terça-feira, 27 de novembro de 2012

Anos-Luz


Ano-luz é uma unidade de distância. Apesar de não fazer muito sentido porque "ano-luz" contém a palavra "ano", que normalmente é uma unidade de tempo, anos-luz medem a distância. 

Estamos acostumados a medir as distâncias tanto em centímetros/metros/quilômetros ou polegadas/pés/milhas, dependendo de onde moramos. Sabemos o tamanho de um metro ou de um pé. Estamos acostumados com estas unidades porque as usamos todos os dias.


Porém, quando os astrônomos usam seus telescópios para olhar para as estrelas, as coisas são diferentes. As distâncias são gigantescas. Por exemplo, a estrela mais próxima da Terra (sem contar o nosso Sol) fica a cerca de 38.000.000.000.000 km de distância. São 3,8 anos-luz.

E isso é a estrela mais próxima. Existem estrelas que estão bilhões de vezes mais longe que isso. Quando se começa a falar desse tipo de distância, o quilômetro simplesmente não é uma unidade prática para se usar porque os números ficam grandes demais. Ninguém quer escrever ou falar em números que têm 20 dígitos! 
Então, para se medir distâncias realmente grandes, usa-se uma unidade chamada ano-luz. A luz viaja a 300 mil km/s. Portanto, um segundo-luz é igual a 300.000 km. Um ano-luz é a distância que a luz pode viajar em um ano, ou:
300.000 quilômetros/segundo * 60 segundos/minuto * 60 minutos/hora * 24 horas/dia * 365 dias/ano = 9.460.800.000.000 quilômetros/ano

Um ano-luz é igual a 9.460.800.000.000 km. Isso é uma distância enorme! 

Dado Curioso:
 
Um nanosegundo-luz - a distância que a luz pode viajar em um bilionésimo de segundo, é igual a cerca de 30 cm (1 pé). O radar usa este dado para medir a que distância algum objeto como um avião está. Uma antena de radar emite um pulso curto de rádio e aguarda que ele ecoe num avião ou outro alvo. Enquanto aguarda, vai contando o número de nanosegundos que se passam. As ondas de rádio viajam à velocidade da luz, assim, o número de nanosegundos dividido por 2 indica à unidade de radar qual a distância do objeto!

Usar o ano-luz como medida de distância tem uma outra vantagem: ajuda a determinar a idade. Digamos que uma estrela esteja a 1 milhão de anos-luz daqui. A luz daquela estrela viajou à velocidade da luz para chegar até nós. 

Portanto, a luz da estrela levou 1 milhão de anos para chegar até aqui e a luz que estamos vendo foi gerada 1 milhão de anos atrás. A estrela que estamos vendo é, na verdade, como a estrela era há 1 milhão de anos atrás e não como ela é atualmente. 

Da mesma forma, nosso Sol está a uns 8 minutos-luz de distância. Se o Sol explodisse neste exato momento, nós não teríamos como saber disso por 8 minutos, porque este é o tempo que levaria para que a luz da explosão chegasse até nós.

WMAP:


A Wilkinson Microwave Anisotropy Probe (WMAP) é uma sonda da NASA cuja missão é estudar o espaço profundo e medir as diferenças de temperatura que se observam na radiação cósmica de fundo em micro-ondas, um remanescente do Big Bang. Foi lançada por um foguete Delta II a 30 de junho de 2001 de Cabo Canaveral, Flórida, Estados Unidos.

O objetivo da missão WMAP é testar as teorias sobre a origem e evolução do universo.

WMAP foi nomeada assim em honra a David Wilkinson, membro da equipe científica da missão e pioneiro no estudo da radiação de fundo. Os objetivos científicos da missão ditam que a temperatura da radiação deve ser medida com uma altíssima resolução e sensibilidade. Devido a isto, a prioridade no projeto foi a de evitar erros sistemáticos na tomada de dados.
A sonda WMAP usa radiômetros diferenciais de micro-ondas que medem as diferenças de temperatura entre dois pontos do céu. WMAP se encontra em órbita em torno ao ponto Lagrangiano L2, situado a cerca de 1,5 milhões de quilômetros da Terra.

