domingo, 30 de dezembro de 2012

Previsões do fim do mundo: Que fracassaram

Segunda vinda de Jesus Cristo e Juízo Final
 
 
Século I – os primeiros cristãos esperavam a segunda vinda de Cristo na geração seguinte à sua morte.

1260 – o místico italiano Joaquim de Fiore determinou que o reinado de Cristo sobre a Terra começaria entre 1200 e 1260. Depois do erro, seus seguidores revisaram a data para 1290, e depois, para 1335.
 
1504 – o pintor Sandro Botticelli acreditava que o reinado de Cristo sobre a Terra começaria em até três anos e meio depois de 1500.
 
1533 – o anabatista Melchior Hoffman previu que apenas 144 mil pessoas seriam salvas na segunda vinda de Cristo, que começaria em Estrasburgo. O restante da humanidade seria consumida pelo fogo.
 
19 de outubro de 1533 – o matemático Michael Stifel calculou que o Juízo Final começaria às 8h deste dia.
 
1892-1911 – o piramidologista Charles Piazzi Smyth concluiu, a partir dos estudos das dimensões da Pirâmide de Gizé, que Cristo voltaria entre 1892 e 1911.
 
1901 – a Igreja Católica Apostólica, fundada em 1831, avisou que Jesus voltaria quando seus 12 fundadores estivessem mortos. O último morreu em 1901.
 
1982 – O fundador da Coalizão Cristã, Pat Robertson, informou seus seguidores que o Juízo Final aconteceria até o final de 1982.

Profecias

 365 – o Bispo de Poitiers anunciou que o mundo acabaria naquele ano.
 
500 – Hipólito de Roma, Sexto Júlio Africano e Santo Ireneu de Lyon previram o fim do mundo para este ano.
 
799–806 – São Gregório de Tours calculou que o fim do mundo aconteceria entre 799 e 806.
 
800 – Depois de ter errado sua primeira previsão, Sexto Júlio Africano refez seus cálculos e cravou o fim do mundo para o ano 800. Errou de novo.
 
5 de abril de 1534 – Jan Matthys previu que o Apocalipe aconteceria naquele dia, e que apenas a cidade de Münster, na Alemanha, seria poupada.
 
1537 – o astrólogo francês previu quatro possíveis datas para o fim do mundo: 1537, 1544, 1801 e 1814. Errou todas.
 
1600 – o mundo acabaria até 1600, acreditava Martinho Lutero
 
1814 – Joanna Southcott, de 64 anos, anunciou que estava grávida do menino Jesus, e que ele nasceria no Natal de 1814. Ela morreu justamente no dia que o bebê era esperado, e a autópsia provou que ela não estava grávida.
 
1843 – o fazendeiro William Miller, depois de anos de estudo, concluiu que a destruição do mundo estava prevista na Bíblia e acabaria entre 21 de março de 1843 e 21 de março de 1844. Ele arrematou vários seguidores, que decidiram que a data seria no dia 22 de outubro de 1844. Como o mundo não acabou, e vários seguidores se desfizeram de seus bens, surgiu o movimento que ficou conhecido como Grande Desapontamento, e alguns de seus ex-seguidores fundaram a Igreja Adventista do Sétimo Dia.
 
Julho de 1999 – interpretações de um dos textos atribuídos a Nostradamus davam conta de que o fim do mundo estava marcado para este mês (“o ano de 1999, sétimo mês / do céu virá um grande rei do terror”)
 
2008 – o ministro Ronald Weinland, da Igreja de Deus, disse que centenas de milhões de pessoas morreriam a partir de 2006 e que começaria o “pior momento da história humana”. Ele previu também que no outono de 2008, os Estados Unidos deixariam de ser uma potência e não existiriam mais."
 
2011 – Harold Camping previu o fim do mundo e uma série de terremotos devastadores a partir de 21 de maio de 2011. Segundo ele, apenas 3% da população mundial iria para o céu. Ao errar a data, ele reviu a data para 21 de outubro do mesmo ano e alegou que o que ocorreu em maio foi um “julgamento espiritual” que preparava para o grande dia.

Datas simbólicas
 
 

 389 a.C – os romanos temiam que a cidade que era o centro do Império Romano fosse destruída neste ano, o que representaria o fim da civilização moderna. A queda de Roma aconteceu em 476 d.C.
 
992–995 – a Sexta-feira Santa coincidiu com a Anunciação do Senhor, o que, para muitos cristãos, era sinal da vinda do Anticristo no prazo de até três anos.
 
1º de janeiro de 1000 – cristãos europeus acreditaram que a virada do milênio traria o fim do mundo
 
1033 – o Apocalipse aconteceria no milésimo ano da morte de Jesus Cristo. Esta previsão foi revista, e muita gente acredita que a volta de Jesus está marcada para 2033, 2000 anos depois de sua morte e ressureição,será?
 
1284 – o Papa Inocêncio III previu que o mundo acabaria no ano que marca os 666 anos do surgimento do islamismo
 
1555 – o teólogo francês calculou que a humanidade já existia há 6845 anos, e que não passaria dos 7 mil anos de existência.
 
1656 – alguns cristãos acreditavam no fim do mundo para esta data, já que este é o suposto número de anos entre a criação e o dilúvio, de acordo com a Bíblia.
 
1658 – Cristóvão Colombo concluiu que o mundo foi criado em 5343 a.C e duraria 7 mil anos. Logo, ele terminaria em 1658 – ele não contou o ano 0.
 
2000 – a virada do milênio seria o marco do juízo final, e a tecnologia teria relação com isso. Na década de 70, imaginava-se que os computadores poderiam entrar em colapso por não saber identificar a diferença entre as datas 1900 e 2000. Este erro de cálculo levaria ao caos e desencadearam teorias como apagões e holocaustos nucleares. A previsão ficou conhecida como bug do milênio.

Fenômenos naturais
 
 

79 – o filósofo romano Sêneca previu que a Terra iria se transformar em cinzas: “Tudo o que vemos e admiramos hoje vai queimar no fogo universal, que inaugura um mundo justo, novo e feliz”. Aí veio a erupção do vulcão Vesúvio, que soterrou Pompéia, e levou muitos romanos a acreditarem que era o começo do fim.
 
1186 – João de Toleto previu o fim a partir de um alinhamento de vários planetas.
 
1º de fevereiro de 1524 – o fim do mundo começaria a partir de uma enchente em Londres. No dia, nem choveu.
 
20 de fevereiro de 1524 – um alinhamento dos planetas em Peixes foi interpretado pelo astrólogo Johannes Stöffler como fim dos tempos.
 
5 de abril de 1719 – o matemático Jacob Bernoulli previu que um cometa se chocaria contra a Terra neste dia.
 
1780 – moradores da Nova Inglaterra, nos Estados Unidos, pregaram o fim do mundo quando uma tempestade de neve escura caiu na região. O fenômeno ocorreu por causa da fumaça das queimadas das florestas, neblina e tempo encoberto.
 
