mas a grande aproximação com relação ao Sol poderá romper o cometa em diversos pedaços. 

http://gizmodo.uol.com.br/wp-content/blogs.dir/8/files/2012/09/cometa-brilhante.jpg
Um Brilho 40 vezes maior do que a Lua cheia,irá nos encantar no começo de dezembro e no final de 2013

 Tamanho e Brilho:

Mesmo sem qualquer chance de colisão contra a Terra, o que chama a atenção deste cometa é sem dúvida a sua aproximação com o Sol, prevista para novembro de 2013.
Atualmente, C/2012 S1 ISON não passa de uma tênue luz que só pode ser vista com telescópios de grande porte, mas esse panorama deverá mudar na medida em que o Sol começar a aquecer o núcleo cometário e vaporizar o gelo que compõe a maior parte de sua estrutura, transformando-a em uma grande cabeleira e uma longa cauda soprada pela ação do vento solar.
Quando foi imageado pelo observatório Remanazacco, na Itália, em 22 de setembro de 2012, C/2012 S1 ISON estava a cerca de 6.547 AU, ou seja, 975 milhões de quilômetros da Terra. Na ocasião, os registros mostravam que a coma do cometa ocupava cerca de 5 segundos de arco na abóbada celeste, o equivalente a 23 mil km de diâmetro. No entanto, com a aproximação e consequente ação do Sol, esta coma deverá crescer muitas vezes e se tornar cada vez mais brilhante.
De acordo com alguns modelos de magnitude, o brilho de C/2012 S1 ISON poderá atingir até 19 magnitudes negativas. Isso é cerca de 4000 vezes o brilho que o cometa C/1965 S1 Ikeya-Seki apresentou em 1965 ou então 40 vezes o brilho da Lua Cheia.
No entanto, em uma projeção feita pelo Apolo11 usando o modelo SSD (Solar System Dynamics), da Nasa, a menor magnitude (maior brilho) alcançada foi de -11.64 magnitudes, a ser observado no dia 29 de dezembro de 2013. Apesar de ser uma diferença muito grande para outros modelos, ainda assim o brilho de C/2012 S1 ISON será quase três vezes maior que o do cometa Ikeya-Seki ou 25 vezes mais intenso que o do cometa C/2006 P1 McNaught, que chamou muito a atenção em 2007 e pode ser visto até mesmo durante o dia.
Fonte:

Essa descoberta foi maravilhosa no ponto que até esse cometa vai brilhar mais do que a Lua cheia em 40 vezes,claro com seus 3km de diâmetro.Até podemos ver esse cometa de Dia junto com o Sol que iluminará bastante,já podemos ver no finalzinho de novembro começo de dezembro a sua cabeleira se formando e o pico vai ser no dia 29 de dezembro de 2013,nós iremos terminar o fim de ano com muita classe no céu além dos fogos de artifícios,quero que chegue logo para comtemplar o que universo tem de melhor para nos mostrar.
Rafael Lobato