O ponto L2 - Visão artística

Este ponto de observação (situado na linha que une ao Sol com a Terra) proporciona à sonda um ambiente excepcionalmente estável, já que pode apontar em qualquer direção ao espaço profundo, sem ver-se afetada pela presença do astro rei. Além disso, desde o ponto L2 observa o céu inteiro a cada seis meses.

Descobrimentos do WMAP:

WMAP está obtendo medidas de muitos parâmetros cosmológicos com uma precisão muito maior que a que tinhamos até agora. De acordo com os modelos atuais do universo, os dados do WMAP mostram que:
  • A idade do universo é de (13,7 ± 0,2) bilhões de anos.
  • O universo é composto por cerca de 4% de matéria ordinária, 23% de matéria escura e de cerca de 73% de energia escura.
  • Os modelos cosmológicos inflacionários se verificam com as observações, ainda que haja uma anomalia inexplicada a grandes escalas angulares.
  • A Constante de Hubble é (71 ± 4) km/s/Mpc
  • Aplicando as teorias atuais aos dados do WMAP se obtém que o universo se expandirá infinitamente, e que está curvado em sua representação espaço-tempo com forma de cone.

Anos-Luz, nos deixa de olhos brilhandos quando comentam sobre a imensa complexidade dos números e sobre sobre suas dúvidas. Será que os 300.000 km/s da velocidade da luz que dizem que desde o ínicio de tudo é uma constante?

O cientista português João Magueijo, criou uma teoria chamada VSL: Velocidade variável da luz, porém muitos dos colegas da comunidade científica não concorda com ele, por essa teoria defende que a velocidade da luz nunca foi a mesma desde o começo, no princípio de tudo a velocidade da luz poderia ser muito maior colocando rapidamente todo o cosmos em contato como uma velocidade da luz suprema, de ponta a ponta do universo, depois de algum tempo a velocidade da luz é conhecida como é hoje, mantendo tudo em ordem.

Talvez esteje certo porque a luz não existe desde sempre, ela começou a expandir rapidamente até que se acalmaram as coisas depois do Big bang.

Rafael Lobato

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Asteróide: Apophis

http://i.space.com/images/i/000/024/978/wW2/asteroid-apophis-earth-1920.jpg?1357927480
Pesquisadores da agência espacial americana, Nasa, deram um verdadeiro banho de água fria nas tentativas recentes de se criar uma nova data fatídica para o fim do mundo. Utilizando dados recentes, os cientistas concluíram que as chances de Apophis se chocar com a Terra são agora muito remotas.


http://resources3.news.com.au/images/2013/01/08/1226549/309639-apophis-orbit.jpg
 
Descoberto em 19 de junho de 2004, Apophis ganhou rapidamente a atenção dos cientistas e do público em geral. E não é para menos. A rocha tem cerca de quatro vezes o tamanho de um campo de futebol e os cálculos iniciais indicavam que existiam 2.7% de possibilidades de impacto durante a aproximação prevista para o ano de 2029 e grande chance para o rasante que ocorrerá em 2036.
Algum tempo depois, após extensiva reanálise de dados a previsão de impacto para 2029 foi descartada, mas as chances de que Apophis poderia se chocar contra a Terra em 2036 estava mantida, o que fez de Apophis um dos objetos mais perigosos de todos os tempos a ameaçar realmente o nosso planeta. 

File:2004MN4 Sormano.gif
Asteróide 2004MN4 - (99942 Apophis)
Recentemente, utilizando dados de telescópios óticos e radioastronomia do Sistema Solar, pesquisadores do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, JPL, refizeram os cálculos e concluíram que as chances de Apophis se chocar contra a Terra em 2036 são mínimas e descartaram essa possibilidade.
"Com os novos dados coletados pelos observatórios ópticos de Monte Madalena, no Novo México e Pan-Starrs, no Havaí, além de dados do Goldstone Solar System Radar nós verificamos que a chance de impacto é agora muito menor que aquela calculada anteriormente e não passa de 1 em 1 milhão", disse Don Yeomans, chefe do programa NEO de Objetos Próximos à Terra, do JPL.



http://i.space.com/images/i/000/023/195/i02/Apophis.jpg?1351286735

Mais está muito longe as notícias devem variar muito ainda.E mais um comunicado da NASA é que existe uma ínfima possibilidade desse asteróide se chocar com a Terra em 12 de abril de 2068.( 2,3 para 1 milhão).   