1805 – o ministro presbiteriano Christopher Love previu a destruição da terra depois de um terremoto, seguido por uma era de paz onde Deus seria conhecido por todos
 
1910 – em 1881, o astrônomo Camille Flammarion descobriu que as caudas dos cometas incluem um gás mortal chamado cianogênio. E aí a passagem do cometa Halley, em 1910, virou verdadeiro motivo de pânico coletivo. O medo era que a humanidade fosse intoxicada pelo gás mortal que vinha na cauda do cometa.
 
29 de abril de 1988 – de novo, o cometa Halley. Desta vez, Leland Jensen previu que ele seria puxado para a órbita da Terra nesta data, causando grande destruição.
 
5 de maio de 2000 – Richard Noone previu que um alinhamento dos planetas no céu faria com que uma espessa camada de gelo congelasse todo o planeta.

Eventos
 
 

 66-70 – os essênios, uma seita judaica que existiu na Palestina, esperavam que a batalha que tiveram com os romanos nestes anos fosse a batalha final da humanidade.
 
1346-1351 – a peste negra foi interpretada como um sinal do fim dos tempos
 
1648 – o rabino Shabtai Tzvi esperava a vinda do Messias para este ano. Depois que errou, mudou a data para 1666.
 
1666 – como o 666 é tido com o o número da besta, os europeus temiam que o ano fosse o ano do Apocalipse. O medo aumentou depois do Grande Incêndio de Londres, que foi encarado sinal da ira de Deus.
 
1806 – na cidade de Leeds, uma galinha começou a colocar ovos com a inscrição “Cristo está chegando”. Depois, descobriram que tudo não passava de uma farsa: a mensagem era escrita à tinta pelo dono do animal, que colocava os ovos de volta na galinha.
 
1914 – as Testemunhas de Jeová esperavam pelo fim do mundo em 1914 desde sua fundação, em 1870. Os seguidores pregam que o Juízo Final chegará “em breve” desde então.
 
10 de setembro de 2009 – o início das atividades do Grande Colisor de Hádrons gerou desconfiança entre pessoas que acreditaram que a colisão de partículas poderia criar um buraco negro que acabaria com a Terra.

Seitas, crimes e suicídio coletivo inspirados pelo fim do mundo
 
 

 21 de dezembro de 1954 – a Irmandade dos Sete Raios avisava que o mundo seria destruído por uma enchente nesta data.
 
1969 – Charles Manson previu uma guerra racial apocalíptica em 1969 e ordenou dois assassinatos, inclusive o da da atriz Sharon Tate, esposa do diretor de cinema Roman Polanski, para desencadeá-la. Está preso até hoje.
 
23 de abril de 1990 – a profetisa Elizabeth Clare disse que uma guerra nuclear começaria neste dia, e refugiou-se com seus seguidores com estoque de suprimentos e armas.
 
28 de outubro de 1992 – o pastor Lee Jang Rim, da Igreja Tami da Coréia do Sul, marcou o dia do arrebatamento para esta data. As autoridades sul-coreanas evitaram o suicídio coletivo de milhares de seguidores que esperavam o fenômeno, mas quatro pessoas tiraram suas próprias vidas nos dias anteriores.
 
26 de março de 1997 – Marshall Applewhite, líder da seita Heaven's Gate, disse que uma nave espacial viajava atrás do cometa Hale-Boop e que a NASA ocultava esta informação do grande público. O suicídio aparecia como forma de “evacuar a Terra” para que as almas dos seguidores pudessem embarcar na nave e conhecer outro nível da existência humana. O líder e seus 38 seguidores se mataram.

E o último:





 Apenas uma profecia mal estudada,os maias nunca falavam sobre fim dos tempos,o fim do mundo de tudo,não!,apenas disseram que o calendário maia iria acabar,é apenas mais um ciclo de 5126 anos,onde acabou em 21 de dezembro de 2012.Agora é a nova era que entra com grandes transformações para melhor e mais 5126 anos.
Rafael lobato

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Anos-Luz


Ano-luz é uma unidade de distância. Apesar de não fazer muito sentido porque "ano-luz" contém a palavra "ano", que normalmente é uma unidade de tempo, anos-luz medem a distância. 

Estamos acostumados a medir as distâncias tanto em centímetros/metros/quilômetros ou polegadas/pés/milhas, dependendo de onde moramos. Sabemos o tamanho de um metro ou de um pé. Estamos acostumados com estas unidades porque as usamos todos os dias.


Porém, quando os astrônomos usam seus telescópios para olhar para as estrelas, as coisas são diferentes. As distâncias são gigantescas. Por exemplo, a estrela mais próxima da Terra (sem contar o nosso Sol) fica a cerca de 38.000.000.000.000 km de distância. São 3,8 anos-luz.

E isso é a estrela mais próxima. Existem estrelas que estão bilhões de vezes mais longe que isso. Quando se começa a falar desse tipo de distância, o quilômetro simplesmente não é uma unidade prática para se usar porque os números ficam grandes demais. Ninguém quer escrever ou falar em números que têm 20 dígitos! 
Então, para se medir distâncias realmente grandes, usa-se uma unidade chamada ano-luz. A luz viaja a 300 mil km/s. Portanto, um segundo-luz é igual a 300.000 km. Um ano-luz é a distância que a luz pode viajar em um ano, ou:
300.000 quilômetros/segundo * 60 segundos/minuto * 60 minutos/hora * 24 horas/dia * 365 dias/ano = 9.460.800.000.000 quilômetros/ano

Um ano-luz é igual a 9.460.800.000.000 km. Isso é uma distância enorme! 

Dado Curioso:
 
Um nanosegundo-luz - a distância que a luz pode viajar em um bilionésimo de segundo, é igual a cerca de 30 cm (1 pé). O radar usa este dado para medir a que distância algum objeto como um avião está. Uma antena de radar emite um pulso curto de rádio e aguarda que ele ecoe num avião ou outro alvo. Enquanto aguarda, vai contando o número de nanosegundos que se passam. As ondas de rádio viajam à velocidade da luz, assim, o número de nanosegundos dividido por 2 indica à unidade de radar qual a distância do objeto!

Usar o ano-luz como medida de distância tem uma outra vantagem: ajuda a determinar a idade. Digamos que uma estrela esteja a 1 milhão de anos-luz daqui. A luz daquela estrela viajou à velocidade da luz para chegar até nós. 

Portanto, a luz da estrela levou 1 milhão de anos para chegar até aqui e a luz que estamos vendo foi gerada 1 milhão de anos atrás. A estrela que estamos vendo é, na verdade, como a estrela era há 1 milhão de anos atrás e não como ela é atualmente. 

Da mesma forma, nosso Sol está a uns 8 minutos-luz de distância. Se o Sol explodisse neste exato momento, nós não teríamos como saber disso por 8 minutos, porque este é o tempo que levaria para que a luz da explosão chegasse até nós.

WMAP:


A Wilkinson Microwave Anisotropy Probe (WMAP) é uma sonda da NASA cuja missão é estudar o espaço profundo e medir as diferenças de temperatura que se observam na radiação cósmica de fundo em micro-ondas, um remanescente do Big Bang. Foi lançada por um foguete Delta II a 30 de junho de 2001 de Cabo Canaveral, Flórida, Estados Unidos.