Abaixo está a primeira notícia sobre o asteróide apophis:

http://www.koreaittimes.com/images/imagecache/large/Apophis.jpg

Mesmo que você pense que a única vida no universo está na Terra, não estamos sozinhos. Além dos outros planetas e luas, no Sistema Solar existem incontáveis toneladas de poeira espacial, milhões de meteoros, asteróides, cometas e vários tipos e tamanhos de fragmentos (incluindo o lixo que nós mesmo deixamos lá) voando a velocidades incríveis e em todo tipo de órbitas. A Terra é atingida por coisas todos os dias - isso só não é observado pelas pessoas porque o impacto não é notável. A poeira espacial não nos agride. Os maiores asteróides que atingem a Terra são do tamanho de uma bola de basquete no momento em que entram nas condições de combustão da atmosfera terrestre, e esses a atingem cerca de uma vez por semana. Só os astrônomos notam. Teria que ser alguma coisa maciça - maciça em termos de espaço - para fazer com que o resto de nós notássemos. E a última vez que notamos foi em 1908, quando um asteróide com o tamanho de um campo de futebol explodiu na atmosfera da Terra, com a força de uma bomba de 15 megatons, destruindo uma área de 2.000 km² da Sibéria. A bomba nuclear sobre Hiroshima tinha uma potância de 15 kilotons.


Portanto, imagine as sobrancelhas franzidas quando a Nasa anunciou que estava expandindo seu Programa para Objetos Próximos à Terra, que identifica e rastreia asteróides, e a Agência Espacial Européia está lançando uma missão para testar um método potencial de desvio de asteróide. Constata-se que, estatisticamente falando, um asteróide do tamanho de um campo de futebol deve atingir a Terra a cada cem anos. Então - estatisticamente falando - estamos no previsto. Mas o asteróide que os cientistas observaram, fazendo conferências e liberando relatórios cuidadosamente escritos, é pelo menos quatro vezes maior que um campo de futebol, e "detoná-lo" é ralmente o último recurso. É chamado Apophis, e tem cerca de 330 metros de diâmetro. A pedra de 45 milhões de toneladas está orbitando o Sol a 45 mil km por hora. Se atingir a Terra, pode facilmente destruir uma grande cidade.

De acordo com todas as fontes, as chances de colisão são pequenas, cerca de uma em 45 mil, e estão ficando menores. Em 2005 os cientistas calcularam que o Apophis tinha uma em 5.500 chances de colidir com a Terra, e eles previram que a chance de colisão continuará a diminuir. Usando cálculos baseados nas posições relativas da Terra e do Apophis em 2007, o asteróide estará dentro de 39 mil km da Terra em 2029. Isso é muito perto, muito mais perto da Terra do que está a Lua, e seremos capazes de ver a olho nu durante o dia e a noite. Mas não é com o risco iminente que os astrônomos estão preocupados. O asteróide pode chegar ainda mais perto da Terra em 2036 e há alguns algorítmos que prevêem uma colisão, mas a maioria dos especialistas diz que ele não nos atingirá. Ainda assim, as preparações estão em curso.

A rota de colisão do Apophis
 A idéia é planejar cedo a melhor estratégia de prevenção. Com 20 anos pela frente, podemos provavelmente ter certeza que o Apophis não nos atingirá, mesmo que ele queira. A maioria dos cientistas pensa que explodi-lo com uma bomba nuclear é uma péssima idéia - acabamos com uma porção de asteróides grandes atingindo a Terra ao invés de acabarmos com aquele realmente grande. Outros dizem que se o explodirmos suficientemente cedo, haveria tempo suficiente para que a trajetória dos fragmentos se movimentasse para fora da zona de perigo. De qualquer forma, no momento, o método escolhido para salvar a Terra do Apophis é o desvio. 

http://blogs-images.forbes.com/erikkain/files/2013/01/Asteroid-Apophis.jpg

 Há algumas grandes idéias pelo mundo afora. Uma deles tem várias naves espaciais ancorando no Apophis, perfurando sua superfície e bombeando para fora o seu conteúdo. A Nasa realmente fez alguma coisa como essa com sucesso na sua missão Deep Impact, que disparou um projétil para dentro de um cometa com a finalidade de revelar a composição do cometa. Com o Apophis, o objetivo seria bombear o material para fora no espaço, com força suficiente para empurrar o Apophis na direção oposta, tirando-o do curso. Os cientistas também falam sobre enviar uma nave espacial para dentro da órbita do asteróide para voar próximo a ele. Essa espaçonave "trator de gravidade" alteraria essencialmente a equação da gravidade que mantém o Apophis na sua rota, puxando o asteróide até que sua posição não mais ameace a Terra.