O objetivo da missão WMAP é testar as teorias sobre a origem e evolução do universo.

WMAP foi nomeada assim em honra a David Wilkinson, membro da equipe científica da missão e pioneiro no estudo da radiação de fundo. Os objetivos científicos da missão ditam que a temperatura da radiação deve ser medida com uma altíssima resolução e sensibilidade. Devido a isto, a prioridade no projeto foi a de evitar erros sistemáticos na tomada de dados.
A sonda WMAP usa radiômetros diferenciais de micro-ondas que medem as diferenças de temperatura entre dois pontos do céu. WMAP se encontra em órbita em torno ao ponto Lagrangiano L2, situado a cerca de 1,5 milhões de quilômetros da Terra.

O ponto L2 - Visão artística

Este ponto de observação (situado na linha que une ao Sol com a Terra) proporciona à sonda um ambiente excepcionalmente estável, já que pode apontar em qualquer direção ao espaço profundo, sem ver-se afetada pela presença do astro rei. Além disso, desde o ponto L2 observa o céu inteiro a cada seis meses.

Descobrimentos do WMAP:

WMAP está obtendo medidas de muitos parâmetros cosmológicos com uma precisão muito maior que a que tinhamos até agora. De acordo com os modelos atuais do universo, os dados do WMAP mostram que:
  • A idade do universo é de (13,7 ± 0,2) bilhões de anos.
  • O universo é composto por cerca de 4% de matéria ordinária, 23% de matéria escura e de cerca de 73% de energia escura.
  • Os modelos cosmológicos inflacionários se verificam com as observações, ainda que haja uma anomalia inexplicada a grandes escalas angulares.
  • A Constante de Hubble é (71 ± 4) km/s/Mpc
  • Aplicando as teorias atuais aos dados do WMAP se obtém que o universo se expandirá infinitamente, e que está curvado em sua representação espaço-tempo com forma de cone.

Anos-Luz, nos deixa de olhos brilhandos quando comentam sobre a imensa complexidade dos números e sobre sobre suas dúvidas. Será que os 300.000 km/s da velocidade da luz que dizem que desde o ínicio de tudo é uma constante?

O cientista português João Magueijo, criou uma teoria chamada VSL: Velocidade variável da luz, porém muitos dos colegas da comunidade científica não concorda com ele, por essa teoria defende que a velocidade da luz nunca foi a mesma desde o começo, no princípio de tudo a velocidade da luz poderia ser muito maior colocando rapidamente todo o cosmos em contato como uma velocidade da luz suprema, de ponta a ponta do universo, depois de algum tempo a velocidade da luz é conhecida como é hoje, mantendo tudo em ordem.

Talvez esteje certo porque a luz não existe desde sempre, ela começou a expandir rapidamente até que se acalmaram as coisas depois do Big bang.

Rafael Lobato

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Asteróide: Apophis

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Pesquisadores da agência espacial americana, Nasa, deram um verdadeiro banho de água fria nas tentativas recentes de se criar uma nova data fatídica para o fim do mundo. Utilizando dados recentes, os cientistas concluíram que as chances de Apophis se chocar com a Terra são agora muito remotas.


http://resources3.news.com.au/images/2013/01/08/1226549/309639-apophis-orbit.jpg
 
Descoberto em 19 de junho de 2004, Apophis ganhou rapidamente a atenção dos cientistas e do público em geral. E não é para menos. A rocha tem cerca de quatro vezes o tamanho de um campo de futebol e os cálculos iniciais indicavam que existiam 2.7% de possibilidades de impacto durante a aproximação prevista para o ano de 2029 e grande chance para o rasante que ocorrerá em 2036.
Algum tempo depois, após extensiva reanálise de dados a previsão de impacto para 2029 foi descartada, mas as chances de que Apophis poderia se chocar contra a Terra em 2036 estava mantida, o que fez de Apophis um dos objetos mais perigosos de todos os tempos a ameaçar realmente o nosso planeta. 

File:2004MN4 Sormano.gif
Asteróide 2004MN4 - (99942 Apophis)
Recentemente, utilizando dados de telescópios óticos e radioastronomia do Sistema Solar, pesquisadores do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, JPL, refizeram os cálculos e concluíram que as chances de Apophis se chocar contra a Terra em 2036 são mínimas e descartaram essa possibilidade.
"Com os novos dados coletados pelos observatórios ópticos de Monte Madalena, no Novo México e Pan-Starrs, no Havaí, além de dados do Goldstone Solar System Radar nós verificamos que a chance de impacto é agora muito menor que aquela calculada anteriormente e não passa de 1 em 1 milhão", disse Don Yeomans, chefe do programa NEO de Objetos Próximos à Terra, do JPL.



http://i.space.com/images/i/000/023/195/i02/Apophis.jpg?1351286735

Mais está muito longe as notícias devem variar muito ainda.E mais um comunicado da NASA é que existe uma ínfima possibilidade desse asteróide se chocar com a Terra em 12 de abril de 2068.( 2,3 para 1 milhão).   

Abaixo está a primeira notícia sobre o asteróide apophis:

http://www.koreaittimes.com/images/imagecache/large/Apophis.jpg

Mesmo que você pense que a única vida no universo está na Terra, não estamos sozinhos. Além dos outros planetas e luas, no Sistema Solar existem incontáveis toneladas de poeira espacial, milhões de meteoros, asteróides, cometas e vários tipos e tamanhos de fragmentos (incluindo o lixo que nós mesmo deixamos lá) voando a velocidades incríveis e em todo tipo de órbitas. A Terra é atingida por coisas todos os dias - isso só não é observado pelas pessoas porque o impacto não é notável. A poeira espacial não nos agride. Os maiores asteróides que atingem a Terra são do tamanho de uma bola de basquete no momento em que entram nas condições de combustão da atmosfera terrestre, e esses a atingem cerca de uma vez por semana. Só os astrônomos notam. Teria que ser alguma coisa maciça - maciça em termos de espaço - para fazer com que o resto de nós notássemos. E a última vez que notamos foi em 1908, quando um asteróide com o tamanho de um campo de futebol explodiu na atmosfera da Terra, com a força de uma bomba de 15 megatons, destruindo uma área de 2.000 km² da Sibéria. A bomba nuclear sobre Hiroshima tinha uma potância de 15 kilotons.


Portanto, imagine as sobrancelhas franzidas quando a Nasa anunciou que estava expandindo seu Programa para Objetos Próximos à Terra, que identifica e rastreia asteróides, e a Agência Espacial Européia está lançando uma missão para testar um método potencial de desvio de asteróide. Constata-se que, estatisticamente falando, um asteróide do tamanho de um campo de futebol deve atingir a Terra a cada cem anos. Então - estatisticamente falando - estamos no previsto. Mas o asteróide que os cientistas observaram, fazendo conferências e liberando relatórios cuidadosamente escritos, é pelo menos quatro vezes maior que um campo de futebol, e "detoná-lo" é ralmente o último recurso. É chamado Apophis, e tem cerca de 330 metros de diâmetro. A pedra de 45 milhões de toneladas está orbitando o Sol a 45 mil km por hora. Se atingir a Terra, pode facilmente destruir uma grande cidade.

De acordo com todas as fontes, as chances de colisão são pequenas, cerca de uma em 45 mil, e estão ficando menores. Em 2005 os cientistas calcularam que o Apophis tinha uma em 5.500 chances de colidir com a Terra, e eles previram que a chance de colisão continuará a diminuir. Usando cálculos baseados nas posições relativas da Terra e do Apophis em 2007, o asteróide estará dentro de 39 mil km da Terra em 2029. Isso é muito perto, muito mais perto da Terra do que está a Lua, e seremos capazes de ver a olho nu durante o dia e a noite. Mas não é com o risco iminente que os astrônomos estão preocupados. O asteróide pode chegar ainda mais perto da Terra em 2036 e há alguns algorítmos que prevêem uma colisão, mas a maioria dos especialistas diz que ele não nos atingirá. Ainda assim, as preparações estão em curso.

A rota de colisão do Apophis
 A idéia é planejar cedo a melhor estratégia de prevenção. Com 20 anos pela frente, podemos provavelmente ter certeza que o Apophis não nos atingirá, mesmo que ele queira. A maioria dos cientistas pensa que explodi-lo com uma bomba nuclear é uma péssima idéia - acabamos com uma porção de asteróides grandes atingindo a Terra ao invés de acabarmos com aquele realmente grande. Outros dizem que se o explodirmos suficientemente cedo, haveria tempo suficiente para que a trajetória dos fragmentos se movimentasse para fora da zona de perigo. De qualquer forma, no momento, o método escolhido para salvar a Terra do Apophis é o desvio. 

http://blogs-images.forbes.com/erikkain/files/2013/01/Asteroid-Apophis.jpg

 Há algumas grandes idéias pelo mundo afora. Uma deles tem várias naves espaciais ancorando no Apophis, perfurando sua superfície e bombeando para fora o seu conteúdo. A Nasa realmente fez alguma coisa como essa com sucesso na sua missão Deep Impact, que disparou um projétil para dentro de um cometa com a finalidade de revelar a composição do cometa. Com o Apophis, o objetivo seria bombear o material para fora no espaço, com força suficiente para empurrar o Apophis na direção oposta, tirando-o do curso. Os cientistas também falam sobre enviar uma nave espacial para dentro da órbita do asteróide para voar próximo a ele. Essa espaçonave "trator de gravidade" alteraria essencialmente a equação da gravidade que mantém o Apophis na sua rota, puxando o asteróide até que sua posição não mais ameace a Terra.

Modelo artístico do "Trator Gravitacional"
Mas, de acordo com Donald Yeomans, do Near Earth Object Project da Nasa, a maneira mais simples de desviar o Apophis é enviar uma nave espacial para se chocar contra o interior do asteróide, tirando-o de sua rota.Mas pode ser perigoso pois milhares de pedaços viriam para a Terra aumentando o espaço de choque,onde seria concentrado em apenas uma região poderia afetar um país inteiro,por isso que o "trator gravitacional" é o mais indicado.
Quarenta e cinco milhões de toneladas de velocidade do asteróide à parte,o Apophis é alguma coisa mais ou menos ameaçadora. A Nasa estima que há 100 mil asteróides orbitando perigosamente próximos à Terra neste momento, que eles são grandes o suficiente para causar problemas, e a agência só está rastreando 4.000 deles. Precisamos solidificar um plano de ataque. Por outro lado, há 100 mil asteróides orbitando perigosamente próximos à Terra neste momento. E agora?


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Asteróides e Meteoros: O perigo para nosso planeta

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Você quer ver quantos asteróides passarão sobre a Terra? Quer ver suas medidas e distância que passarão pelo nosso planeta?Não perca tempo procurando, CLIQUE AQUI

A mais recente notícia,sobre a queda de um meteoro na Argentina,vocês encontrarão aqui: Meteoro cai na Argentina

Os asteróides são feitos de material deixado desde a formação do sistema solar. Uma teoria sugere que são os restos de um planeta que foi destruído numa colisão massiva ocorrido há muito tempo. Mais provavelmente, os asteróides são matéria que nunca se uniu para formar um planeta. De fato, se se juntasse a massa total estimada de todos os asteróides num único objeto, esse objeto teria menos de 1,500 quilómetros (932 milhas) de diâmetro -- menos de metade do diâmetro da nossa Lua.

De todos os meteoritos examinados, 92.8% são compostos de silicato (pedra), e 5.7% são compostos por ferro e níquel; o restante é uma mistura dos três materiais. Meteoritos de pedra são os mais difíceis de identificar porque parecem-se muito com rochas terrestres.
Por os meteoritos serem matéria do início do sistema solar, os cientistas estão interessados na sua composição. As sondas espaciais que passaram pela cintura de asteróides descobriram que a cintura está bastante vazia e que os asteróides estão separados de grandes distâncias. Antes de 1991, a única informação obtida dos asteróides era de observações terrestres. Em Outubro de 1991, o asteróide 951 Gaspra foi visitado pela sonda Galileo e tornou-se no primeiro asteróide a ter fotos em alta resolução. Em Agosto de 1993 Galileo aproximou-se do asteróide 243 Ida. Este foi o segundo asteróide a ser visitado por sondas espaciais.
Tanto Gaspra como Ida estão classificados como asteróides do tipo S compostos por silicatos ricos em metais.

Asteróide Gaspra de 6.1km de diâmetro
 São corpos de pequeno porte, já que apenas 13 têm diâmetro superior a 250 km. Não possuem atmosfera e a maioria possui formas irregulares.
Os asteróides se encontram principalmente entre as órbitas de Marte e Júpiter. A maioria se encontra no chamado 'cinturão de asteróides', a distância de 2,2 a 3,3 UA do Sol. O primeiro asteróide foi a ser descoberto foi Ceres, com 1000 km de diâmetro, em 1801. Hoje conhecemos muitos deles, estima-se que cerca de meio milhão de asteróides com mais de 500 metros de diâmetro exitam nesta região. A massa total dos asteróides conecidos atualmente é menor que 1/1000 da massa da Terra. O centro do cinturão se encontra a uma distância de 2.8 UA, como previsto pela lei de Titius-Bode.

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Atualmente acredita-se que os asteróides forma formados junto com os planetas, ao contrário da teoria adotada anteriormente, que dizia que os asteróides seriam resultado da explosão de um planeta. No início haveria apenas asteróides maiores, que através de colisões e fragmentação surgiram os asteróides menores, de forma que os asteróides maiores que vemos hoje seriam alguns dos asteróides primordiais.
Os asteróides estão distribuidos não uniformemente na região do cinturão, existem áreas onde não encontramos asteróides, as chamadas 'falhas de Kirkwood'.
As falhas mais evidentes estão nas distâncias onde o período orbital do asteróide em torno do Sol seria 1/2, 1/3, 2/5 ou 3/7 do período orbital de Júpiter, ou seja, estavam em ressonância com Júpiter, o que fez com que as pequenas perturbações que pudessem haver nos asteróides destas áreas se ampliassem, fazendo com que o corpo se deslocasse para uma outra órbita.