Modelo artístico do "Trator Gravitacional"
Mas, de acordo com Donald Yeomans, do Near Earth Object Project da Nasa, a maneira mais simples de desviar o Apophis é enviar uma nave espacial para se chocar contra o interior do asteróide, tirando-o de sua rota.Mas pode ser perigoso pois milhares de pedaços viriam para a Terra aumentando o espaço de choque,onde seria concentrado em apenas uma região poderia afetar um país inteiro,por isso que o "trator gravitacional" é o mais indicado.
Quarenta e cinco milhões de toneladas de velocidade do asteróide à parte,o Apophis é alguma coisa mais ou menos ameaçadora. A Nasa estima que há 100 mil asteróides orbitando perigosamente próximos à Terra neste momento, que eles são grandes o suficiente para causar problemas, e a agência só está rastreando 4.000 deles. Precisamos solidificar um plano de ataque. Por outro lado, há 100 mil asteróides orbitando perigosamente próximos à Terra neste momento. E agora?


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Asteróides e Meteoros: O perigo para nosso planeta

http://1.bp.blogspot.com/_sLjuDPlTvUo/S-8dFfKyRxI/AAAAAAAABmQ/cEomhLmGtKE/s1600/AsteroideAntiopeeLua_pair_02.jpg

Você quer ver quantos asteróides passarão sobre a Terra? Quer ver suas medidas e distância que passarão pelo nosso planeta?Não perca tempo procurando, CLIQUE AQUI

A mais recente notícia,sobre a queda de um meteoro na Argentina,vocês encontrarão aqui: Meteoro cai na Argentina

Os asteróides são feitos de material deixado desde a formação do sistema solar. Uma teoria sugere que são os restos de um planeta que foi destruído numa colisão massiva ocorrido há muito tempo. Mais provavelmente, os asteróides são matéria que nunca se uniu para formar um planeta. De fato, se se juntasse a massa total estimada de todos os asteróides num único objeto, esse objeto teria menos de 1,500 quilómetros (932 milhas) de diâmetro -- menos de metade do diâmetro da nossa Lua.

De todos os meteoritos examinados, 92.8% são compostos de silicato (pedra), e 5.7% são compostos por ferro e níquel; o restante é uma mistura dos três materiais. Meteoritos de pedra são os mais difíceis de identificar porque parecem-se muito com rochas terrestres.
Por os meteoritos serem matéria do início do sistema solar, os cientistas estão interessados na sua composição. As sondas espaciais que passaram pela cintura de asteróides descobriram que a cintura está bastante vazia e que os asteróides estão separados de grandes distâncias. Antes de 1991, a única informação obtida dos asteróides era de observações terrestres. Em Outubro de 1991, o asteróide 951 Gaspra foi visitado pela sonda Galileo e tornou-se no primeiro asteróide a ter fotos em alta resolução. Em Agosto de 1993 Galileo aproximou-se do asteróide 243 Ida. Este foi o segundo asteróide a ser visitado por sondas espaciais.
Tanto Gaspra como Ida estão classificados como asteróides do tipo S compostos por silicatos ricos em metais.

Asteróide Gaspra de 6.1km de diâmetro
 São corpos de pequeno porte, já que apenas 13 têm diâmetro superior a 250 km. Não possuem atmosfera e a maioria possui formas irregulares.
Os asteróides se encontram principalmente entre as órbitas de Marte e Júpiter. A maioria se encontra no chamado 'cinturão de asteróides', a distância de 2,2 a 3,3 UA do Sol. O primeiro asteróide foi a ser descoberto foi Ceres, com 1000 km de diâmetro, em 1801. Hoje conhecemos muitos deles, estima-se que cerca de meio milhão de asteróides com mais de 500 metros de diâmetro exitam nesta região. A massa total dos asteróides conecidos atualmente é menor que 1/1000 da massa da Terra. O centro do cinturão se encontra a uma distância de 2.8 UA, como previsto pela lei de Titius-Bode.