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Os efeitos da ressonância não são simples de serem explicados pois alguns asteróides ficam aprisionado em uma órbita quando em ressonância com Júpiter, isto ocorre com os Troianos (que possuem a mesma órbita de Júpiter) e o grupo Hilda (razão entre os períodos é 2/3). Os troianos pertencem aos asteróides que se movem fora da região do cinturão, se movendo na mesma órbita de Júpter, mas 60° a frente e atrás do planeta. Asteróides não podem ser observados sem auxílio de instrumento, quando se apresentam como pontos de luz (similares a estrelas) e com através de um telescópio grande pode-se notar seu movimento em relação ao fundo de estrelas. As primeiras imagens de asteróides forma obtidas no início da década de 90, pela sonda Galileu.

Cometa Halley



O cometa Halley é um cometa brilhante que retorna às regiões interiores do Sistema Solar a cada 76 anos, aproximadamente. Sua órbita em torno do Sol está na direção oposta à dos planetas e tem uma distância de periélio de 85 milhões de quilômetros do Sol; no afélio, sua órbita estende-se além da órbita de Netuno. Foi o primeiro cometa a ser reconhecido como periódico, descoberta feita por Edmond Halley em 1696.


Em suas observações, Edmund Halley comprovou que as características do cometa coincidiam com as descritas em 1531 (descritas por Pietrus Apianus) e, em 1607, observadas, em Praga, por Johannes Kepler. Halley concluiu que correspondiam ao mesmo objeto celeste, que retornava a cada 76 anos. Assim, fez a estimativa da órbita e previu sua reaparição para o ano de 1757. Sua previsão não foi totalmente correta, visto que o cometa retornou no dia 25 de dezembro de 1758. Neste caso, a atração gravitacional de Júpiter e de Saturno foi responsável pelo atraso do cometa de 686 dias, fato que Halley não pôde contemplar, pois faleceu em 1742.

Foto tirada em 1986 do Cometa Halley

 A sonda Giotto (da Agência Espacial Européia – ESA) proporcionou aos astrônomos a primeira visão da estrutura da superfície do cometa Halley. A cauda deste se estende através de milhões de km pelo espaço e seu núcleo é relativamente pequeno: possui 15 km de comprimento, 8 km de largura e 8 km de altura. Somente 4% da luz que este cometa recebe são refletidos e, mesmo parecendo muito brilhante e branco, tal objeto é preto. A cor branca que vemos da terra se deve ao desprendimento de vapor do núcleo do cometa. O vapor é formado de 80% de água, 17% de monóxido de carbono, 3 a 4% de dióxido de carbono e vestígios de hidrocarbonetos. Descobriu-se também que no núcleo do cometa há crateras (algumas com 1 km de diâmetro) vazias e algumas cheias de gelo. Quando o cometa se aproxima do Sol, a temperatura do mesmo pode chegar a 77°C, quando são emitidas toneladas de gás por segundo.

Aparição no futuro

A próxima aproximação do Cometa Halley será em 28 de julho de 2061.Quem será que viu em 1986,talvez poucos estarão vivos em 2061 para contemplar a segunda vinda do cometa halley na era da modernidade,eu quero estar.Muitos cientistas estão calculando se tem possibilidade do cometa atingir nosso planeta,a chance é mínima,mas mínima não é 0%.
Rafael Lobato

domingo, 4 de novembro de 2012

Cometas


 Cometa é um corpo menor do sistema solar que quando se aproxima do Sol passa a exibir uma atmosfera difusa, denominada coma, e em alguns casos apresenta também uma cauda, ambas causadas pelos efeitos da radiação solar e dos ventos solares sobre o núcleo do cometa. Os núcleos cometários são compostos de gelo, poeira e pequenos fragmentos rochosos, variando em tamanho de algumas centenas de metros até dezenas de quilômetros.

Órbitas e origens

Os cometas possuem uma grande variedade de períodos orbitais diferentes, variando de poucos anos a centenas de milhares de anos, e acredita-se que alguns só passaram uma única vez no sistema solar interior antes de serem arremessados no espaço interestelar. Acredita-se que os cometas de período curto tenham sua origem no cinturão de kuiper,que fica além da órbita de Netuno. Já os cometas de longo período, acredita-se que se originam na nuvem de Oort, consistindo de restos da condensação da nebulosa solar quando o Sol foi criado, bem além do Cinturão de Kuiper.
 
 Os cometas são distintos dos asteróides pela presença de uma coma ou cauda, apesar de cometas muito antigos que perderam todo material volátil podem se assemelhar a asteróides.Acredita-se que uns asteróides tenham uma origem diferente dos cometas, tendo se formado no Sistema Solar interior em vez do Sistema Solar exterior, mas algumas descobertas recentes tornaram um pouco mais nebulosa a distinção entre asteróides e cometas.
Até maio de 2005 foram registrados 3.648 cometas conhecidos dos quais 1.500 são cometas rasantes Kreutz e cerca de 400 são de período curto.Este número está aumentando. Entretanto, ele representa apenas uma pequena fração da população total potencial de cometas: o número de corpos semelhantes a cometas no sistema solar exterior pode chegar a um trilhão.O número de cometas visíveis a olho nu é, em média, de um cometa por ano, e a maioria deles é discreto e nada espetacular.Quando um cometa historicamente brilhante ou notável é visto a olho nu por muitas pessoas, ele pode ser chamado de Grande Cometa.

Características físicas

Núcleo

O núcleo dos cometas varia em dimensões de 100 metros para mais de 40 quilômetros. Eles são compostos de rochas, poeira, gelo, e gases congelados como monóxido de carbono, dióxido de carbono, metano, e amônia.
Os cometas são descritos popularmente como "bolas de gelo sujo", apesar de que recentes observações revelaram superfícies secas poeirentas ou rochosas, sugerindo que os gelos estão ocultos abaixo da crosta. Os cometas também contém uma variedade de compostos orgânicos; além dos gases já mencionados, estão também presentes o metanol, cianeto de hidrogênio, formaldeído, etanol. Devido a sua massa pequena, os cometas não conseguem se tornar esféricos sob sua própria gravidade, e por isto tem formas irregulares.
Surpreendentemente, os núcleos cometários estão entre os objetos mais escuros existentes no sistema solar. A Sonda Giotto descobriu que o núcleo do Cometa Halley reflete aproximadamente 4% da luz que incide sobre ele, e a Deep Space 1 descobriu que a superfície do Cometa Borrelly reflete entre 2,4 e 3% da luz incidente sobre ele. Por comparação, o asfalto reflete 7% da luz incidente. Acredita-se que os compostos orgânicos complexos sejam o material superficial escuro. O aquecimento solar retira os componentes voláteis, deixando atrás compostos orgânicos de cadeia longa pesados que tendem a ser bastante escuros, como piche e óleo cru. É a cor escura da superfície cometária que permite que eles absorvam o calor necessário para causar a saída dos gases.