 http://expresso.sapo.pt/imv/1/777/953/asteroide-6749.jpg

Atualmente acredita-se que os asteróides forma formados junto com os planetas, ao contrário da teoria adotada anteriormente, que dizia que os asteróides seriam resultado da explosão de um planeta. No início haveria apenas asteróides maiores, que através de colisões e fragmentação surgiram os asteróides menores, de forma que os asteróides maiores que vemos hoje seriam alguns dos asteróides primordiais.
Os asteróides estão distribuidos não uniformemente na região do cinturão, existem áreas onde não encontramos asteróides, as chamadas 'falhas de Kirkwood'.
As falhas mais evidentes estão nas distâncias onde o período orbital do asteróide em torno do Sol seria 1/2, 1/3, 2/5 ou 3/7 do período orbital de Júpiter, ou seja, estavam em ressonância com Júpiter, o que fez com que as pequenas perturbações que pudessem haver nos asteróides destas áreas se ampliassem, fazendo com que o corpo se deslocasse para uma outra órbita.

http://files.mundos-fantasticos.com/200000985-5cbd35ccfc/Asteroides.jpg

Os efeitos da ressonância não são simples de serem explicados pois alguns asteróides ficam aprisionado em uma órbita quando em ressonância com Júpiter, isto ocorre com os Troianos (que possuem a mesma órbita de Júpiter) e o grupo Hilda (razão entre os períodos é 2/3). Os troianos pertencem aos asteróides que se movem fora da região do cinturão, se movendo na mesma órbita de Júpter, mas 60° a frente e atrás do planeta. Asteróides não podem ser observados sem auxílio de instrumento, quando se apresentam como pontos de luz (similares a estrelas) e com através de um telescópio grande pode-se notar seu movimento em relação ao fundo de estrelas. As primeiras imagens de asteróides forma obtidas no início da década de 90, pela sonda Galileu.

Cometa Halley



O cometa Halley é um cometa brilhante que retorna às regiões interiores do Sistema Solar a cada 76 anos, aproximadamente. Sua órbita em torno do Sol está na direção oposta à dos planetas e tem uma distância de periélio de 85 milhões de quilômetros do Sol; no afélio, sua órbita estende-se além da órbita de Netuno. Foi o primeiro cometa a ser reconhecido como periódico, descoberta feita por Edmond Halley em 1696.


Em suas observações, Edmund Halley comprovou que as características do cometa coincidiam com as descritas em 1531 (descritas por Pietrus Apianus) e, em 1607, observadas, em Praga, por Johannes Kepler. Halley concluiu que correspondiam ao mesmo objeto celeste, que retornava a cada 76 anos. Assim, fez a estimativa da órbita e previu sua reaparição para o ano de 1757. Sua previsão não foi totalmente correta, visto que o cometa retornou no dia 25 de dezembro de 1758. Neste caso, a atração gravitacional de Júpiter e de Saturno foi responsável pelo atraso do cometa de 686 dias, fato que Halley não pôde contemplar, pois faleceu em 1742.

Foto tirada em 1986 do Cometa Halley

 A sonda Giotto (da Agência Espacial Européia – ESA) proporcionou aos astrônomos a primeira visão da estrutura da superfície do cometa Halley. A cauda deste se estende através de milhões de km pelo espaço e seu núcleo é relativamente pequeno: possui 15 km de comprimento, 8 km de largura e 8 km de altura. Somente 4% da luz que este cometa recebe são refletidos e, mesmo parecendo muito brilhante e branco, tal objeto é preto. A cor branca que vemos da terra se deve ao desprendimento de vapor do núcleo do cometa. O vapor é formado de 80% de água, 17% de monóxido de carbono, 3 a 4% de dióxido de carbono e vestígios de hidrocarbonetos. Descobriu-se também que no núcleo do cometa há crateras (algumas com 1 km de diâmetro) vazias e algumas cheias de gelo. Quando o cometa se aproxima do Sol, a temperatura do mesmo pode chegar a 77°C, quando são emitidas toneladas de gás por segundo.