Coma e cauda

 
  No sistema solar exterior, os cometas permanecem congelados e são extremamente difíceis ou impossíveis de detectar a partir da Terra devido a seu tamanho minúsculo. Detecções estatísticas de núcleos de cometas inativos no Cinturão de Kuiper tem sido relatadas a partir das observações do Telescópio Espacial Hubble,mas estas detecções tem sido questionadas, e ainda não foram confirmadas de forma independente. Conforme um cometa se aproxima do sistema solar interior, a radiação solar faz com que os materiais voláteis dentro do cometa vaporizem e sejam ejetadas do núcleo, carregando poeira junto com ela. Os fluxos de poeira e gás liberados formam uma enorme e extremamente tênue atmosfera em torno do cometa, chamada de coma, e a força exercida na coma pela pressão de radiação do Sol, e o vento solar, fazem com que uma enorme cauda se forme, que sempre aponta para longe do Sol.
Tanto a coma quanto a cauda são iluminadas pelo Sol e podem se tornar visíveis da Terra quando um cometa passa pelo sistema solar interior, a poeira refletindo a luz do sol diretamente e os gases brilhando a partir da ionização. Muitos cometas são muito fracos para serem vistos sem a ajuda de um telescópio, mas alguns poucos a cada década se tornam visíveis o suficiente para serem vistos a olho nu. Ocasionalmente um cometa pode experimentar um súbito e imenso jato de gás e poeira, durante o qual o tamanho da coma temporariamente aumenta em tamanho. Isto aconteceu em 2007 ao cometa Holmes.
 
 Os fluxos de poeira e gás cada um forma sua própria cauda distinta, apontando em direções um pouco diferentes. A cauda de poeira é deixada atrás na órbita do cometa de forma de uma curva inclinada geralmente chamada de anticauda. Ao mesmo tempo, a cauda de íons, feita de gases, sempre aponta diretamente além do Sol, já que este gás é afetado muito mais pelo vento solar que a poeira, seguindo linhas de campo magnético em vez de uma trajetória orbital. A paralaxe das visualizações da Terra podem fazer com que às vezes as caudas apontem para direções diferentes.
Apesar do núcleo sólido dos cometas geralmente ter menos de 50 quilômetros, a coma pode ser maior que o Sol, e as caudas iônicas já foram vistas estendendo-se por uma unidade astronômica (150 milhões de quilômetros) ou mais.A observação das anticaudas contribuiu imensamente para a descoberta do vento solar.. A cauda iônica é formada como resultado do efeito fotoelétrico da radiação ultravioleta solar, agindo sobre as partículas da coma. Uma vez que as partículas estejam ionizadas, elas ficam com carga elétrica negativa que por sua vez dá origem a uma "magnetosfera induzida" em torno do cometa. O cometa e seu campo magnético induzido formam um obstáculo ao fluxo das partículas de vento solar. Como a velocidade orbital relativa do cometa e do vento solar é supersônica, uma onda de choque é formada à frente do cometa, na direção do fluxo do vento solar. Nesta onda de choque, grandes concentrações de íons cometários se juntam e contribuiem para "carregar" o campo magnético solar com plasma, de tal forma que as linhas de campo "dobram" em torno do cometa formando a cauda iônica..

Cometa Encke perde sua cauda

Se a carga da cauda iônica é suficiente, então as linhas de campo magnético são pressionadas juntos ao ponto de, a certas distâncias ao longo da cauda iônica, aconteça a reconexão magnética. Isto leva a um "evento de desconexão de cauda".Este fenômeno foi observado em várias ocasiões, mais notavelmente em 20 de abril de 2007, quando a cauda iônica do cometa Encke foi completamente separada quando o cometa passou por uma ejeção de massa coronal. Este evento foi observado pela sonda STEREO.
Em 1996 descobriu-se que os cometas emitem raio X Esta descoberta surpreendeu os pesquisadores, por que a emissão de raio X é normalmente associada a corpos com altas temperaturas. Acredita-se que os raios X sejam gerados pela interação entre os cometas e o vento solar: quando íons muito carregados atravessam a atmosfera cometária, eles colidem com átomos e moléculas do cometa, "arrancando" um ou mais elétrons do cometa. A retirada dos elétrons leva a emissão de raios X e fótons de ultravioleta.


Cometas são belos corpos celestes luminosos quando estão perto do Sol,muitos se chocam com planetas e com o próprio Sol,são o elixir da vida e a destrói também,nas próximas postagens falaremos um pouco mais sobre alguns cometas e asteróides.
Rafael Lobato


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

A estrela de todo dia: O Sol


 O Sol é o objeto mais prominente em nosso sistema solar,fazenso sua translação ao redor do centro da galáxia a cada 230 milhões de anos e sua velocidade é de aproximadamente 86.500 km/h,e claro que todos os planetas o acompanham,com isso o Sol que tem aproximadamente 4,6 bilhões de anos um pouco mais velho do que a Terra e os planetas,desde modo o Sol fez aproximadamente 20 voltas na galáxia e irá completar a 21° daqui milhões de anos. É o maior objeto e contém aproximadamente 99% da massa total do sistema solar.E no Sol caberiam 1,3 milhões de Terras(1,300,000 Terras). A camada externa visível do Sol é chamada fotosfera, e tem uma temperatura de 5.000°C. Esta camada tem uma aparência turbulenta devido às erupções energéticas que lá ocorrem.
A energia solar é gerada no núcleo do Sol. Lá, a temperatura (15.000.000° C) e a pressão (340 bilhões de vezes a pressão atmosférica da Terra ao nível do mar) são tão intensas que ocorrem reações nucleares. Estas reações transformam os núcleos de átomos de hidrogênio em um átomo de hélio. A partícula alfa(que é o átomo do Hélio) é aproximadamente 0,7 porcento menos massiva do que quatro prótons(do hidrogênio inteiro). A diferença em massa é expelida como energia e carregada até a superfície do Sol, através de um processo conhecido como convecção, e é liberada em forma de luz e calor. A energia gerada no interior do Sol leva um mês para chegar à superfície. A cada segundo 700 milhões de toneladas de hidrogênio são convertidos em 695 milhões de toneladas de Hélio. Durante este processo 5 milhões de toneladas de energia pura são liberados; portanto, com o passar do tempo, o Sol está se tornando mais leve,e caminhando para sua morte lenta.

Atividade Solar:

A cromosfera está acima da fotosfera. A energia solar passa através desta região em seu caminho desde o centro do Sol. Manchas e as explosões se levantam da cromosfera. Faculae são nuvens brilhantes de hidrogênio que aparecem em regiões onde manchas solares logo se formarão. Flares são filamentos brilhantes de gás quente emergindo das regiões das manchas. Manchas solares são depressões escuras na fotosfera com uma temperatura típica de 4.000°C.
 
A coroa é a parte mais externa da atmosfera do Sol. É nesta região que as prominências aparecem. Prominências são imensas nuvens de gás aquecido e brilhante que explodem da alta cromosfera. A região exterior da coroa se extende ao espaço e inclui partículas viajando lentamente para longe do Sol. A coroa pode ser vista durante eclipses solares totais.
 
O Sol aparentemente está ativo há 4,6 bilhões de anos e tem combustível suficiente para continuar por aproximadamente mais cinco bilhões de anos. No fim de sua vida, o Sol comecará a fundir o hélio em elementos mais pesados e se expandirá, finalmente crescendo tão grande que engolirá a Terra. Após um bilhão de anos como uma gigante vermelha, ele rapidamente colapsará em uma anã-branca é o produto final de uma estrela como a nossa. Pode levar um trilhão de anos para ele se esfriar completamente.


   O período de rotação do Sol varia de aproximadamente 25 dias no equador a 36 dias nos polos. Na profundidade, abaixo da zona de convecção, parece ter uma rotação com um período de 27 dias.Por isso que o Sol é turbulento cheio de atividade magnética durante seus ciclos de 11 anos,quando inverte seus milhões de pólos,de sul para norte e de norte para sul,em 22 anos voltam ao que estava.Lembrando que a Terra e os outros planetas somente tem 2 pólos.É uma maravilha que vemos todos os dias,até um dia acabar com isso os humanos que estiver aqui (daqui 5 bilhões de anos), com absoluta certeza encontrarão outro sistema solar e outro planeta para se viver. Então não se procupem os que alguns cientistas dizem sobre o fim do mundo pode ser causa do Sol,a única coisa que pode acontecer com o máximo solar onde estamos entrando no ciclo de 11 anos,são a falta de energia,mas por apenas algumas horas e alguns dias,o ser humano não vai se matar por conta da falta de alguns dias de luz em suas casas.

Rafael Lobato


quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Planeta-Anão: Haumea




A União Astronômica Internacional (UAI) anunciou que o objeto previamente conhecido como 2003 EL61
será classificado como o quinto planeta anão no Sistema Solar e terá o nome de Haumea,que está a 43,3 UA 
de distância do sol,que corresponde a 6,435 bilhões de km.
A decisão foi tomada após discussões entre os membros do Comitê da UAI para a Nomenclatura de 
Pequenos Corpos e o Grupo de Trabalho da UAI para a Nomenclatura de Sistemas Planetários. 
Isto agora significa que a família de planetas anões no Sistema Solar conta já com cinco elementos. 
Estes são Ceres, Plutão, Haumea, Éris e Makemake.
A descoberta de Haumea foi anunciada em meados de 2005, e o objeto foi inicialmente nomeado 
com a designação temporária de 2003 EL61. É um objeto bizarro com uma forma de uma bola de futebol americano. 
O seu diâmetro é aproximadamente o mesmo que o do planeta anão Plutão; no entanto, a sua estranha forma 
implica que é muito mais fino. Sabe-se também que roda muito depressa, completando uma volta em torno de 
si próprio a cada 4 horas. Há até quem tenha sugerido que esta rápida rotação possa ser a razão por que 
Haumea veio a ser como é - o plutóide foi alongado pelo seu movimento de rotação.
 
Haumea situa-se entre os objectos transnetunianos, um vasto 
anel distante de corpos rochosos e gelados
 no Sistema Solar exterior. Neste momento encontra-se a 
aproximadamente 50 vezes a distância entre a 
Terra e o Sol, mas no periélio (a sua distância mais próxima do Sol)
 a órbita elíptica de Haumea transporta-o 
até cerca de 35 UA,que é 5,250 bilhões de km.
Haumea é o nome da deusa do nascimento e da fertilidade na 
mitologia Hawaiiana. O nome é particulamente 
apto, pois a deusa Haumea também representa o elemento pedra 
e observações deste plutóide apontam 
para que, invulgarmente, o planeta anão seja composto quase na sua 
totalidade por rocha com uma crosta de 
gelo puro.
A mitologia Hawaiiana diz que os filhos da deusa Haumea nasceram 
de diferentes partes do seu corpo. 
O planeta anão Haumea tem uma história semelhante, pois encontra-se rodeado na sua órbita por dois satélites 
que se pensa terem sido criados por impactos no seu passado. Durante estes impactos, partes da superfície 
gelada de Haumea foram libertadas. Os detritos destes impactos pensam-se então que tenham formado as duas luas.
Depois da sua descoberta, em 2005, as luas também ganharam designações temporárias, mas agora já têm nomes 
dados pelos dois grupos de trabalho da União Astronómica Internacional. A primeira e maior lua será 
chamada Hi'iaka, a deusa Hawaiiana que se diz ter nascido da boca de Haumea e a deusa protetora 
da ilha de Hawai'i. A segunda lua de Haumea tem o nome de Namaka, um espírito de água que se diz ter 
nascido do corpo da Haumea.
  
Haumea tem uma mancha vermelha,meio azulada,notada na foto acima,os cientistas não sabem
 o que é,se foi por impacto de asteróide ou atividade orgânica,mas eles sabem que Haumea tem
 uma temperatura muito fria -223°C, bem próximo do zero absoluto.É um planeta com a forma bem
 estranha,também imagine na Terra,houver apenas 4 horas para fazer tudo,é incrível.
Rafael Lobato

domingo, 28 de outubro de 2012

Planeta-Anão: Sedna


90377 Sedna é um objeto transnetuniano descoberto em 2003, que atualmente está cerca de três vezes mais longe do Sol que Netuno. Sua órbita é extremamente excêntrica, com um afélio de cerca de 960 UA (32 vezes a distância de Netuno), tornando-o um dos objetos mais distantes conhecidos no Sistema solar além de cometas de longo período.
Sedna é quase certamente um planeta anão, porém a união astronômica internacional ainda não o designou formalmente como tal. Mesmo com aproximadamente 1 000 km de diâmetro, sua distância do Sol dificulta a determinação de sua forma, então não se sabe se está em equilíbrio hidrostático. Análises espectroscópicas revelaram que a composição da superfície de Sedna é parecida à de outros objetos transnetunianos, sendo principalmente uma mistura de gelo de água, metano,nitrogênio. Sua superfície é uma das mais vermelhas no Sistema Solar.

A órbita extrema de Sedna, com um período orbital de cerca de 11 400 anos e um perélio de 76 UA, tem criado muitas teorias sobre sua origem. O Minor planet center classifica Sedna como um objeto do disco disperso, um grupo de objetos enviados a órbitas alongados pela influência gravitacional de Netuno. No entanto, essa classificação tem sido contestada, uma vez que Sedna nunca chega perto de Netuno para ter sido afetado pelo planeta, o que levou alguns astrônomos a acreditarem que ele é o primeiro membro conhecido da parte interna da nuvem de Oort. Outros especulam que Sedna foi colocado em sua órbita atual por uma estrela, possivelmente do aglomerado em que o Sol nasceu, ou até mesmo que foi capturado de outro sistema planetário. Outra hipótese sugere que sua órbita pode ser a evidência de um grande planeta além da órbita de Netuno. O astrônomo Michael E. Brown, o co-descobridor de Sedna e dos planetas anões Éris, Haumea e Makemake, acredita que Sedna é cientificamente o objeto transnetuniano mais importante já descoberto, pois o entendimento de sua órbita anormal provavelmente vai fornecer informações valiosas sobre a origem e evolução do Sistema Solar.