Aparição no futuro

A próxima aproximação do Cometa Halley será em 28 de julho de 2061.Quem será que viu em 1986,talvez poucos estarão vivos em 2061 para contemplar a segunda vinda do cometa halley na era da modernidade,eu quero estar.Muitos cientistas estão calculando se tem possibilidade do cometa atingir nosso planeta,a chance é mínima,mas mínima não é 0%.
Rafael Lobato

domingo, 4 de novembro de 2012

Cometas


 Cometa é um corpo menor do sistema solar que quando se aproxima do Sol passa a exibir uma atmosfera difusa, denominada coma, e em alguns casos apresenta também uma cauda, ambas causadas pelos efeitos da radiação solar e dos ventos solares sobre o núcleo do cometa. Os núcleos cometários são compostos de gelo, poeira e pequenos fragmentos rochosos, variando em tamanho de algumas centenas de metros até dezenas de quilômetros.

Órbitas e origens

Os cometas possuem uma grande variedade de períodos orbitais diferentes, variando de poucos anos a centenas de milhares de anos, e acredita-se que alguns só passaram uma única vez no sistema solar interior antes de serem arremessados no espaço interestelar. Acredita-se que os cometas de período curto tenham sua origem no cinturão de kuiper,que fica além da órbita de Netuno. Já os cometas de longo período, acredita-se que se originam na nuvem de Oort, consistindo de restos da condensação da nebulosa solar quando o Sol foi criado, bem além do Cinturão de Kuiper.
 
 Os cometas são distintos dos asteróides pela presença de uma coma ou cauda, apesar de cometas muito antigos que perderam todo material volátil podem se assemelhar a asteróides.Acredita-se que uns asteróides tenham uma origem diferente dos cometas, tendo se formado no Sistema Solar interior em vez do Sistema Solar exterior, mas algumas descobertas recentes tornaram um pouco mais nebulosa a distinção entre asteróides e cometas.
Até maio de 2005 foram registrados 3.648 cometas conhecidos dos quais 1.500 são cometas rasantes Kreutz e cerca de 400 são de período curto.Este número está aumentando. Entretanto, ele representa apenas uma pequena fração da população total potencial de cometas: o número de corpos semelhantes a cometas no sistema solar exterior pode chegar a um trilhão.O número de cometas visíveis a olho nu é, em média, de um cometa por ano, e a maioria deles é discreto e nada espetacular.Quando um cometa historicamente brilhante ou notável é visto a olho nu por muitas pessoas, ele pode ser chamado de Grande Cometa.

Características físicas

Núcleo

O núcleo dos cometas varia em dimensões de 100 metros para mais de 40 quilômetros. Eles são compostos de rochas, poeira, gelo, e gases congelados como monóxido de carbono, dióxido de carbono, metano, e amônia.
Os cometas são descritos popularmente como "bolas de gelo sujo", apesar de que recentes observações revelaram superfícies secas poeirentas ou rochosas, sugerindo que os gelos estão ocultos abaixo da crosta. Os cometas também contém uma variedade de compostos orgânicos; além dos gases já mencionados, estão também presentes o metanol, cianeto de hidrogênio, formaldeído, etanol. Devido a sua massa pequena, os cometas não conseguem se tornar esféricos sob sua própria gravidade, e por isto tem formas irregulares.
Surpreendentemente, os núcleos cometários estão entre os objetos mais escuros existentes no sistema solar. A Sonda Giotto descobriu que o núcleo do Cometa Halley reflete aproximadamente 4% da luz que incide sobre ele, e a Deep Space 1 descobriu que a superfície do Cometa Borrelly reflete entre 2,4 e 3% da luz incidente sobre ele. Por comparação, o asfalto reflete 7% da luz incidente. Acredita-se que os compostos orgânicos complexos sejam o material superficial escuro. O aquecimento solar retira os componentes voláteis, deixando atrás compostos orgânicos de cadeia longa pesados que tendem a ser bastante escuros, como piche e óleo cru. É a cor escura da superfície cometária que permite que eles absorvam o calor necessário para causar a saída dos gases.