 Embora a órbita de alguns cometas de longo período se estendam mais longe que a de Sedna, eles são muito pouco brilhantes para serem descobertos, exceto ao se aproximarem do perélio no Sistema Solar interno. Mesmo quando Sedna alcançar o perélio na metade de 2076, o Sol iria aparecer apenas como uma estrela muito brilhante no seu céu, somente cem vezes mais brilhante que a Lua cheia na Terra, e muito distante para ser visível como um disco a olho nu.

 Quando foi descoberto, acreditava-se que Sedna tinha um período de rotação anormalmente grande (20 a 50 dias).Inicialmente especulava-se que Sedna tinha um grande companheiro binário, similar à lua de Plutão Caronte, o que explicaria o grande período de rotação.Uma busca por um satélite pelo Telescópio espacial Hubble em março de 2004 não achou nada,e medições subsequentes feitas pelo telescópio MMT sugerem um período de rotação muito menor de cerca de 10 horas, o que é típico para um corpo do tamanho de Sedna.

sábado, 27 de outubro de 2012

Planeta-Anão: Éris


 

Éris, conhecido oficialmente como 136199 Eris,antes detinha um outro nome chamado 2003 UB313,devido aos acalorados debates entre correntes diferentes de astrônomos, que discordavam, Xena foi rebatizada de Eris, a deusa grega da rivalidade e da discórdia, e recebeu a designação oficial de 136199 Eris, é um planeta anão e um plutóide nos confins do sistema solar, numa região conhecida como disco disperso.

Talvez seja o maior planeta anão do sistema solar e quando foi descoberto, ficou desde logo informalmente conhecido como o "décimo planeta", porque na época seu diâmetro estimado era maior do que o diâmetro do ex-planeta Plutão.

Éris tem um período orbital de cerca de 560 anos e encontra-se a cerca de 97 UA do Sol, em seu afélio( UA,é a distância padrão da Terra em relação ao Sol = 150 milhões de KM,fazendo uma pequena conta 150 x 97 = 14.500 bilhões de KM da Terra). Como Plutão, a sua órbita é bastante excêntrica, e leva o planeta a uma distância de apenas 35 UA do Sol no seu periélio (a distância de Plutão ao Sol varia entre 29 e 49.5 UA, enquanto que a órbita de Netuno fica por cerca de 30 UA).

Orbita de Éris e Plutão

Em 2010, resultados preliminares de uma ocultação estelar por Éris em 6 de novembro colocaram um limite de 2320 km no diâmetro de Éris, deixando-o com praticamente o mesmo diâmetro de Plutão.Com a margem de erro na estimativa do tamanho, não se sabe ainda se Éris realmente é menor que Plutão.


Geologia do Planeta-Anão:

http://imgs-srzd.s3.amazonaws.com/srzd/upload/p/l/plutao_99.jpg
Visão artística de como o planeta-anão Éris é maior que Plutão

Éris pode ser o maior corpo celeste conhecido para além da órbita de Netuno, talvez maior que Plutão. Tal como Plutão, é composto de uma mistura sólida de gelo e rocha. Ambos podem ser vistos como objectos do cinturão de kuiper ou como planetas gelados, apesar de Éris ser do tipo disperso, ou seja, terá sido formado na parte interior da cintura, mas atirado para uma órbita mais distante devido a uma possível influência gravitacional de Netuno.

Éris não é totalmente conhecido e o seu tamanho real não pode ser determinado. Contudo, os astrônomos calcularam que,Éris refletisse toda a luz que recebe, seria mesmo assim maior que Plutão (2390 km).

Para ajudar a determinar melhor a dimensão deste corpo celeste, foram feitas análises preliminares com recurso a observações feitas com telescópios espaciais: o Spitzer e o Hubble. O primeiro telescópio indicou que Éris seria 20% maior que Plutão (2274 km); o segundo indicou que seria apenas 1% maior indicando um albedo extraordinariamente elevado.

 

Em novembro de 2010 Éris ocultou uma estrela.Dados preliminares desse evento indicaram que o diâmetro de Éris é de 2 340 km, o que causou dúvida sobre as estimativas anteriores de tamanho e densidade.As três equipes que observaram a ocultação ainda estão analisando os dados obtidos. 

Além disso, ao usar os dados preliminares desse evento para comparação com Plutão, há várias estimativas do diâmetro de Plutão que podem ser selecionadas.Isso se deve em parte à atmosfera de Plutão que interfere nas medições de sua superfície sólida (ao contrário da neblina gasosa).

Estes cientistas determinaram que o albedo é muito semelhante ao de Plutão, ou seja, é de 0,60 ± 0,10 ± 0,05. Sugerindo que o metano cause que a superfície gelada seja bastante refletora.
Éris parece ser algo análoga a Plutão e a Tritão (a grande lua de Netuno) devido à presença de gelo de metano.

http://2.bp.blogspot.com/-GgR9wX1JtKY/TqrJgky_0wI/AAAAAAAAA04/OTvyeeCv2gc/s1600/1ERIS.bmp
Tem uma aparência acinzentada

Ao contrário do aspecto avermelhado de Plutão e Tritão, o planetoide Éris parece ser cinzento. Isto parece ser devido à enorme distância de Éris em relação ao Sol o que permite que o metano condense, cobrindo uniformemente toda a superfície.

O metano é muito volátil e a sua presença mostra que Éris se manteve sempre nos confins do sistema solar, ou seja, sempre foi um mundo extremamente frio levando a que o gelo de metano subsistisse. Ou, talvez, desfrute de uma fonte interna de metano que liberte o gás para a atmosfera; note-se que Haumea, um outro corpo celeste da mesma zona do sistema solar, revelou a presença de gelo de água, mas não de metano.

Dados não oficiais com recurso às observações do telescópio Hubble indicaram que Éris teria um albedo elevado, sugerindo que a superfície é composta de gelo fresco.

Atmosfera e clima:

http://eternosaprendizes.files.wordpress.com/2009/03/planeta_anao_eris_2003ub313.jpg


Apesar de Éris se encontrar cerca de três vezes mais afastado do Sol que Plutão,chega a estar suficientemente perto do Sol para que parte da superfície se descongele e forme uma fina atmosfera; no entanto não se sabe se isto acontece realmente.

Devido à sua órbita que se aproxima até 37,8 UA do Sol e se distancia até 97,61 UA, as temperaturas devem variar entre -232 e os -248 graus célsius.

Éris está tão afastado do Sol que este último, nos céus daquele mundo, deverá aparecer apenas como uma estrela brilhante,e com um alfinete pode encobrir o Sol.

Satélite:

http://www.portaldoastronomo.org/images/arquivo/foto1500.jpg
Nasa
  
A lua de Éris,Disnomia, foi descoberta a 10 de setembro de2005. Estima-se que Disnomia seja oito vezes menor e sessenta vezes menos brilhante que Éris e que orbite esse último em cerca de catorze dias.

O sistema Éris-Disnomia parece semelhante ao sistema Terra-Lua. Apesar das dimensões mais reduzidas dos dois objectos, o satélite de Éris está dez vezes mais próximo do planeta que orbita que a Lua da Terra apesar de ser oito vezes menor que a nossa lua.