Coma e cauda

 
  No sistema solar exterior, os cometas permanecem congelados e são extremamente difíceis ou impossíveis de detectar a partir da Terra devido a seu tamanho minúsculo. Detecções estatísticas de núcleos de cometas inativos no Cinturão de Kuiper tem sido relatadas a partir das observações do Telescópio Espacial Hubble,mas estas detecções tem sido questionadas, e ainda não foram confirmadas de forma independente. Conforme um cometa se aproxima do sistema solar interior, a radiação solar faz com que os materiais voláteis dentro do cometa vaporizem e sejam ejetadas do núcleo, carregando poeira junto com ela. Os fluxos de poeira e gás liberados formam uma enorme e extremamente tênue atmosfera em torno do cometa, chamada de coma, e a força exercida na coma pela pressão de radiação do Sol, e o vento solar, fazem com que uma enorme cauda se forme, que sempre aponta para longe do Sol.
Tanto a coma quanto a cauda são iluminadas pelo Sol e podem se tornar visíveis da Terra quando um cometa passa pelo sistema solar interior, a poeira refletindo a luz do sol diretamente e os gases brilhando a partir da ionização. Muitos cometas são muito fracos para serem vistos sem a ajuda de um telescópio, mas alguns poucos a cada década se tornam visíveis o suficiente para serem vistos a olho nu. Ocasionalmente um cometa pode experimentar um súbito e imenso jato de gás e poeira, durante o qual o tamanho da coma temporariamente aumenta em tamanho. Isto aconteceu em 2007 ao cometa Holmes.
 
 Os fluxos de poeira e gás cada um forma sua própria cauda distinta, apontando em direções um pouco diferentes. A cauda de poeira é deixada atrás na órbita do cometa de forma de uma curva inclinada geralmente chamada de anticauda. Ao mesmo tempo, a cauda de íons, feita de gases, sempre aponta diretamente além do Sol, já que este gás é afetado muito mais pelo vento solar que a poeira, seguindo linhas de campo magnético em vez de uma trajetória orbital. A paralaxe das visualizações da Terra podem fazer com que às vezes as caudas apontem para direções diferentes.
Apesar do núcleo sólido dos cometas geralmente ter menos de 50 quilômetros, a coma pode ser maior que o Sol, e as caudas iônicas já foram vistas estendendo-se por uma unidade astronômica (150 milhões de quilômetros) ou mais.A observação das anticaudas contribuiu imensamente para a descoberta do vento solar.. A cauda iônica é formada como resultado do efeito fotoelétrico da radiação ultravioleta solar, agindo sobre as partículas da coma. Uma vez que as partículas estejam ionizadas, elas ficam com carga elétrica negativa que por sua vez dá origem a uma "magnetosfera induzida" em torno do cometa. O cometa e seu campo magnético induzido formam um obstáculo ao fluxo das partículas de vento solar. Como a velocidade orbital relativa do cometa e do vento solar é supersônica, uma onda de choque é formada à frente do cometa, na direção do fluxo do vento solar. Nesta onda de choque, grandes concentrações de íons cometários se juntam e contribuiem para "carregar" o campo magnético solar com plasma, de tal forma que as linhas de campo "dobram" em torno do cometa formando a cauda iônica..

Cometa Encke perde sua cauda

Se a carga da cauda iônica é suficiente, então as linhas de campo magnético são pressionadas juntos ao ponto de, a certas distâncias ao longo da cauda iônica, aconteça a reconexão magnética. Isto leva a um "evento de desconexão de cauda".Este fenômeno foi observado em várias ocasiões, mais notavelmente em 20 de abril de 2007, quando a cauda iônica do cometa Encke foi completamente separada quando o cometa passou por uma ejeção de massa coronal. Este evento foi observado pela sonda STEREO.
Em 1996 descobriu-se que os cometas emitem raio X Esta descoberta surpreendeu os pesquisadores, por que a emissão de raio X é normalmente associada a corpos com altas temperaturas. Acredita-se que os raios X sejam gerados pela interação entre os cometas e o vento solar: quando íons muito carregados atravessam a atmosfera cometária, eles colidem com átomos e moléculas do cometa, "arrancando" um ou mais elétrons do cometa. A retirada dos elétrons leva a emissão de raios X e fótons de ultravioleta.


Cometas são belos corpos celestes luminosos quando estão perto do Sol,muitos se chocam com planetas e com o próprio Sol,são o elixir da vida e a destrói também,nas próximas postagens falaremos um pouco mais sobre alguns cometas e asteróides.
Rafael Lobato


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

A estrela de todo dia: O Sol


 O Sol é o objeto mais prominente em nosso sistema solar,fazenso sua translação ao redor do centro da galáxia a cada 230 milhões de anos e sua velocidade é de aproximadamente 86.500 km/h,e claro que todos os planetas o acompanham,com isso o Sol que tem aproximadamente 4,6 bilhões de anos um pouco mais velho do que a Terra e os planetas,desde modo o Sol fez aproximadamente 20 voltas na galáxia e irá completar a 21° daqui milhões de anos. É o maior objeto e contém aproximadamente 99% da massa total do sistema solar.E no Sol caberiam 1,3 milhões de Terras(1,300,000 Terras). A camada externa visível do Sol é chamada fotosfera, e tem uma temperatura de 5.000°C. Esta camada tem uma aparência turbulenta devido às erupções energéticas que lá ocorrem.
A energia solar é gerada no núcleo do Sol. Lá, a temperatura (15.000.000° C) e a pressão (340 bilhões de vezes a pressão atmosférica da Terra ao nível do mar) são tão intensas que ocorrem reações nucleares. Estas reações transformam os núcleos de átomos de hidrogênio em um átomo de hélio. A partícula alfa(que é o átomo do Hélio) é aproximadamente 0,7 porcento menos massiva do que quatro prótons(do hidrogênio inteiro). A diferença em massa é expelida como energia e carregada até a superfície do Sol, através de um processo conhecido como convecção, e é liberada em forma de luz e calor. A energia gerada no interior do Sol leva um mês para chegar à superfície. A cada segundo 700 milhões de toneladas de hidrogênio são convertidos em 695 milhões de toneladas de Hélio. Durante este processo 5 milhões de toneladas de energia pura são liberados; portanto, com o passar do tempo, o Sol está se tornando mais leve,e caminhando para sua morte lenta.

Atividade Solar:

A cromosfera está acima da fotosfera. A energia solar passa através desta região em seu caminho desde o centro do Sol. Manchas e as explosões se levantam da cromosfera. Faculae são nuvens brilhantes de hidrogênio que aparecem em regiões onde manchas solares logo se formarão. Flares são filamentos brilhantes de gás quente emergindo das regiões das manchas. Manchas solares são depressões escuras na fotosfera com uma temperatura típica de 4.000°C.
 
A coroa é a parte mais externa da atmosfera do Sol. É nesta região que as prominências aparecem. Prominências são imensas nuvens de gás aquecido e brilhante que explodem da alta cromosfera. A região exterior da coroa se extende ao espaço e inclui partículas viajando lentamente para longe do Sol. A coroa pode ser vista durante eclipses solares totais.
 
O Sol aparentemente está ativo há 4,6 bilhões de anos e tem combustível suficiente para continuar por aproximadamente mais cinco bilhões de anos. No fim de sua vida, o Sol comecará a fundir o hélio em elementos mais pesados e se expandirá, finalmente crescendo tão grande que engolirá a Terra. Após um bilhão de anos como uma gigante vermelha, ele rapidamente colapsará em uma anã-branca é o produto final de uma estrela como a nossa. Pode levar um trilhão de anos para ele se esfriar completamente.


   O período de rotação do Sol varia de aproximadamente 25 dias no equador a 36 dias nos polos. Na profundidade, abaixo da zona de convecção, parece ter uma rotação com um período de 27 dias.Por isso que o Sol é turbulento cheio de atividade magnética durante seus ciclos de 11 anos,quando inverte seus milhões de pólos,de sul para norte e de norte para sul,em 22 anos voltam ao que estava.Lembrando que a Terra e os outros planetas somente tem 2 pólos.É uma maravilha que vemos todos os dias,até um dia acabar com isso os humanos que estiver aqui (daqui 5 bilhões de anos), com absoluta certeza encontrarão outro sistema solar e outro planeta para se viver. Então não se procupem os que alguns cientistas dizem sobre o fim do mundo pode ser causa do Sol,a única coisa que pode acontecer com o máximo solar onde estamos entrando no ciclo de 11 anos,são a falta de energia,mas por apenas algumas horas e alguns dias,o ser humano não vai se matar por conta da falta de alguns dias de luz em suas casas.

Rafael Lobato